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Cursos (procuro opiniões)
Contribuído por scorpio em 11-08-03 19:29
do departamento
News Sudoeste escreve " Este ano decidi voltar a estudar e ingressar na universidade. O meu objectivo é um curso na área de informática. Como o tempo para estudar foi curto as notas das específicas que se pedem na generalidade dos cursos não foram por aí além e estou inclinado para uma das seguintes universidades (privadas, infelizmente): Universidade Lusófona (Campo Grande - curso de Informática), Universidade Independente (curso de Eng. Informática) e Universidade Autónoma de Lisboa (curso de Engª Informática ou curso de Informática). Assim sendo, estou à procura de opiniões e conselhos sobre as referidas instituições e os respectivos cursos a quem as conhecer e/ou quiser comentar os planos de estudos para os quais deixei as ligações. Agradeço desde já. "

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    A primeira coisa que deves perguntar e'... (Pontos:2)
    por leitao em 11-08-03 20:46 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/blog/blogger.html
    ...o que queres fazer durante a tua carreira ?

    IMHO, para certas areas de informatica formacao universitaria nao e' necessaria e pode ser uma perca de tempo/dinheiro.

    Por exemplo, se te quiseres tornar um gestor de projecto (particularmente se ja' tiveres experiencia profissional em informatica) e' muito mais util tirares uma expecializacao -- por exemplo neste caso podes tirar uma qualificacao da PMI (Project Management Institute).

    Noutros casos pode ser de facto util um curso universitario, mas na minha opiniao deves pensar nas alternativas -- em muitos casos podem-te desenvolver a carreira mais depressa, de uma forma mais economica e mais importante ainda, mais interessante.


    "I triple guarantee you, there are no American soldiers in Baghdad.", Mohammed Saeed al-Sahaf, Iraqi Minister of Information

    sr dr eng (Pontos:2)
    por ruben dig em 11-08-03 20:48 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://www.floppy.com.pt
    sudoeste, desiste dessa ideia. é tempo e dinheiro perdido, vai até à Rumos ou coisa parecida e tira um CCNA, um MSCE, ou um curso de Oracle.
    Just my two cents..
    Re:sr dr eng (Pontos:2)
    por Pink em 12-08-03 15:43 GMT (#50)
    (Utilizador Info) http://www.PinksWorld.8m.com
    Eu não sei aí, mas por aqui (BR) a coisa não funciona assim.

    As empresas aqui pagam pelo grau de educação. Um secundarista dificilmente (mas muito dificilmente mesmo) vai chegar a ganhar o salário inicial de um graduado. A diferença chega a ser maior que 50%.

    Na minha atual empresa, estou travado na minha posição até que complete minha faculdade. Sem diploma, sem promoção (à menos que algo realmente muito excepcional ocorra).

    Esta distinção é incentivada até mesmo pelas Leis Trabalhistas de meu país.

    Não que os cursos e certificações que vc mencionou sejam inúteis (muito pelo contrário, estou fazendo os que posso). Mas por aqui, pelo menos bacharéu vc precisa ser para progredir na carreira.

    []s,
    Pink@Manaus.Amazon.Brazil.America.Earth.SolarSystem.OrionArm.MilkyWay.Universe

    Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 11-08-03 21:58 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Como o tempo para estudar foi curto as notas das específicas que se pedem na generalidade dos cursos não foram por aí além e estou inclinado para uma das seguintes universidades (privadas, infelizmente)

    As públicas pedem no minimo 95 nas especificas, presumo então que não os tenha atingido.

    Nesse caso recomendaria uma voltinha mais pelo secundário, com mais tempo. É que um aluno em Informática, que coloca especificas com valores tão baixos, não merece sequer ingressar num curso superior. Lamento, mas é a minha opinião.

    Imagine entrar numa com valores negativos, imagine-se a tirar o curso durante 10 anos, imagine-se a pagar 350 euros mensais durante 10 anos, senão teve tempo para tirar boas notas agora, quem lhe garante que vai ter depois.

    Se procura as privadas por "facilitarem", deixe-me dizer que agora compreendo a existencia delas.

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Gamito em 11-08-03 22:59 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://www.dte.ua.pt/~gamito
    "senão teve tempo para tirar boas notas agora, quem lhe garante que vai ter depois."
    As propinas que vai pagar.

    Mário Gamito
    my web shelter
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 0:36 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Tenho um colega que se farta de dizer isso :)

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:2, Esclarecedor)
    por secameca em 12-08-03 1:05 GMT (#12)
    (Utilizador Info)
    Treta. Conheço muito filho de papá rico que passa os dias a jogar bilhar e as noites na discoteca quando devia estar a ir às aulas da universidade privada.
    Também conheço mt filho de papá pobre que tem emprego em part time e tem notas de treta e chumba frequentemente porque não tem tempo para estudar, dormir, ir às aulas e trabalhar.
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por sincronia em 12-08-03 9:54 GMT (#25)
    (Utilizador Info) http://www.haxmen.org/
    E ainda há faculdades que não contemplam nos Estatutos a condição de trabalhador-estudante (e.g. FEUNL)... negando a atribuição desse estatuto apesar de tal estar consagrado em decreto-lei.

    Tenho dito.

    Been there, done that, didn't wake up with the t-shirt...
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Arrepiadd em 12-08-03 10:19 GMT (#27)
    (Utilizador Info)

    Também conheço mt filho de papá pobre que tem emprego em part time e tem notas de treta e chumba frequentemente porque não tem tempo para estudar, dormir, ir às aulas e trabalhar.

    E eu também conheço alguns filhos de papás pobres, que se esfolam para estar na Universidade e têm de trabalhar para pagar a possibilida de estudar na Universidade (mesmo pública) e que tiram boas notas. E por vezes, melhores notas que os tais filhos de papás ricos, porque os pobres passam uma vida de cão enquanto estão na Universidade, a trabalhar e a estudar, para acabar o curso rápido, porque é um grande encargo para a família, enquanto o menino rico, anda, como tu dizes, a jogar bilhar e na discoteca em vez de estudar.

    Quanto ao não ter tempo para trabalhar, estudar, ir às aulas e dormir, é tudo uma questão de opções. Se trabalhar 8 horas por dia e dormir 8 horas por dias (o que é mais que o suficiente...) sobram-lhe 8 horas. Mesmo que tire três horas para comer, ver tv e conviver com os amigos sobram-lhe 5 horas para estudar. Já sei que estão a dizer: "E as aulas?" Bem, primeiro, o tal trabalho de 8 horas já deve cobrir as aulas quase todas. Depois, tirando uma ou outra cadeira (e as cadeiras laboratoriais) as aulas são perfeitamente dispensáveis. Tenho um professor que tirou o curso com média de 16 no IST e deixou de ir às aulas (só ia aos laboratórios) e estudava em casa.


    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por secameca em 12-08-03 21:09 GMT (#57)
    (Utilizador Info)
    Que esse teu professor tenha conseguido isso é notável. O patrão dele devia ser muito condescendente e duvido que ele andasse muito de autocarro ou guiasse para se deslocar.

    Pelo que vi dos meus colegas que passaram a trabalhar em tempo parcial para pagar os estudos o rendimento piora sempre. Quem sabe, talvez o teu professor pudesse ter tido 18 em vez de 16. Para ele não lhe servia de muito, mas para outros pode ser a diferença entre chumbar a uma cadeira e passar.

