gildot

Topo
Sobre
FAQ
Tópicos
Autores
Preferências
Artigos
Sondagens
Propor artigo


8/3
gildicas
9/30
jobs
10/9
perguntas
10/25
press

 
a alma n e pkena - linguagem SMS
Contribuído por BladeRunner em 05-03-03 11:33
do departamento e-por-cá-é-a-mesma-coisa
And now for... :-) André Simões escreve "Um professor escocês ia tendo um ataque quando uma aluna de 13 anos lhe entregou uma pequena redacção escrita em inglês versão sms. Aqui vai ela:
"My smmr hols wr CWOT. B4, we used 2go2 NY 2C my bro, his GF & thr 3 :- kids FTF. ILNY, it's a gr8 plc." (Inglês decente: "My summer holidays were a complete waste of time. Before, we used to go to New York to see my brother, his girlfriend and their three screaming kids face to face. I love New York. It's a great place.")
Tendo-lhe o professor perguntado a razão pela qual tinha assassinado daquela forma a ortografia inglesa, a aluna respondeu-lhe que assim era mais fácil de escrever."

"A notícia vem na BBC News, onde surgem outros exemplos engraçados de "tradução" em linguagem SMS.

Foi entretanto lançado um livro, em Português, com versões para SMS de poesia portuguesa dos séculos XIX, XX e XXI. Chama-se "A alma não é pequena - 100 poemas portugueses para sms".
Links:
CentroAtl
Público 1
Público 2"

As 10 tecnologias que te ajudam a manter o emprego | Serviços de e-Banking em PT  >

 

gildot Login
Login:

Password:

Referências
  • BBC News
  • CentroAtl
  • Público 1
  • Público 2
  • André Simões
  • Mais acerca And now for... :-)
  • Também por BladeRunner
  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    E no mIRC (Pontos:1)
    por McB em 05-03-03 12:01 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Sim, o fantástico sistema mIRC?
    Eu axu k istu devia ser sempre assim. É mt mais fácil falar nexta linguagem! E claro, é muito mais kool!

    Claro que dá jeito usar estes termos quando temos sé limitações no número de caracteres, mas PLEASE....

    A minha única pergunta é: será que esta gente sabe falar portugués (ou inglês correcto?)

    Sic transit gloria mundi...

    Yours, McB!

    They told me it need Windows 95 or better, so I chose Linux
    Re:E no mIRC (Pontos:1)
    por SmokeScreen em 05-03-03 12:33 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    "A minha única pergunta é: será que esta gente sabe falar portugués (ou inglês correcto?)"

    Não será portuguÊs?

    P.S.: Não, não sou o CO...

    Re:E no mIRC (Pontos:2, Informativo)
    por McB em 05-03-03 18:57 GMT (#19)
    (Utilizador Info)
    Peco desculpa, mas nao tenho um teclado portugues neste momento. No entanto, para nao me acusarem de assassinar a lingua portuguesa, decidi escrever o texto acima em HTML. Falhei num acento.

    E sim, tenho consciencia que nao estou a usar acentos agora... sue me then! :)

    Yours,
    McB!

    They told me it need Windows 95 or better, so I chose Linux
    Re:E no mIRC (Pontos:1)
    por McB em 05-03-03 19:08 GMT (#20)
    (Utilizador Info)
    no meu tempo chamava-se I.R.C.

    Eu axu k n percebeste u k eu keria dizer :)
    Estava simplesmente a ser ironico...

    Para ficarmos esclarecidos, eu ate uso o sistema (eheheheh) xchat :)

    Yours,
    McB! (ainda sem teclado portugues e demasiado preguicoso para usar HTML para os acentos)

    They told me it need Windows 95 or better, so I chose Linux
    A tolerância tem limites... (Pontos:2)
    por DomusOnline em 05-03-03 12:26 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://bandalarga.domus.online.pt/
    Eu tenho um bom remédio para isto...

    Se me custa a ler não leio.
    Se não leio, não respondo... e caso fosse professor teria de cortar a resposta

    Radical? Temos pena...

    Cumprimentos.
    Re:A tolerância tem limites... (Pontos:3, Esclarecedor)
    por Branc0 em 05-03-03 14:28 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    A mim parece-me bom senso. Passar numa prova de portuges sem saber escrever e a mesma coisa que passar numa prova de matematica sem saber fazer contas.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:A tolerância tem limites... (Pontos:2)
    por DomusOnline em 05-03-03 19:21 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://bandalarga.domus.online.pt/
    Olá Branc0 ;)

    Mas olha que eu disse só "professor"... Não disse "professor de português" :)

    Ou seja, se o aluno não fôr capaz de se exprimir na língua que usamos então cortava!

    Ora digam lá se independentemente de estúpido isto não era radical :P

    Cumprimentos.
    Re:A tolerância tem limites... (Pontos:2)
    por mlopes em 05-03-03 14:48 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    Provávelmente o que querias dizer era algo do género:

    Claro que cortavas! Foi isso que o professor fez. Radical? Não, estúpido!

    Assim como o fizeste acabaste a concordar com o post anterior ao dizer que o o acto não foi estúpido!

    PS: Eu concordo com o post anterior ao teu e se fosse professor fazia o mesmo.

    No woman ever falls in love with a man unless she has a better opinion of him than he deserves.

    O problema está nas linguagens... (Pontos:3, Interessante)
    por cgd em 05-03-03 12:34 GMT (#4)
    (Utilizador Info)

    Por muito (ou pouco) que se goste das nossas linguas nativas, há que reconhecer que :
    . não são intuitivas
    . são redundantes
    . são incoerentes

    É natural que em SMSêz (ou outros, como foruns internet, mails, etc) as pessoas tendam a usar um tipo de escrita mais solta. Isso normalmente inclui: deixar os acentos de fora, usar expressões ou termos estrangeiros, muitos símbolos :-) e muitas abreviaturas.

    Se as nossas linguagens fossem mais sintéticas, lógicas e coerentes, provavelmente não existiam estes "assassinatos".

