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Acabar com o monopólio do M$ Office
Contribuído por npf em 02-09-02 13:34
do departamento offices
Microsoft jazzy escreve "Este artigo propõe um conjunto de medidas para acabar com o monopólio da M$ no mercado das office suites. Para conseguir isso, defende que se substitua os formatos M$ Office pelos OpenOffice.org.

O autor do artigo defende a substituição de um monopólio (M$) por um outro (OpenOffice). Esta abordagem será a mais correcta? É viável? Será o OpenOffice.org a suite ideal para conseguir isso? "

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  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Monopólio OO?? (Pontos:1)
    por SlickFox em 02-09-02 13:47 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Não concordo ... o monopólio ocorre quando o formato dos ficheiros não é totalmente especificado ou livre ... ou quando se muda o formato apenas para incompatibilizar produtos concorrentes ...

    Se o formato dos ficheiros OO for livre e standard não estou a ver como ocorre monopólio .. (como o pdf, p.ex.)

    Cumps
    Re:Monopólio OO?? (Pontos:3, Informativo)
    por raxx7 em 02-09-02 14:44 GMT (#5)
    (Utilizador Info) http://raxx7.no.sapo.pt/
    Não, um monopólio ocorre quando um produto ou empresa domina um mercado de tal forma a que é dificil a outros concorrer com ele.

    Se o formato dos ficheiros OO for livre e standard não estou a ver como ocorre monopólio

    Ai está a questão. Embora o OpenOffice seja software livre e o seu formato esteja especificado -- pelo menos no código fonte -- não é standard. Tal como o formato .doc e os outros formatos nativos dos processadores de texto, o formato do OpenOffice é concebido para servir o software, evoluindo paralelamente.
    Para qualquer um que pretenda concorrer com o OpenOffice no seu próprio formato, põem-se dois problemas:
    • Terá de andar sempre atrás do desenvolvimento do OpenOffice.
    • Que vantagens poderá o produto ter sobre o OpenOffice?

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:Monopólio OO?? (Pontos:2)
    por jmce em 02-09-02 15:45 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/
    As vantagens de outros produtos podem aparecer em muitos pontos (começando por exemplo em algoritmos relacionados com a paginação, interfaces, ...) sem exigir formatos novos. Afinal tanto no domínio do software como noutros há imensos produtos no mercado a usar normas idênticas para os suportes de base.
    Re:Monopólio OO?? (Pontos:2)
    por raxx7 em 02-09-02 16:34 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://raxx7.no.sapo.pt/
    Claro. E nem é preciso procurar muito longe: StarOffice (creio que os formatos são compativeis).
    Mas o que eu queria dizer é que não basta o formato ser aberto, também precisa de ser desenvolvido de uma maneira neutra.
    Tu hoje fazes uma aplicação concebida para lidar com o formato OpenOffice 1.0, um jOffice 1.0 mais rápido e leve que o OpenOffice 1.0.
    Mas como vai ser quando surgir um formato OpenOffice 2.0?
    Como é que esse formato vai ser desenvolvido?
    De uma maneira neutra e independente ou de maneira a simplificar o desenvolvimento do OpenOffice 2.0 a partir do OpenOffice 1.0?
    O formato vai ser especificado e estabilizado à priori ou vai ser desenvolvido em paralelo com o desenvolvimento do OpenOffice 2.0, à medida das necessidades?
    Ou seja, no pior caso, não vais poder começar a desenvolver um jOffice 2.0 capaz de suportar o formato OpenOffice 2.0 até que um OpenOffice 2.0 esteja praticamente pronto. E o desenvolvimento do jOffice 2.0 vai ser mais complexo do que o do OpenOfice 2.0.
    Claro que também pode não acontecer isto. O formato OpenOffice pode passar a ser desenvolvido por um grupo autónomo, dedicado a isso e sem priveligar nenhum software.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:Monopólio OO?? (Pontos:1)
    por racme em 02-09-02 17:57 GMT (#26)
    (Utilizador Info)
    Claro que também pode não acontecer isto. O formato OpenOffice pode passar a ser desenvolvido por um grupo autónomo, dedicado a isso e sem priveligar nenhum software.