    Eu sou da opinião que as pessoas devem ter oportunidades iguais para a educação, irrespectivamente da origem social. Bem sei que nem todos pensam assim. Todavia, sob a minha perspectiva, os países que não providenciam que as coisas se processem desta maneira perdem inevitavelmente a marcha do progresso.

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por pjtc em 12-08-03 20:56 GMT (#55)
    (Utilizador Info)
    Essa afirmação tem fundamentos? Posso saber quais? Ou é simplesmente dizer por dizer ou porque se ouviu uma história no café?

    Eu posso dizer que sou aluno duma Universidade privada e acompanho atentamente o meio universitário por me interessar. Assisti também a vários encontros de alunos de várias universidades (públicas e privadas) e baseio-me no que vi e analisei para dizer que acho completamente descabido afirmar "és da privada? é porque és burro".

    Parecem aqueles slogans típicos de "queimas" e afins "És burro como um urso, o teu pai paga-te o curso".

    No meu caso, posso garantir que tinha notas para entrar numa universidade estatal, mas no entanto optei por uma privada. Não, não sou rico, sou de uma família humilde e ambos os meus pais são funcionários publicos por isso não posso ser "filho de empresários". Antes de optar fiz contas, muito bem feitas, e analisei os locais de ensino que me foram postos à disposição. Depois dessa análise optei pela privada. A nivel de condições supera qualquer uma que já tenha visto até hoje, e há uma diferença, PAGO... EXIJO! Não quero com esta frase soar autoritário ou arrogante. Apenas sou um cliente exigente. Quanto à filosofia que vi por aqui de "pagas as notas" não podiam estar mais errados... sabem que na privada estamos a dar lucro, como tal quanto mais tempo lá estivermos, mais recebem, e como pagamos MUITO temos pressa em sair e isso faz-nos estudar... enquanto que o "trabalhor e bom aluno", "pobrezinho" da pública como não paga... nem se lembra que é "estudante"!

    Acho mais piada ainda esta frase ter vindo de uma pessoa que vive no meio universitário, e que pensava eu, tinha noção da realidade.

    Cumprimentos.
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Karlus em 11-08-03 23:24 GMT (#5)
    (Utilizador Info) /dev/null
    Se procura as privadas por "facilitarem", deixe-me dizer que agora compreendo a existencia delas.

    Afirmas isto baseado em q, experiencia propria ou em algum mito urbano ?

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Branc0 em 11-08-03 23:29 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Provas? Toma uma, e se não chega... toma duas.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Branc0 em 11-08-03 23:29 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Algum editor simpatico que me corrija os links se faz favor.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por Xf em 13-08-03 3:39 GMT (#61)
    (Utilizador Info)
    Mas há editores simpáticos?!?
    ;))


    Shake dreams from your hair my pretty child, my sweet one...
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por elcastigador em 12-08-03 0:11 GMT (#8)
    (Utilizador Info)
    Não queria aqui lançar nenhuma discussão "públicas versus privadas". Mas é verdade é que muitas privadas têm notas de acesso bastante mais baixas. Isto deve-se a um ciclo repetitivo. Tem notas de acesso mais baixas porque o pessoal não quer pagar mais propinas (e/ou é sempre preferivel ir para uma pública). Assim só vai para as privadas o pessoal que tem notas mais baixas e não se importa de pagar mais. Logo a universidade privada fica com uma baixa reputação e terá inevitavelmente notas de acesso mais baixas. Como sair deste ciclo tendencioso? Criando condições excepcionais, um ensino inovador e ir buscar os melhores alunos (tipo à americana).
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 0:32 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    No "limiar da loucura" do nosso sistema educativo, as notas são o garante da instrução do aluno.
    Se estamos a admitir, onde quer que seja, alunos com notas negativas, que raio estamos nós a fazer?
    Se queremos bons profissionais, comecem por exigir onde mais dói e onde tudo começa.

    As particulares são apenas, na minha opinião, uma fábrica de segundo nível, de terceira hipotese, para estudantes que não possuem as notas minimas exigidas por lei. Sim, eu sei que existem as "mistas" em que a qualidade é superior e dai a exigência, paga em propina.

    De resto, usar a particular para admissão de alunos com notas negativas, leva-nos a um esquema inerte e imbecil, repleto de mediocridade.

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por elcastigador em 12-08-03 1:41 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    De resto, usar a particular para admissão de alunos com notas negativas, leva-nos a um esquema inerte e imbecil, repleto de mediocridade

    Nem mais. Mas um mau aluno será sempre um mau aluno?

    Ou um mau aluno numa privada vira " estranhamente" bom aluno?

    Qualquer pessoa com muito trabalho e consciente das suas limitações pode ser um dos melhores.

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 1:49 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Nem mais. Mas um mau aluno será sempre um mau aluno?

    Não. Mas é o mesmo que estar a fazer uma casa com alicerces de madeira e mais tarde substitui-los por cimento. A questão é: manter os de madeira durante um tempo indeterminado, ou esperar e substituir logo de raiz pelos de cimento ?
    Para virar um bom aluno, tem tantas vezes quantas for necessário no secundário que é realmente um bom aluno e merecedor de uma universidade.

    Qualquer pessoa com muito trabalho e consciente das suas limitações pode ser um dos melhores.

    Pois pode e pode começar logo nos exames das especificas, aquelas provas que servem de ingresso a lugares superiores.

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por elcastigador em 12-08-03 12:58 GMT (#38)
    (Utilizador Info)
    Pois pode e pode começar logo nos exames das especificas, aquelas provas que servem de ingresso a lugares superiores.

    Eu acho que o problema disto tudo é a falta de exigência no ensino secundário. Lembro-me de conhecer aqui há uns tempos um dinamarquês. Este dizia-me numa conversa sobre as diferenças de educação entre países, que ele antes de ir para a universidade já mexia em integrais, séries, etcs na escola. E nós? Andamos a tentar fazer umas derivadazitas??

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por jazzy em 12-08-03 15:14 GMT (#48)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    Espera até a escolaridade obrigatória ser até ao 12º, e depois é que vais ver o que é exigência (ou antes, a falta dela...).


    Jazzy
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 21:38 GMT (#58)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Eu acho que o problema disto tudo é a falta de exigência no ensino secundário.

    Estamos de acordo nisso :)

    Andamos a tentar fazer umas derivadazitas??

    E já muitos chumbam nisso :)

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sudoeste em 12-08-03 2:41 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    As particulares são apenas, na minha opinião, uma fábrica de segundo nível, de terceira hipotese, para estudantes que não possuem as notas minimas exigidas por lei.

    Isso das notas mínimas exigidas por lei é muito redutor. Há muitas escolas públicas a usar as recomendações que baixam as notas.
    Ficam aqui uns excertos de um artigo do jornal Público com alguns dados para demonstrar que se calhar há mais "fábricas de 2ª nivel" do que se pensava:

    Agora, com a divulgação das notas nas provas do 12º ano, ficou a saber-se que, mesmo no sistema superior público, existem casos onde os níveis de exigência são bastante baixos. Há universidades que abrem as portas a candidatos que tiveram notas, na 2ª chamada dos exames nacionais de Matemática e de Física, na ordem dos 4 valores. Mesmo em cursos de formação de futuros professores destas áreas.
    [...]
    A imposição de uma nota mínima de 9,5 valores nas provas de ingresso para todos os cursos do superior só entrará em vigor em 2005; mas, caso tivesse sido aplicada na 1ª fase do concurso do ano passado, teria deixado de fora, só no sistema público, cinco mil alunos que foram colocados.

