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How cool would that be...
Contribuído por scorpio em 14-09-04 10:07
do departamento rocket-science
News amartins escreve "Como julgo que se sabe os Açores vão acolher uma estação de controlo de lançamento de satélites da ESA entretanto estava a ver o ticker da Lusa e andava lá escondida esta noticia (ontem, dia 12). Lendo bem o artigo não passa muito de uma ambição mas seria interessante e eventualmente uma forma de fugirmos da periferia. Acho que há uns anitos houve uma mentira de 1 de abril parecida com o Bill Gates a lançar uma rede de mini-satelites a partir do Alentejo.

"Portugal pode vir a acolher uma base de lançamento de foguetões, com a Agência Espacial Europeia (ESA) a admitir que seja em Beja e Santa Maria, nos Açores, segundo o governo. "

" A ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, explicou à Agência Lusa que a acontecer só será depois de 2008, mantendo-se até lá a actual estação de lançamento de foguetões, na Guiana Francesa, América do Sul.

A hipótese de Portugal surge, disse, por ser necessário procurar uma alternativa complementar à Guiana para a próxima geração de lançadores de foguetões, que a ESA quer que sejam recuperáveis, o que actualmente não acontece.

"A ESA está a trabalhar num projecto de lançadores reutilizáveis, isso significa que tem de haver um local de lançamento e outro de aterragem. E a Guiana não tem estrutura para isso", disse Maria da Graça Carvalho à Lusa.

"Há estudos da ESA que apontam para Portugal", devido à sua "situação geográfica e climática", acrescentou.

Passem pela Lusa e leiam a totalidade do artigo. "

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    Ufa... (Pontos:2)
    por Psiwar em 14-09-04 11:19 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.netcode.pt
    Ainda bem que é para o sul! É que o Ariane V tem tendência a explodir por causa de erros de programação. :)
    Agora mais a sério, se isto se concretizar será uma excelente motivação para se cultivar o ensino da ciência e engenharia aeroespacial em Portugal.
    Re:Ufa... (Pontos:3, Esclarecedor)
    por fhc em 14-09-04 12:29 GMT (#5)
    (Utilizador Info)

    O problema é que não houve nenhum erro de programação. Houve apenas código excelente que funcionava no Ariane IV e cujos parâmetros PID não foram modificados no Ariane V. Como o foguetão era muito mais reactivo, isto é, a actuação era muito maior que no Arn IV. Houve instabilidade no foguetão pois a potência da actuação (P = dW/dT) não compensada pelo algoritmo PID pois os parâmetros estavam errados e o foguetão adornou. Logo que passou os 45º de inclinação, as contra-medidas mecânicas do foguetão abortaram o lançamento, como eram suposto fazer. Como o fizeram? KABOOM!

    Se isso fosse em Beja (reparem que não falamos de reutilização, mas de lançadores), alguns montes alentejanos ficavam definitivamente chamuscados.

    Francisco Colaço


    Deus dê saúde aos meus inimigos para que assistam de pé à minha vitória.

    Lema inscrito num barco bandeirante.

    Bem... (Pontos:1)
    por soska em 14-09-04 11:43 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    Nao me cheira que seja nos Acores...
    Afinal, beja tem uma BA cuja pista, em termos de qualidade e a melhor de Portugal, e, pelo seu tamanho (e outras caracterisiticas) e' uma zona de aterragem alternativa do Space Shuttle norte-americano.
    Se se vier a concretizar, sera um excelente polo de investigacao, libertando o Alentejo interior da desertificacao e esquecimento, passando pel obvio aumento de interesse dos proprios estudantes. Sera que e desta que a malta vai comecar a tirar notas decentes em Fisica e Matematica?



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    Re:Bem... (Pontos:4, Esclarecedor)
    por fhc em 14-09-04 12:22 GMT (#4)
    (Utilizador Info)

    Para lançar satélites, necessitas de ter a Oeste uma área desabitada (deserto ou mar) de modo a poderes abortar o lançamento. Tu lanças sempre para sudoeste no caso de lançamentos equatoriais ou norte no caso de lançamentos de órbita polar.

    Os italianos lançavam o VEGA de uma plataforma petrolífera ao largo de Moçambique, a cerca de 10º do equador.

    Essa seria, a meu ver, a opção escolhida para Portugal, lançando ao largo da Figueira da Foz, a dois ou três quilómetros da costa, ou das Berlengas. A FFoz ou as Berlengas são ideais porque a plataforma continental é mais longa nessas partes.

    Não deves, portanto, lançar de Beja, a não ser que queiras ver alguns montes alentejanos arruinados por combustível ardente ou destroços volantes resultante dos lançamentos abortados.

