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Apelo às armas
Contribuído por scorpio em 04-04-06 13:10
do departamento eff.pt?
Big Brother is watching you ParceiroPensador escreve "Há uns tempos que venho pensando na gritante falta, no nosso país, de uma organização deste género. Qualquer coisa que, longe de constituir apenas o playground de meia dúzia de anarquias pessoais e diletantes, representasse um esforço sério de colocar as novas e cruciais questões em termos rigorosos, técnicos, quando fosse preciso. Que arregimentasse (a palavra não tem de ser feia) engenheiros, juristas, estudantes, ou simplesmente cidadãos. Que não almejasse mudar o mundo, mas patrocinasse, pelo menos, o exercício do direito de defesa a essa arguida dos tempos modernos que se chama liberdade. A falta de tempo, de t¤mpo, e o receio de ver gorar mais uma vez um esforço para intervir politicamente (lato sensu...) foi-me levando a adiar o projecto e a necessária escritura pública... "
" Mas não completamente: os estatutos dessa associação futura já estão esboçados e uma despretensiosa declaração de princípios também vai tomando forma na minha cabeça. Sem que possam assumir forma definitiva na ausência dos futuros colegas de causa. Portugal é o velho país de brandos costumes, pensava eu; sem tendências securitárias, sem um lugar que se visse na economia mundial, o apelo às armas tardaria a chegar. Mas as últimas notícias têm-me feito ver que talvez não haja assim tanto tempo para deixar maturar as ideias. Os ataques estatais à privacidade do indivíduo, os abusos do sistema de direito intelectual, a conjunção de interesses económicos e do poder político na criação de uma rede de vigilância cada vez mais eficaz estão, afinal, na soleira da porta. Antes que a causa esteja perdida, portanto (e por muito respeito que eu tenha às causas perdidas!), gostava de convidar todos aqueles que, sem qualquer espécie de compromisso, gostassem de participar na criação de uma associação com os fins descritos a transmitir-me essa vontade deixando um comentário e os contactos neste post, no post homónimo do meu blog ou enviando uma mensagem para sandramartinspinto@gmail.com . "

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    dúvidas (Pontos:1)
    por rodrigo em 04-04-06 13:54 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Uma ideia louvável! O utilizador comum está por sua conta e risco, à mercê daqueles que nos limitam cada vez mais. Surgem-me sempre dúvidas para as quais não tenho resposta. Se por exemplo retiro uma musica do site oficial de um artista, é legal mantê-la depois de ouvida? Ou numa casa onde existem 5 leitores de mp3 (minha familia) posso ter uma musica gravada de um cd comprado legalmente, nos 5 leitores de mp3? E se não encontro um cd à venda? É motivo para deixar de ter acesso à obra desse autor? Invente-se um sistema mais generico que o iTunes e teriamos uma solução.
    Re:dúvidas (Pontos:3, Esclarecedor)
    por raxx7 em 04-04-06 14:24 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    Sim, podes.
    Sim, podes.
    Não, não podes piratear porque não encontras à venda.

    Re:dúvidas (Pontos:1)
    por rodrigo em 04-04-06 14:36 GMT (#4)
    (Utilizador Info)
    Obrigado raxx7. Mas sem querer duvidar de ti (acho que entendes) se me aparece uma IFPI a dizer que não e um user do Gildot a dizer que sim, poderei argumentar "no Gildot disseram-me que sim!"
    Re:dúvidas (Pontos:2)
    por raxx7 em 04-04-06 14:56 GMT (#6)
    (Utilizador Info)
    Não creio que te venham dizer que não a isso. Mas se vierem, o melhor é mesmo consultares um advogado.

    Re:dúvidas (Pontos:2)
    por Lamego em 05-04-06 17:08 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://software.pt-link.net
    Para alem da lei e e das suas especificidades técnicas tambem há sempre o bom senso, sinceramente precisas que seja a IFPI ou alguem do Gildot a "aconselhar-te" que a obtenção de uma cópia não autorizada de um artigo protegido com direitos de autor e o qual tu não compraste constitiu crime ?
    Re:dúvidas (Pontos:2)
    por Perky_Goth em 05-04-06 19:11 GMT (#23)
    (Utilizador Info) www.lugradio.org
    tendo em conta que em muitos sítios é perfeitamente legal, sim.
    -----
    Milhões de pessoas morreram pelos direitos e liberdades que os nossos políticos estão a destruir com a sua assinatura.
    Associação Fronteira Electrónica (Pontos:2)
    por |The-Crow| em 04-04-06 14:15 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://www.soundream.org
    Onde é que está a Fro nteira Electrónica ?
    Dava jeito uma Electronic Frontier Foundation em Portugal ou não?
    Re:Associação Fronteira Electrónica (Pontos:2)
    por jmce em 04-04-06 15:07 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://del.icio.us/jmce
    Six feet under [e em formol no archive.org]. Mas sempre me pareceu alheada do que já na época eram as preocupações da EFF e análogas; parecia mais dedicada aos eventos multimedia, ao tecno-fascícinio e à "info-inclusão" (mais computadores nas escolas, mais largura de banda, ...). Nessa modalidade, talvez tivesse mais sorte e subsídios no contexto actual dos 'planos tecnológicos'.
    Sexologia Forense (Pontos:2, Engraçado)
    por BugMeNot.com em 04-04-06 14:52 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Ó Sandra já agora em que consiste o curso de Sexologia Forense?
    Tiveram trabalhos práticos? :>
    Re:Sexologia Forense (Pontos:3, Informativo)
    por ParceiroPensador em 04-04-06 15:24 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Felizmente não. Não sei se tás a ver mas as fotografias e os slides que passaram não deixavam grande vontade disso...
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Sexologia Forense (Pontos:2, Engraçado)
    por BugMeNot.com em 05-04-06 14:21 GMT (#15)
    (Utilizador Info)
    toda boa a sandra...
    Eu participarei... (Pontos:2)
    por Specimen em 04-04-06 19:39 GMT (#9)
    (Utilizador Info)

    Eu apoio uma organização deste género, não só no domínio do digital, porque como muitos, sinto as minhas liberdades a serem pouco a pouco devoradas, aqui e ali, por uma tecnocracia acéfala da letra da lei, por moralidades subjectivas que não devem fazer parte da política, por um politicamente correcto que escamoteia problemas e ilude soluções ou por um neo-puritanismo castrador da creatividade. Que, presumindo o estado como uma pessoa de bem, perfeita, dá o primeiro passo no caminho de qualquer fundamentalismo político que só favorece uma minoria em detrimento de todos os outros, nós.