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por jazzy em 12-08-03 8:41 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    Quanto à proliferação de "fábricas de 2º nível", estou plenamente de acordo. A imposição da nota positiva para entrar no superior nunca devia ter sido retirada.

    Já quanto ao texto que citas: só mesmo quem anda muito por fora da realidade do acesso ao superior é que precisa de ver a divulgação das notas das provas do 12º ano para tirar estas conclusões. O único dado que é realmente novo é a quantificação dos alunos que ficariam fora da universidade se houvesse exigência de nota positiva.


    Jazzy

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sudoeste em 12-08-03 11:49 GMT (#34)
    (Utilizador Info)
    Apenas referi o artigo porque me parece que meter todas as privadas num lado e todas as públicas no outro é uma generalização muito incorrecta e redutora e o artigo tem dados que contrariam a ideia de que a pública é para "bons alunos" e a privada para "maus alunos".

    Os referidos 5 mil alunos demonstram que na pública há situações semelhantes (salvo em algumas universidades que não precisam de baixar as notas para encherem as vagas).

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por shadowseeker em 12-08-03 7:00 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://no-web-page.sorry
    ...mas que da' muito $$$, a muita gente...
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Karlus em 12-08-03 10:30 GMT (#29)
    (Utilizador Info) /dev/null
    Se queremos bons profissionais, comecem por exigir onde mais dói e onde tudo começa.

    Mas que raio tem profissionalismo a ver com boas notas ?!?!
    Conheço pessoas que acabaram o secundario e o ensino superior com altas notas e profissionalmente não conseguem nada. Simplesmente não funcionam no mundo real, não se entendem em equipa, são bichos do buraco.

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Arrepiadd em 12-08-03 11:41 GMT (#33)
    (Utilizador Info)

    Conheço pessoas que acabaram o secundario e o ensino superior com altas notas e profissionalmente não conseguem nada. Simplesmente não funcionam no mundo real, não se entendem em equipa, são bichos do buraco.

    Ou seja, só boas notas não chega... Mas se achas que não é necessário boas notas, então explica-me uma coisa. Uma pessoa que não consegue ter notas decentes às específicas de um curso como por exemplo Medicina, como é que vai entrar nesse curso e safar-se? Aquilo é uma vida inteira de estudo e é preciso saber muito mais do que o que era preciso saber para passar no secundário todo. E o mesmo para a maioria dos cursos... se a pessoa não está à vontade no secundário, como é que vai safar-se na Universidade. Em termos de Universidades, só conheço o IST e pelo que vejo, de alguns cursos, se as pessoas entrassem aqui com 8 a matemática (que ronda o dobro da média nacional) nunca mais acabavam isto. Suponhamos um aluno que gosta muito de Física e quer ir para Física no IST. O único problema é que ele não se entende muito bem com a matemática. No secundário lá decorou umas fórmulas para o exame de física, ainda hoje não percebeu o teorema de pitágoras e decide candidatar-se a um curso de física. Os outros não sei, mas aqui no IST nunca mais acabava o primeiro ano, porque simplesmente há muita matemática. Ora, então se calhar é preciso ter boas notas para se conseguir safar. Até porque, se um aluno tiver boas notas até é porque sabe alguma coisa (não me parece que alguém consiga fazer o secundário todo a cabular e mesmo assim tirar boas notas).

    No entanto concordo contigo em certa parte. É preciso algo mais que notas. Porque senão o que acaba por entrar nos cursos, são os nerds que passaram a vida toda a estudar, não têm amigos e nem sequer sabem falar com outras pessoas porque nunca o fizeram. E isto está mal. Daí que se queira (embora em Portugal as coisas funcionem devagar) que para entrar em Medicina seja necessário um qualquer tipo de exame que revele outras capacidades da pessoa que não só as capacidades de estudar, os ditos exames psicotécnicos. Eu tenho uma amiga que namora com um estudante de Medicina em Lisboa. Eu já vi o rapaz, já estive com ele, mas nunca consegui que ele falasse. E já no secundário (pelo que ela conta) o rapaz só falava com ela. Ora, daqui a uns tempos, este gajo sem aptidões para comunicar, vai ser médico de alguém. Como é que faz na altura? Vai então aprender o que devia ter aprendido enquanto andava na escola primária, a comunicar com as outras pessoas... Eu só espero que a especialidade que ele siga seja as Autópsias...

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Karlus em 12-08-03 13:17 GMT (#40)
    (Utilizador Info) /dev/null
    Não tou a dizer que boas notas nao são precisas... digo que não se pode olhar às notas.
    Boas notas não implicam bom profissional, só isso.

    Uma pessoa que não consegue ter notas decentes às específicas de um curso como por exemplo Medicina, como é que vai entrar nesse curso e safar-se?

    O nosso Egas Moniz acabou o curso de Medicina com uma media muito baixa e não foi isso que o impediu de ganhar um Nobel. ;-)

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Arrepiadd em 12-08-03 13:35 GMT (#42)
    (Utilizador Info)

    Mas enquanto o (como referes) nosso Egas Moniz acabou o curso com uma média baixa (muito baixa não pode ser senão não tinha acabado :) o caso que se estava aqui a tratar, acho que era mais o do secundário. E a formação do ensino secundário é mais formação de base, mais geral. Uma pessoa que tira más notas no secundário, ao ponto de não conseguir entrar na universidade, dificilmente se safará no ensino superior. Ao passo que dentro do ensino superior, o factor notas é muito diferente.

    Quantos de nós tiveram professores que não davam mais de x numa cadeira qualquer. Eu tenho um professor que dá parte da matéria numa cadeira. A parte dele no exame vale 6 valores e ele nunca dá mais de 2. Ora, quando um exame é para 16, a média não pode ser muito alta logo à partida. E quem diz isso diz muitas outras coisas, em que o regente da cadeira embirra contigo e tiras má nota. Ou mesmo o facto de ter de trabalhar para estudar. O ensino superior não pode ser avaliado apenas pelas notas, tal como tu queres que o secundário não seja avaliado apenas pelas notas :)


    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sudoeste em 12-08-03 11:36 GMT (#32)
    (Utilizador Info)
      Assim só vai para as privadas o pessoal que tem notas mais baixas e não se importa de pagar mais. Logo a universidade privada fica com uma baixa reputação e terá inevitavelmente notas de acesso mais baixas.
    E não só. Há quem vá por causa da existência de horários pós-laborais (além dos diurnos) e há quem prefira ficar numa privada do que ir estudar para longe de casa (se só conseguir colocação numa universidade fora da zona de residência).
      Como sair deste ciclo tendencioso? Criando condições excepcionais, um ensino inovador e ir buscar os melhores alunos (tipo à americana).
    Algumas Universidades Privadas em Portugal já criaram programas de isenção de propinas para aliciar os alunos. Exemplos:
    • A Lusiada ofecere o primeiro ano de propinas a quem tiver uma certa média de candidatura
    • a Lusófona tem um programa semelhante mas para os alunos que já lá estão e que podem ficar isentos das propinas de um ano, se no anterior obtiverem determinadas classificações.

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por elcastigador em 12-08-03 12:47 GMT (#37)
    (Utilizador Info)
    Não tinha conhecimento dessa situação. Como é sabido a relação entre privada e professores é muito estreita. Já estou a imaginar:"Baixa aí as notas a esse fulano que assim ele não vai pagar propinas para o ano!".
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 21:44 GMT (#59)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Algumas Universidades Privadas em Portugal já criaram programas de isenção de propinas para aliciar os alunos. Exemplos:

            * A Lusiada ofecere o primeiro ano de propinas a quem tiver uma certa média de candidatura
            * a Lusófona tem um programa semelhante mas para os alunos que já lá estão e que podem ficar isentos das propinas de um ano, se no anterior obtiverem determinadas classificações.

