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80.000 computadores com GNOME nas escolas espanholas
Contribuído por vd em 20-06-03 9:39
do departamento so-near-and-so-far-away
Gnome fhc escreve "De acordo com este artigo 80.000 computadores com GNOME vão ser instalados nas escolas espanholas. Não contentes pela mera substituição dos computadores do Estado, fazem jus de levar as gerações do advir a usar o nosso sistema operativo de eleição.

Não vou fazer aqui elogios baratos. Vamos pensar em termos de economia e de produtividade. Será que optar por GNU/Linux, FreeBSD ou outros sistemas operativos de fonte livre poderá deixar mais dinheiro no nosso país? Será que os custos de requalificação de toda uma classe ignorante em relação a computadores é tão caro como alguns pretendem?"

"Existem decerto argumentos dos dois lados da barricada. Eu fiz uma estimativa por grosso e cheguei a estes números: cerca de 800 empregos a mais no país (8 empregos em desenvolvimento de aplicações x 100 aplicações / ano) e um custo de 350€ por pessoa a requalificar (35 horas de formação a 10€/hora). Se do primeiro valor não estou muito certo (não conheço impacte do Open Source na economia assim tão bem), poderia quase jurar pelo segundo.

Ora, o segundo valor está na mesma ordem do salário mínimo nacional, pelo que não acho demasiado caro. Faço a pergunta: quantos empregos é que acham que se perderiam ou ganhariam com a passagem de uma parte substancial da estrutura do país para Linux (está bem, GNU/Linux)? Quanto dinheiro é que o país pouparia anualmente? Que impacte teria isso na produtividade do país?

Dada a sensibilidade do assunto, vale a pena pedi-lo: sejam por favor educados e tentem manter o nível do debate elevado e não acusatório, paladino ou jocoso.
Francisco Colaço"


quantic_oscillation ainda escreve ""SWEEPING INITIATIVE PUTS 80,000 COMPUTERS RUNNING GNOME INTO STUDENTS' HANDS IN THE REGION OF EXTREMADURA, SPAIN. The regional government of Extremadura, Spain has put 80,000 computers in schools, loaded with GNOME, Linux and other open source software. The ratio is one computer for every two students. Regional government installs one computer for every two students, all running open source software. Additional initiatives put computers in hands of general population." página "

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    estamos em Portugal (Pontos:1)
    por ncs em 20-06-03 11:03 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Isto é uma opinião, mas como já deves saber, neste país, poucos são os que sabem fazer contas. E temos exemplos de estimativas: da Expo, dos estádios, do metro, da informatização da saúde, da seg. social, etc.
    Por essa razão por muitas contas que se façam para os custos de transformação temos de pelo menos multiplicar por 2. E também como todos sabemos, cá o dinheiro não é o problema (10 estádios novos; obras/compra de autodramo que não abriu para o fim proposto; etc.) - podemos sempre fazer uma taxa.

    Mudar só iría dar trabalho, aprender coisas novas, responsabilidades se houver problemas, etc.

    Por outro lado o pessoal que gere os organismos não vê o interesse no software livre (e não são os únicos, aqui no gildot também existem) nem acredita que exista software à 'borlix' com a mesma qualidade de software feito por empresas que cobram os olhos da cara.

    E ainda, existem os traumas de que, quando tu pagas, ás vezes não consegues grande qualidade, ou nem se quer consegues ter as coisas a funcionar (basta ver os casos de insucesso de informatizações feitas pelas consultoras) quanto mais quando não pagas.

    Por outro lado ainda não existe suficiente massa critica que diga que Linux é que é o caminho - Quantas consultoras conheces que propõe Linux para um projecto? - penso que isto é o principal

    Cumps,
    Re:estamos em Portugal (Pontos:1)
    por shadowseeker em 20-06-03 11:13 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://no-web-page.sorry

    esta medida dos 80mil computadores fara' baixar de
    certo o custo no futuro as organizacoes em relacao a profissionais competentes em software livre.