    A fraqueza das nossas sociedades é a atomização do indíviduo que desligado de grupos, desinteressado da política é uma alvo fácil a ver a sua liberdade e privacidade serem suprimidas progressivamente. Começa-se a instalar a ideia puritana americana (para não dizer a lavagem ao cérebro), de quem não tem nada a esconder não tem de se preocupar, uma ideia perigosa que presume que empresas e estados são indíviduos de bem do qual não podemos esperar nada de mal.


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Eu participarei... (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 04-04-06 20:05 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Não se esperava outra coisa, com essa signature :). Posso pedir-lhe que me envie um mail para o mail indicado com os seus contactos?
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Eu participarei... (Pontos:2)
    por Specimen em 04-04-06 20:30 GMT (#12)
    (Utilizador Info)

    A minha assinatura é uma dica muito súbtil não é? :>

    Deixei só o email, se achar que é necessário mais informação/dados esteja à vontade em pedir. :)


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Eu participarei... (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 04-04-06 20:10 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Ainda não tinha voltado ao meu blog ;). Bem vindo e obrigada.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Alhos com bugalhos (Pontos:3, Interessante)
    por Lamego em 05-04-06 10:36 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://software.pt-link.net
    Cara Sandra, quer me parecer que a tua motivação extra pelo recente anúncio das acções judiciais sobre pessoas que praticam actividades de troca ílicitas na internet me parece um tanto ou quanto descabida, não sei por falta de conhecimento ou por erro ideológico. A liberdade que pretentes defender tem a ver com a pirataria e com a manutenção da ilegalidade ? Estamos num estado de direito onde as leis são para cumprir, se não concordamos com as leis devemos-nos associar de forma a procurar a sua alteração, não incentivar ou apoiar a sua violação. As redes P2P são utilizadas em Portugal e noutros países grosseiramente para pirataria, a utilização de um agente para detectar utilizadores destas redes é semelhate à utilização de agentes infiltrados em qualquer outro tipo de criminalidade, um agente infiltrado viola a privacidade dos traficantes de droga ? (comparação abusiva mas ilustrativa).

    Acho bem que seja criada uma fundação para defender os direitos de liberdade, espero é que o faça de um forma legítima, ou seja procurando alterar, informar, defender e consequententemente alterar a lei sem para isso defender a sua violação.

    P.S.: Eu utilizei e eventualmente continuarei a utilizar redes P2P tendo consciência que estou a ter uma atitude criminosa. Não me sinto incomodado éticamente por ver os níveis de riqueza dos artistas e respectiva industria cuja arte eu "consumo", a liberdidade mais que uma questão de legalidade é uma questão de consciência, há que criar a consciência para conseguir a legalidade da liberdade que se defende.
    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 05-04-06 13:35 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Caro Lamego: obviamente que a minha intenção com qualquer iniciativa que venha a tomar não passará nunca pela defesa de actos ilícitos. Há várias coisas a destrinçar aqui: desde logo, eu até podia não concordar com o actual sistema de direitos de autor, e nessa medida querer influenciar o pdoer legislativo para o alterar. Espero que estejamos de acordo na ideia de que o facto de uma coisa estar plasmada em letra de lei não é por si só sinónimo da sua justiça intrínseca. De qualquer forma, não é esse o caso; tirando questões pontuais, encaro como justo o actual sistema de direitos de autor e, de qualquer forma, acredito na justiça de um autor ser recompensado (em que moldes podia ser debatido) pelo seu esforço intelectual. O problema que s elevantava nas últimas notícias concretamente era a sugestão (deliberada) dos represnetantes da indústria fonográfica de que iam interpelar (eu diria ameaçar) os transgressores pelos seus próprios meios, o que, a menos que sejam telepatas, implicava ter acesso a dados que não podiam conhecer licitamente. O senhor está certamente a basear a sua crítica naquilo que se veio a saber DEPOIS de eu publicar o post, ou seja, que afinal de contas a AFP escolheu a via (legalmente intocável) de intentar processos crimes contra desconhecidos. Compreende, por certo, que assim a obtenção dos dados dos utilizadores junto dos ISPs caberá já às autoridades judiciárias, a quem o sistema penal entrega essa legitimidade e, sim, nesse caso, embora com muitas cautelas e restrições, a violação da privacidade pode ser ponderada por contraponto de interesses que a sociedade considera mais altos. Já é o que sucede por exemplo com os dados dos operadores telefónicos. O agente infiltrado a que se refere, no caso, não tem qualquer legitimidade porque se identifica com o queixoso, um particular portanto; não é uma autoridade judiciária nem qualquer autoridade sob a tutela desta. E refira-se aliás que, ao contrário do que pretende fazer crer, mesmo quando a infiltração é feita pelas próprias entidades que o sistema encarrega da investigação criminal, a questão do «agent provocateur» está longe de ser pacífica na doutrina, bem como a validade da prova assim obtida. Posso assgurar-lhe, se isso o deixa mais sossegado, que embora não identifique lei positiva e justiça nunca farei nada para incitar ou defender a violação da lei; já farei tudo o que possa para mudar uma lei injusta ou defender, por meios lícitos, quem caia nas suas malhas. Finalmente, a par dos processos crime intentados contra desconhecidos, consta que a AFP tem usado o método de interceder junto dos ISPs, alertando-os das transgresões por parte dos seus utilizadores, a fim de que estes se sintam obrigados (por terem efectivo conhecimento do ilícito) a advertir os seus clientes. Ao memso tempo, justamente usando os ISPs como intermediários, e portanto evitando qualquer violação de privacidade, estariam a propôr acordos pré-litígio aos visados, solicitando pagamentos para esquecer o assunto. É legal? Se for feito nestes moldes que eu decsrevi, é. Eu continuo porém a ter direito de criticar os meios e objectivos e agir em conformidade, e é o que farei. Já agora, uma informação jurídica gratuita: não viola qualquer lei por utilizar redes de P2P. É o tipo de conteúdo trocado que pode eventualmente estar a coberto de direitos de autor. Há milhares d eutilizações lícitas para a tecnologia P2P. Mas, caríssimo, se como parece resultar do seu último parágrafo se habituou a usá-las para obter gratuitamente conteúdos protegidos (coisa que pessoalmente reprovo), então só lhe digo que tem uma grande lata por me vir criticar.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:2)
    por raxx7 em 05-04-06 14:35 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    Finalmente, a par dos processos crime intentados contra desconhecidos, consta que a AFP tem usado o método de interceder junto dos ISPs, alertando-os das transgresões por parte dos seus utilizadores, a fim de que estes se sintam obrigados (por terem efectivo conhecimento do ilícito) a advertir os seus clientes. Ao memso tempo, justamente usando os ISPs como intermediários, e portanto evitando qualquer violação de privacidade, estariam a propôr acordos pré-litígio aos visados, solicitando pagamentos para esquecer o assunto.