    É a loucura :) A sério! E na compra de duas proprinas, oferecem um pacote de duas, com vales desconto no el corte ingles.

    É um negócio autêntico.

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por vd em 12-08-03 0:35 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Qual foi a parte condicional que não foi entendida nessa pequena frase ?

    //vd
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Karlus em 12-08-03 9:25 GMT (#24)
    (Utilizador Info) /dev/null
    Bem, ok eu faco-te um desenho.

    Só quem não conhece a realidade pode dizer algo daquele genero.
    Primeiro estás a meter no mesmo saco todas as privadas e noutro todas as publicas.
    Deixa-me dizer-te que andei numa privada e numa publica e digo-te que a publica(a segunda) foi uma perfeita desilusão. Quer em professores, instalacoes, servicos academicos, tudo!
    E em termos de facilitismos... sinceramente não sei se na publica haveria mais.

    Conclusao... a unica vantagem que vejo actualmente é não pagar um balurdio em propinas.

    E relativamente ao argumento "ai nas privadas só entra quem não tem notas de jeito"... gosto de ver os que andaram nas privadas(quer por opção propria, quer por ficar mais perto de casa e nao quiseram ir de Viana para o Algarve, e não pela tua razao redutora de notas) em altos profissoes e os q tinham notas para entrar ainda andarem na estatal na sua 13ª inscricao. Isso das notas quer mesmo dizer tudo...

    Talvez não... (Pontos:1)
    por Madonna em 12-08-03 11:09 GMT (#30)
    (Utilizador Info)
    As excepções são conhecidas por confirmar as regras. Ok, no meu caso trata-se de um curso diferente. Mas vá lidar, em qualquer órgão de C.Social pelo país, com estagiários provenientes de cursos semelhantes em Unis Públicas e Privadas. É o descalabro! Quer se queira quer não, é a diferença entre entrar num curso de C.Social com 10 a Português ou 17. Pessoalmente, lidei com estagiários que não sabiam a diferença entre "há" e "à". Isto vindos da Católica, da Independente, etc. Por acaso até conheço os estúdios de televisão da Independente, e são bem melhores que os da Nova. Mas não é uma questão de instalações boas ou de computadores mais rápidos, pois não? Atenciosamente
    Dá a surpresa de ser
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sudoeste em 12-08-03 1:58 GMT (#15)
    (Utilizador Info)
      As públicas pedem no minimo 95 nas especificas, presumo então que não os tenha atingido.
    Tive um 8 e um 11 (0 a 20) o que não é grande espingarda. Concorri a alguns cursos no ensino superior público mas não sei se vou ficar colocado e quero concorrer a uma privada para o caso de não entrar na pública.
      Imagine entrar numa com valores negativos, imagine-se a tirar o curso durante 10 anos, imagine-se a pagar 350 euros mensais durante 10 anos, senão teve tempo para tirar boas notas agora, quem lhe garante que vai ter depois.
    Garantias não tenho, nem na pública, nem na privada. A diferença entre as duas é o investimento feito. A privada não é a minha primeira opção, não é aquilo que considero ideal, mas é uma opção que eventualmente poderá ter de servir.

    Mas há uma diferença entre as questões: para as especificas estudei um mês e alguns dias, matérias que já me tinham sido ensinadas há algum tempo. Na universidade deverei estudar as matérias com continuidade, ao longo do semestre, e espero, com resultados diferentes (para melhor). E se não conseguir, ao menos tentei. É óbvio que caso ao fim de um par de meses me aperceba que não tenho pedalada para aquilo, anulo a matricula.

      Se procura as privadas por "facilitarem", deixe-me dizer que agora compreendo a existencia delas.
    Há quem nas cadeiras chumbe nas privadas e quem não acabe o curso no número de anos que o mesmo tem. Não estou a dizer que não é facilitado pois não conheço a realidade (ou realidades) pessoalmente, mas as próprias taxas de abandono podem dar uma ideia.
    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por obelixII em 12-08-03 7:34 GMT (#19)
    (Utilizador Info)
    Este tema não deve ser visto só com um ponto de vista, mas reconheço a dificuldade de se definir uma regra "justa e universal". Existem alunos maus hoje que se tornam bons profissionais amanhã.
    O mais importante é a vontade de aprender , trabalhar e pensar pela própria cabeça.
    Existe sempre a história do Einstein que não era um aluno genial cheio de 20's. Mas que perante uma situção real diria que nunca tinha estudado isso.
    Por mim se fosse empresário, o peso das notas era mínimo na admissão à minha empresa, possivelmente fariam um "exame especifico " e um qualquer processo de trabalho na vida real. Só isto é que me garantiria que ele não cabulava, não traduzia trabalhos da Net, etc.


    Não há problema sem solução, é tudo uma questão de ignorância...
    Re:Nenhum... mas existem excessões (Pontos:1)
    por tourt em 12-08-03 7:41 GMT (#20)
    (Utilizador Info)
    Conheço 2 colegas que não eram bons alunos no secundário. Acabaram o 12º ano e foram trabalhar. Um foi para as obras e outro trabalhou 3 anos num café. Hoje estão no último ano do curso informática de ensino (Ualg), o que corresponde ao estágio anual.Um tem média de 16 e outro de 15.

    O que lhes fez acrescer foi o trabalhar. Viram que a vida era muito difícil e escolheram estudar.

    Imagine-se que o que tem agora média 16, teve de estudar matemática no ano antes de entrar para universidade... Foi a um explicador, que teve de começar com a matemática do 7º ano até ao 12º.

    Por isso, há pessoas que não tiveram boas notas, porque as coisas eram fáceis e não queriam se esforçar... mas isso não significa que essas pessoas não possam vir a ter um grande potêncial.

    P.S - Bill Gates abandonou o curso no 2º ano, não foi?

    Cumprimentos
    Artur Martins
    Re:excepções, quero dizer (Pontos:2)
    por tourt em 12-08-03 7:46 GMT (#21)
    (Utilizador Info)
    Desculpem...

    s/excessões/excepções/

    É o que acontece quando um gajo acaba de acordar...!

    Cumprimentos
    Artur Martins
    Re:excepções, quero dizer (Pontos:2)
    por jazzy em 12-08-03 15:21 GMT (#49)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    Bem feito... :P

    O Gildot só deve ser consumido depois de, pelo menos, um café...


    Jazzy

    Re:excepções, quero dizer (Pontos:2)
    por tourt em 14-08-03 9:30 GMT (#69)
    (Utilizador Info)
    E eu detesto café!

    Cumprimentos
    Artur Martins
    As públicas pedem menos... (Pontos:2)
    por Arrepiadd em 12-08-03 10:09 GMT (#26)
    (Utilizador Info)

    As públicas pedem no minimo 95 nas especificas, presumo então que não os tenha atingido

    Tanto quanto me lembro, poucas são as escolas que pedem nota mínima de 95 pontos. A maioria das escolas não têm exigências desse nível e aceitam os alunos todos até preencherem as vagas.

