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Comparação Open Source vs. Software fechado
Contribuído por vd em 02-02-04 10:21
do departamento mine's better than yours
Verdinhas McB escreve "Muito se fala sobre as vantagens de um modelo de desenvolvimento fechado vs. um modelo de desenvolvimento open-source, mas regra geral as vantagens que são apresentadas são ideológicas, que são boas para a humanidade, etc.

No entanto, é fácil de perceber que isso não vence no mundo real (parece que muito boa gente ainda não conseguiu ver isso), onde o que se quer são resultados, e não ideologias (i.e., qualquer ideologia é boa desde que a empresa GANHE com isso, e quando falo de ganhar, falo em NÚMEROS, não em algo não mensurável)."

"Neste artigo demonstra-se as vantagens do modelo de desenvolvimento open-source apresentando métricas e dados objectivos que provam de uma forma mais científica aquilo que já sabíamos empriricamente: que o modelo de desenvolvimento open-source é menos "error-prone" que modelos de desenvolvimento fechado.

«[...]The result of all the tests was a defect count of 21 - that's a defect density (measured in Thousand of Lines of Code [KLOC]) of 0.09. This rate is somewhat below the average for the industry, which hits an average of 0.57 defects per KLOC. That's across a total of more than 35 million lines of code.»

O estudo em causa (que tomou como exemplo o MySQL) pode ser visto em mais detalhe aqui.
Ainda neste link estão outros estudos interessantes, como o que compara a stack TCP/IP do Linux com outras versões UNIX de código fonte fechado. "

O outro lado da moeda | Wolfenstein ET: Open Source  >

 

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  • Linux
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    Interessante (Pontos:2)
    por 4Gr em 02-02-04 13:26 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Artigo muito interessante.

    tonidosimpostos, não era isto que te faltava? Um estudo numérico que provasse tal coisa?


    Dominus vobiscum

    "I may have invented control-alt-delete, but Bill Gates made it really famous", David Bradley, IBM Engineer
    Re:Interessante (Pontos:1)
    por tonidosimpostos em 02-02-04 15:47 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    Claro que os numeros sao interessantes. Ate porque quem submeteu a noticia, partilha da mesma opiniao.
    Quoting: "(i.e., qualquer ideologia é boa desde que a empresa GANHE com isso, e quando falo de ganhar, falo em NÚMEROS, não em algo não mensurável)."

    Agora vamos la ler o artigo e "já" digo alguma coisa ! Espero que sejam boas noticias :)

    Mister ToniDosImpostos
    "O software é como as mulheres, se não sabes, não MEXAS !"
    (c) ME, 2004!

    Se o que procuras são números... (Pontos:4, Informativo)
    por jneves em 02-02-04 16:54 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://silvaneves.org/
    Se o que procuras são números, provavelmente a fonte mais completa é o estudo (sempre em actualização) do David A. Wheeler: http://www.dwheeler.com/oss_fs_why.html
    A ONU também diz que sim (Pontos:1)
    por SlickFox em 02-02-04 23:40 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://mozilla.shopizzy.com
    aqui

    «The report says that OSS software is better for four primary reasons:
  • More people looking for defects means more defects are found and fixed.
  • Free from marketing considerations, developers release more fixes and improvements, more often.
  • Proprietary software does not guarantee quality, in order to avoid legal liability.
  • Source code availability allows users to fix, customize or improve on their own. The report includes a summary of free and open source software policy development and activity in nations throughout the world»
    o link do pdf

    Cumps
  • Na prática, a teoria é outra (Pontos:2)
    por mlemos em 03-02-04 6:13 GMT (#5)
    (Utilizador Info) http://www.ManuelLemos.net/
    Muitos estudos se fazem sobre os benefícios de abrir o código dos projectos, mas na minha experiência existem factos importantes que frequentemente estes estudos, de certo modo tendenciosos, omitem.

    A verdade é que esses estudos praticamente se referem a projectos open source que já tiveram sucesso, ou seja, tiveram adesão significativa dos utilizadores, especialmente dos capazes de contribuir.

    Porém, a realidade é que por cada projecto que tem adesão significativa (que recebeu contributos de novos programadores), existe um monte de outros que não sobreviveram. Uma vez li um artigo, que achei justissimo, que descrevia o Sourceforge como o cemitério do Open Source devido ao número projectos inactivos.

    Motivos comuns têem a ver com a dificuldade de contribuir, por vezes por falta de tempo (o autor tem de trabalhar noutra coisa para ganhar a vida) ou motivacão de terceiros, falta divulgacão e por falta de documentacão.

    Isso leva a que muitos programadores desanimem e acabem por desistir.

    Muitos falam sucesso do Linux, mas esquecem-se que as circunstancias do sucesso do Linux foram especiais. Pelo que me contaram (não sei se é verdade) que o Linus era um estudante sustentado pelos pais e que por isso tinha mais tempo livre do que se tivesse de trabalhar num emprego normal para se sustentar. Na verdade, se não fosse a Red Hat a por o Linux no mapa, acho a história teria sido muito diferente. Há quem alegue que teria sido melhor se outro Unix gratuito tivesse tido essa bencão.

    Isso não importa. O que importa é que tenham consciência é que abrir o código por si só não vai realizar nenhum truque de magia no caminho para o sucesso. Há muito trabalho pela frente. A esse trabalho podem ser atribuidos custos que normalmente são omitidos nestes estudos.

    Onde quero chegar é que se não têem tempo para se dedicar ao desenvolvimento, documentacão, promocão, e nem sequer têem pa(i)trocinador que vos pague para justificar o tempo gasto num projecto Open Source, talvez seja melhor não contribuirem para aumentar a populacão (morta) do cemitério do open source.
    Re:Na prática, a teoria é outra (Pontos:2)
    por cgd em 03-02-04 12:00 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://cgd.sdf-eu.org/
    Só umas palavras sobre o linux.