    Já agora, alguém confirma especifca ou estamos a confundir com mais situações como a relatada aqui (que creio ocorrerem desde meados de 2004)?


    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:1)
    por francisg em 05-04-06 14:38 GMT (#17)
    (Utilizador Info)
    "o facto de uma coisa estar plasmada em letra de lei não é por si só sinónimo da sua justiça intrínseca."

    sendo uma advogada, decerto consegue enumerar melhor que eu todas as legislações de várias àreas que vão contra a constituição...and that's that.

    " implicava ter acesso a dados que não podiam conhecer licitamente."

    e têm acesso a esses dados e é 99% das vezes de maneira ilicita ou pouco ética. Estas 99% das vezes, atenção, para quando não têm apoio dos ISP's. Visto que em Portugal estes colocam o interesse dos seus clientes (e mesmo em certa medida, a sua privacidade) no fim das suas prioridades, o resultado é que ameaças acabam por ser bem mais eficazes que queixas-crime.
    porquê? bom, basta fazer uma analise de campo e olhar para o controle de resultados... (faz lembrar certas cartas que se recebiam faz uns tempos sobre o software ilegal).

    a nivel dos possivelmente lesados, aka industria da musica, ao ler a quote do Gomo em relação ao P2P fiquei logo sem peso algum na consciencia sobre todas as vezes que o utilizei para downloads 'alegadamente ilicitos'.

    e tem piada que só quando o John Kennedy se meteu à conversa é que a AFP assim de repente acordou e ligou aos P2P....há uns anos quando era bastante mais facil distinguir a distribuição de conteudos ilicitos estavam bem quietinhos... (e para quem, segundo dizem, tem telhados de vidro, a AFP bem podia fazer menos algazarra.)


    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:2)
    por Lamego em 05-04-06 15:07 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://software.pt-link.net
    Em relação ao meu último paragrafo e sobre a "lata "que tenho a minha mensagem é exactamente essa, os ditos atropelos à liberdade que supostamente tenta defender neste caso em particular visa ameaçar as várias centenas de pessoas que como eu utilizam as redes P2P para obter/fornecer conteúdos protegidos por direitos de autor.
    Nem tanto ao mar nem tanto à terra, da mesma forma que não devemos ser tolerantes com abusos de poder/violação de privacidade motivados por interesses discutíveis não podemos nem devemos ser tolerantes com a utilização abusiva da liberdade como alias é demonstrada pela utilização que tem vindo a ser dada às redes P2P.
    Sou como tantos outros um criminoso no que diz respeito a direitos de autor específicamente para algumas artes, a compra que faço de alguns artigos não me dá direito aos outros aos que tenho/tive acesso de forma ilegal, tal não diminiu a minha capacidade de avaliar a situação. Ao contrário de si discordo que o facto de ser queixoso/interessado diminua a legitimidade das acções do autor desde que as exerça na área que lhes é legalmente permitida.
    Agradeço que defenda os meus direitos, não os meus abusos.

    P.S.: Na minha experiência eu sou um utilizador "típico" de redes P2P, é nesse contexto que estamos a falar, como tal dispenso lições de moralidade.
    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 05-04-06 15:12 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Tem um conceito interessante de ética, tão interessante, de facto, que me retira o mínimo denominador comum para dialogar consigo de forma a que nos entendamos. Pessoalmente eu, quando considero que uma coisa é ilícita E injusta, abstenho-me de a fazer. Mas vou corrigir apenas um ponto em particular: «Ao contrário de si discordo que o facto de ser queixoso/interessado diminua a legitimidade das acções do autor desde que as exerça na área que lhes é legalmente permitida.» Eu não falei das acções do autor de forma genérica. Falei da sua acção como agente infiltrado com vista à obtenção de meios de prova em processos criminais. Em Portugal, que ainda é um Estado de Direito, esse tipo de actuação ainda está reservado às autoridades judiciárias e às polícias que actuam sob tutela daquelas. Nunca foi minha intenção dar-lhe lições de moralidade. Não costumo fazer juízos sobre a moral alheia, só sobre coisas mais objectivas.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Alhos com bugalhos (Pontos:2)
    por Lamego em 05-04-06 15:42 GMT (#20)
    (Utilizador Info) http://software.pt-link.net
    Na minha opinião a observação de um crime não constitui só por si um acto que possa ser traduzido em "agente infiltrado com vista à obtenção de meios de prova em processos criminais". Pelo que li a intenção da IFPI é pressionar quer os ISPs quere os meios judiciários a actuarem. A prova necessária aos processos criminais será produzida óbviamente pelas respectivas autoridades judiciárias recorrendo aos ISPs. Como tal (neste caso em particular) o unico assunto para discussão será a ética da actuação da IFPI.
    O caso na suécia... (Pontos:3, Interessante)
    por Shriek7 em 05-04-06 18:03 GMT (#22)
    (Utilizador Info)
    A discussão aqui na suécia já passou para outro nível. Os "piratas" já estão organizados num partido que (a julgar pelas estatisticas que indicam 10% da população como file-sharers) conseguirá facilmente deputados no próximo parlamento. Aliás, um apoiante desse partido (que de certa forma está associado ao conhecido e intocável thepiratebay.org) foi a um concurso de TV (Top candidate) onde os concorrentes procuram ser eleitos "presidente" expondo as suas ideias e, surpresa, foi eleito pelo público pelo seu apoio ao file-sharing e a uma mudança no paradigma económico da industria (altamente especulativa) dos conteúdos. Ele doou 6000 euros ao thepiratebay.org que serão aplicados em novos servidores.