     
    Poupança (Pontos:2, Informativo)
    por Dr.CornFlakes em 20-06-03 11:05 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    Segundo o press release estamos a falar de uma poupança estimada de 18 milhões de euros.
    Por curiosidade, é o equivalente à comparticipação do estado português na construção do Dragão.
    experiência (Pontos:3, Interessante)
    por André Simões em 20-06-03 11:12 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Um dos argumentos mais usados quando se pretende ridicularizar a utilização de Linux nas escolas é o de que as pessoas estão é habituadas ao windows, que o que têm nos seus computadores pessoais é windows, etc. Foi-me apresentado o mesmo tipo de argumentação quando pretendi meter os meus alunos de tecnologias de informação e comunicação na Faculdade de Letras de Lisboa a usar o Mozilla em vez do IE e o GIMP em vez do Photoshop. A verdade é que, à excepção dos (poucos!!!!!) alunos que já estavam familiarizados com computadores e internet, eles passaram a preferir sempre o Mozilla ao IE, e a usar o GIMP sem dramas. Estou convencido de que o mesmo sucederia se em vez do MS Office lhes tivesse posto à frente o OpenOffice (e não o fiz este ano por manifesta falta de tempo). Também acredito que se tivesse na FLUL computadores com dual boot muitos deles teriam começado a usar Linux sem problemas. É que o argumento de que "mas eles em casa o que têm é windows" é uma pescadinha de rabo na boca: eles em casa realmente só têm windows porque na escola/emprego só lhes meteram windows à frente. Se na escola/empresa lhes meterem outra coisa, eles quererão certamente outra coisa em casa. Eu lembro-me de que quando tive informática na FLUL, nos inícios da década de 90, usávamos DOS como SO e o ChiWriter como editor de texto. Portanto, quando se comprou lá em casa o primeiro PC, e apesar de já lá ter um windows e um word rudimentares, eu continuei a usar sempre o DOS e o dito ChiWriter durante alguns anos.
    O que quero dizer com todo este discurso, portanto, é que me parece cegueira e autismo a atitude portuguesa de continuar a barrar o caminho as alternativas livres no que respeita à informática nas escolas (já para não falar na administração pública). Até porque numa altura em que tanto se fala de contenção da despesa pública, seria uma boa medida começar por cortar nas licenças de software. Só na FLUL, que tem um parque informático minúsculo, há uns anos, eram 8000 contos por ano... Custos de requalificação? Bom, do ponto de vista do utilizador, para a utilização mais comum dos PC's em ambiente educativo e de escritório creio que estaria perto do 0, como a célebre experiência da Rádio Popular demonstrou.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:experiência (Pontos:2)
    por lbruno em 20-06-03 20:50 GMT (#15)
    (Utilizador Info) http://republico.estv.ipv.pt/~lbruno/
    Custos de requalificação? Bom, do ponto de vista do utilizador, para a utilização mais comum dos PC's em ambiente educativo e de escritório creio que estaria perto do 0

    Tenho conhecimento de um laboratorio de analises clinicas cujo departamento de qualidade esta' a utilizar OpenOffice em RedHat 9, se nao me engano.

    Aumenta a produtividade devido 'a maior estabilidade do sistema, com custos de formacao 0.

    Nao me surpreende.
    Re:experiência (Pontos:2)
    por vd em 21-06-03 2:44 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    com custos de formacao 0

    Um laboratório de analises sem custo de formação?
    Ou são bons auto-didatas ou então está-me a escapar algo...

    //vd
    Re:experiência (Pontos:2)
    por lbruno em 21-06-03 14:45 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://republico.estv.ipv.pt/~lbruno/
    está-me a escapar algo...

    "cujo departamento de qualidade esta' a utilizar OpenOffice"
    SL vs SP (Pontos:2, Esclarecedor)
    por 4Gr em 20-06-03 11:41 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Julgo que aqui a questão que se debate não é apenas a questão *económica* e que, inerentemente, levantaria um debate sobre o Software Livre vs Proprietário pois, geralmente, a primeira hipótese não tem custos associados, mas sim a qualidade do software que estará ao alcançe do trabalhador, estudante, etc..