    Na minha altura, os casos (de que me lembro) que exigiam notas mínimas eram medicina, que implicava ter mais de 16 na nota das específicas para poder concorrer, se bem que dada a popularidade no curso menos de 19 nas específicas já começa a ser pouco e o IST que pedia 100 pontos (não eram 95, era mesmo 100) e uma média final (já com os exames das específicas) de 12 valores (120 pontos). Salvo uma ou outra escola que eu não tenha tido conhecimento, todas as outras, mesmo as públicas aceitam alunos com menos de 95 pontos.

    Mas, isto nem é o mais chato. O mais chato é haver quem necessite, mesmo assim, de recorrer aqueles ensinos secundários paralelos para conseguir entrar na universidade. Existem umas escolas que deram muito que falar com algumas pessoas que recorreram a elas para subir as notas e conseguir entrar em Medicina, mas mesmo assim não foram esses os únicos casos. Tenho uma amiga que no 10º ano tirou 7 valores a matemática, o que já não permite que continue para o 11º (se tivesse 8 valores ainda podia fazer matemática de 11º, teria era de ter 12 valores para fazer a média, o que num caso destes é algo complicado). Ora, 7 valores em Matemática do 10º ano é algo preocupante. E aquela rapariga seria incapaz de fazer matemática. Inscreveu-se numa escola (privada) e fez lá umas cadeiras sem jeito nenhum. Depois fez os exames, com umas notas miseráveis diga-se de passagem e conseguiu entrar em Direito na Universidade de Lisboa. Agora, é óbvio que anda à rasca. No entanto não deixa de ser algo estranho que se consiga entrar na Universidade de Lisboa, através de escolas especiais, que não correspondem de forma alguma a escolas com ensino equivalente ao ensino das escolas públicas.

    Estas escolas foram criadas para auxiliar os alunos que queriam completar o secundário, mas não queriam continuar estudos. Não percebo de qualquer das formas como se cria uma escola só para dar o diploma do secundário. Pela forma como as coisas eram ensinadas aos alunos duvido que aprendessem algo mais que um aluno de 9º ano normal. No entanto, dado alguma falha nalguma lei (ou falta de previsão de alguém) as pessoas aproveitaram-se para fazer subir a sua média para ingressar em universidades com que nem poderiam sonhar em situações normais.

    Veio há uns 2 anos no Público o caso de um aluno de média de 17 que queria medicina, mas com esta média, nem pensar. Quando fez 18 anos (em Março) anulou todas as cadeiras do secundário e inscreveu-se numa dessas escolas de ensino "especial". As ditas escolas funcionam por módulos, por isso uma pessoa pode inscrever-se em qualquer altura e fazendo um teste, define-se o módulo/ano em que a pessoa deve ficar. Como o rapaz até tinha média de 17, ou seja, era um aluno esperto, conseguiu entrar para um dos módulos finais do 12º ano. Chegado a Julho, final das aulas, 4 meses depois de ter entrado na escola, a sua média tinha subido para 20 valores. Com isso, e uns exames não muito espectaculares conseguiu entrar em Medicina na Universidade da Beira Interior (ou lá onde é) que abriu o curso naquele ano e tinha relações secundário/específicas de 65%/35%, ao contrário dos normais 50%/50%, para o que foi beneficiado pelo 20 das específicas.

    Pergunto eu, é de aceitar que alguém aproveite uma escola de segundas oportunidades, para ingressar num curso para o qual a luta é tão feroz (ou, para uma universidade para o qual não conseguiria entrar)?


    Re:As públicas pedem menos... (Pontos:3, Esclarecedor)
    por Branc0 em 12-08-03 11:29 GMT (#31)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Bom, no ano em que entrei para a faculdade não encontrei nada a pedir menos que 95 pontos na área de Lisboa.

    Se bem me lembro:
    IST . minimo 120 pontos
    FCT/UNL - minimo 95 pontos
    ISEL - minimo 95 pontos
    Um instituto privado escolhido ao acaso - minimo 50 pontos.

    Acabei por entrar na FCT/UNL para desistir dois anos depois e trabalhar a tempo inteiro, quando cheguei à conclusão que precisava de um canudo pa ganhar mais qualquer coisa tentei voltar para a faculdade (em regime nocturno, obviamente não ia deixar de trabalhar) e aí não tive outro hipótese senão uma privada.

    Para quem não sabe, cursos de Informática em regime nocturno em Lisboa só no ISEL (que tinha apenas 2 vagas no meu ano) e privadas onde a qualidade deixa um pouco a desejar.

    No meu caso, queixo-me um pouco da falta de alternativa que existe/existia.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:As públicas pedem menos... (Pontos:2)
    por Arrepiadd em 12-08-03 13:30 GMT (#41)
    (Utilizador Info)

    Talvez eu(ou nós) estejamos a confundir (ou não clarificar) aquilo a que nos referimos.

    Se bem me lembro, na maioria das universidades tu precisas de no mínimo 95 pontos para poderes concorrer ao ensino superior (público). No entanto, isso é no secundário e não nas específicas. Ou seja, eles apenas exigem que tu tenhas completado o 12º. Depois, a nota do exame é contada à parte, daí que se diga que se quer implementar (em 2005, como alguém referiu) a nota mínima de 95 para ingressar no ensino superior. Esta nota já se refere à média final, que inclui tanto o secundário como os exames nacionais.

    É isto ou não era bem assim? É que sinceramente já não me recordo bem e andei à procura no site do acesso ao ensino superior e não encontrei. Também não procurei muito que o site estava sempre a lançar um popup a dizer que não podia ser visto correctamente no browser que estava a usar (apesar de funcionar, nas poucas coisas que experimentei).


    Re:As públicas pedem menos... (Pontos:2)
    por Branc0 em 12-08-03 14:01 GMT (#43)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Eu na altura não pude concorrer para o IST porque tive 99 pontos na prova de Física e o mínimo era 120.

    A minha média de Secundário sem as especificas devia andar à volta de 140 pontos, portanto acho que a nota minima tem a ver com as especificas.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:As públicas pedem menos... (Pontos:2)
    por mlopes em 12-08-03 14:17 GMT (#44)
    (Utilizador Info)

    o site estava sempre a lançar um popup a dizer que não podia ser visto correctamente no browser que estava a usar

    E aparentemente não existem contactos em lado nenhum.


    No woman ever falls in love with a man unless she has a better opinion of him than he deserves.

    Re:As públicas pedem menos... (Pontos:1)
    por sudoeste em 12-08-03 14:18 GMT (#45)
    (Utilizador Info)
      Se bem me lembro, na maioria das universidades tu precisas de no mínimo 95 pontos para poderes concorrer ao ensino superior (público). No entanto, isso é no secundário e não nas específicas. Ou seja, eles apenas exigem que tu tenhas completado o 12º. Depois, a nota do exame é contada à parte, daí que se diga que se quer implementar (em 2005, como alguém referiu) a nota mínima de 95 para ingressar no ensino superior. Esta nota já se refere à média final, que inclui tanto o secundário como os exames nacionais.
    Tive de me informar sobre isso recentemente e é assim:
    1. A maioria das universidades (públicas e privadas) estipula, à priori, o 95 como nota mínima, quer de candidatura (média de secundário + notas dos exames) quer nas notas só dos exames. Há excepções como o IST que tem 120 como nota de candidatura mínima (e 100 como nota mínima nos exames) e a Nova que pede 130 de nota de candidatura mínima (pelo menos no curso de Eng. Informática).
    2. Muitas universidades e politécnicos (públicos e privados) usam os chamados "percentils" que alteram as notas mínimas consoante os resultados a nivel nacional. Há vários e dependendo do percentil a nota minima é menor ou maior. Um dos "percentils" que mais faz baixar as notas é o da APESP, que é o que muitas universidades privadas usam. Estes percentils facilmente tornam um 95 num 55 ou num 35.
    3. A entrada nas privadas é "facilitada" por outra questão que é o facto de terem critérios largos na escolha das especificas. Por exemplo: na UAL para o curso de Eng. Inf. pode-se usar Biologia ou Matemática ou Física ou Geometria Descritiva ou Química. Na mesma universidade pode-se concorrer ao curso de Informática com Matemática ou Economia ou Geografia.