    Por falar nisso: sei muito bem do que estou a falar.

    Francisco Colaço


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    Re:Bem... (Pontos:1)
    por soska em 14-09-04 12:38 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    bem... la se vai a esperanca de os tugas tirarem boas notas :P

    MAS... estas a falar de QUE montes? O alentejo e' praicamente deserto hoje (e desta feita, eu tambem sei do que estou a falar :) ).
    Mas pronot, nao estou a ver Beja como solucao viavel, a nao ser que se revolucione em 4 anos a maneira de lancar satelites...



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    Re:Bem... (Pontos:3, Interessante)
    por fhc em 14-09-04 16:22 GMT (#19)
    (Utilizador Info)

    Por acaso, existem uns amigos meus, americanos, que estão a tentar uma maneira revolucionária fazer o seguinte no Deserto do Novo México: atirar um laser (terrestre) contra um espelho côncavo de alumínio. Até agora conseguiram fazer subir quase 30 metros com um laser de 1 MW. Sei que é um princípio, mas é um princípio.

    Francisco Colaço


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    Re:Bem... (Pontos:3, Interessante)
    por Tuaregue em 14-09-04 16:39 GMT (#23)
    (Utilizador Info)
    Eu cheguei a ver uma reportagem sobre esses teus amigos, e a teoria deles agradou-me. Segundo me lembro ou se percebi bem, eles tentam com laser aquecer o ar que esta dentro do espelho e esse ar vai fazer com que o disco suba. É uma teoria interessante e que pode vir a dar razão aos avistamentos de OVNI ou FANI como se diz agora, porque aquelas cores que as pessoas dizem que veêm nos OVNI podem ser reflexos dos laser que aquecem os mesmos. Mas esta é apenas a minha teoria para os aparecimento das muitas cores no avistamentos dos OVNI's.
    Já agora eles sempre conseguiram o financiamento para o projecto porque se bem me lembro o projecto estava em risco por falta de verbas e apoios?

    ------------------------------------------------------------
    Todas as coisas mudam, e nós mudamos com elas.

    Re:Bem... (Pontos:1)
    por nifan em 14-09-04 20:26 GMT (#29)
    (Utilizador Info)
    não é bem assim, o ar não está dentro do espelho. o espelho é q converge o laser fazendo com que o ar aqueça de tal forma que "explode".
    O problema é que para isso acontecer o laser tem de estar sempre a incidir no espelho, basta o aparelho desviar um pouco a trajectória que deixa de ter o efeito desejado.
    a solução poderá passar por introduzir o laser no aparelho com o espelho, mas se fosse tão fácil de fazer como dizer certamente já estaria a ser feito :P
    se estiver enganado corrijam-me mas foi isto que percebi da tal reportagem que tu viste e eu tb :P

    "Microsoft gives you Windows, Linux gives you the whole house"
    Re:Bem... (Pontos:2)
    por Tuaregue em 14-09-04 22:38 GMT (#30)
    (Utilizador Info)
    yep é isso.

    ------------------------------------------------------------
    Todas as coisas mudam, e nós mudamos com elas.

    Re:Bem... (Pontos:2)
    por MacLeod em 15-09-04 9:41 GMT (#32)
    (Utilizador Info)
    Outro problema do laser, para além da focagem, é que a intensidade do laser diminui com o quadrado da distância. Logo, a distâncias maiores a potência seria muito menor.
    Re:Bem... (Pontos:2)
    por raxx7 em 15-09-04 14:18 GMT (#36)
    (Utilizador Info)
    Quadrado da distância? Tens a certeza? Estava mais à espera de um decaimento exponcial..

    Re:Bem... (Pontos:2)
    por MacLeod em 15-09-04 14:47 GMT (#37)
    (Utilizador Info)
    Sim, tenho a certeza. Há mais variáveis para além da distância, mas em termos proporcionais decai com 1/r² (tal como a intensidade da luz de uma vela ou a atracção gravítica).
    Re:Bem... (Pontos:2)
    por raxx7 em 16-09-04 18:26 GMT (#44)
    (Utilizador Info)
    A luz de uma vela propaga-se de forma aproximandamente isotrópica, um laser não.