    Mais sobre o P2P na suécias:
    http://www.thelocal.se/article.php?ID=3480&date=20060405
    https://www.piratpartiet.se/
    Eu acho que tem que haver uma mudança radical (Pontos:1)
    por daem0n1x em 06-04-06 13:16 GMT (#24)
    (Utilizador Info)

    Isto é tudo muito bonito, mas tentar parar a pirataria é como tentar que a maré não suba ou que o sol não nasça. É inútil.

    Eu acho que simplesmente o modelo de distribuição de música é profundamente iníquo. Os artistas recebem uma coisinha minúscula pelas vendas de CDs, e as companhias discográficas enchem os bolsos à custa do trabalho deles. Como isto obedece a economias de escala, somos cada vez mais bombardeados com "estrelas" da treta, criadas em laboratório, porque às grandes editoras interessa-lhes aumentar os lucros e vender milhões, e o artista, para enriquecer, tem que vender discos ao montão. O resultado é um empobrecimento geral da cultura musical, povoada de artistas de plástico.

    Eu acho que um artista poderia distribuir directamente as suas músicas na Internet, baratas ou mesmo de borla. O modelo de financiamento seria pelos concertos, merchandising, direitos de autor nas rádios e televisão. A editora ia com os porcos, roubar para outra freguesia, no fim o artista ainda ganhava mais, aliás todos ganhávamos menos os parasitas inúteis da indústria discográfica. Acabava-se a necessidade de vender aos milhões para poder gravar, os artistas desconhecidos tinham mais hipóteses, e um artista que ocupasse um nicho podia viver dignamente sem ter que se vender ao "mainstream".

    A grande motivação contra a pirataria é da parte da indústria discográfica e das famosas "estrelas" de plástico. São esses que ficam prejudicados. Um artista mais pequeno está-se cagando que o pirateiem, porque recebe uma miséria pelos discos que vende, ganha dinheiro com os concertos, e a pirataria é que divulga a música dele e leva gente aos concertos, afinal de contas.

    Isto é uma ideia minha. Não percebo nada de economia. Não gosto é que os chulecos da indústria discográfica me tomem por parvo.

    Não compro um CD há mais de 1 ano. São caríssimos. É preciso ter uma grande lata para pedir € 17 por um CD quando o artista recebe € 1. Compro a minha música online, muito mais barata. Não consigo arranjar os artistas da berra, mas para que é que quero ouvir a merda de música da Britney Spears?

    A indústria discográfica está prestes a entrar em colapso. Tentam remendar o barco que se afunda com medidas extremas, mas isso só mostra quão desesperados eles estão. Eles que se afundem. Não vou ter saudades.


    Re:Eu acho que tem que haver uma mudança radical (Pontos:2)
    por Cyclops em 07-04-06 19:10 GMT (#44)
    (Utilizador Info)
    É preciso ter uma grande lata para pedir ¤ 17 por um CD quando o artista recebe ¤ 1
    Brincalhão... pensas tu que todas as bandas são como os U2, não? Se receberem 10% disso já não estão muito mal!
    Re:Eu acho que tem que haver uma mudança radical (Pontos:1)
    por daem0n1x em 08-04-06 20:06 GMT (#49)
    (Utilizador Info)

    Porra, ainda é pior????? Que grande chulice!!!


    Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 06-04-06 17:45 GMT (#25)
    (Utilizador Info)
    Quanto ao assunto da música, os comentários são elucidativos. Partilho da opinião dos que entendem que a indústria merece o golpe de misericórdia dado com piedade o mais rapidamente possível. Quanto à organização tipo EFF, deixem-me rir. ahahahah. pronto ,já ri. Agora leiam neste artigo do Expresso online porque rio.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por Specimen em 06-04-06 17:59 GMT (#26)
    (Utilizador Info)

    Ris-te do que escreves? ;)

    Sim eu sei, tenho capacidades de dedução quase Sherloquianas. :D :P


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 06-04-06 18:11 GMT (#27)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Antes de mais nada, gostava de elucidar dois pontos: por um lado, embora por razões óbvias os comentários se tenham centrado na questão da música, penso que qualquer associação criada neste âmbito teria de ter um âmbito muito mais vasto que isso. Por outro, quero deixar bem claro, once and for all, que, muito embora não achando que a lei positiva se identifique sempre com a lei justa, numa sociedade democrática como a nossa, quando ambas divergirem, não virei incitar ou apoiar a violação da primeira, antes tentarei influenciar um processo legislativo que aproxime ambas. De qualquer forma, neste caso particular, declaro desde já que acho justa a protecção dos direitos do autor como recompensa pelo seu esforço intelectual, o que nada tem a ver com os abusos que frequentemente são feitos do mesmo direito ou com o uso de qualquer meio para atingir o fim da sua protecção. Quanto à Associação de que fala o Expresso, e para a qual algumas das pessoas que me contactaram já me tinham alertado, não vejo em que é que o seu insucesso deva diminuir o meu entusiasmo. Não busco, nem rpeciso, de pompa e de glória. 18 é justamente o número que acabei de ultrapassar no que se refere às manifestações de disponibilidade que se seguiram ao meu post. Se todas essas pessoas comparecerem mais tarde à chamada, na hora X, que é como quem diz a do trabalho, posso garantir que não as encararei como «gatos pingados» como lhes chamou o autor do texto. Ficarei honrada por as ter ao meu lado e acharei que é um óptimo ponto de partida. Por mim, a coisa até já está a ter mais pompa e circunstância do que eu esperava, já que nunca me incomodou laborar em silêncio. Não me atrevi a «desencantar» nada, porque logicamente nunca tive a pretensão de ser original (se o tivesse não teria remetido expressamente para uma organização pré-existente, mesmo que estrangeira). Além disso, tão pouco desdenho qualquer aprendizagem que venha de quem tenha tentado vias similares antes de mim, se for de um ponto de vista construtivo e não me cheirar à fábula da raposa e das uvas. Acredito que a história também serve para aprender com os erros. Por mim, dispenso os holofotes. Tanto se me dá escrever peças judiciais ou artigos de opinião em vão de escada. Se alguém tem muita pressa de resultados, talvez realmente não valha a pena tentar isto.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 06-04-06 18:14 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Uma última coisa: ao contrário do que o Sr. Paulo Querido sugere, nunca critiquei qualquer violação da privacidade que a PJ faça ou venha a fazer no cumprimento da lei e dos seus deveres funcionais. As peças jornalísticas iniciais, por incúria dos jornalistas ou (segundo me parece mais provável) por confusão deliberada promovida pelos entrevistados, davam a entender que seriam os próprios queixosos a actuar por sua própria iniciativa, acedendo aos dados dos transgressores, num quadro de justiça privada que obviamente é negado num Estado de Direito. Felizmente a coisa nao se verificou, mas para mim bastou de aviso.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 06-04-06 18:42 GMT (#31)
    (Utilizador Info)
    ??? Está a brincar - ou isso é tudo umbigo? O meu artigo de opinião NÃO FOI ESCRITO CONTRA SI OU A PENSAR EM SI ESPECIFICAMENTE. Muito mais pessoas emitiram opiniões sobre a matéria. Não foi sequer a única pessoa a pedir "defensores" dos internautas.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por Raman em 06-04-06 19:18 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://criticaportuguesa.blogspot.com
    Meu caro,