    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por Karlus em 12-08-03 10:28 GMT (#28)
    (Utilizador Info) /dev/null
    Nesse caso recomendaria uma voltinha mais pelo secundário, com mais tempo.

    Já agora por um daqueles "liceus" ou escolas de "ensino recorrente"... acho que assim tinhas mais "mérito". :-)

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sinceramente em 12-08-03 14:32 GMT (#46)
    (Utilizador Info)
    Sinceramente acho extremamente triste estar a ler comentários destes VD.

    São os típicos comentários de quem entrou para uma pública e que menospreza quem foi para uma privada (independentemente da razão).

    Os alunos das privadas não são inferiores. Não todos quero eu dizer.

    Posso ir buscar um exemplo muito estúpido...mas que talvez faça sentido para ti e para todos os outros. Einstein chumbou a matemática e no entanto foi o cientista que foi.

    Com o devido respeito, que lógica estúpida de fazer estereótipos.

    Na minha opinião os alunos das privadas que façam pela vida conseguem arranjar um bom emprego sem problemas. Só têm que ter um bom currículo + o "canudo" por detrás.

    Ainda mais, se um curso de uma privada é reconhecido pelo estado, porque essa raiva toda?

    Porque falas em limites impostos pela lei que não são cumpridos?

    A razão das universidades privadas existirem é o facto de ficar extremamente caro para o estado mante-las.

    De facto, segundo estatisticas fica mais barato a um pai ter o filho numa universidade privada do que os gastos que o estado tem (mas, afinal, é para isso que pagamos todos impostos não é?)...

    Visto que toda a gente quer mandar e ninguém quer ser pau mandado e visto que o estado não pode suportar o custo do ensino superior para toda a gente há a necessidade de impor limites.

    Esses limites são os 9.5 nos exames nacionais.

    Por acaso nem quero que me acusem de comunista...mas...onde está a igualdade de direitos? Eu e os meus pais pagam exactamente os mesmos impostos (ou talvez o nosso contributo até seja maior) do que o miúdo que entra para a pública.

    Na maior parte dos casos os alunos (e falo contra mim agora) não tiram as notas minimas de ingresso devido a uma coisa apenas: comodidade.

    Agora, não me venhas dizer "estudasses!" ou "volta a estudar e DEPOIS entras para a faculdade".

    O problema é que quando terminamos o 12º ano atingimos uma maturidade em que pensamos "devia ter estudado". Ai estamos prontos e viramos uma página na nossa vida e decidimos estudar realmente.

    Aliás, se não quisessemos estudar não seguiamos um curso universitário.

    Com tudo isto, deixa de ser discriminador e de julgar as pessoas por estereótipos. Isso é da gentinha e não de alguém como tu que até deve ter um curso superior tirado na PÚBLICA! (com o dinheiro dos MEUS impostos e de todos os outros alunos das privadas...)

    Espero que tenhas gostado do curso! Investi bem em ti...
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por raxx7 em 12-08-03 16:51 GMT (#52)
    (Utilizador Info)
    Einstein não chumbou a Matemática. É um mito. Era mau aluno a Francês.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por André Simões em 12-08-03 22:05 GMT (#60)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Eu pelo que li do comentário do vd não me pareceu nada que ele estivesse a fazer estereótipos. Pareceu-me sim que ele dizia que aquele artigo dava razão a quem diz (justa ou injustamente, não está isso aqui em causa) que as privadas são para os maus alunos. É que o autor do artigo diz preto-no-branco que vai para a privada porque não tem notas para entrar na pública. Era com ele que devias "ralhar", é ele e os que, como ele, escolhem as privadas por não terem nota que fazem essa má fama.

    Quanto ao "voltar a estudar e depois entrar na faculdade" assino por baixo do que ele disse. Não vejo que venha grande mal ao mundo por se voltar atrás 1 ano e ter notas decentes para entrar numa universidade que exija notas de acesso dignas de um país civilizado, seja ela pública seja privada. Prevendo já a clássica resposta do "pois e fica mais um ano a chular os pais" eu adianto já que mais vale mais 1 ano "a chular os pais" do que mais 4 a pagar propinas exorbitantes numa privada, podendo entrar numa pública.

    Para terminar, e dando um exemplo que pode à partida parecer fora de contexto:
    um amigo meu entrou num curso de informática numa pública. Ao fim de 1 ano, descobriu que afinal não era bem daquilo que ele gostava mesmo, mas sim de literatura. Decidiu então voltar ao 10º ano, fazer a área de humanidades, e ao fim de 3 anos estava a candidatar-se a uma faculdade de letras, onde ainda está. Quando lhe perguntam se nunca se arrependeu de ter perdido 4 anos, ele responde sempre: "mas eu não perdi 4 anos, ganhei-os".
    Moral da história: não valerá mesmo a pena às vezes repetir um ano, ou mesmo mais, mas entrar onde realmente se pretende? É que pelo que percebi do artigo que originou esta longa disputa ele não vai de muito boa vontade para a privada, iria para uma pública se tivesse melhores notas...

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sinceramente em 13-08-03 10:02 GMT (#62)
    (Utilizador Info)
    Eu também não entrei para a pública por falta de médias. Quanto a perder um ano...o que acontece é que, novamente tal como eu, a maior parte dos alunos só dá pelo mal que fez no 12º quando ve que não entrou para a pública, logo, a média é nojenta! Estar a safar-se num ano pelos outros 3 é um pouco dificil...
    Re:Nenhum (Pontos:2)
    por André Simões em 13-08-03 12:14 GMT (#65)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Uma vez mais não vejo qual é o mal, então, de voltar atrás e fazer as coisas como deve ser.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Nenhum (Pontos:1)
    por sudoeste em 13-08-03 13:02 GMT (#66)
    (Utilizador Info)
    É que pelo que percebi do artigo que originou esta longa disputa ele não vai de muito boa vontade para a privada, iria para uma pública se tivesse melhores notas...

    Claro que preferia ir para uma pública porque, em geral, têm mais qualidade e porque o dinheiro não cai das nuvens. Foi por isso que coloquei o artigo inicial, para tentar ter mais algumas ideias sobre qual a opção entre as privadas que tem mais qualidade, no caso de ir para uma.

    Se for para uma privada o empenho não vai ser menor por não ter sido a 1ª opção. Será até o contrário, pois há a motivação extra de não querer pagar mais em exames de recurso, repetição de cadeiras e coisas do género.