    Não podemos ser fundamentalistas nem estabelecer radicalismos: Software Livre e acabou! É importante jogar com a qualidade do software livre e esse facto, neste momento, abona a favor! Uma solução Linux/OpenOffice tem, neste preciso momento, uma melhor prestação - para a maioria dos casos - que uma Windows/Office, independentemente dos custos subordinados! Como tal, e mesmo que o Linux fosse pago, isso deverá ser o que pesa mais. Obviamente que, atendendo a que os custos das licenças GNU/GPL são nulas, é mais uma vantagem, mas não deverá ser esta a preponderante!

    Relativamente à massificação do Linux, é tudo questão de educação! Quando as pessoas começarem a ver que existe uma alternativa (e sim, as pessoas irão começar a ver isso visto que as TI cada vez mais se expandem) então estarão na plenitude para optar. Felizmente que ainda existe quem opte jogando com todos os elementos e, efectuando os cálculos, conclua que a solução Linux é favorável! Exemplo prático: os 80.000 computadores em Espanha, entre muitos outros exemplos :-)
    Custos de Qualificação (Pontos:3, Interessante)
    por Pink em 20-06-03 11:55 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://www.PinksWorld.8m.com
    "Será que os custos de requalificação de toda uma classe ignorante em relação a computadores é tão caro como alguns pretendem?"

    Os custos para qualificar a classe ignorante em computador usando Software Livre é exatamente o mesmo que o custo para qualificar a classe ignorante em computadores em Windows.

    Requalificar a classe já habituada ao Windows vai sair um pouco caro, creio eu. Mas não tão caro quanto pagar estes horrores de licenças todos os anos : a curva do custo deve cruzar a curva dos benefícios em 2 ou 3 anos. Principalmente num ambiente de ofertas de emprego não tão fartas, onde os candidatos precisam "agregar valor" à si mesmos (e portanto tendem à correr atrás da qualificação eles mesmos).

    []s,
    Pink@Manaus.Amazon.Brazil.America.Earth.SolarSystem.OrionArm.MilkyWay.Universe

    mas vale a pena (Pontos:1)
    por gc em 20-06-03 12:21 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    Mesmo que se gaste algum dinheiro na requalificaçao do pessoal:
        1. E' dinheiro bem gasto; contribui para o aumento das habilitaçoes no dominio da informatica;
        2. E' dinheiro que e' gasto mas nao sai do pais, permitindo criar emprego, ao contrario do dinheiro gasto em licencas MS;
        3. Obviamente, o software open-source e' muito mais seguro, por isso ficamos a ganhar ;)

    dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:2)
    por quantic_oscillation em 20-06-03 12:30 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://fs-oss.cjb.net
    que de alguma forma complementa este que se está a debater, e que mais uma vez mostra a falta de visão que existe em Portugal, nomeadamente no que concerne à educação.

    "OSDL and SD Times Linux Survey Reveals Broad Support from Corporate IT Managers But Shortage of Technical Support

    Nearly 60 percent already use Linux, citing stability, cost savings, performance and security as top reasons to deploy"

    Re:dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:2)
    por quantic_oscillation em 20-06-03 13:01 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://fs-oss.cjb.net
    e já agora no osnews tb está este interessante artigo, sobre a SuSE e a Mandrake e o apoio dos estados, o que tem a ver com as toneladas de debates que por aqui se fazem sobre a caixamágica e o estado pt.

    "On SuSE's Dramatic Rise and Mandrake's Uninspiring Lethargy

        By Eugenia Loli-Queru - Posted on 2003-06-19 18:16:30
    at OSNews [http://www.osnews.com/]

    LWN features an article [http://lwn.net/Articles/35831/] on how SuSE is now a big force in Linux with new products every so often while MandrakeSoft is in deep lethargy media and PR-wise. Note that SuSE made it big also because of help from its own country, Germany (and the rest of Europe), while MandrakeSoft failed to captivate France in the government level and land big contracts that would keep the company in a healthy state."