    Umbiguismo parece-me mais vir de alguém que se acomodou na sua derrota pessoal, e posteriormente vem chamar "desmiolados" e criticar "da sua cátedra" outros pelo facto de tentarem e, pasme-se, ainda virem a triunfar no campo em que vexa falhou. Pelo facto de em termos se ter tentado dedicar ao assunto, este não se tornou na sua coutada privada, nem que seja por, pelos vistos, os resultados, por incapacidade ou infortúnio, não serem minimamente dignos de nota.

    Estaria concerteza à espera que lhe pedissem licença...

    O seu artigo tem a data de hoje, não de há um mês ou um ano. É somente natural que quem tenha proposto também recentemente, e em fóruns públicos que pelos vistos frequenta, uma iniciativa do género da que qualifica especificamente os autores de "desmiolados", se sinta ofendido e atingido.

    Ao menos, tenha a coragem e a ombridade de defender a sua tese e as suas palavras atiradas a alvos anónimos fáceis e convenientes quando estes se voltam e ripostam.

    Haja descaramento!
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 06-04-06 21:26 GMT (#37)
    (Utilizador Info)
    Senhor, não tenho nenhuma coutada privada e desejo sinceramente que tenham mais sorte com o empenho dos internautas a favor de quem pretendem dar o vosso tempo do que eu e os meus companheiros anos atrás. Boa sorte. Vão precisar MUITO dela. Quanto às virgens ofendidas, não são de hoje nem de ontem. São de sempre, futuro incluído. No online (e sobretudo no Gildot) é assim.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 06-04-06 19:38 GMT (#34)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    Visto que caio na definição do seu artigo (se realmente é o autor do artigo), contra mim foi, o que me habilita a falar; se foi a pensar em mim especificamente, é-me completamente indiferente. Se quer saber, muitas das pessoas que me contactaram confessaram que estavam na iminência de lançar uma ideia deste género. Em vez de terem armado em divas ofendidas a quem roubaram a ideia, juntaram os esforços aos meus. Achei isso uma grande demonstração de maturidade, e a elas o meu muito obrigada. Deixe-se disso, que a última coisa para que tenho pachorra é jogar ao «a minha associação é melhor que a tua». A mim não me interessa, como acima referi, a ribalta ou a pompa. Trabalharei com quem vier honrada por ter esse privilégio. Não fiz a sugestão que fiz (a qual, como já expliquei, nunca teve pretensões a original) anonimamente só porque acredito que vir a terreiro defender ideias políticas andará melhor se der a cara. De qualquer forma, parece-me que o verdadeiro umbiguismo é aquele que avalia qualquer tentativa de dar um passo à luz das suas experiências pessoais.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por Specimen em 06-04-06 20:00 GMT (#35)
    (Utilizador Info)

    pTd, Raman, ParceiroPensador (e já agora a mim também):

    Nós todos até estamos do mesmo lado, com diferentes opiniões, atitudes, personalidades e experiências é certo, mas é fácil de perceber que há mais substância e valor naquilo que nos une do que naquilo em que divergimos.
    Era positivo para todos nós fazer um esforço para tentar ignorar que certas coisas foram ditas, em particular as de carácter Ad Hominem.
    Não tenho vocação para pacificador, mas compreendam a minha intenção.

    Acho que o Paulo Querido de certa maneira já deu o benefício da dúvida, e nós podemos dar o reconhecimento da sua experência na máteria.

    Vá comportem-se. Não vale puxar cabelos às meninas nem pontapés nas partes baixas aos meninos. :>


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 06-04-06 21:29 GMT (#38)
    (Utilizador Info)
    Caro Specimen, vocação até tem, mas uma tentativa chega. Por mim, escusa: estou habituado aos coices. E às críticas. Sem armar em ofendido.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por Specimen em 06-04-06 18:11 GMT (#28)
    (Utilizador Info)

    Agora a sério, eu até compreendo e empatizo com o teu cinismo.
    Mas há muita arrogância no teu artigo, arrogância de quem acha que fez o melhor que era possível alguêm alguma vez fazer e não deu, e portanto assunto encerrado, é impossível.