    é isso mesmo, a la linux kernel


    ...no reino de Quelthalas...
    im awake, im awake!
    É discutível (Pontos:1)
    por ^S^ em 02-09-02 16:23 GMT (#15)
    (Utilizador Info) http://www.zbit.pt/~luis
    O formato dos ficheiros do OpenOffice.org é tão standard quanto podia ser.

    É um arquivo (comprimido ou não) com ficheiros XML (standard?) com o conteúdo, estilos, formatação, etc e pastas com os ficheiros embebidos (Imagens, etc).

    Podia ser mais standard?
    ^S^
    Re:Monopólio OO?? (Pontos:2)
    por Cyclops em 02-09-02 23:00 GMT (#31)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    Não, um monopólio ocorre quando um produto ou empresa domina um mercado de tal forma a que é dificil a outros concorrer com ele.

    Não, o significado de monopólio, que vem do latim, é aproximadamente tráfico ou posse exclusivos. Por outro lado, o OO.o têm um formato que qualquer um pode implementar pois têm tudo o que é necessário para lidar com ele, desde código a dtd's. Para mais detalhes, ver Reductio Ad Absurdum neste artigo.
    3x (Pontos:2)
    por racme em 02-09-02 14:11 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    1- O autor do artigo defende a substituição de um monopólio (M$) por um outro (OpenOffice). Esta abordagem será a mais correcta?
    R:sim

    2-É viável?
    R:SIM

    3-Será o OpenOffice.org a suite ideal para conseguir isso?
    R:e SIM! :)


    ...no reino de Quelthalas...
    im awake, im awake!
    Re:3x (Pontos:2)
    por André Simões em 02-09-02 14:23 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Então substitui-se um monopólio por outro? Então o que está errado no da M$ não é precisamente a tentativa de monopolizar? Don't get it...
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    Reductio Ad Absurdum (Pontos:2)
    por Cyclops em 02-09-02 22:49 GMT (#30)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    Então substitui-se um monopólio por outro?

    Monopólio é tráfico exclusivo, por definição.
    Com um formato livre, TODOS têm acesso ao formato.

    Então se todos têm acesso ao formato, deixa de ser exclusivo, pelo que não constitui um monopólio

    QED

    promoção gratuita: sim, vim de MCC ;)
    Re:Reductio Ad Absurdum (Pontos:2)
    por jazzy em 03-09-02 10:59 GMT (#45)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    O monopólio é das suites, e não dos formatos dos documentos, pelo menos é desse monopólio que se está a falar. PS: MCC quer dizer o quê??? Montes de Cromos, Carago.


    Jazzy
    Completando um pouco (Pontos:2)
    por mlopes em 02-09-02 14:31 GMT (#4)
    (Utilizador Info)

    1- O autor do artigo defende a substituição de um monopólio (M$) por um outro (OpenOffice). Esta abordagem será a mais correcta?
    R:sim

    OpenOffice.org, monopólio??????
    All OpenOffice.org applications use XML-based file formats.
    Ver detalhes aqui.

    2-É viável?
    R:SIM

    Sim, mas não é fácil nem rápido!

    3-Será o OpenOffice.org a suite ideal para conseguir isso? R:e SIM! :)

    Sim! Porque não existe nenhuma "Office Suite" com uma licença tão ou mais "aberta", com a qualidade e divulgação da OpenOffice.org.


    If you don't have time to do it right, where are you going to find the time to do it over?

    Re:3x (Pontos:2)
    por leitao em 02-09-02 16:04 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    Uma resposta interessante, mas esqueceste-te de justificar como e' que os teus 3 "sins" seriam implementados.