    Só para ter o exemplo do ridículo a que se chegou, pense-se no número 14. Tão simples e inocente, and yet... 14 escrevia-se quatorze (ainda se usa assim no brasil) e progrediu para catorze. Porquê? Porque um "U" à frente do "Q" não é mudo se tiver um "A" ou "O". Por isso "quatorze" lia-se "CUATORZE". Então substituiu-se por "CATORZE" para ter o efeito "K". Mas porque é que se usa o "qu" no outros casos: "E" e "I". Porque de outro modo nunca se conseguia o efeito "K": "CE" e o "CI" têm o efeito "SE"/"SI". Resumindo:
    qua - KUA
    que - KE
    qui - KI
    quo - KUO
    ca - CA
    cue - KUE
    cui - KUA
    co - KO

    Não sei se o padrão (inconsistente) dá para reparar. Era mais fácil "c[vogal]" ser sempre "K" e "cu[vogal]" ser sempre "KU", por exemplo.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:4, Engraçado)
    por pmsac em 05-03-03 12:44 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Uma velha piada:

    The European Commission has just announced an agreement that English will be the official language of the EU - rather than German (the other possibility). As part of the negotations, Her
    Majesty's Government conceded that English Spelling had some room for improvement, and has accepted a 5-year phase-in of new rules which would apply to the language and reclassify it as
    EuroEnglish. The agreed plan is as follows:
    In year 1, the soft 'c' would replaced by the 's'. Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard 'c' will be replaced by 'k'. This should klear up konfusion and keyboards kan now
    have one less letter.
    There will be growing publik enthusiasm in the sekond year, when the troublesome 'ph' is replaced by 'f'. This will reduse 'fotograf' by 20%.
    In the 3d year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible. Governments will enkourage the removal of double letters,
    which have always ben a deterent to akurate speling. Also, al wil agre that the horible mes of the silent 'e's in the language is disgrasful and they should eliminat them.
    By year 4, peopl wil be reseptiv to lingwistik korektions such as replasing 'th' with 'z' and 'w' with 'v' (saving mor keyboard spas).
    During ze fifz year, ze unesesary 'o' kan be dropd from vords kontaining 'ou' and similar changes vud of kors be applied to ozer kombinations of leters.
    After zis fifz year, ve vil have a reli sensibil riten styl. Zer vil be no more trubls or difikultis and evrirum vil find it ezi to understand ech ozer.
    ZE DREM VIL FINALI KUM TRU!!!.

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por RaTao em 05-03-03 15:26 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    Contra factos não há argumentos!

    +1 Esclarecedor e não +1 Engraçado ;)

    Regards,
    Nuno Silva aka RaTao
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por cgd em 05-03-03 15:43 GMT (#12)
    (Utilizador Info)

    Para mim é mesmo engraçado.

    "[...] pera sseu mãtijmento quatorze mjll reaes em cada huu ano [...] "

    Isto foi escrito por Fernão Lopes nas crónicas de D.João I. Imagina o que era na altura alguém propor que seria melhor escrever isto: "para seu mantimento catorze mil reis em cada [um] ano". O efeito era exactamente o mesmo do texto acima.

    I rest my case.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por Arrepiadd em 05-03-03 20:14 GMT (#25)
    (Utilizador Info)
    Só uma ligeira correcção ;)

    Dizes, em certo sítio que se pode retirar o 'c' do teclado.
    In year 1, the soft 'c' would replaced by the 's'. Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard 'c' will be replaced by 'k'. This should klear up konfusion and keyboards kan now have one less letter.

    No entanto, existe mais à frente no teu texto uma palavra para o qual não foi referida regra para o desaparecimento do 'c'. A dita palavra é 'reach', que está no In the 3d year(...)

    Portanto, vamos lá criar uma regra para que possa realmente desaparecer o 'c'. Substitui-se por 'x', no caso em questão?

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 05-03-03 20:39 GMT (#26)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Infelizmente, acabaram-se os rebuçados para o prémio train-spotting (ah, as boas e velhas revistas do Spectrum...), mas foi um bom esforço ;)

    Fico, no entanto, tranquilo, visto o texto não ser meu (pensei que estava explícito no "velha piada"), e pode ser encontrado na Internet. Não conheço a fonte original, mas podes tentar descobrir. Também podes modificá-lo inserindo a nova regra de que falas ;)


    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por Arrepiadd em 05-03-03 21:58 GMT (#33)
    (Utilizador Info)
    Pode parecer um pouco uma contradição, o que vou dizer agora, vista a forma como escrevi o meu primeiro comentário, no entanto eu percebi que o texto não era teu. Primeiro pelo "uma velha piada", depois pelo texto em si, não estou a ver ninguém a dar-se ao trabalho de escrever aquilo (entre os que por aqui passam [se por acaso o autor do texto for leitor do gildot, ele que me desculpe :) ]).

    E o "Vamos criar uma nova regra" também não era especificamente para ti, mas para nós (gildot), já que está encontrado um caso em que as regras apresentadas não fazem o que cumprem (acabar com o 'c')

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 05-03-03 23:31 GMT (#37)
    (Utilizador Info) http://www.dehumanizer.com

    Infelizmente, acabaram-se os rebuçados para o prémio train-spotting (ah, as boas e velhas revistas do Spectrum...

    AAARGH!!! Sinto-me velho!!! :)


    "It is every citizen's final duty to go into the tanks and become one with all the people."
    - Chairman Sheng-ji Yang, "Ethics for Tomorrow"

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 06-03-03 14:30 GMT (#51)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    O que é importante é que te sintas, caso contrário seria mau sinal ;)

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por Montanelas em 10-03-03 10:10 GMT (#68)
    (Utilizador Info) http://www.war-zone.net
    http://www.google.com/search?hl=en&ie=UTF-8&oe=UTF-8&q=%22The+European+Commission+has+just +announced+an+agreement+that+English+will+be+the+official+language+of+the+EU+-+rather+than +German+%28the+other+possibility%29.%22&btnG=Google+Search


    O Chico-Esperto pensa sempre em cima do joelho, incapaz de levantar a cabeça para ver ao longe, pois tem a espinha partida e os olhos cravados no umbigo.
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 05-03-03 23:48 GMT (#38)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Talvez queiras perguntar se o texto se encontra sobre a licença GPL ? Não faço ideia... sim, posso ter cometido um acto de pirataria. *yawn*

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 05-03-03 23:50 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    s/sobre/sob

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por bgravato em 06-03-03 1:54 GMT (#42)
    (Utilizador Info)
    pirataria? Acho que seria mais "plágio"... se bem que agora está mais na moda chamar-lhe "distração" ou algo assim do género :>

    Cumprimentos,
    Bruno Gravato.