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 06-04-06 18:30 GMT (#30)
    (Utilizador Info)
    Caro Specimen, obrigado pela compreensão do cinismo. Penso que no meu caso é justificado. Em parte, ao ler aqui algumas pessoas que hoje criticam e na altura não tiveram o mínimo interesse em participar, fosse de que maneira fosse. Ou se acredita, e avança, ou não se acredita e critica. Não nos calamos para criticar passados dez anos. Não compro essa da arrogância. Não há ali uma ponta de arrogância. Veja como alerta: vão ter poucas pessoas interessadas e muitas a criticar-vos (para não dizer pior). Francamente, era óptimo para a rede, para os portuguese e até para mim vocês provarem que estou enganado. O que vos garanto é que, seja qual for o resultado, não virei mais tarde criticar. Não faço aos outros o que já me doeu a mim. Um abraço
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por Specimen em 06-04-06 18:43 GMT (#32)
    (Utilizador Info)

    Há dez anos atrás estas questões passaram-me ao lado, admito.

    Eu tenho plena consciência que estas coisas são inglórias e frustrantes, daí a minha empatia.
    Agora (ainda) tenho a sensação que o pouco que se conseguir com isto depois de muito espremer será melhor que nada fazer.

    Obrigado pelo o que de certa forma é um apoio, e peço desculpa se ofendi com a história da arrogância.

    Um Abraço.


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por jmce em 06-04-06 20:19 GMT (#36)
    (Utilizador Info) http://del.icio.us/jmce
    A parte sobre os "desmiolados" era para elogiar (para não dizer melhor), ou os seus padrões éticos só lhe permitem criticar antes e não depois dos resultados? Sobre o que se acredita e o que se critica, stay tuned.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por jmce em 07-04-06 2:56 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://del.icio.us/jmce
    Dez anos? O que é que aconteceu em 1996?
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:3, Interessante)
    por jmce em 07-04-06 3:18 GMT (#40)
    (Utilizador Info) http://del.icio.us/jmce

    O pedaço do artigo que se refere à nova associação, pouco passando do insulto e do paternalismo, não dá matéria para grande argumentação racional; e a necessidade de esclarecimentos ainda é menos significativa tendo em conta a cátedra que o visado mantém: mesmo quem não lhe acompanhou o curriculum (que em rigor podia ser ignorado, já que todos podemos mudar) rapidamente lhe percebe a praxis ainda actual. Assim, o bom senso aconselharia a não perder tempo com mais este 'artigo' no Expresso, muito menos a dar-lhe mais atenção que o próprio autor (embora remunerado) dá.

    Mas sendo o Gildot um projecto já pós-"moribundo" não podemos perder a oportunidade de o promover quando recebemos visitas ilustres no cemitério, quer tenham vindo certificar-se de que o nosso túmulo continua fechado quer tenham vindo por zunzuns sobre uma profanação do túmulo do lado. Venham então de lá esses ossos. Lança-chamas em lume brando, e aqui vamos...

    Entusiasmados [...]

    Entusiasmados e ainda bem. Pena (mas não surpresa) é que tenha sido pouco elucidativo sobre os entusiasmos. Condena-se, mas compreende-se: a '"perseguição" policial' dá mais pontos cinematográficos do que a via do documentário, e manter a cátedra exige labuta pelas audiências...

    [...] alguns carolas da rede

    "Carolas" é bom no sentido de "entusiasmados". Se a intenção era dar a ideia de "amadores": bom, nem todos temos a formação necessária, nem a perícia, nem o pioneirismo, para termos cátedras ou "actividades compensadoras" nisto da rede... Temos pena.

    apressaram-se a desencantar

    Nunca nos tinha ocorrido antes! Mas uma oportunidade de protagonismo destas não era de perder. Fomos a correr ver o que era essa coisa da "EFF" e voilà! Foi a "Causa num Dia", como impõem estes tempos de Plano Tecnológico. Mais rápidos que o Expresso, note-se.

    que devíamos ter uma congénere da Ele[c]tronic Frontier Foudation. Para nos "defender" das ameaças.

    Lembre-se: carolas apressados como somos, ainda não atingimos o Nirvana de alguns pioneiros da Internet portuguesa ("There Is No Spoon"). Qual é afinal a mensagem? Não devíamos ter uma EFF (por irrelevância) ou não devíamos tentar fazer uma (por incapacidade)? A revelar na próxima crónica?

    Esquecem estes desmiolados

    Esquece-se o PQ de ponderar:

    • as possibilidades em termos da gama de idades dos envolvidos; e/ou
    • a possibilidade de a associação a que pertenceu ter deixado pouco para recordar.

    Ou terá passado por aqui antes, visto as referências à 'Fronteira Electrónica', e esquecido essas mesmo antes de escrever a crónica?

    que tão imprescindível associação já existiu.

    Existiu uma associação que adoptou um nome muito parecido ao da EFF: a Associação para a Fronteira Electrónica. Já nem o sítio web (que até tinha alojamento na FCCN) existe, mas graças a outros 'carolas' podemos ver como era e descobrir algumas diferenças.

    Agora os 'desmiolados' já não podem alegar desconhecimento, mas podem alegar dois pequenos problemas com a dita:

    1. agora não existe;
    2. e mesmo que ainda existisse pouco teria a ver com algo como a EFF, mesmo dando-lhe algum "folga" pela escassez de mão de obra e apatia nacional.
    Eu sei porque fiz parte dela.

    Há quem se lembre. E apesar disso, outros (eu incluído) teriam tido também vontade de aderir a esse projecto, se tivéssemos a mínima esperança de ele vir a desempenhar algum papel análogo ao da EFF, cuja necessidade mais do que previam já nessa altura. No mínimo podia dar-se o benefício da dúvida, mas nem sequer houve muito tempo para ver provas dadas; tivessem elas existido para além dos troféus referidos, e acredito que mais gente teria saltado para o comboio.

    Há quem, mesmo sem ter acompanhado a Fronteira de perto, se lembre de mais coisas que o PQ (esquecimento?) não referiu. Por exemplo: que os "gatos pingados" até incluíam (ou pelo menos tiveram colaboração de) algumas figuras mediáticas e/ou (suponho eu) com formação relevante / competência / capacidade de trabalho; que até houve alguns apoios; e que 18 gatos pingados não são assim tão poucos para se conseguir fazer alguma diferença, mesmo sem os apoios e mesmo sem os mediáticos, se estiverem motivados q.b.