    Como e' que vais convencer as pessoas a trocar de ferramentas e formatos ?


    echo '[dO%O+38%O+PO/d00]Fi22os0CC4BA64E418CE7l0xAP'|dc

    Re:3x (Pontos:2)
    por CrLf em 02-09-02 16:43 GMT (#20)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    É fácil, convence-se a Microsoft a suportar no Office o formato do StarOffice... ;)

    -- Carlos Rodrigues
    Re:3x (Pontos:2)
    por CrLf em 02-09-02 16:41 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    Aposto que nesse caso muita gente saltava para a carruagem dos *BSD e começava a atacar o Linux, isto é claro se fosse possível um monopólio de Linux uma vez que é aberto e não tem uma corporação por trás com tácticas criminosas e anti-concorrênciais.

    E já agora, o MacOS X não é aberto (não o suficiente) e tem uma corporação por trás que só não é uma M$ porque ainda não lhe deram oportunidade. Mau exemplo.

    -- Carlos Rodrigues
    Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por Cláudio Franco em 02-09-02 15:00 GMT (#6)
    (Utilizador Info)
    Não percebo como querem colocar a grande maioria a usar o OO quando querem que exista uma revolução, sabem perfeitamente que isso não é possível, só havendo suporte pa xls, doc etc é que as pessoas mudam, Se estas numa empresa, X cliente envia-te em .doc um DOcumento com Y,X,Z, vais dizer que não pk o OO não suporta? Não me parece, não vejo que a melhor forma para mudar de MS pa algo pago, mudando os formatos, seja para Linux ou não, a verdade é que deve-se facilitar, não dificultar. Se eu agora, estou lentamente a mudar-me para Soluções Linux (e todo o sofware relacionado) é com programas que me deixam fazer a "transição", podem crer que se todo o software para Linux resolve-se adoptar Formatos Unicos, ainda estaria no Windowzzz, não estaria para recusar trabalhos, etc
    _ _ unhpf
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por Cláudio Franco em 02-09-02 15:01 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    errr.. tenho ali um erro... i mean "não vejo que a melhor forma para mudar de MS pa algo pago,",
    eu queria dizer, da MS para algo Livre.
    _ _ unhpf
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:2)
    por ^magico^ em 02-09-02 15:14 GMT (#9)
    (Utilizador Info)
    Concordo plenamente!
    Até porque, o software livre (leia-se, qualquer software livre ou não, que tenha de concorrer com software monopolizado) tem de possuir as ferramentas necessárias base para no mínimo não ser posto de parte logo de inicio por não dar continuidade a um outro software.

    Porque é que acham que o MSOffice desde de inicio suportou a abertura de documentos de WordPerfect? Ou até mesmo o MS Money, sempre suportou a importação de ficheiros Quicken.

    Tudo bem, uma coisa é importar e outra coisa é trabalhar com esses ficheiros.
    Quando se abre um documento de um formato diferente no MSOffice, ao salvar ele pergunta se queremos guardar esse documento como *.doc ou então no formato original.
    Qual seria a melhor opção: fazer o mesmo ou então só permitir importar e gravar sempre no formato com o qual o OO trabalha? Penso que só se conseguem utilizadores existindo o máximo possivel de compatibilidade para que um utilizador não se sinta "ó raios, agora isto não grava no {insira aqui o seu formato preferido} e o gajo a quem tenho de enviar isto quer isto neste formato".

    Cumprimentos,
        Fernando Silva
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por ^S^ em 02-09-02 16:28 GMT (#16)
    (Utilizador Info) http://www.zbit.pt/~luis
    Mas o OpenOffice.org faz exactamente o mesmo.
    Podes gravar no formato {insira aqui o seu formato preferido}. Se calhar, tantos ou mais que o MS Office. Os autores até se referem, de forma engraçada, no que respeita ao formatos de ficheiros suportados:

    Supported file formats: Gazillions.