    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 06-03-03 14:29 GMT (#50)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Ahahahah, pois, foi isso mesmo... distraí-me...

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:5, Esclarecedor)
    por André Simões em 05-03-03 16:28 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Primeiro acho que estás a confundir linguagem com ortografia, mas não há problema, todos percebemos o que querias dizer, é apenas um preciosismo :)
    Em relação à complexidade ortográfica, é realmente verdade para a maioria das línguas. O inglês e o francês são casos paradigmáticos. Já o castelhano e o grego, por exemplo, optaram por ortografias quase fonéticas (isto é: cada letra corresponde apenas a um som e lê-se sempre da mesma forma). O português fica no meio termo, não é portanto dos piores casos. Por que raio são assim algumas ortografias? Simplesmente porque pretendem conservar a memória etimológica da língua. Quer isto dizer: quando em inglês se escreve "house" apesar de se pronunciar "haus", quer isto dizer que em alguma época da história da língua inglesa se pronunciou mesmo "house".
    Em português há exemplos semelhantes, embora menos, pois a nossa ortografia é muito menos conservadora, e tem acompanhado muito mais as evoluções fonéticas. Lembro-me de um exemplo que nem sequer é nada claro para quem não conhece os falares de Trás-os-Montes.
    Em tempos, "passo" e "paço" pronunciavam-se de maneira diferente em todo o País, daí escreverem-se de forma diferente. Hoje em dia essa distinção só se conserva em zonas remotas do nordeste português.
    Ainda no século XVIII "ch" pronunciava-se de forma diferente de "x": "chapéu" pronunciava-se "tchapéu". Sabemo-lo através de testemunhos de escritores e gramáticos da época. Luis António Verney, no século XVIII, por exemplo, criticava severamente os lisboetas por pronunciarem mal o "ch": em vez de "tchapéu" diziam já "xapéu". Era portanto uma pronúncia considerada esquisita. Como se sabe as modas linguísticas costumam começar em Lisboa, e realmente a pronúncia que o Verney censurava acabou por ser a que vingou em quase todo o país. E esta distinção antiga justifica a existência, hoje, de duas maneiras diferentes de escrever o mesmo som. Mas em muitas zonas do norte do país continua a pronunciar-se o "ch" como "tch". Também até há relativamente pouco tempo "s" e "z" se pronunciavam de forma diferente. "Coser" e "cozer" diziam-se de maneira distinta. E ainda é assim em algumas zonas do nordeste. Mas não vos maço com mais exemplos deste tipo.
    Talvez mais claro seja o seguinte exemplo: "baptismo" escreve-se desta forma não porque o "p" sirva para abrir o "a", ao contrário do que se costuma dizer, mas porque em latim ele lá estava. Agora se me disseres que ele não faz lá falta, eu concordo. Mas quando se tentou suprimir essas consoantes mudas há uns anos atrás, exactamente para simplificar a escrita, ia havendo uma pequena revolução, com patrioteiros que não percebiam rigorosamente nada de história da língua a arremessarem argumentos de vão de escada, alguns perfeitamente espantosos...

    Portanto, não se pode dizer que a nossa ortografia seja redundante nem incoerente. Há sempre uma razão para se escrever de uma forma e não de outra. Também seria mais intuitiva se, como acontece na quase totalidade do mundo civilizado, toda a gente tivesse algumas noções básicas de latim: todas as aparentes incongruências da nossa ortografia ficariam imediatamente explicadas. Mas isto sou eu a puxar a brasa à minha sardinha :p Já o inglês é bastante mais confuso nesse aspecto. Já se deram ao trabalho de ver de quantas formas diferentes se pode pronunciar o grupo "oo"?

    Em relação aos acentos, continuo sem perceber a razão de tanta confusão. As nossas regras de acentuação são muito simples, ao contrário por exemplo das gregas (onde nem existe regra). Também não admito o argumento que diz que os acentos não fazem falta. Fazem sim: "duvida" é uma forma do verbo duvidar ("ele/ela/alguém duvida"), e pronuncia-se "duvída"; "dúvida" é um substantivo ("tenho uma dúvida"). "publico" é a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo publicar ("eu publico"), e pronuncia-se "publíco", enquanto "público" pode ser substantivo e adjectivo. Etc., etc., etc.

    Os acentos fazem falta, caso contrário as palavras poderiam adquirir sentidos completamente diferentes ("contrario" sem acento pronuncia-se "contrarío", e é uma forma do verbo contrariar = "eu contrario").

    Quanto à ortografia proposta, é razoável, sim, mas duvido que alguma vez se adopte. Além disso as pessoas são tremendamente conservadoras em relação à ortografia. Basta ver o que se passou com a proposta de novo acordo ortográfico, que visava precisamente simplificar algumas particularidades da ortografia portuguesa, e que nunca foi adoptado a não ser por alguns reintegracionistas galegos. Não me refiro à primeira proposta, realmente um pouco disparatada, mas à segunda, muito mais moderada, e que dizia para se acabar com as consoantes mudas e apenas nos casos em que em Portugal ou no Brasil elas não se pronunciassem. Assim, "facto" continuaria a escrever-se "facto" em Portugal. Já "recepção" passaria a escrever-se "receção" em Portugal, mas manteria o "p" no Brasil, onde ele se pronuncia. Mas por motivos políticos o acordo nunca foi ratificado nem em Portugal nem no Brasil nem nos restantes países de língua portuguesa...O que é curioso é que basta olhar para a maioria dos "posts" do gildot e ver que a maioria das pessoas já mandou essas consoantes dar uma volta ("redação" em vez de "redacção", etc.). Se o acordo estivesse em vigor, estariam a escrever correctamente ("corretamente"), assim estão a dar erros.


    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Post SCR1PTum (Pontos:3, Interessante)
    por André Simões em 05-03-03 16:43 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Deixo também o link para o texto do acordo ortográfico de 1990, que achei, curiosamente (ou talvez não...) numa página galega ultra-reintegracionista. Páinas portuguesas com ele é mentira... (ou pelo menos difícil de achar)

    Acor do Ortográfico da Língua Portuguesa.

    Acordo Ortográfico (link alternativo)

    O Portal Galego da Língua

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 05-03-03 18:20 GMT (#16)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    <joke>
    E claro, existem os ultra-consevadores, que gostam de _acrescentar_ consoantes "mudas". Exemplo: contraCto.
    </joke>


    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por cgd em 05-03-03 19:26 GMT (#24)
    (Utilizador Info)

    Nota que CONTRACTO existe. Pensa no verbo contrair... Mas contrato como acordo, de facto não tem "C" antes do "T".