    Pessoalmente, ainda bem que "não fiz parte dela". Não por conhecer de perto qualquer dos participantes, mas pelo que, parece agora, poderia esperar de algumas figuras que lá estiveram. Teria especialmente pena de ter pertencido a uma alegada 'EFF' que (reparei agora) incluía no seu Conselho Ético Manuel Lopes Rocha, o mesmo que, por exemplo, embora trabalhasse para a "indústria de conteúdos", recorreu ao demagógico argumento da 'ciberpedofilia' para promover a retenção de dados... que em escala muito maior a mesma indústria promoveu, até à aprovação, na União Europeia.

    Dizia Manuel Lopes Rocha no "Depoimento" que deixou para a posteridade da Fronteira Electrónica:

    Eu tenho para mim que um manifesto é um portal, tem uma função iniciática, depois logo se verá o que se segue ao manifesto. Há manifestos que nunca passarão disso mesmo, que são geralmente uma carta de boas intenções.

    Julgamentos de intenções não posso fazer, mas a legislação de retenção de dados, tão promovida por este membro do vosso 'Conselho de Ética', foi parte importante da gota de água que agora fez o copo transbordar. Percepção de que algo se tinha de fazer existia, mas faltava alguém com iniciativa E competência lançar a primeira pedra, e o mérito coube à Sandra Martins Pinto.

    O PQ poderia, durante todos estes anos, e com razão, ter apontado as passividades, faltas de iniciativa, desconfianças, que tanto nos prejudicam. Optou agora por arredondar uma das peças escritas na sua "actividade compensadora" em (estranha) auto-promoção e ridicularizando quem finalmente se mexeu: alguém que, sem o 'pioneirismo', a 'cátedra', e idêntica actividade compensadora, tem o 'desplante' de tentar --- junto com outros "carolas de última hora" --- ter sucesso onde o Paulo Querido não o teve.

    Não fica bem a um pioneiro com cátedra.


    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 07-04-06 15:23 GMT (#41)
    (Utilizador Info)
    Senhor jmce, passo por cima das irrelevâncias e dos seus desvarios gildotianos (por alguma razão o Gildot está a esvaziar-se, e não é certamente por falta de interesse nem de gente) e vou ao que me interessa: ao contrário do que sugere e sub-entende, com o firme propósito de me denegrir, o nome adoptado não foi por acaso: a Comissão Instaladora trocou correspondência com a EFF e promoveu como pode a vinda a Portugal de um dos membros da EFF, John Perry Barlow, com quem reuniu e foram celebrados acordos de colaboração. A questão dos 18 gatos pingados foi por si, e alguns outros leitores, interpretada de uma forma diferente do meu entendimento e do de outros leitores. Como verão (e gostava de estar enganado) os futuros promotores da futura associação ou organismo ou o que for, muita gente vai dizer que apoia e que aparece e isso tudo e na hora da verdade terão sorte se houver quorum. Se se ofendeu com essa expressão ou outras, azar, temos pena. Sobre a associação, uma coisa é o que espero, tendo em conta a minha experiência em termos de associativismo com as pessoas en geral e os internautas em particular, isto é, muita parra e nenhuma uva, outra coisa é o que lhe posso desejar: espero francamente que a) consiga reunir melhores pessoas, e com mais tempo, do que conseguiu a Direcção da Associação de que fui vice-presidente da Assembleia Geral; b) obtenha da sociedade o impulso necessário para se manter em actividade e, já agora, desenvolver esta a contento. Passai bem.
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por BugMeNot.com em 07-04-06 17:37 GMT (#42)
    (Utilizador Info)
    Ó Querido vai mandar postas de pescada para outro lado, não venhas ao cemitério para obteres conteudo que transformas em palha nos teus artigos de meia-tijela...
    Toda a gente que esteve por perto na altura sabe porque é que a Associação Fronteira Electrónica nunca deu em nada... demasiadas disputas de protagonismo entre os mui nobre membros da dita Associação, muitos riscos traçados nas noites da ZdB entre outras trapalhadas...
    O que queres? Tiverem a faca e o fiambre na mão para fazerem uma EFF Portuguesa como deve ser, tiverem os apoios que tiveram, tiveram o John "Cowboy" Barlow na mão, e o que fizeram?
    NADA.... por isso não venhas com discursos da tanga, se tivesses alguma dignadade apoiavas era este tipo de iniciativas ou se não apoiares mais vale estares calado e não publicares esses "dejectos" jornalisticos...

    Beijinhos...
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por pTd em 07-04-06 18:58 GMT (#43)
    (Utilizador Info)
    Caro BugYouNot, eu mando as postas de pescada onde quero e me apetece. E mando para as piores partes quem me apetece, quando apetece, arcando com as consequencias disso (considere-se mandado, evidentemente). Ao contrário de você, que não seria capaz de arcar com as consequências do que acaba de dizer.

    O seu comentário e a minha respota são um fim adequado para este, mais um, brilhante tópico do Gildot.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por BugMeNot.com em 07-04-06 21:20 GMT (#46)
    (Utilizador Info)
    Sim caramelo, BugMeNot, pois não te quero a chorar-me à perna.
    É claro que mandas postas de pescada, é a única coisa que sabes fazer bem, é fazer belas postas de pescada sem condimentos nenhuns...
    Agora faz um favor a todos nós e sai do cemitério, sff...
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por jmce em 08-04-06 10:08 GMT (#48)
    (Utilizador Info) http://del.icio.us/jmce
    • Eu não sugeri que o nome "foi por acaso". Sugeri que foi intencional; mas sem grande relação com o desempenho.
    • O contacto com o Perry Barlow é de louvar; mas este (para mim) dado novo junta-se às outras condições favoráveis que apontei como desperdiçadas.
    • O aviso sobre a dificuldade em reunir mão de obra, apesar de feito em termos menos próprios, faz sentido; mas calculo que não seja informação nova para os visados. Precisamente por conhecer essa dificuldade é que muitos terão antes tido dúvidas em dar o primeiro passo.
    • A vida é demasiado curta para me distraír com qualquer propósito de o denegrir; e se esse interesse existisse, não exigiria esforço: infelizmente, nesse campo o Paulo Querido parece-me auto-suficiente.