    Não vejo diferença, honestamente. Além de que, sempre temos a possibilidade de gravar como PDF, bem portável.
    ^S^
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por Cláudio Franco em 02-09-02 16:46 GMT (#21)
    (Utilizador Info)
    sim, mas a kestao aki penso k nao seja o k actualmente existe/faz, a kestao é akelas "ideias" k o pobre do homem deu.
    _ _ unhpf
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por spyder em 02-09-02 17:49 GMT (#25)
    (Utilizador Info)
    Se fosse só no IRC... Imagina-te a receber um bug report com frases do tipo "Axu ke o link tá culado"... AAAARRRGGGHHHH! Mandem-nos a todos para a primária, já! :-)
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por Cláudio Franco em 03-09-02 8:31 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    agora já percebo porque me disseram que a Gildot e o site PT com comentários mais estúpidos da Internet.
    _ _ unhpf
    Re:Sim e Não.. como sempre. (Pontos:1)
    por Cláudio Franco em 03-09-02 10:02 GMT (#40)
    (Utilizador Info)
    errr críticas o s "k" e usas o "n"...então? ts ts
    _ _ unhpf
    O monopólio dos formatos abertos (Pontos:3, Informativo)
    por raxx7 em 02-09-02 15:10 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://raxx7.no.sapo.pt/
    Esta questão foi levantada em mais do que um sitio aqui, por fica aqui:
    Segundo isto a Microsoft disponibiliza o formato dos documentos do Microsof Office, se bem que nao livremente. Mas a informação existe e é possivel obtê-la. Logo, o monopólio do Microsoft Office não pode ser justificado, pelo menos não completamente, com os formatos proprietários.
    Portanto, o facto de o OpenOffice ser software livre e os seus formatos estarem especificados não exclui por si possibilidade de monopólio.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:O monopólio dos formatos abertos (Pontos:2)
    por Cyclops em 02-09-02 22:40 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    Se não é livre então têm controlo monopolista sobre o formato. Para além disso, parece-me que não leste o link que deste:

    The MS Office file formats (Word, Excel, Powerpoint, Office Binder and Office Drawing) were all made freely available from the MS msdn website in 1998. Since then they have been removed, but MS made cd's available of their website to developers that registered to receive them. These cd's are commonly available. The particular cd that the specifications were made available on is the July 1998 edition. CD Number 2 of the three part set. The specs that were made available were the office 97 spefications. Not the previous versions. The specs are quite hard to read, and often incomplete. Some fields are wrong, and some information is not fully correct, but theres nothing better available.

    Espero ter sido suficientemente explícito com os bolds...
    Re:O monopólio dos formatos abertos (Pontos:2)
    por raxx7 em 02-09-02 23:49 GMT (#32)
    (Utilizador Info) http://raxx7.no.sapo.pt/
    Ler li, mas foi um bocado na transversal. Não reparei no fim.
    As minhas desculpas a todos os que foram mal informados.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    To bind them all... (Pontos:2, Interessante)
    por elmig em 02-09-02 16:43 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://www.alunos.ipb.pt/~ee3931/
    o único modo de ninguém recitar: "To bind them all..." é tudo bem definidinho em Chis Eme Éle. E claro escarrapachar isso num documento aberto a que qualquer tenha acesso. Aliás acho que o formato dos ficheiros era um bom projecto para trabalhar fora do desenvolvimento dos Offices. Os Offices só deveriam fazer a implementação dessa definição. Assim o formato seria independente e qq Office o poderia usar. A W3 Consortium fez isso com o Agá Tê Eme Éle, a netscape fez isso com o JavaSCR1PT.
    Todos os browsers interpretam isso quase da mesma forma, não é?

    "Big brother is watching you, and little brother is too. When big brother goes to sleep, little brother goes through his stuff."