    Qual a universidade? (Pontos:1)
    por Rav3n em 12-08-03 2:46 GMT (#17)
    (Utilizador Info)
    Oi, Eu ando na universidade autónoma, e têm bons professores, boas instalações, o curso tem cadeiras porreiras e bastante actualizadas. Não te sei dizer como são as outras, mas sobre esta deixo-te aqui a minha opinião pessoal. Um abraço e boa sorte no teu futuro académico!
    Sem mais, Rav3n.
    Re:Qual a universidade? (Pontos:1)
    por oli em 12-08-03 8:59 GMT (#23)
    (Utilizador Info) http://www.GenHex.org/
    Como aluno que já frequentou os dois meios universitários (público e privado), posso dizer que ambos são muito diferentes num tópico, no tratamento entre professores e alunos. O qual no caso da FEUP era muito mau, e no caso da UnI era excelente. De resto se pensas que vais para uma privada e te vão facilitar a vida, posso-te garantir como ex-professor da UnI, esqueçe, não vai acontecer. Só para não haver dúvidas, das razões por ter frequentado dois tipos diferentes de ensino, no meu ano eu entrei na FEUP por ser a faculdade (e não um instituto) com a média mais elevada do país, no curso de Engª Informática.
    Oli
    Notas (Pontos:1)
    por sentriun em 12-08-03 12:22 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    Depois de ler os varios posts continuo a ver o mito da "avaliacao pelas notas em portugal". Em portugal, as notas avaliam a QUANTIDADE de trabalho e nao a QUALIDADE>.

    Nomeadamente em informatica, que é o caso que conheço melhor, segue-se a ideologia do "projecto ao kilo". Passo a explicar. Ha n cadeiras, a maioria tem um projecto, testes e/ou exames. O projecto consiste essencialmente em funcionalidade repetitiva, que nada tras de novo, ocupa tempo, nada ensina para alem da sistematizacao das regras de sintaxe de linguagens de programacao (ps: sintaxe nao é tecnologia, é detalhe na maioria da vezes ou seja, por vezes e' importante mas o fundamental aprende-se numa ou duas cadeiras).

    Os exames sao constituidos essencialmente por perguntas cujas respostas dependem da capacidade de "encaixe" para decorar respostas de exames tipo e/ou exercicios de praticas. Capacidade de resolver problemas? Criatividade? Ha poucos exemplos de professores que levam a sua cadeira a serio e ensinam verdadeiramente alguma coisa.

    Algumas notas importantes:
    Se um professor chumba 90% dos alunos, na maioria da vezes nao exigiu demais na sua capacidade intelectual, apenas exigiu demasiado tempo para efectuar tarefas pouco educativas e repetitivas (e inuteis num meio academico, onde se pretende ensinar alguma coisa).
    Ter em atencao a qualidade daquilo a que se chama 'ensino continuo'. Mini-testes e mini-projectos durante o semestre sao fundamentais para aprofundar o conhecimento que se tem de CONCEITOS. Aprendendo os conceitos, um projecto maior para os integrar era o fundamental E suficiente, dispensando detalhes tecnicos inuteis (mas que acontecem frequentemente em projectos reais).
    Como nota final vejam um curso de renome, por exemplo, EGCS@MIT (Vulgar eng electro e/ou computer science combinados) e reparem por exemplo na primeira cadeira de programacao (6.001). Numa cadeira de um semestre, ensina-se basicamente todos os paradigmas actuais de programacao (imperativo, funcional, OO, data-driven, etc), algo que em portugal se faz normalmente em 5 ou 6 cadeiras. :)

    Portanto, queria que tivessem alguma atencao à demagogia das notas, visto que estas significam pouco quando se exige tempo e nao inteligencia.

    ps: uma forma de avaliar os cursos acima, é olhar para quais dos aspectos de que falo sao valorizados e/ou usados.
    Ainda não vi melhor sistema (Pontos:1)
    por Madonna em 13-08-03 11:19 GMT (#63)
    (Utilizador Info)
    A batalha em torno das notas já vai longa, mas até agora, continuo sem ver melhor sistema. Sabe qual é a alternativa, com a tal "avaliação contínua"? É o pessoal que passa por se "esforçar" mas no fim não sabe pevide. Há certas cadeiras em que não interessa o quanto se esforçou, mas sim o que se conseguiu saber. Quando se chega ao mercado de trabalho, ninguém lhe pergunta "Olhe, esforçou-se ou quê?". Dizem-lhe para fazer e pronto. Tudo bem, as globais, específicas e exames avaliam em duas horas algo que se aprendeu em vários anos ou meses. Por vezes corre mal. Mas ninguém me convence que dezenas de exames correm sempre mal por causa do calor ou da indigestão. E meu amigo, quem não sabe lidar com a pressão de um exame, não estará preparado para a pressão do trabalho, que é mesmo a sério. Falo, obviamente, em relação à experiência que obtive e que também advém de observar o percurso académico de vários colegas. Lembro-me da saudosa Ana Maria, que se fartava de estudar mas no 12º ano era capaz de perguntar se se dizia "I was been born". Seguramente, o esforço não pôde ser mais que isso...esforço. Cpts
    Dá a surpresa de ser
    Re:Ainda não vi melhor sistema (Pontos:1)
    por sentriun em 13-08-03 11:42 GMT (#64)
    (Utilizador Info)
    Talvez o meu portugues nao tivesse sido claro. Nao me lembro de ter dito que exames e notas eram um mau sistema. Penso que a mensagem que queria transmitir, nao passou, essencialmente por habito da sua parte ao sistema actual. O que eu disse foi que o modelo ta' bem MAS, o esforço deve ser orientado no sentido de resolver problemas e nao DECORA-LOS. Tanto faz se fazem exames se um exame nao avalia nada a nao ser a capacidade de memorizar perguntas e respostas. Ha uma analise de um professor do MIT que actualmente da aulas no IST e que diz que nós, alunos portugues, somos alimentados por "uma colherzinha de sopa pa bebes", ou seja, temos que ter exames tipo, perguntas tipo, aka a papinha toda feita.

    A avaliacao continua nao é uma forma de aumentar o trabalho, é uma forma de consolidar em trabalhos simples os conceitos mais importantes de determinada cadeira.

    Como é que avalia se alguem aprendeu alguma coisa, se nao lhe pergunta nada? ;)
    Por é que será... (Pontos:1)
    por Shriek7 em 12-08-03 12:23 GMT (#36)
    (Utilizador Info)
    ... que em 34 comentários (neste instante) apenas 3 são uma verdadeira resposta ao assunto do post? O tema não interessa? será que o ppl não se aperecebe que existem posts que só dispersam o tema.... Enfim... alguns devem passar demasiado tempo ao ecrã...

    Agora referente à pergunta do Sudoeste: Eu não estou nessa área (da informática) mas conheco muitos que estão e a verdade é que realmente nem sempre é necessário (ou útil) tirar um curso superior numa Univ (ker pública ker privada). Eu não sou da area nem conheco nenhuma dessas faculdades que propuseste mas posso dar a minha opinião dizendo k:
    Primeiro o importante é saber em que area queres trabalhar e depois procurar cursos e pekenas formações nessa área (pekenas em realação às licenciaturas).
    Pouparás mais tempo e dinheiro (já que as privadas movem-se a €€)
    Re:Por é que será... (Pontos:2)
    por ruben dig em 12-08-03 15:01 GMT (#47)
    (Utilizador Info) http://www.floppy.com.pt
    precisamente ...
    para que disperdiçar montes de tempo com teoria e mais teoria se podes tirar cursos que te ensinam o necessário e melhor do que isso tem mais valor no mercado.
    Digam-me lá vale mais Eng de Informatica ou CCNA+MSCE+Oracle ...
    itjobs.com.pt vejam o mundo real !!!
    uma opinião off-topic (Pontos:1)
    por ncs em 12-08-03 13:17 GMT (#39)
    (Utilizador Info)
    Se pretendes mesmo estudar, acho que fazes bem em tirar um curso superior. Um curso médio ou superior não se compara a um curso dado sobre uma aplicação, compilador ou BD porque:
    - como diz o outro, o saber não ocupa lugar, pode é custar caro
    - teoricamente (e pelo menos é isso que apregoam) o curso superior obriga-te a pensar em termos gerais e ajuda-te a arranjar esquemas de trabalho que são úteis para o teu futuro.
    - Em termos de evolução na tua carreira tem um peso incomparável uma vez que, normalmente em Portugal, o Sr. Dr. continua a passar à frente dos que o não são - Se houver um lugar para subida na empresa e existirem 2 concorrentes um com um curso de Eng. e outro com curso de VB, olhando só para o curriculo qual achas que tem mais hipóteses.
    - O tirares um curso superior não impede que tires os outros cursos e provavelmente irás tirá-los e de forma mais fácil, devido às bases que tens.
    - Por outro lado o teu curriculo desvaloriza-se menos. Eu tenho cursos em programação feitos à 10 anos que agora olhando para eles, é de morrer a rir.
    - O tempo passa num instante e o tempo que perdes é um investimento futuro.