    O melhor exemplo nesta matéria é prática ("na prática, isto é assim e assim") ou pratica ("pratica desporto e sê feliz"). Nenhuma das formas leva "C" antes do "T". Em inglês leva. Por isso vês muitas vezes escrito "práctica" e "praticar" que não existem nem nas formas verbais.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 05-03-03 20:51 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Já nem os avisos de piada me safam; eu não disse que "contracto" não existia, falei de uma situação _muito_ usual de escrita incorrecta da palavra "contrato" como "contracto" - julgando a tua resposta, penso que percebeste. Não procurei "os melhores exemplos", mas tens razão, "prática" poderia ser encarado como tal. Impedir-me-ia, no entanto, o prazer de uma public joke também ser private, desculpa qualquer coisinha ;)


    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por Montanelas em 10-03-03 10:01 GMT (#67)
    (Utilizador Info) http://www.war-zone.net
    contracto

    adjectivo

    que sofreu contracção; contraído;

    (Do lat. contractu-, part. pass. de contrahère, «contrair»)

    Dicionários Porto Editora
    O Chico-Esperto pensa sempre em cima do joelho, incapaz de levantar a cabeça para ver ao longe, pois tem a espinha partida e os olhos cravados no umbigo.
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por cgd em 05-03-03 19:21 GMT (#21)
    (Utilizador Info)

    Muito bom artigo.

    No entanto, não concordo essencialmente com dois pontos.

    Acentos. Justificas a necessidade de acentos, por a sua ausência tornar determinadas palavras iguais, tendo significados diferentes. Isso até teria lógica se não existissem palavras nessas condições. O que não acontece. Existem muitas. Uma delas: partido. Pode ser "eu sou do partido x" (subst), "tenho um braço partido" (adj) ou "o braço foi partido há uma semana" (verbo). Não existe aqui qualquer modificador que distinga os vários casos.

    Coerência baseada no passado. O facto de uma linguagem ter raízes no passado não faz com que seja coerente per se, como tu fizeste crer. Podes argumentar que existe uma lógica das coisas serem como são baseada na evolução histórica, mas isso não significa que o resultado final seja coerente. Excepções às regras, consoantes e vogais mudas, etc... justificam-se apenas pelo passado. Não consegues arranjar regras consistentes que definam uma linguagem.

    Nota que eu próprio sou mais contrário a mudanças de ortografia do que favorável, mas posso constatar que determinadas coisas não fazem muito sentido.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por Antonio Manuel Dias em 05-03-03 20:45 GMT (#28)
    (Utilizador Info) http://maracuja.homeip.net
    Penso que não percebeste bem o que era pretendido: público e publico (ex.) escrevem-se de maneira diferente porque se dizem de maneira defirente, ao passo que o exemplo que apontas, apesar de terem sempre significados diferentes, se dizem sempre da mesma maneira, e portanto devem escrever-se sempre da mesma forma também. Cumps.
    Antonio Manuel Dias http://maracuja.homeip.net - hold fast to the one noble thing -
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por André Simões em 05-03-03 21:01 GMT (#31)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Mas a questão é que "partido", nos dois sentidos que deste, pronuncia-se da mesma forma. Já "público" pronuncia-se de forma diferente de "publico". Mas realmente não há modificadores nos exemplos que deste. As regras linguísticas não são sempre absolutas. Há outra palavras, como "partido", que se pronunciam da mesma maneira mas que têm modificadores: "pelo" (preposição) e "pêlo" (substantivo). Portanto, concordo contigo na ausência de modificadores em alguns casos, mas isso só sucede em algumas palavras que se pronunciam da mesma maneira. Nos exemplos que eu dei, no entanto, as palavras pronunciavam-se de forma muito diferente, e isso só se sabia precisamente pela existência dos acentos.
    A linguagem é de facto coerente com a sua história. Pode é essa coerência passar despercebida a quem não tem conhecimento dessa história, e infelizmente há muito que se deixou de dar noções de história da língua no secundário, e as pessoas não podem adivinhar :) Por exemplo: o grupo latino -tio- dá sempre em português ora -ç- ora -z-, e de forma regular; na evolução do latim para o português por via popular o -l- entre vogais cai sempre, enquanto o -ll- se mantém sob a forma de -l-. Etc. Isto funciona sempre assim, sem excepção, até ao renascimento, quando se começa a relatinizar a língua. Quero com isto dizer que há realmente uma regularidade. O problema é que o nosso sistema de ensino não ensina às pessoas estes conceitos, e certos fenómenos perfeitamente regulares aparentam não o ser.
    Agora sim, uma vez mais concordo, o final não é aparentemente coerente. No entanto, é preciso não esquecer que a língua evolui, e às vezes a mesma palavra entrando na língua em épocas diferentes sofre transformações diferentes. Há um exemplo clássico, que demonstra aquilo que quero dizer. Peço desculpa se for demasiado técnico, mas é para se perceber bem:

    a palavra latina "macula" entrou por via do latim popular, sob a forma de "macla". Ora, numa fase em que a língua transformava o grupo -cl- em "lh", essa palavra evoluiu para "malha". No entanto, numa fase posterior, em que o grupo -cl- passava a -ch- , evoluiu para "mancha" (ali com uma nasal epentética). Já no Renascimento retomou-se a forma latina clássica "macula", e aportuguesou-se sem qualquer transformação para "mácula". A mesma forma clássica já anteriormente tinha evoluído para "mágoa", numa altura da língua em que os "l" entre vogais desapareciam, e os "c" entre vogais sonorizavam em "g".
    Em resumo: em alturas diferentes da história da língua, "macula" evoluiu para malha, mancha, mágoa e mácula. Aparentemente há aqui uma incoerência, mas tendo os instrumentos adequados, sabe-se que obedece tudo a uma regularidade que chega a ser irritante. Já agora, aqui vai outro exemplo: "masculus" dá em português duas palavras: por via popular deu macho (latim popular: masclum > macho), e por via erudita másculo. Etc.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2, Interessante)
    por McB em 05-03-03 19:26 GMT (#23)
    (Utilizador Info)
    Viva!
    Antes de mais, parabens pelo artigo, esta de facto uma autentica perola, nao fazia a minima ideia acerca de alguns factos que aqui apontas...