    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2, Interessante)
    por BugMeNot.com em 07-04-06 19:59 GMT (#45)
    (Utilizador Info)
    Ò Paulo,

    Conta lá aqui no cemitério da rapaziada tecno e das virgens ofendidas quanto guito é que puseste ao bolso com a história da Fronteira Electrónica.

    Sabes como é o ditado,

    quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao vizinho


    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:2)
    por HiTek DeVil em 07-04-06 23:09 GMT (#47)
    (Utilizador Info)
    Sim... eu tambem me ria se escrevesse um paragrafo numa cronica, em que lhe dou um titulo de " Associação de defesa (?) dos infonautas", fizesse uma intro ao caso actual e visse que 90% do que escrevi nesse paragrafo era desculpar-me dos projectos passados (em que me havia envolvido), e dizer que desta vez nao me apanham la'... (como se eu criasse a Associacao da pesca do cachalote pardo do deserto do sahara, em Freixo de Espada Acima, e tivesse a gentileza de pensar que o senhor Gurmencinio ja' teve uma associacao de criacao de crocofantes escarlate-rubi das florestas tropicais do artico... e o senhor Gurmencinio no botequim da vila deixar um artigo de opina sobre a dita pseudo associacao, e diz logo que ja tem experiencia que chegue sobre lanternas florescentes cor de filme, e como tal, e devido 'a experiencia traumatizante que lhe causou tal bronzeado, nem sequer quer pensar em ser convidado, por isso "nao me convidem" - ok, nao foi bem nestes termos, mas efectivamente foi o chorado que os meus neuronios absorveram)... sim... de certeza que tambem me ria, mas a barrigadas... ao ponto de tentar nem sequer respirar para nao doer...

    E nao... nao resolvi quebrar o meu jejum de discussoes no Gildot simplesmente porque e' de bom tom bater no pobre ceguinho (ate porque parece que muitos ja o fizeram), nem para defender nova fundacao ou associacao ou o diabo a quatro... Nao tenho vocacao para ser Santo Antonio para andar a dar sermoes... como ja' me deixei de preocupar com o que se passa neste nosso canto da peninsula para me preocupar com (mais) uma associacao.

    Por isso volto a dizer.... se eu tivesse escrito aquela cronica, e continuassem a deixar escrever depois disso para o que quer que fosse, tambem me ria. Mas hey... ninguem disse que cronicas teem alguma utilidade para a sociedade excepto para um sentimento de realizacao pessoal. Tudo o que de bom advir dai (ou sair de uma cronica), e' ganho, tudo o que de mau for, e' igual ao litro.. nao podera concerteza falhar as espectativas pois como disse, cronicas valem pelo que valem (hummm... e que por acaso o dito e' "opinioes valem pelo que valem", inclusive a minha).

    Por isso, um muito obrigado pelo bom momento humoristico prestado, e queira saber que da cronica retirou-se algo de bom, mas so porque teve direito a tapete vermelho no gildot gracas 'a chamada de atencao para o lado hilariante do artigo, que de outra forma me teria passado completamente ao lado (como ja vem sendo costume na maioria das cronicas/artigos de opiniao pelos motivos expressos no paragrafo acima).

    P.S. - Peco desculpa pela acentuacao (e nao so) mas nao me vou dar ao trabalho de configurar um teclado non-pt para pt so porque e' para o gildot (e' para se ver o quao baixo desce a consideracao das pessoas - bem... pessoas nao... eu - por um forum de discussao que eu tivera como "de eleicao".... agora limito-me a ler as gordas, e a ler comentarios quando vejo que passados alguns dias, o numero de comentarios continua a crescer, que fora as diarreias cerebrais constantes, por vezes encontra-se algo util.... que foi este o caso a nivel de numero de posts, e foi-o ao nivel de diarreia cerebral... nada de util se tirou daqui, e ainda deu para ver um desfile de egos, com direito a Arlequim e tudo). Pela escrita atabalhuada e frases em cima de frases nao peco qualquer desculpa, nem isto e' um documento oficial, nem eu faco das letras a minha vida para me importar como o texto ficara apos o submeter (sim, o botao "Antever" existe para algo... bem.... azar... se o post foi lido ate aqui, entao nao foi tao complicado como isso).


    HiTek DeVil
    Re:Sobre a EFF à portuguesa, e não só (Pontos:1)
    por netshark em 09-04-06 12:55 GMT (#50)
    (Utilizador Info)
    Sinceramente...pareces o velho do restelo..."não se metam nas cruzadas do livre discurso, pq ha monstros na internet, e nem vale a pena sairmos do porto, pq ninguem tem capacidade para navegar por estas aguas agitadas..."

    Se alguem mais jovem, com outro espirito, com outros apoios, com outras ideias quer refazer o que tu não conseguiste atingir (independentemente da culpa nao ser tua, ou não), não pode ser censurado e so pode ter o nosso apoio.

    Se o resultado for positivo afecta-nos a todos; caso contrario, tem a certeza que ninguem aqui ficará envergonhado por ter falhado e/ou porá as culpas nos seus congeneres.

    Não percebo sinceramente qual o verdadeiro proposito de teres escrito aquele artigo pq:

    1- A maioria da audiencia não percebeu onde querias chegar.

    2- Os restantes so podem imaginar, e nesse caso subimos para o meu 1o paragrafo, deste comentario.

    net_tubarao
    Oh vira o disco.... (Pontos:2)
    por mvalente em 10-04-06 20:21 GMT (#51)
    (Utilizador Info) http://www.asterisco.pt/
    ....e toca o mesmo...

    É só impressão minha ou a Net tem epifenómenos tipo "disco riscado" ou tipo "revival" e um gajo começa a ver aparecer os mesmos assuntos vai não volta?

    Tenho de arranjar outra coisa qq para me divertir. Acho que vou comprar um rádio CB... Ou então passar a ver os "Morangos com Açúcar" ou comprar a série completa de DVDs do "Neighbours" ou do "Coronation Street"....

    Cumprimentos

    Mario Valente

    Re:Oh vira o disco.... (Pontos:1)
    por pTd em 12-04-06 0:40 GMT (#52)
    (Utilizador Info)
    Ui... Outro "velho do Restelo"...

     

     

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