    Re:Bem... (Pontos:2)
    por MacLeod em 17-09-04 10:35 GMT (#46)
    (Utilizador Info)
    Isso é irrelevante para o caso. Embora a luz da vela seja emitida sob a forma de ondas esféricas, a grandes distâncias (em termos práticos, poucos metros) as ondas esféricas são muito bem aproximadas por ondas planas. Por isso para um observador a uma distância razoável, é praticamente o mesmo ver a luz de uma vela ou de uma fonte colimada. Mas aqui a questão não é o laser ser colimado, mas sim ser uma fonte coerente (emissão gaussiana em torno de um comprimento de onda fixo). Com esta pequena nuance, concordo com o post do fhc e corrijo a minha opinião inicial do 1/r², que de facto estava errada.
    Re:Bem... (Pontos:2)
    por fhc em 15-09-04 21:51 GMT (#39)
    (Utilizador Info)

    Num laser bem colimado, a intensidade não diminui com o quadrado da distância, mas apenas por absorção atmosférica, a qual será \int_{h_0}^{h_f} R\rho(h) dh, sendo R o coeficiente de absorção e \rho o peso específico do gás à altura h. Se o laser perder 25% da potência a alturas estratosféricas, esse é demais.

    Segundo me lembro, o problema era mesmo acertar no buraco com precisão, visto que o prato de alumínio tende a virar-se (se bem me lembro, falavam em girá-lo para que se mantivesse direito). Não digo que isto sirva para lançamentos suborbitais já, mas seria muito conveniente, como sabemos, gerar a força motriz a partir da Terra, onde ficava a maior parte dos aparatos.

    Francisco Colaço


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    Re:Bem... (Pontos:2)
    por fhc em 15-09-04 11:49 GMT (#33)
    (Utilizador Info)

    Não sei, não falo com eles há cerca de dois anos. Quando é que foi a reportagem?

    Francisco Colaço


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    Re:Bem... (Pontos:2)
    por Tuaregue em 15-09-04 14:00 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    Cerca de mês, mês e meio. Mas volta não volta a :2 repete o programa.

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    Re:Bem... (Pontos:1)
    por nifan em 15-09-04 15:57 GMT (#38)
    (Utilizador Info)
    Tal como dizes foi á um mês, um mês e meio, e se não me engano foi na Hora Discovery.

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    Vega (Pontos:1)
    por jcv em 14-09-04 12:51 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    Parece-me que o VEGA ainda não foi construído, pelo que não foi ainda lançado de nada ao largo de Moçambique.. Aliás, se fores aqui poderás ver que eles estão a adaptar uma plataforma na Guiana para o lançar de lá.
    Re:Vega (Pontos:2)
    por fhc em 14-09-04 16:33 GMT (#22)
    (Utilizador Info)

    Os testes foram feitos em San Qualquer coisa, uma plataforma ao lado de moçambique. De qualquer maneira, o INAC já me negou a possibilidade de fazer um foguete sonda estratosférico, alegando que o espaço aéreo português não é meu (no caso, de um amigo meu).

    Com tipos destes a defender os nossos interesses, que vivam os sonhadores.

    Francisco Colaço


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    Re:Bem... (Pontos:2)
    por MacLeod em 14-09-04 15:53 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    Para lançar satélites, necessitas de ter a Oeste uma área desabitada (deserto ou mar) de modo a poderes abortar o lançamento. Tu lanças sempre para sudoeste no caso de lançamentos equatoriais ou norte no caso de lançamentos de órbita polar.

    Não deves, portanto, lançar de Beja, a não ser que queiras ver alguns montes alentejanos arruinados por combustível ardente ou destroços volantes resultante dos lançamentos abortados.

    Não me parece. Basta veres o caso do Kennedy Space Center como exemplo. Está no lado Oeste da Florida e ainda tem uns bons quilómetros de civilização (incluíndo duas grandes cidades, Orlando e Tampa) a oeste. E a distância do KSC à costa oeste da Florida é maior que a distância de Beja ao atlântico... Também a base de Kourou não tem nenhum deserto nem oceano no seu lado oeste, embora seja uma zona muito pouco populada.

    Os italianos lançavam o VEGA de uma plataforma petrolífera ao largo de Moçambique, a cerca de 10º do equador.

    Que Vega é esse que falas? Se for o da ESA, como já foi dito, ainda não foi lançado (e não me lembro de ver nada de Moçambique como plataforma de lançamento...).

    Essa seria, a meu ver, a opção escolhida para Portugal, lançando ao largo da Figueira da Foz, a dois ou três quilómetros da costa, ou das Berlengas. A FFoz ou as Berlengas são ideais porque a plataforma continental é mais longa nessas partes.

    Nas Berlengas parece-me um grande atentado ao meio ambiente (mesmo a dois ou três quilómetros o barulho ainda é muito, para não falar da poluição...). Não sou especialista nisso, mas parece-me que uma base de lançamento algures no oceano seria incomportável para foguetões da Classe Ariane ou para o Space Shuttle. Material sensível e tão pesado, é muito difícil de transportar por via marítima (não sei se já viste o "carrinho" que costuma levar o Space Shuttle até ao local de lançamento...).