    Gostava no entanto de deixar alguns esclarecimentos e perguntas

    Quer isto dizer: quando em inglês se escreve "house" apesar de se pronunciar "haus", quer isto dizer que em alguma época da história da língua inglesa se pronunciou mesmo "house".
    Nesse aspecto, o alemao e' mesmo impecavel. Com a excepcao do com "eu", que se le "ói" (por exemplo, "Óirropa" para Europa), a lingua e' bastante logica e eu, mesmo tendo o meu alemao muito enferrujado, tenho uma grande probabilidade de escrever um texto sem erros, desde que a pessoa que mo dite pronuncie bem as palavras.
    Para que percebas o que quero dizer, casa em alemao escreve-se .... "Haus"... e pronuncia-se... "Haus" :)
    E antes que digam que e' uma lingua complicada, so peca pelas declinacoes... de resto, e' uma lingua muito logica e estruturada, na minha opiniao!

    Já o castelhano e o grego, por exemplo, optaram por ortografias quase fonéticas (isto é: cada letra corresponde apenas a um som e lê-se sempre da mesma forma).
    Nao vou discutir contigo grego, porque nao o sei, mas tenho convivido bastante com gregos e tenho ficado a saber que eles tem 5 "i" diferentes. E varios "u" tambem... assim de repente lembro-me da palavra "Mounopano" (nao me pecam para traduzir, eh um insulto, eheheheh), em que o "ou" se pode escrever de varias formas...
    ...ou a palavra "Geia" (para ola') se pronuncia "iá".
    Mas isto pode ser a traducao para caracteres nao-gregos (nao sei como lhes chamar, perdao!)...

    A ideia com que fiquei do grego e' que 'e mesmo uma grande confusao :), e segundo eles dizem, grego antigo (i.e. o que se falava ate ha uns 200 anos atras) ainda mais complicado era!

    Yours,
    McB! (ainda sem acentos)

    They told me it need Windows 95 or better, so I chose Linux
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por André Simões em 05-03-03 21:30 GMT (#32)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Sim, eles têm uma data de maneiras diferentes de escrever o mesmo som. Mas a vantagem é que se sabe que aquela letra se lê sempre da mesma forma! E lá está, têm tanta letra para o mesmo som porque na época clássica se pronunciavam de forma diferente. Mas vais-me perdoar por não dar aqui exemplos, que teria de usar o alfabeto grego, e suponho que a maioria do pessoal não o conseguria ler :) O grego moderno é complicado sim (eu sei muito pouco, basicamente sei ler e pouco mais), mas o antigo então é de fugir!

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por BlueNote em 05-03-03 22:48 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    Os Búlgaros resolveram esse problema adoptando o alfabeto cirílico! Em cirílico cada caracter vale sempre o mesmo som!
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por Antonio Manuel Dias em 05-03-03 20:53 GMT (#30)
    (Utilizador Info) http://maracuja.homeip.net

    Olá.

    Excelente artigo. Como tem um pouco a ver com este assunto, aproveito para fazer publicidade a um artigo meu:

    Nova ortografia para a língua portuguesa (proposta)

    Atenção: é apenas uma idéia -- não estou a pensar submetê-la a votação na AR ;)

    Cumps.


    Antonio Manuel Dias http://maracuja.homeip.net - hold fast to the one noble thing -
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:1)
    por Antonio Manuel Dias em 06-03-03 21:54 GMT (#56)
    (Utilizador Info) http://maracuja.homeip.net
    Neste caso não. My mistake.
    Cumps.
    Antonio Manuel Dias http://maracuja.homeip.net - hold fast to the one noble thing -
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por BlueNote em 05-03-03 22:42 GMT (#34)
    (Utilizador Info)
    ("redação" em vez de "redacção", etc.). Se o acordo estivesse em vigor, estariam a escrever correctamente ("corretamente"), assim estão a dar erros.

    Mas isso também daria origem a pronúncias equivocadas. "redacção" lê-se 'redácção' enquando que sem o 'c' mudo a reacção cerebral imediacta é ler 'redassão' (sem sílaba tónica -- assim como "acção" sem 'c' se lê logo 'assão', como aliás se pronuncia generalizadamente nos PALOPs onde se escreve sem o 'c' mudo!).

    Do mesmo modo "correctamente" sem 'c' dá logo origem a pronunciar 'curretamente'... além de que 'corretamente' pareceria relacionar-se etimológicamente com "corretor" e "corretagem" o que é falso, não tem nada a ver com operações bolsistas...

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por André Simões em 06-03-03 1:28 GMT (#41)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Hm eu não sei se será bem assim. O "c" de redacção está lá porque já la estava em latim (redactio). Esse argumento, que é muito usado, nunca me convenceu muito. É que tens outras palavras do mesmo género em português que não têm consoante nenhuma muda. Exemplos: "corar" (pronunciado "còrar"), "pregar" (pronunciado "prègar", diferente de "pregar" com pregos). Mas é uma questão controversa, sim. A mim não me chateia nada que as consoantes mudas vão dar uma volta ;)

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por BlueNote em 07-03-03 14:11 GMT (#57)
    (Utilizador Info)
    Mas se forem dar uma volta, a grafia teria de evoluir para acentuar gráficamente palavras dúbias, ou seja 'redáção', 'áção' (difícil -- tinham de acabar com a regra que não permite dupla acentuação), etc... e como é sabido ninguém gosta de mudanças tão drásticas, até porque a tendência tem sido de eliminar acentos...
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por cgd em 07-03-03 15:29 GMT (#58)
    (Utilizador Info)

    'áção' (difícil -- tinham de acabar com a regra que não permite dupla acentuação)

    Estás enganado. Em "áção" só existe um acento. O "~" é uma marca de anasalamento. Aliás, já existem palavras dessas no português actual. Exemplo: órgão. Outro exemplo, irmãmente. Aqui só há uma marca gráfica, mas que não "cai" na sílabla tónica "irmãMENte". Aliás, por falar nisso, cometes outro erro: "gráficamente". Pensa nisto: palavras acabadas em "MENTE" nunca levam acentos.