    Re:To bind them all... (Pontos:2)
    por rollerball em 02-09-02 17:11 GMT (#22)
    (Utilizador Info)
    Independentemente de concordar com a tua ideia tenho que comentar:

    "Todos os browsers interpretam isso quase da mesma forma, não é?"
    Quem nos dera!!

    Nuno Paulino aka Rollerball
    Re:To bind them all... (Pontos:2)
    por jmce em 02-09-02 18:05 GMT (#27)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    No fundo, XML acaba por ser uma maneira diferente de "escrever". Se a MS foi capaz de fazer semântica nebulosa tipo alvo-em-movimento com sequências de bytes "cruas", também deve ser capaz de o fazer com sequências de bytes estruturadas de forma sintacticamente irrepreensível em XML... com a vantagem de aumentar o tamanho dos ficheiros.

    O problema é o "tudo bem definidinho". Um naco de informação pode estar em XML mas não se saber minimamente o que representam aqueles dados.

    Reformular... (Pontos:4, Interessante)
    por jmce em 02-09-02 18:43 GMT (#28)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    A discussão na base "vamos substituir a dominância dos formatos da MS pela de outros formatos que sejam abertos" torna-se facilmente estéril.

    Isto porque, a não ser nos casos em que faz sentido ou é possível fazê-lo por determinação legal (por exemplo, formato em que são guardados documentos do Estado) ou regulamentos institucionais (por ex., formatos em que são guardadas reproduções electrónicas de documentos de uma biblioteca) não é questão de se dizer "faça-se o novo monopólio" e ele fazer-se milagrosamente... Mesmo a MS, com todo o peso que tem no mercado e a batota adicional com que reforça essa posição, pode nem sempre ter sucesso em fazê-lo.

    Para além dos tais casos em que será mais decente, por várias razões, regulamentar a preferência por formatos abertos, tem bastante mais interesse discutir se conseguimos fomentar o uso de formatos existentes ou criar formatos novos que, além de serem abertos apresentam vantagens técnicas que ultrapassem vários dos actuais proprietários, a ponto de se transformarem, com o interesse de vários produtores e utilizadores de software, em "standards de facto".

    Não conheço os formatos usados pelo Open Office, mas seria difícil convencer muita gente a substituir os formatos aleijados da MS por formatos abertos "desenrascados" (se for o caso deles) feitos no que acaba por ser uma tentativa constante de correr atrás da cauda da MS.

    Claro que nada impede a MS de adoptar também o novo formato (OK), de o alterar de forma obscura com extensões privadas (ouch) e de usar o seu peso no mercado "normal" e a batota habitual fora da concorrência normal para tentar fazer desse o sucessor do formato originalmente aberto. A adopção anterior por outros jogadores de peso pode aumentar a dificuldade de a MS o fazer, mas quando há um monopólio nem sempre se pode fugir (com tentativas "no mercado", como se o monopólio não tivesse mudado as regras do jogo) do que acabou por se transformar num problema político.

    <ob-TeX-reference>Felizmente ainda tenho a sorte de poder usar quase sempre esse "velhinha" infra-estrutura standard chamada (La)TeX (& friends)... É verdade que nem toda a gente se sentiria bem a usá-la, mas é uma pena que alguma gente "who should know best" esteja a escrever teses e outros livros (ou mesmo, atrevo-me a dizer, documentos empresariais) em software que lhes representa mal o conteúdo, guarda ficheiros hipertrofiados de forma meio aleatória e rebenta nos momentos mais irritantes. A esses eu diria para nem sequer passarem pelo OpenOffice, mas a irem para a "Real Thing" directamente. A aprendizagem acaba por compensar (bastaria o tempo poupado em lidar com bugs). E por melhores que sejam as interfaces e os algoritmos, pelo menos até agora, nada substitui alguma aprendizagem quando se quer produzir algo com aspecto decente. Basta ver muita da tralha feita em Word (que mesmo em Word poderia ficar melhor) para se perceber isso. </ob-TeX-reference>

    Re:Reformular... (Pontos:2)
    por CrLf em 03-09-02 1:23 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    (...)Felizmente ainda tenho a sorte de poder usar quase sempre esse "velhinha" infra-estrutura standard chamada (La)TeX (& friends)...[...]Basta ver muita da tralha feita em Word (que mesmo em Word poderia ficar melhor) para se perceber isso.(...)