    Re:Bem... (Pontos:2)
    por fhc em 16-09-04 12:28 GMT (#40)
    (Utilizador Info)

    Desculpem-me dizer que lançavam o VEGA. Quis dizer que fizeram o programa VEGA lançando foguetes sonda.

    Francisco Colaço


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    Só se Beja for em Espanha ou Marrocos (Pontos:2, Informativo)
    por jcv em 14-09-04 12:40 GMT (#9)
    (Utilizador Info)
    Acho interessante esta divulgação de factos.. É verdade que o space shuttle tem um modo de abort do lançamento em que se bate o recorde de vôo sobre o Atlântico (30 minutos), mas as bases são em Zaragoça (Espanha), Sevilha (Espanha), Marraqueche (Marrocos) e Banjul (Gambia). Podem confirmar estes dados aqui.
    Re:Só se Beja for em Espanha ou Marrocos (Pontos:1)
    por soska em 14-09-04 16:20 GMT (#17)
    (Utilizador Info)
    Bem.. entao fui engando a forca toda pelos filhas da mae dos Majores PILAV da BA11.....
    Raio de tugas....
    (Nota, esta info era pelo menos de 98-99)


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    Re:Só se Beja for em Espanha ou Marrocos (Pontos:1)
    por soska em 14-09-04 16:22 GMT (#18)
    (Utilizador Info)
    No sci.space.shuttle acabei de encontrar esta referencia:
    The 09.07.95 revision of NSTS 07700, Vol. X "Flight & Ground System Specifications", Book 3 Requirements for runways and navigational aids lists the following sites for ELS, ECAL, ELS, AOA, and EOM duration misions. Note that this list may be out of date and that the sites may not be currently available for any shuttle flight.
    Europe: Beja, Portugal; Esenboga, Turkey; Fairford, England; Koln-Bohn, Germany; Moron AB, Spain; Shannon, Ireland; Souda Bay, Crete; Zaragoza, Spain

    Afinl, os PILAVs tinham razao :P
    A info esta e' outdate. As minhas desculpas.


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    Re:Só se Beja for em Espanha ou Marrocos (Pontos:2)
    por Gimp em 14-09-04 17:36 GMT (#28)
    (Utilizador Info)
    Moron AB, Spain

    Moron?! MUAHAHAHAHAH


    "No comments"

    Nah (Pontos:2)
    por raxx7 em 14-09-04 12:17 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    Os Açores são um mau sitio para construir uma base de lançamento.
    O clima é mau, os Açores são geologiamente pouco estáveis, não me parece que tenham espaço para construir infraestruturas e estão longe do Equador (local ideal para lançamentos para a órbita geostacionária).
    Além disso, não há razões para sair da Guiana. A falta de infraestruturas não é razão: constroem-se novas. Mais vale construi-las lá que noutro sitio qualquer.

    Re:Nah (Pontos:2)
    por fhc em 14-09-04 12:32 GMT (#6)
    (Utilizador Info)

    Um terramoto que ocorresse durante os dois dias em que o lançador pode estar preso na Base pode desencadear as contra-medidas mecânicas de abortagem do lançamento. Há quem diga que isso (não um terramoto, mas vento) foi o que aconteceu ao VLS1 brasileiro, mas também há quem fale de sabotagem...

    E há razões para se sair da Guiana.

    Francisco Colaço


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    Re:Nah (Pontos:1)
    por soska em 14-09-04 12:40 GMT (#8)
    (Utilizador Info)
    Ja agora, que razoes sao essas pra se sair da Guiana Francesa?
    Eh k agora fiquei curioso com esta discussao... Eh k ia comecar a poupar pra comprar um bocadinho de terra em Beja, pra depois ser expropriado e receber uns milhoes de indeminizacao :P muahaha (esta parte eh joking, obviamente)