    Claro que para tudo isto e como já foi dito, é preciso que:
    - gostes mesmo do que vais tirar (é meio caminho andado para o sucesso).
    - tenhas dinheiro para as propinas que eu acho incrivelmente altas para este país
    - fazer auto-estudo para poderes estar sempre actualizado - ou seja em termos práticos os cursos só, não chegam, tens de ir procurar a informação que precisas e que no caso da informática desactualiza mais do que em qq outra eng.
    - não pensar que só por teres um curso não precisas de te esforçar muito para o sucesso, pois cada vez a concorrencia é maior. Boa Sorte
    Cumps,
    Sondagem (Pontos:2)
    por Karlus em 12-08-03 16:01 GMT (#51)
    (Utilizador Info) /dev/null
    A ultima sondagem do Superemprego tem a ver com esta questão... 'Como encara os cursos de formação profissional?'
    Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:1)
    por sirpus em 12-08-03 17:48 GMT (#53)
    (Utilizador Info) http://www.sirpus.net
    Boas... Fiquei fulo quando vi que aprovaram um artigo para comparar cursos do ensino superior privado, quando me negaram um artigo que pretendia comparar cursos entre o ensino superior público, que penso ser bem mais importante(e mais abrangente pois nem todos podem frequentar os privados). Como são os critérios de aprovação aqui? Será que tb esta msg vai ser abafada??? Os sistemas de moderação tendem mais para dúvida e censura, do que para uma conversação adequada... Fica a minha palavra! PS: agora já entreguei o boletim de candidatura com a 1ª opção para Eng. Informática e Computação na FEUP, onde provavelmente devo entrar. Agradecia que tecessem comentários sobre o curso.
    Zzzzzzzzzzzzz........(puf)
    Re:Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:2)
    por Gamito em 12-08-03 18:03 GMT (#54)
    (Utilizador Info) http://www.dte.ua.pt/~gamito
    Sinceramente, acho que tens carradas de razão.
    Vou ver se lá está o artigo.
    Se não estiver, resubmete-o que eu terei todo o prazer em o aprovar.

    Mário Gamito
    my web shelter
    Re:Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:1)
    por being em 12-08-03 21:07 GMT (#56)
    (Utilizador Info)
    A minha opiniao é bastante simples ( vou falar do que sei ). Conheço pessoas que andam na FEUP, ISEP e FCUP(ciencias dos computadores). Entao é assim, a FEUP é bastante mais teorica do que o ISEP e a FCUP, o politecnico sempre foi mais virado para o "mundo prático", contudo como a FEUP tem reputaçao ( nao interessa que nao seja em informatica ), sais de la supostamente mais bem preparado para o mundo do trabalho, " sim, porque a FEUP, é a FEUP! E o IST é o IST." -- isto é a mentalidade portuguesa ( nao que seja SEMPRE mentira ). A FCUP, nao é engenharia so por isso " fulano X é engenheiro" passas logo a frente do Y que é licenciado em informatica. E antes de me virem dizer que a FEUP nao é mais teorica, tal facto foi DITO por um docente da mesma.

    Be different, think for yourself.

    Re:Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:1)
    por plexar em 13-08-03 13:36 GMT (#67)
    (Utilizador Info)
    A diferença fundamental do que tu falas no curso da FEUP e no curso da FCUP é o primeiro ser um curso virado para o mundo empresarial. Por isso é que tive gramar toda a "teoria" sobre gestão de empresas, informática industrial, análise de investimentos, etc. O certo é que após ter entrado no "mundo prático" ajuda, e muito, ter estes conhecimentos "teóricos" e, talvez por isso, a FEUP tenha a reputação que tem... O curso só peca por ter um contacto um pouco tardio com o mundo empresarial, isto em termos práticos. O curso do ISEP é também muito semelhante ao curso da FEUP, e estamos também a falar de engenharia. Agora ser mais teórico? Mais teórico em que área? Cumprimentos! ps: acho que, na generalidade, os 3 cursos são muito bons.
    Plexar.
    Re:Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:1)
    por being em 13-08-03 15:20 GMT (#68)
    (Utilizador Info)
    Por exemplo no 1 ano de engenharia informatica, no 2º semestre tem 2 horas de aulas praticas ( programaçao) e penso que 4 teoricas ao contrario do ISEP que em eng. electro ( é a que tenho a certeza) tem 4 praticas e 2 teoricas.

    Be different, think for yourself.

    Re:Critérios... puf!!!!!! :/ (Pontos:1)
    por plexar em 15-08-03 13:52 GMT (#71)
    (Utilizador Info)
    E.. isso é mau? Ainda não consigo perceber qual é o mal em aprender alguma teoria.

    Se apreciares os planos de estudo nos *5* anos da licenciatura dos dois cursos verás que não encontrarás grandes diferenças (inclusive na area de gestao, contabilidade..)

    Visto que o curso do isep funciona em dois ciclos, é natural que haja uma maior necessidade de aprofundar conhecimentos em termos práticos mais cedo, visto que muitos alunos tencionam trabalhar ao fim de três anos e obter a licenciatura no regime noturno.

    Mas não acredito que haja diferenças no mundo de trabalho entre os ditos engenheiros que se rivalizaram durante as festas académicas! ;-)
    Já tive oportunidade de trabalhar com ambos os lados, e tirando a velha rivalidade académica, naõ vejo diferenças.

    É simples, quem optar por trabalhar mais cedo antes de concluir a licenciatura opta pelo isep, quem pode esperar escolhe pela feup.

    Cumprimentos
    Plexar.
    Sobre os tais cursos... (Pontos:1)
    por sirpus em 14-08-03 18:44 GMT (#70)
    (Utilizador Info) http://www.sirpus.net
    Agora já nem me lembro bem do que escrevi, e claro tinha-me preocupado mais em elaborá-lo de uma maneira porreira, pois ia ser um topico. Basicamente pedia para me compararem e aconselharem(interesse,matérias abordadas,condições,material,espaço físico,ambiente entre alunos,pessoal docente,fama,e claro, saída profissional) sobre os seguintes cursos: - LESI, na UMinho - Matemática e Ciências da Computação, na UMinho - Engenharia Informática e Computação, na FEUP Ou se recomendariam ainda outros cursos, de preferência no norte do país(resido em Viana do Castelo). Agora a candidatura já está feita (e decidida) mas gostava da vossa opinião à mesma. Obrigado.
    Zzzzzzzzzzzzz........(puf)

     

     

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