    Não foi a redhat que meteu o linux no mapa. Antes da redhat já havia outras distribuições (slackware e SLS - esta talvez a 1a de todas) e o linux já era extremamente popular no meio universitário, pelo menos. Eu próprio peguei no linux em 93, portanto apenas dois anos depois de existir, nem havia redhat sequer. Dizer que a redhat meteu o linux no mapa é tão estúpido (no offence intended) como dizer que a microsoft generalizou o uso de computadores: ambos os factos são uma evolução lógica da sociedade e tecnologia das respectivas épocas, i.e. esse espaço seria sempre ocupado por uma ou mais (de preferência) empresas. De resto, foi isto que aconteceu com a generalização do automóvel, da aviação, da electrónica e electricidade em geral, etc... Não foi preciso uma empresa messias ou visionária para que isso acontecesse, foi simplesmente uma evolução lógica que felizmente não ficou refém de ninguém.

    Quanto aos outros unixes free, já existiam: que tal o minix? E o 4.4BSD que tinha o código disponível já na altura... a diferença é que ninguém lhes pegou (aliás, o Linus usava MINIX quando começou a escrever o linux), mas tb não sei qual seria o licenciamente desses códigos. O pessoal dos ***BSD só depois do linux já estar mais ou menos avançado (nas 0.99.*) é que fez o fork do 4.4BSD (ou BSD-Lite?) para o freebsd, netbsd, etc...

    Re:Na prática, a teoria é outra (Pontos:2)
    por mlemos em 03-02-04 23:15 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://www.ManuelLemos.net/
    Não percebeste. A RedHat é que pôs o Linux no mapa porque depois de ter lançada na NASDAQ, o mundo, que é constituiído maioritariamente por tecno-ignorantes, passou a dar crédito ao Linux.

    No entanto, esqueci-me de dar crédito à VA (na altura chamava-se até VA Linux) que depois de ser lançada na Nasdaq com subidas recorde, deram um crédito ao Linux sem qualquer paralelo na história.

    Muitos milhões de dólares foram injectados cegamente nessas companhias porque nos tempos da bolha havia uma grande fé ignorante em empresa de tecnologia.

    É verdade que essas empresas hoje em dia estão todas "paridas" mas na altura a Red Hat e a VA é que puseram o Linux no mapa.

    Está certe que talvez só a SuSE levou o Linux como um negócio a sério. Detalhes como o não disponibilizar ISO das distribuicões na Internet mostram que a SuSE foi a única que soube levar o Linux como um negócio e não como uma utopia de caridade.

    Só recentemente a Red Hat decidiu abrir os olhos e chegar à conclusão não é viável oferecer o produto na Internet e ao mesmo tempo esperar muitos clientes pagantes. Mas isto já é outro assunto.
    Re:Na prática, a teoria é outra (Pontos:1)
    por drivingsouth em 09-02-04 20:39 GMT (#9)
    (Utilizador Info)
    Apoiado a 110%. Estão a por o open-source num patamar usando o modelo do MySQL. É o melhor exemplo que conseguiam encontrar, mas o Mysql nao é representativo da realidade open-source meus senhores.
    Discordo. (Pontos:2)
    por Cyclops em 03-02-04 8:31 GMT (#6)
    (Utilizador Info)
    McB escreve "Muito se fala sobre as vantagens de um modelo de desenvolvimento fechado vs. um modelo de desenvolvimento open-source, mas regra geral as vantagens que são apresentadas são ideológicas, que são boas para a humanidade, etc.
    Por acaso o que anda na moda, especialmente no "mainstream" é precisamente a repudiação da liberdade dos utilizadores (as tais meras vantagens ideológicas) e apenas a apresentação do "OSS" como um bom modelo de desenvolvimento.

    No entanto, é fácil de perceber que isso não vence no mundo real (parece que muito boa gente ainda não conseguiu ver isso), onde o que se compare tecnicamente ganha umas vezes um lado, outras o outro. Outro factor que passa muitas vezes despercebido é algo que o mlemos afirma, mas que eu saliento que se passa exactamente o mesmo com o software não-livre, quantos programas proprietários cairam no esquecimento ou na falência?

    Desculpa-se a falta de liberdade com um suspiro e a gabardine do o que se quer são resultados, e não ideologias esquecendo qualquer ideologia é boa desde todos ganhem. Penso que é difícil entender como é que há gente de boas intenções que não ganhe com a liberdade, e acredito piamente que há muita gente que ganha com a falta de liberdade dos utilizadores, pelo que fico sempre um bocado chocado ao ouvir alguém dizer que a liberdade dos utilizadores é uma coisa muito bonita mas que não interessa. Ora, que não interessa a alguns sei eu...

    O que esta gabardine esconde (quer por ignorância, puro egocentrismo ou intenção) é que há mais empresas (mas mesmo muitas mais) do que as de informática, que em particular ganham com a sua liberdade e independência de fornecedor. E quando falo de ganhar, falo em NÚMEROS, não em algo não mensurável para elas como o desenvolvimento de software de uma forma mais eficiente ou não.

    O negócio está nos serviços que se fazem, na venda da perícia técnica, e ao longo do caminho vai-se programando Software Livre (melhorando, adaptando às necessidades do cliente, etc...).

    Custa-me imenso a crer que, tendo uma necessidade tão específica, mas tão específica, que seja necessário um único software para determinada empresa, esta não tenha dinheiro para encomendar a sua criação a uma empresa de serviços.

     

     

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