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    Re:Nah (Pontos:1)
    por jcv em 14-09-04 12:46 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    E os franceses concordam com essas razões para sair da Guiana?
    Tanto os franceses da ESA, como os franceses da Arianespace e ainda os franceses do CSG?
    E se vamos ter lançadores a cair ao mar ao largo dos Açores ou a aterrar em Santa Maria, porque carga de água é que eles iriam sair de Beja em vez de ser desde Espanha? Só porque o Governo Português ainda não conseguiu arranjar UMA solução decente para o futuro do Aeroporto de Beja?
    Demagogia (Pontos:1)
    por jcv em 14-09-04 13:00 GMT (#12)
    (Utilizador Info)
    Sobre este assunto, vou ficar sentado à espera..
    Em Santa Maria vai ficar de momento instalada uma estação móvel para tracking de lançamentos. Apenas.. Não vai ser uma estação de recolha e tratamento de dados. Vai ser usada durante 10-15 minutos cada vez que houver um lançamento e é tudo. Essa estação móvel costuma estar "estacionada" aqui perto, a 30km de Madrid.
    Partir daí para começar a sonhar com lançamentos de satélites a 38ºN de latitude parece-me um pouco espalhafato a mais..
    Se realmente se confirmar, vou ficar muitissimo contente (e surpreendido), mas vai depender fundamentalmente do desenho dos novos lançadores. Estar a falar nesta altura de bases para os lançar é colocar a carroça (muito) à frente dos bois..

    João Ventura

    Re:Demagogia (Pontos:2)
    por fhc em 16-09-04 12:35 GMT (#41)
    (Utilizador Info)

    Não te esqueças que grande parte dos satélites de órbita baixa são lançados em órbita polar, e esse lançamento não é sensível (em termos energéticos) à latitude.

    As razões para deixar a guiana é o tráfego aéreo e o transporte da máquina. Em cima dos Açores é fácil criar um corredor de lançamento. Quanto ao transporte, é a razão comum de muitas falhas.

    Não creio que a Guiana deixe de ser utilizada, e é claro que o vai ser cada vez mais. No entanto, tanto Portugal como os Açores são boas bases de lançamento, dadas a situação geográfica (1), geológica (2) e a vontade do Governo português, que se tem tornado progressivamente mais sensível aos argumentos dos poucos que querem fazer realmente coisas neste país.

    Francisco Colaço


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    Oceano. (Pontos:2)
    por Tuaregue em 14-09-04 13:25 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    Segundo o ViaOceanica.com:

    "(...)Se os planos iniciais da ESA apontavam apenas para a criação de uma estação para acompanhar todos os satélites europeus lançados na base de Kourou, poderão ser alargados quando o actual “Ariane 5” for substituído por outro da nova geração naves espaciais reutilizáveis, já que será necessária uma pista de aterragem no meio do Atlântico. Será em 2015.

    Como aquelas máquinas não podem sobrevoar zonas habitadas, ficaram assim excluídas todas as regiões da Europa continental. Santa Maria e o seu quase esquecido aeroporto apresentaram-se novamente em vantagem. Como se lê no estudo elaborado pelo GRICES – sigla para o ministerial Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior - «a única combinação técnico-política para uma estação de rastreio de lançamento de satélites sobre o Atlântico». E ainda, conclui o mesmo documento, « o melhor campo de ensaios quando a Europa precisar de testar foguetões reutilizáveis supersónicos a partir de 2007».(...)"

    Como se pode ver eles querem um pista no meio do oceano atlântico e onde está a ilha dos Açores bem la no meio do oceano.

    Link para a notícia

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    lançamento ou monitorização? (Pontos:2, Esclarecedor)
    por alguem em 14-09-04 13:30 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://www.ladonegro.net/
    Estranho que estile a ler a notícia do Público (papel) e nada é descrito acerca de uma base de lançamento. Apenas se refere recuperação de auxiliares de lançamento reutilizaveis e monitorização da ESA aos seus foguetes.
    Realmente os Açores não estão numa posição geografica previligiada para o lançamento, como a Guiana Francesa ou a Florida e acho estranho que esse debate pareça coerente - lançamentos de Areane V nos Açores?

    "The interest in encouraging freedom of expression in a democratic society outweighs any theoretical but unproven benefit of censorship."
    A esta latitude? (Pontos:3, Esclarecedor)
    por MacLeod em 14-09-04 15:19 GMT (#15)
    (Utilizador Info)
    É uma ideia completamente disparatada a de pensar construir uma base de lançamento de foguetões à latitude dos Açores ou do Alentejo quando se tem possibilidade de os lançar da Guiana, quase ao nível do ecuador. O aumento no combustível seria considerável.

    O que já está mais ou menos assente é que vai haver uma estação de monitorização nos Açores, para não evitar perdas de comunicação a essas longitudes. Segundo tinha lido há uns tempos, vão ser umas instações provisórias (uma estação móvel) e de futuro será construída uma pequena estação. Em relação ao Alentejo, talvez possa ser uma base para aterragem...

    Re:A esta latitude? (Pontos:2)
    por fhc em 14-09-04 16:27 GMT (#20)
    (Utilizador Info)

    E em São Tomé?

    Existe, por acso, uma aeródromo abandonado mesmo em cima do equador.