    O problema é que muita gente não quer sequer começar a aprender. Basta saber uns comandos básicos que se aprendem em algumas horas para se conseguir logo fazer algo bastante apresentável. E como as pessoas tendem a fazer documentos sempre do mesmo género já quase se trabalha no estilo copy-paste substituindo apenas o texto e alterando os nomes das secções. Além disso muita gente ficaria surpreendida de saber que as eras que passam em frente ao Word a alterar as fontes e porcariazinhas dessas para no final sair uma porcaria na mesma desaparecem no LaTeX conseguindo-se algo muito mais bonito. É que muita gente não tem o mínimo jeito para tipógrafo e o Word ao invés de ajudar so atrapalha...
    E como pode gerar PDF... é muito mais standard do que o .doc.

    -- Carlos Rodrigues
    Re:Reformular... (Pontos:2)
    por leitao em 03-09-02 8:17 GMT (#34)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    É verdade que nem toda a gente se sentiria bem a usá-la, mas é uma pena que alguma gente "who should know best" esteja a escrever teses e outros livros (ou mesmo, atrevo-me a dizer, documentos empresariais)

    Documentos empresariais em TeX... hummm, isso simplesmente nao funcionaria.

    O WYSIWYG foi inventado precisamente para uso empresarial -- sem WYSIWYG nao vais la'.


    echo '[dO%O+38%O+PO/d00]Fi22os0CC4BA64E418CE7l0xAP'|dc

    Como sempre, depende das tarefas... (Pontos:2)
    por jmce em 03-09-02 10:35 GMT (#42)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    Pensando num "utilizador de escritório" pouco "sofisticado", eu diria que depende do tipo de documento, mesmo esquecendo por momentos as ferramentas mais WYSIWYG-like disponíveis sobre LaTeX, nem sempre muito apropriadas pela forma "visual" como acabam por ser construídos alguns documentos desaproveitando o que a infra-estrutura tem de melhor (em vez de ajudar o utilizador a usar o que está por baixo da forma mais eficaz, estimulando-o por exemplo a de colocar objectos arbitrários por cima de objectos arbitrários, como vi em artigos mal escritos em Scientific Word...).

    Se se ordena a alguém que faça um documento curto a apresentar uma certa informação num certo layout único daquele documento, o WYSIWYG pode ser vantajoso para "despachar" um layout para "usar e deitar fora". Aí o investimento na solução do problema em (La)TeX facilmente poderia ser um desperdício.

    Mas há também as séries de documentos muito semelhantes uns aos outros, em que mudam apenas alguns dados (nomes, valores, datas, ...) e o contexto e layout ficam exactamente na mesma.

    Lembro-me de ver no IAPMEI pessoal da Informática que entre outras tarefas tratava de definir templates (chamam-se assim?) para diversos tipos de documentos Word, que depois diversos funcionários usavam no dia-a-dia preenchendo apenas os campos que variavam de documento para documento. Para este tipo de material o TeX poderia ser excelente: uma carta de um certo tipo, por exemplo, pode passar a ser um ficheiro com 4 ou 5 definições dos parâmetros, como:

    \nome{Fagundes Pacato da Silva}
    \deve{3510000}
    \datalimite{24 de Setembro próximo}
    \ameaca{procedimento judicial}

    ... e rapidamente pode ver-se WYG. Com algum jeito por parte dos sysadmins, os funcionários nem sequer têm de lidar com os comandos básicos: estes podem ser chamados por outras ferramentas de nível mais alto, quem sabe através de formulários onde o funcionário se limita a preencher aqueles campos (sem sequer escrever "à mão" o acima). Talvez até com Word essa seja a melhor estratégia (e a usada?) em alguns casos.