    Se estiveres interessado em mais questões relacionadas com isto , vê este doc http://www.mundo.iol.pt/~mz17929a/escrever-bem.txt. TEnho estado a -cof cof- melhorá-lo. Talvez dentro de pouco tempo apresente uma versão melhorada, tanto graficametne (PDF) como em conteúdos.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por pmsac em 07-03-03 16:39 GMT (#59)
    (Utilizador Info) http://2130706433/
    Muito bom o texto escrever-bem.txt, "polegares para cima"!

    -- pmsac.oO(Cogito sumere potum alterum)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por BlueNote em 07-03-03 22:03 GMT (#62)
    (Utilizador Info)
    Sim, tens razão quanto ao uso do til. Mea culpa. Quanto ao "graficamente", é uma gralha, quando se escreve muito depressa acontece ;)

    Quanto ao resto, ou seja, a ideia, mantenho a minha opinião, a eleminação de muitas das consoantes mudas teria de levar à modificação das regras de acentuação gráfica para não criar confusões de:

    a) degradação da pronúncia

    b) baralhadas etimológicas que provoquem confusões de significância e usos fora de contexto (só de pensar no que hoje acontece com o uso de "aderência" em vez de "adesão", que é uma confusão inconcebível, não é difícil de prever as consequências em casos de palavras mais semelhantes...)

    Algumas notas e correcções que acho importantes (Pontos:2)
    por André Simões em 07-03-03 17:17 GMT (#60)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Mas em palavras como "acerca" não metes acento, e o "a" é aberto. Também não metes em "pegada" (marca de pé), com o "e" aberto. Nem em "molhada" ("todos à molhada"), nem em "corado" (avermelhado), ambos com "o" aberto. Etc., há muitas palavras assim em português. (1)

    Quanto à acentuação distintiva, o caso não se põe, pois em "acção", "redacção", etc., não há hipótese de confusão com outras palavras. A questão da vogal aberta é a mesma que nos exemplos acima. O problema já se podia pôr em palavras como "retratar" (tirar retrato) e "retractar" (arrepender-se, retirar). Curiosamente esta última apesar de ter a consoante muda até se pronuncia com "a" fechado. Em casos destes, quando há possibilidade de confusão com outra palavra, realmente a língua costuma resolver o problema acentuando (cantamos / cantámos), mas apenas quando a diferença está na sílaba tónica. Nos casos, por exemplo, de "pegada" (marca do pé) e "pegada" (=colada) não se mete acento nenhum porque a diferença não está na sílaba tónica.

    Eu acho de qualquer forma que há aqui uma certa confusão em relação à função dos acentos. Eles não servem, excepto nos monossílabos como "pé", para abrir ou fechar vogais, eles servem sim para indicar a sílaba tónica - para quem não sabe, a sílaba onde a voz se eleva mais na pronúncia. (2)
    O que se passa é que em Português as vogais tónicas costumam ser abertas, e as pré-tónicas e pós-tónicas costumam ser muito fechadas, e os exemplos que deste são algumas excepções a esta regra. Assim sendo, nunca poderiam levar acento. Em resumo: as vogais costumam ser abertas por serem tónicas, e não por levarem acento, ou seja, não é o acento que torna a vogar aberta, mas sim o facto de ser tónica que pede o acento. Se quisesses meter lá o acento, teria quer ser como era até aos anos 70 com os advérbios de modo. Até essa altura, eram acentuados, mas com acento grave:

    fàcilmente

    Hoje em dia esses advérbios não levam qualquer acento (portanto escreve-se "graficamente :)), o que prova que há já variadíssimas palavras na nossa língua com pré-tónicas abertas que não levam acento (3). Da mesma forma, aproveito para corrigir um erro irritantemente frequente, e que também prova o que escrevi: "sozinho", "mazinha", "pezinho", etc. não levam qualquer acento (5), exactamente porque ele não serve para abrir vogais, mas para marcar as sílabas tónicas, que são, nestes casos todos, "-i-". Infelizmente este erro já está muito generalizado. Até já vi futuros professores de Português, meus alunos, a darem esse erro (costumam levar um risco vermelho furioso nos exames, em cima do acento). Como isto é um erro que se vê por todo o lado, haverá aqui muita gente que vai achar que estou bêbedo, por isso vejam lá em baixo as notinhas (4) e (5) com a indicação bibliográfica das autoridades sobre o assunto.

    Só uma pequena correcção a uma confusão muito comum, para terminar. O "til" só é considerado acento tónico se a palavra não tiver outro acento. Por isso há algumas palavras com til e com acento tónico: órgão, órfão, Cristóvão, etc. (5)

    (1) Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, p. 16
    (2) Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, p. 16
    (3) Decreto-lei 32/73 , de 1 de Fevereiro de 1973:
    São eliminados da ortografia oficial portuguesa os acentos circunflexos e os acentos graves com que se assinalam as sílabas subtónicas dos vocábulos derivados com o sufixo mente e com os sufixos iniciados por z.
    (4) Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, pp. 32, 347
    Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, p. 22

    A edição consultada do Prontuário foi a seguinte:
    BERGSTROM, M., REIS, N., Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, Ed. Notícias, 31ª edição

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    P.S. (Pontos:2)
    por André Simões em 07-03-03 17:21 GMT (#61)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Só uma correcção: esqueci-me de meter o (5) antes da respectiva nota. Para evitar confusões, aqui vai ela:

    (5) Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, p. 22

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Algumas notas e correcções que acho importantes (Pontos:2)
    por BlueNote em 07-03-03 22:10 GMT (#63)
    (Utilizador Info)
    Não concordo. A eliminação sistemática de acentos gráficos criou efeitos preversos. Hoje em dia é vulgaríssimo assistir a pessoas que pronunciam "pegada" (marca do pé) como 'pegada' e não como 'pégada'. E por aí fora...

    E há ainda um segundo problema: lentamente, a pronúncia do "português de Portugal" está a 'fechar' cada vez mais as vogais. Todas as medidas que levem a "simplificar" a escrita baralhando os mecanismos de identificação da sílaba tónica só contribuirão para acentuar este problema e qualquer dia temos um falar gutural!!