    A aterragem de emergência para o Shuttle é em Marrocos.

    Francisco Colaço


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    Re:A esta latitude? (Pontos:2)
    por raxx7 em 14-09-04 16:53 GMT (#24)
    (Utilizador Info)
    Não sei quanto às condições de S Tomé, mas é politicamente improvável. Não faz parte de nenhum país com influência na ESA.

    Re:A esta latitude? (Pontos:2)
    por raxx7 em 14-09-04 17:03 GMT (#26)
    (Utilizador Info)
    O que me lembra: nós também não somos um membro influente da ESA. Sabem que a base de Koroua gera uns 25% do PIB da Guiana francesa? :)

    Re:A esta latitude? (Pontos:2)
    por seven em 16-09-04 19:15 GMT (#45)
    (Utilizador Info)
    Espanha e Marrocos.
    É onde eles podem aterrar numa emergência...
    Re:A esta latitude? (Pontos:2)
    por fhc em 14-09-04 16:30 GMT (#21)
    (Utilizador Info)

    Esqueci-me de uma coisa: a grande parte dos satélites de órbita baixa são lançados em órbita polar heliosíncrona ou geosíncrona. Para esse lançamento, é irrelevante a latitude. Infelizmente é necessário lançar para nortenordeste, o que em Portugal é problemático, salvo nos Açores.

    Francisco Colaço


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    Quem ia lancar de cá era o Bill Gates... (Pontos:3, Informativo)
    por amartins em 14-09-04 16:54 GMT (#25)
    (Utilizador Info)
    Boas,

    Só para esclarecer, se interpretei correctamente o que foi escrito a ideia é uma base para receber o veículo reutilizável. A palavra a ter em atenção é complementar, isto é a ESA procura uma base complementar à existente porque (segundo a noticia) não será possível ter as duas na Guiana.

    Para quem não encontrou na Lusa está aqui a cópia do que a Lusa circulou:

    Espaço: Europa estuda base espacial em Portugal - governo
    Lisboa, 12 Set (Lusa) - Portugal pode vir a acolher uma base de lançamento de foguetões, com a Agência Espacial Europeia (ESA) a admitir que seja em Beja e Santa Maria, nos Açores, segundo o governo.

    A ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, explicou à Agência Lusa que a acontecer só será depois de 2008, mantendo-se até lá a actual estação de lançamento de foguetões, na Guiana Francesa, América do Sul.

    A hipótese de Portugal surge, disse, por ser necessário procurar uma alternativa complementar à Guiana para a próxima geração de lançadores de foguetões, que a ESA quer que sejam recuperáveis, o que actualmente não acontece.

    O programa espacial norte-americano também optou por substituir os antigos foguetões pelos actuais "space shutle", que conseguem fazer várias viagens ao espaço, nomeadamente para colocação ou reparação de satélites.

    "A ESA está a trabalhar num projecto de lançadores reutilizáveis, isso significa que tem de haver um local de lançamento e outro de aterragem. E a Guiana não tem estrutura para isso", disse Maria da Graça Carvalho à Lusa.

    "Há estudos da ESA que apontam para Portugal", devido à sua "situação geográfica e climática", acrescentou.

    A mudança justifica-se, referiu a ministra, pelo facto de ser necessário um número mínimo de quilómetros entre a estação de lançamento e a de aterragem, que a Guiana não comporta.

    "Temos uma ambição, a longo prazo, de ter em Portugal uma base destas, e conseguir isso passa por evidenciar a situação privilegiada do país. Os Açores têm vantagens geográficas e climáticas e superam por exemplo as Canárias, em questões como a visibilidade, o tráfego aéreo ou a densidade populacional", afirmou Maria da Graça Carvalho.

    Para que Portugal esteja integrado nesta "aventura" é preciso também um esforço de empresas e universidades, avisou a ministra.

    "Temos de tentar posicionar Portugal nestas matérias, estar em reuniões, convidar pessoas a virem cá, porque estamos longe do centro da Europa", afirmou Maria da Graça Carvalho.

    A ilha de Santa Maria, nos Açores, já vai ter também uma estação de controlo de lançamento de satélites, uma sugestão de Portugal à ESA e que a Agência Espacial aceitou, assinando o protocolo nesse sentido já no próximo mês de Novembro.

    O governo português prepara-se ainda, revelou a ministra, para construir em Santa Maria um Centro de Investigação ligado às Ciências do Mar.

    FP.
    Lusa/Fim



    Cumps.
    António.


    Please don't interrupt me while I'm talking to myself!