    A diferença para quem administra é ter à mão uma ferramenta mais flexível e potente para gerar documentos, desde a simples carta até facturas de serviços com longas tabelas e cores variadas. Talvez no fim compense pagar mais a uma pessoa que saiba TeX do que a duas ou três que escrevam templates de Word...

    De qualquer forma, e mesmo acreditando que nem toda a gente se adaptaria, do que já vi em termos de gente a usar LaTeX acho que é frequente subestimar-se a capacidade de aprendizagem das pessoas...

    A propósito da qual me lembro também do que dizia uma senhora (do IAPMEI) no CFE de Lisboa um dia antes de ele abrir: que estava habituada a terminais de caracteres, que nos primeiros tempos ia estar às escuras no Windows e "alguém nos vai dar formação?". Infelizmente parece que algumas empresas julgam que o conhecimento das interfaces de Windows (e a capacidade de desatar a escrever cartas no Word) nasce connosco. Se é MS, está tudo automaticamente resolvido, não é preciso aprender. Ainda se aprende dactilografia?

    Para mim ainda é fácil perceber a sensação: sempre que vi um Word aberto à frente, pouco percebi da interface (e aparentemente cada vez menos, à medida que ela fica mais complexa, apesar de ter usado Wordstar por umas semanas em tempos remotos, sobre CP/M...).

    E, numa experiência de depoimento na PJ de que já falei aqui, não foi o WYSIWYG que nos ajudou a despachar ou poupou ao saltar de computador (Windows, claro) crashante em computador crashante para ir usando Word, num dos casos perdendo tudo o que já tinha sido escrito. Foi uma sessão looonga... Afortunadas as empresas que se podem estar nas tintas para estas perdas de tempo e necessidades de administração acrescidas.

    Sun seeks many Davids for MS Office fight (Pontos:2)
    por jazzy em 03-09-02 9:53 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    No The Register, foi publicado ontem um artigo que diz que a Sun está a fazer aquilo que se está a discutir: a criação de um standard, baseado em XML, para as office suites.

    Além disso, it is working on a set of potential standards with a series of un-named partners.


    Jazzy
    Era bom, era... :P (Pontos:1)
    por Montanelas em 03-09-02 11:37 GMT (#46)
    (Utilizador Info)
    Tirando meia-dúzias de intelectuais em TI de alto-coturno, nos quais modestamente Eu não me incluo, o comum mortal utilizará aquilo que lhe impingirem ou que lhe for mais fácil e menos exigente para trabalhar.

    É a lei do menor esforço no seu glorioso e magnífico explendor. Só um louco vai colocar na sua empresa o Linux e o OpenOffice ou o StarOffice (se este ainda suporta o Linux :P) e dar a respectiva formação. E depois, como é que o departamento elabora as suas propostas? Vai pagar uma licença do Adobe Acrobat?

    Se existisse um Office completamente funcional capaz de interagir com o original, instalado num Linux ultra-amigável-ao-nível-do-utilizador a coisa não vai lá. Ou então que seja criado um produto totalmente revolucionário... :D
    Re:Era bom, era... :P (Pontos:2)
    por higuita em 04-09-02 1:42 GMT (#50)
    (Utilizador Info) http://raff.fe.up.pt/~eq92025/
    se repares bem 90% do pessoal que usa o windows, office tambem nao sabe mexer com ele, ainda hoje o meu pai recebeu um ficheiro em doc, a representar um modelo de fax, que aquilo era uma piada, uma confusao de tabelas, imagens, texto, sem logica nem o minimo de formatacao coerente... mas ele dizia no email que tinha dado muito trabalho e que estava muito bom