    Re:dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:2, Informativo)
    por Devil_PT em 20-06-03 13:32 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    No artigo:

    Some survey highlights:

            * 59% of managers have Linux in their IT departments at work

            * Most popular uses for Linux:

                      1. Web servers (64%)
                      2. Application servers (51%)
                      3. Database servers (46%)
                      4. File servers (44%)
                      5. Custom application development (43%)

    Onde é que estão os Desktops? Ou seja, nada de novo... :-(
    Re:dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:3, Engraçado)
    por leitao em 20-06-03 15:16 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    Podes ir buscar o capacete que veem ai os cacetetes.


    "I triple guarantee you, there are no American soldiers in Baghdad.", Mohammed Saeed al-Sahaf, Iraqi Minister of Information

    Re:dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:2)
    por vd em 21-06-03 2:54 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    80 mil em Espanha, 140 mil na Alemanha, uns outros quantos na Tailândia ... "é uma questão de se fazer as contas".

    //vd
    Re:dos boss do Linus vem este artigo.... (Pontos:1)
    por fhc em 21-06-03 21:21 GMT (#23)
    (Utilizador Info)
    Tenho um desktop em Linux e não tenho janelas em casa. Bem tenho janelas, mas as que se abrem, não as que se quebram.

    Francisco Colaço

    a propósito... (Pontos:1)
    por nordix em 20-06-03 18:45 GMT (#12)
    (Utilizador Info)
    deixo aqui este link http://www.tsf.pt/online/primeira/interior.asp?id_artigo=TSF122212.
    a propósito... (Pontos:1)
    por nordix em 20-06-03 19:00 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    deixo aqui esta notícia
    desculpem... (Pontos:1)
    por nordix em 20-06-03 19:02 GMT (#14)
    (Utilizador Info)
    a notícia é esta
    Advogado do Diabo (Pontos:2, Esclarecedor)
    por zBuffer em 20-06-03 21:03 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    Quando se fala no caso português, esquecem-se de uma coisa...

    Uma operação deste tipo, ou seja conversão do sistema operativo para GNU/Linux, tem outros custos associados (para além da migração do SO em si), como é disso exemplo o software que corre em cima do SO.

    Para ser mais explícito, posso falar de uma parcela significativa do parque nacional, a função pública: grande parte (a maior, pelo menos) do software proprietário que corre nas máquinas é baseado em windows (feito em basic, vc++, delphi). Apenas ultimamente se começou a apostar em Java, como é disso exemplo as Declarações Electrónicas.

    Ora com a falta de 'capital' do nosso executivo, e tendo em conta o investimento que teria de ser feito ao nível da conversão do software proprietário, aposto que tão cedo não vamos ver uma coisa dessas acontecer cá pelo burgo.

    Ruben
    Re:Advogado do Diabo (Pontos:2)
    por joaorf em 21-06-03 13:28 GMT (#20)
    (Utilizador Info)
    software proprietário que corre nas máquinas é baseado em windows (feito em basic, vc++, delphi)
    Os programas que tiverem sido feitos em Delphi, podem ser recompilados em Linux com o Kylix. Aqueles que tiverem sido feitos em Borland C++ Builder, poderão também ser recompilados em Kylix.
    O problema está, como sempre, nos programas que tiverem sido feitos usando ferramentas Microsoft, VC e VB. Esses serão os que apresentarão maiores problemas em termos de portabilidade. Se, ao menos, usassem Qt em vez de MFC quando programam em VC, as coisas seriam mais simples. Mas os programadores portugueses são demasiado ignorantes para sequer terem ouvido falar em Qt...
    Re:Advogado do Diabo (Pontos:1)
    por Sodki em 21-06-03 17:14 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://www.rnl.ist.utl.pt/~hmtr/shining_kingdom
    mas aqui entra o que é realmente importante no software livre: acesso ao codigo fonte e liberdade de o modificar. bastaria pegar nesses programas e, com mais ou menos facilidade, puff, portá-los. se não os pudermos recompilar, então aí adeus.
    Cursos que fizeram para a aprendizagem do linux (Pontos:2, Interessante)
    por jobezone em 20-06-03 22:25 GMT (#17)
    (Utilizador Info)
    Em