    Re:Quem ia lancar de cá era o Bill Gates... (Pontos:2)
    por raxx7 em 14-09-04 17:05 GMT (#27)
    (Utilizador Info)
    Isso já faz mais sentido.

    Re:Quem ia lancar de cá era o Bill Gates... (Pontos:2)
    por fhc em 16-09-04 12:36 GMT (#42)
    (Utilizador Info)

    Quanto aos ditos estudos, foram realizados em 2001 por Dinis Afonso Ribeiro.

    Francisco Colaço


    Deus dê saúde aos meus inimigos para que assistam de pé à minha vitória.

    Lema inscrito num barco bandeirante.

    Re:Quem ia lancar de cá era o Bill Gates... (Pontos:2)
    por fhc em 16-09-04 17:48 GMT (#43)
    (Utilizador Info)

    Quanto aos satélites, metade da história é verdadeira. Ainda no governo Cavaco, o Eng.º Mira Amaral teve a presciência de encomendar à Surrey Satellite Technologies a construção de 23 satélites de órbita baixa, que seriam lançados ainda antes dos Iridium.

    Infelizmente, com a natural mudança de governo veio para ministro da ciência o energúmeno do Mariano Gagá (não sabem como concordo com esse nome) que cancelou tudo alegando não muito privadamente que era projecto do PSD.

    Enfim, gentinha há que leva a política partidárica (erro ortográfico intencional) para cima dos verdadeiros interesses nacionais. No entanto, ainda acredito que pessoas como eu e vós triunfarão sobre a chusma ignorante.

    Vou mudar a minha assinatura.

    Francisco Colaço


    Deus dê saúde aos meus inimigos para que assistam de pé à minha vitória.

    Lema inscrito num barco bandeirante.

    Re:Quem ia lancar de cá era o Bill Gates... (Pontos:1)
    por Perky_Goth em 18-09-04 2:39 GMT (#47)
    (Utilizador Info) http://www.fe.up.pt/freefeup
    mas ou muito me engano ou fez coisas mais importantes pela ciência.
    mas tu é q conheces a área (e eu nem sabia), lá saberás melhor q eu que apenas vou lendo jornais...
    -----
    Microsoft has funded 13 studies over the past year comparing Linux with its own products. Guess what: All of them come out in favor of Microsoft.
    monitorização (Pontos:2)
    por André Simões em 15-09-04 0:44 GMT (#31)
    (Utilizador Info) http://andre.catus.net
    O Público só fala da hipótese de monitorização de voos, num futuro próximo, e alude apenas à hipótese a longo prazo de eventuais lançamentos.

    Cool? Não vejo porquê. A Guiana Francesa é cool só por ter uma base de lançamento?

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:monitorização (Pontos:3, Esclarecedor)
    por amartins em 15-09-04 12:18 GMT (#34)
    (Utilizador Info)
    Antes de mais o mea culpa, tramscrevi o que a Lusa circulou o que induziu em erro quem não leu o artigo todo. O corpo do texto não faz referência a lancamentos a partir de Portugal.

    Quanto ao resto seria fixe pelas diversas razões que já se apontaram, certamente que para a região traria beneficios com uma industria de serviços que à volta de tal centro se desenvolveria.

    É um exagero comparar ou esperar uma complexo tipo KSC mas como primary landing site julgo que é legitimo imaginar o desenvolvimento de diversos programas e actividades que enriqueceriam o país a vários niveis.

    Se não fosse por essas razões tb dava jeito... se marcassem a aterragem para um fim de semana sempre dava um programa interessante :-)

    Cumps.
    António.

    Please don't interrupt me while I'm talking to myself!

    Só para terminar esta thread (Pontos:1)
    por jcv em 24-09-04 9:40 GMT (#48)
    (Utilizador Info)
    Se alguém ainda se interessa, está no site do MCES o seguinte comunicado de imprensa:

    Estação de rastreio e telemetria da ESA nos Açores.

    COMUNICADO DE IMPRENSA

    Dado terem sido veiculadas, na comunicação social, um conjunto de notícias relativas à construção de uma estação de rastreio e telemetria da Agência Espacial Europeia (ESA) nos Açores, importa esclarecer os contornos da questão em apreço.

    Estamos perante a proposta de instalação, na Ilha de Santa Maria, Açores, de uma estação de seguimento e telemetria de missões da ESA. Mais concretamente, trata-se de uma estação de rastreio para seguir o lançamento de lançadores europeus sobre o Atlântico a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, isto é, o chamado tracking dos voos do Ariane 5 (tendo como carga útil o ATV – Automated Transfer Vehicle) que se destinam à Estação Espacial Internacional (ISS).