    Re:Algumas notas e correcções que acho importantes (Pontos:2)
    por André Simões em 08-03-03 1:59 GMT (#64)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Nunca ouvi ninguém pronunciar "pegada" (marca de pé) sem ser com "e" aberto, mas admito que já tenhas ouvido. Mas ouviste dizer algo como "Há aqui umas 'pgadas' de cão na lama"? Estranho, nunca tal ouvi. De qualquer forma eu não advogo a eliminação dos acentos, muito pelo contrário. Não podemos é metê-los em sítios que não sejam aquelas a que pertencem: as sílabas tónicas. Mas uma vez acho que estás a confundir as funções dos acentos. Eles não servem para abrir vogais (excepto nos monossílabos), mas sim para indicar que determinada vogal é tónica. Não sou eu que o digo, são as gramáticas e os prontuários, não tenho culpa. O que se passa é que em português as tónicas costumam ser abertas. O processo é o inverso do raciocínio que estás a fazer:
    se a vogal tónica é aberta, leva um acento agudo ('); se for fechada ou nasal leva um circunflexo. Portanto, excepto nos monossílados, é a vogal tónica aberta que exige o acento, não é o acento que a torna aberta. Pode parecer o mesmo, mas não é. A relação de causa-efeito é precisamente a inversa daquela em que estás a pensar, tu e grande parte das pessoas (a maioria...). Não por ignorância, mas simplesmente porque essas coisas deixaram de ser ensinadas, infelizmente, e as pessoas não podem adivinhar o que não lhes ensinam.
    Outra coisa: em português não há acentos sem ser em vogais tónicas, portanto palavras como "pegada" NUNCA poderão levar acento agudo. Mas essa confusão é natural, pois é o que se ouve na rua e na TV, e infelizmente o que muitos professores de Português com má formação dizem. No entanto pegue-se numa gramática, e as dúvidas ficam esclarecidas. Os únicos acentos que podem estar sobre vogais não tónicas são os acentos graves (`). Por exemplo: "àquele". Usam-se precisamente para distinguir palavras que se escrevem de forma idêntica mas se pronunciam de forma diferente em vogais não tónicas:
    àquele / aquele
    àquilo / aquilo
    etc.
    Era este acento que até há 30 anos se usava nas palavras terminadas em -mente. As minhas obras completas do Eça, editadas há mais de 30 anos, ainda têm esses acentos, e nunca mais me esqueci de que eles tinham sido eliminados há muito tempo quando levei um "puxão de orelhas" de um professor de Português no secundário, por escrever um advérbio desses com acento :D

    É verdade que cada vez mais fechamos as vogais, o que não augura nada de bom para a nossa língua daqui a umas gerações. Mas a simplificação da escrita não está em questão. Eu não defendo a simplificação a não ser na questão das consoantes mudas, que até já são muito minoritárias. Pelo contrário, sou extremamente exigente na correcção. Não podemos é cair no exagero, e exigir acentos onde eles nunca existiram ou de onde foram retirados há já algum tempo (no caso dos advérbios em -mente já há mais de 30 anos). Nem podemos dar erros (meter acentos em palavras como pezinho, sozinho, etc.) só porque achamos que sem acento ficam mal.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Algumas notas e correcções que acho importantes (Pontos:2)
    por BlueNote em 08-03-03 20:05 GMT (#65)
    (Utilizador Info)
    Mas ouviste dizer algo como "Há aqui umas 'pgadas' de cão na lama" Já.

    A ver se nos entendemos: eu não estou a advogar que se coloquem acentos em palavras que os não têm. A minha observação foi apenas no sentido em que num cenário de eliminação das consoantes mudas, como em muitas palavras isso criaria uma dúvida quase automática na forma como se pronunciam, ou se introduziriam acentos gráficos explícitos para compensar ou então é melhor deixar tudo como está.

    Quanto ao resto, limitei-me a dar exemplos, reforçados por outros erros que já hoje se presenciam com as regras que hoje temos vindas de simplificações ocorridas há algumas décadas.

    Admito que alguns não sejam muito felizes, não sou linguista, sou engenheiro.

    Re:Algumas notas e correcções que acho importantes (Pontos:2)
    por André Simões em 08-03-03 21:21 GMT (#66)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Pronto, assim já nos entendemos. Eu tinha percebido que querias meter acentos em todo o lado. De qualquer forma, sentir-me-ia tentado a dizer que a escrita acompanha a fala, e não o contrário, mas isso é só na teoria, e na prática o que se verifica é que as pessoas muitas vezes realmente pronunciam conforme vêem escrito...

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por André Simões em 05-03-03 18:37 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Eu repito, usando alfabeto fonético (dentro das possibilidades): em inglês, em tempos, pronunciou-se mesmo [hows], e não [haws], como hoje. Isto é: um inglês nativo em tempos (séculos) pronunciou mesmo [hows], daí ainda hoje se conservar aquela ortografia. Percebido?

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por bgravato em 06-03-03 2:11 GMT (#43)
    (Utilizador Info)
    Não são intuitivas? Bem, esse smsês é que não me parece nada intuitivo...

    Quanto à redundância... qual é o mal? Redundância é bom... É graças à redundância que é possível detectar e corrigir erros, por isso é bom que tenha redundância.

    Além do mais esse SMSês talvez seja prático de escrever, mas não o é de falar... e isso sim parece-me muito pouco intuitivo. Escrever uma lingua que não se fala, ou cujas palavras não tem uma relação directa e intuitiva com os sons é que me parece um bocado incoerente

    Cumprimentos,
    Bruno Gravato.


    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por vaf em 06-03-03 4:37 GMT (#46)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/users/vaf12086/
    Se o problema está nas linguagens, então melhore-se a linguagem. Foi o que pensou o inventor do esperanto.

    O Esperanto, para quem não sabe, é uma língua pensada de raiz para ser fácil de escrever, fácil de aprender e de falar. Desde há alguns anos (um século talvez...) que se tem vindo a divulgar o esperanto e a fazer pressão para que o esperanto seja usado como segunda língua oficial em comunidades de línguas maternas diferentes. O caso europeu é paradigmático: 20% dos Eurodeputados seriam a favor da introdução progressiva no espaço Europeu.

    Eu próprio, há uns tempos, quando pelas primeiras vezes ouvi falar do Esperanto, achei a ideia sem pernas para andar, ridícula e utópica. Mas depois deter visitado alguns sites sobre o Esperanto e ter ficado a conhecer melhor a língua, mudei em parte a minha opinião.

    Por uma razão principal: O Esperanto é mesmo fácil. Consegue-se "dizer umas coisas" ao fim de uma lição online de uma hora. Ficar a dominar fluentemente o funcionamento da língua consegue-se em, digamos, 3 meses de aulas. O resto é vocabulário e expressões. Dois anos de escolaridade seriam (NM não sustentada O) suficientes para manter o esperanto como uma língua oficial numa sociedade.