    http://www.linex.org/linex2/linex/portugues/difusion_pt.html

    "No sistema de educação, além de ser “o” sistema operativo instalado por defeito, a amplíssima oferta de formação docente supõe um elemento mais de difusão. Para os funcionários públicos da Junta de Extremadura, foram leccionados dez cursos básicos de GNU/LinEx entre setembro e dezembro de 2002, que supuseram o primeiro contacto com o mencionado sistema. Com esta mesma finalidade, realizaram-se mais dois cursos sobre GNU/Debian para administradores de sistemas informáticos da administração regional."

    O propósito deste artigo. (Pontos:1)
    por fhc em 21-06-03 21:40 GMT (#24)
    (Utilizador Info)
    Quando lancei este artigo, não o fiz para comparar o Windows ao Linux. Fi-lo para fazer a seguinte pergunta: seria a introdução do Linux vantajosa de um ponto de vista económico?

    Ora, eu não sou economista. So ingenhêro, como muitos dos leitores do Gildot. Por outro lado, calculo haver algumas pessoas formadas em gestão e economia que poderia pretender conjurar, de modo a responder a isto: introduzir o Linux nas escolas e na função pública vai criar empregos e riqueza ou o contrário? E a produtividade será aumentada? E as dores de parto da mudança, serão dolorosas?

    Eu creio que sim, sim e sim, vai criar empregos, a produtividade aumentará um pouco, e que recoverter a massa laboral será um bico de obra. Mas também os descobrimentos foram uma tarefa hercúlea, e nem por isso deixámos de ir mais além.

    Temos agora quatro casos de estudo mais ou menos diferentes: uma grande cidade (Munique), uma região depauperada num país próspero (Extremadura), um sub-continente (Brasil) e um país do terceiro mundo (Tailândia). Era bom ver como as coisas evoluíam nos quatro países. Mas creio que nos temos de antecipar. Porquê?

    Mais biotecnologia, mais serviços, o grande negócio do início deste século é de longe as tecnologias de informação e comunicação. Se o Linux se tornar ubíquo, vence negócios quem tem a mão de obra formada (e temos quatro países à frente de nós, mesmo se começássemos hoje o processo). É necessário projectar aplicações, costumização, jogos, entretenimento, hardware e serviços para uma população informatizada em crescimento imparável, visto que a electrónica e as TIC se vão tornar parte integrante da nossa vida. E onde há procura, há valor.

    É óbvio que o Linux é uma pequena parte da engrenagem. Mas será apenas um sistema operativo? Opino negativamente. Porque o Linux representa independência em relação a um fornecedor omnipotente, que nos pode cortar as pernas quando bem quer e pretende, tudo temos a ganhar. Dêem-me um mercado que possa controlar, farei dinheiro.

    Portanto, que vantagens haveria em Portugal passar a sua população escolar exclusivamente para Linux? Tantas quanto a situação presente é desvantajosa. Melhor seria em a tornar proficiente no uso de redes mistas. Na verdade, não me interessa se o browser é Linux, Windows, etc. Mas quero poder abrir confortavelmente a página da administração pública que necessito consultar do meu browser W3C compatível (como o Mozilla).

    Tentemos ficar nos tópicos: existem vantagens económicas em usar o Linux? Se sim, o Dr. Carlos Tavares é, antes de tudo, um homem razoável. E a Manelinha até dava uma ajuda, e Portugal bem precisa!

    Francisco Colaço

     

     

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