    Recorde-se que a ideia surgiu de um estudo técnico da ESA que identificou a necessidade de uma estação no Atlântico para seguir os lançamentos do ATV. Esta necessidade foi apoiada pelo Conselho Consultivo para o Espaço, no âmbito do Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior (GRICES) que identificou o espaço Atlântico Português, como tendo uma importância estratégica na politica nacional para o Espaço. Foram para o efeito estudadas várias localizações, chegando-se à conclusão de que as condições técnicas da Ilha de Santa Maria seriam as melhores para os objectivos pretendidos. De facto, ficou demonstrado que esta ilha constitui uma localização privilegiada para o acompanhamento de uma série de missões daquela Agência que requerem a existência de uma estação no oceano Atlântico capaz de ser utilizada todo o ano.

    Terminado o estudo técnico, iniciaram-se discussões com a ESA que conduziram à proposta de celebração de um Acordo para a instalação de uma estação móvel, uma vez que o primeiro lançamento está previsto para Maio de 2005. Tal Acordo tem estado em negociação, prevendo-se a sua assinatura até ao final do corrente ano, de modo a que a estação possa estar operacional a tempo de se efectuarem os primeiros testes antes de Maio, a manter-se tal previsão por parte da ESA, o que depende de um conjunto de factores que poderão levar ao seu adiamento.

    Numa fase posterior, Portugal mantém o interesse na construção de uma estação fixa, para a qual vários possíveis cenários de concretização estão presentemente em fase de análise, envolvendo não apenas a telemetria do Ariane 5, mas também a área da observação da Terra, monitorização oceânica, investigação na área do Espaço, entre outras vastas possibilidades, passando por uma componente de exploração comercial, apoiada por uma importante participação da comunidade científica.

    No que se refere a Programa Galileo, este programa de navegação é uma iniciativa europeia para desenvolver um sistema global de navegação por satélite e o primeiro projecto conjunto da Agência Espacial Europeia (ESA) e da União Europeia (UE).

    O Galileo complementará os sistemas de navegação por satélite existentes, o sistema americano GPS e o sistema russo GLONASS, ambos operados militarmente, não fornecendo garantia de manterem um serviço ininterrupto. O Galileo será o único sistema global de navegação por satélite europeu, fornecendo um serviço global garantido, de elevada precisão e em tempo real, sob controlo civil. Terá interoperabilidade com o GPS e GLONASS.

    As suas aplicações são múltiplas e vão desde o controlo do tráfego terrestre, marítimo e aéreo, até à transmissão de dados sincronizados entre computadores, através de um sistema construído à volta de 30 satélites que darão uma excelente cobertura do planeta. A navegação por satélite tem pois uma importância económica, industrial e estratégica, cujos benefícios para os cidadãos em geral são inegáveis nas suas vidas diárias.

    O Programa envolve três fases:

    1. Fase de desenvolvimento e validação (2001-2005):

    a. Consolidação dos requisitos da missão;

    b. Desenvolvimento dos satélites e componentes de base terrestre;

    c. Validação do sistema em órbita, com o lançamento do primeiro satélite experimental no segundo semestre de 2005, seguido do lançamento de quatro satélites operacionais entre 2005 e 2006.

    2. Fase de consolidação (2006-2007):

    a. Construção e lançamento de satélites (os restantes que perfazem 30 na totalidade);

    b. Instalação de todo o segmento terrestre.

    3. Fase operacional e de exploração comercial (a partir de 2008).

    No âmbito da Fase de Desenvolvimento e Validação do programa Galileo, a ESA lançou recentemente uma consulta directa a empresas europeias, incluindo portuguesas, para o fornecimento de serviços de instalação e operação de algumas das estações terrestres, que virão a fazer parte da rede de estações de controlo do sistema.

    Finalmente, cumpre esclarecer que não existem, presentemente, planos da ESA de estabelecer uma nova base de lançamentos em Portugal. Em todo o caso, Portugal faz parte do programa da ESA sobre novos lançadores (Future Launchers Preparatory Period – FLPP), programa destinado à realização de estudos preliminares para o desenvolvimento de uma nova geração de lançadores a médio ou longo prazo.

    ------ Fim do comunicado -----

    Em conclusão:

    1. Estação móvel para tracking
    2. Construção por Portugal de uma estação fixa (talvez)
    3. O Galileu é fixe, já está a ser construído e é possível as empresas Portuguesas participarem
    4. Não está previsto nada acerca de lançamentos em Portugal

    A mim parece-me que alguém chamou a atenção a alguém entre a notícia da Lusa e este comunicado. Ou será que foi o jornalista que estava a ouvir coisas?

     

     

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