    Eu próprio seria (seria, não é uma coisa que eu tenha grandes certezas ou sequer tenha pensado muito) a favor de uma estratégia a longo prazo (digamos 25 anos) de introdução do esperanto no espaço Europeu.

    Lírico, dirão uns, mas o que é certo é que se isto por acaso fosse para a frente, seria um projecto de enormes dimensões que iria aproximar muitos povos e tornar menores muitas barreiras que ainda hoje existem. Existiriam repercussões à escala mundial. E - pormenor técnico - era extremamente práctico ter uma 2ª língua comum a todos os estados membros da UE.

      - What's worse, ignorancy or apathy?
      - Who knows?! Who cares!?

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por cgd em 06-03-03 11:24 GMT (#49)
    (Utilizador Info)

    Estou de acordo contigo. Já tinha ouvido falar no Esperanto. A curiosidade é que essa linguagem não foi inventada por um especialista em linguística. O tipo era médico, ou algo do estilo(?).

    O problema de introduzir o esperanto, é quase o mesmo de mudar a ortografia. Ambos significam aprender coisas novas e isso é mau (para ser aceite, esclareça-se). Quanto à vantagem de existir uma 2a língua comum, ela já existe de facto: é a inglesa. O inglês não é a 1a língua (i.e., nativa) mais falada no mundo (deve ser o mandarim, ou algo do estilo), mas é a língua mais falada enquanto 2a língua. Essa realidade ainda torna mais difícil os esforços para criar uma 2a língua universal (o espaço já está ocupado).

    Na prática as pessoas teriam de passar a dominar relativamente bem 3 línguas (durante a transição inglês->esperanto): a sua própria e estas duas.


    -- carlos

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por vaf em 06-03-03 17:45 GMT (#52)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/users/vaf12086/
    Certo, mas enquanto o Inglês não é assim tão fácil de aprender e já pertence a uma comunidade de povos, o Esperanto pertence a quem o fala.

    Além disso o peso de aprender esperanto não é assim tão grande, podendo-se perfeitamente "acrescentar" mais essa língua. Eu sei falar Português, Inglês e Francês, já me esqueci do pouco de esperanto que aprendi, mas não me custaria nada aprendê-lo de novo.

    De facto o esperanto não foi desenvolvido por um especialista em linguística ou em linguagens formais ou coisa que se pareça, mas mesmo assim é bastante mais linear e fácil do que qualquer língua que até hoje conheci. Mas mesmo assim, defendo que se deveria guardar um período de um ano para normalizar e rectificar a língua antes de iniciar a sua proliferação, o seu ensino.

    Isto se um dia existirem políticos à escala mundial com uma visão social límpida... :-)
    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por André Simões em 06-03-03 18:23 GMT (#53)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    O Esperanto tem a vantagem de se aprender em muito pouco tempo. O problema é que esquece quase tão rapidamente :D Agora a sério, eu aprendi há uns anos, num curso livre da FLUL, num semestre, e chegámos todos ao fim com um domínio da língua quase equivalente ao que tínhamos, por exemplo, no inglês. O que me chateia um pouco no Esperanto é o sentimento de quase seita que envolve a comunidade. Não sei o vaf teve a mesma experiência, mas eu assisti a coisas como a re-gravação de peças de ópera em Esperanto, a re-gravação do famoso La vie en rose em Esperanto, etc. Mas tirando esse aspecto, que poderia desaparecer se a língua fosse mais divulgada, acho um projecto interessante. E tem a vantagem de se conseguir incluir _toda_ a gramática numa folha A4. Sem exagero.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:O problema está nas linguagens... (Pontos:2)
    por jazzy em 06-03-03 10:18 GMT (#47)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    Esta thread é extremamente interessante mas falta o contributo de um gildotiano que tem andado na berra.

    Agora que o Correcto Ortográfico podia "brilhar", que é feito dele?


    Jazzy
    DA 3NGLISH-2-12-YAAR-OLD-AOLAR TRANSLA2R (Pontos:1)
    por will em 05-03-03 12:43 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    http://ssshotaru.homestead.com/files/aolertranslator.html
    tambem uma velha piada (Pontos:3, Engraçado)
    por racme em 06-03-03 0:53 GMT (#40)
    (Utilizador Info) http://rmitz.org/freebsd.daemon.html
    nao tao engracada como a do pmsac mas aqui vai

    Um Inglês, morando há pouquíssimo tempo em Portugal e dominando mal o Português, faz a sua lista de compras e vai ao supermercado, para tentar abastecer a sua dispensa. Escreve ao seu modo e, com o carrinho a frente, vai lembrando do que precisa:

    - Pay she
    - Mac car on
    - My one easy
    - All face
    - Car need boy (may kilo)
    - Spa get
    - Her Villas
    - Key jow (parm zoon)
    - Cow view floor
    - Pier men tom
    - Better hab
    - Lee moon
    - Bear in gel
    - Three go

    E, no final, ainda bateu na testa, dizendo, em bom Português:
    - Food Ace ! Is key see me do too much. Put a keep are you!


    Make World; Not War;
    Re:tambem uma velha piada (Pontos:3, Esclarecedor)
    por biduxe em 06-03-03 11:24 GMT (#48)
    (Utilizador Info)
    ônibus vem do latim omnibus (todo ou tudo), expressão que foi primeiro usada em França para designar os transportes públicos, (nesse tempo um coche urbano de dois andares)

    Subsiste no entanto a dúvida de saber se a palavra omnibus foi usada porque:
    1- o "autocarro" para em todas as estações.
    ou
    2- o "autocarro" está aberto a todos, por oposição aos coches privados.
    ------ EOFim.
    Re:tambem uma velha piada (Pontos:3, Esclarecedor)
    por André Simões em 06-03-03 19:59 GMT (#54)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Eu creio que é mais provável que seja a hipótese 2, pois "omnibus" quer dizer à letra "para todos".

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:tambem uma velha piada (Pontos:2)
    por André Simões em 06-03-03 20:03 GMT (#55)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Lê a explicação do biduxe. E já agora, no século XIX em Portugal também se dizia "ónibus" e "omnibus".

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

     

     

    [ Topo | Sugerir artigo | Artigos anteriores | Sondagens passadas | FAQ | Editores | Preferências | Contacto ]