    o bom era que depois de impresso parecia um fax normal, depois de perder todo o lixo que tinha

    o meu pai usa para trabalhar um linux com openoffice, mozilla (web e email) e nao se queixa, se no inicio tive de lhe ensinar certas coisas (tipo localizacao dos ficheiros, passwords, mountar disquete) ele habitou-se bem, hoje trabalha melhor em linux que em windows, com a vantagem que nao teve de pagar licencas e nao crash nem apanha virus

    depois de ter perdido tudo que tinha por causa de um virus no windows, e de eu ter instalado o linux 'a experiencia, ele habitou-se com mais rapidez do que eu estava a espera

    ele telefonava-me nos 1º tempos a tirar umas duvidas, na maioria habitos do windows que nao batiam tao certo no linux, mas nem sequer perdi muito tempo a explicar as coisas, depois de tudo configurado o linux e' simples

    para finalizar, nota que ele nao percebe de computadores, ele e' um utilizador comum que a coisa que mais gosta dos PC sao os jogos de cartas
    (que ja' agora, quando os descobriu o linux ficou logo melhor 8)

    Higuita
    Os portugueses e o Espírito de Manada (Pontos:2)
    por Astrónomo em 03-09-02 20:00 GMT (#48)
    (Utilizador Info)
    Eu sou um desses "loucos" que colocou na empresa toda a gente a trabalhar em OpenOffice/StarOffice (Windows e Linux). E já lá vão dois anos de assinalável sucesso.

    Os documentos que saem para o exterior vão preferencialmente em PDF (que os Linux produzem sem necessitarem de licença de Acrobat). Mas se for necessário irem em .doc, não há problema. Documentos de estrutura simples são bem convertidos pelos filtros import/export do OpenOffice.

    Alguns dos utilizadores que estão nos postos Linux são típicos joe users. Não percebem nada de computadores. Mas trabalham e fazem as mesmas coisas que os outros que estão em Windows. E quanto ao OpenOffice/StarOffice, até gostam mais do que MS Office!

    Tenho consciência que o meu exemplo é um caso muito raro no nosso país. E isto acontece porque os portugueses são pouco ousados. Pouco aptos a inovar e a experimentarem caminhos diferentes. Vejam o StarOffice há meses nos primeiros lugares do top de vendas da Amazon. Mas os portugueses são mais lentos. Adoptarão o Linux e software alternativo só quando os restantes países desenvolvidos (e outros menos desenvolvidos) derem o seu aval. Não é, pois, de estranhar que tenhamos o país que temos...

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    aqui porque não deves utilizar IE, Outlook, Windows Media e Messenger.

    Re:XML? (Pontos:2)
    por ^magico^ em 02-09-02 15:21 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    E trabalha com XML, pelo menos o OO.
    Re:XML? (Pontos:1)
    por CRPilger em 02-09-02 17:42 GMT (#24)
    (Utilizador Info) http://charles.pilger.inf.br
    E quem disse que ele não trabalha com XML? Faça o seguinte: entre no OpenOffice.org Writer e crie um documento simples (Um "Oi Mundo!" basta). Grave este documento como oi.sxw e depois de sair do OO renomeio-o para oi.zip e o descompacte. Você verá 5 arquivos ali: - content.xml - meta.xml - setting.xml - styles.xml - manifest.xml Os dois principais documentos ali são o content.xml, que é o texto propriamente dito, e o manifest.xml, que é um índice de todos os arquivos ali presentes. Outra coisa: sobre o monopólio do OpenOffice.org ele seria melhor que o monopólio do MSOffice por um motivo simples: mesmo que alguém resolva usar o código do OO para fazer um sistema com código fechado (exemplo claro: StarOffice), a licença é bem clara: tem que haver compatibilidade no que se refere aos documentos. Ou seja: o StarOffice não ode modificar o formato do arquivo de forma que apenas o StarOffice o leia.

     

     

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