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Jornais Online, um novo modelo
Contribuído por vd em 31-12-02 10:17
do departamento leituras-online-pagas
News André Simões escreve "O Público encerra hoje, 31 de Janeiro de 2002, a sua secção de desporto on line, alegando os elevados custos inerentes à manutenção de conteúdos de qualidade gratuitos. Trata-se certamente de mais um passo na estratégia visando a transição integral para conteúdos pagos, que o Público vem ensaiando desde há uns tempos, dando um relevo inusitado a notícias referentes a idênticas medidas tomadas por outros jornais no estrangeiro, e sobretudo mediante artigos de opinião.

vd: O Expresso também vai colocar, a partir do dia 11 de Janeiro, a sua versão online semanal em regime de subscrição paga.

André Simões ainda escreve "Notícia completa aqui."

Ciberdúvidas renovado em Janeiro | I Jornadas de Software livre d'Eivissa e Formentera  >

 

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  • André Simões
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    Por mim... (Pontos:4, Interessante)
    por sincronia em 31-12-02 12:41 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.haxmen.org/
    Por mim não vai fazer assim tanta diferença.
    Prefiro ir para o café da esquina ler o jornal em edição "assassino de àrvores" (leia-se papel).

    Não me interpretem mal, trabalho em IT há dezenas de anos (raios, estou velho), e gosto de GREP-ar as publicações online quando é preciso encontrar qualquer coisa... e a conviniência de "trabalhar" no escritório (que é o que acontece a muito boa gente) enquanto se lê o Jornal do dia.

    Mas a realidade é que passava bem sem os jornais online, e a produtividade, depois destas medidas,vai aumentar nas empresas com acesso Internet.

    Desde que não me tirem o Gildot/Slashdot... e os sites que nos trazem à atenção as notícias que têm a ver com a nossa comunidadezinha.

    O meu comentário aos jornais: há que definir a questão estratégica da presença web. Se não é de facto crítica, então que se virem para a perspectiva mercantilista. Caso contrário, preparem-se para perder leitores. Eu, por exemplo, vou procurar (para os tais greps) *apenas* os jornais online gratuitos. E o mais certo é que, por motivos de hábito, passe a comprar *apenas* os jornais em papel que me forem gratuitos de aceder via web.

    Tenho dito.

    Clique aqui, faça-se ouvir.
    Se nao estou enganado ... (Pontos:0, Despropositado)
    por lbruno em 31-12-02 13:01 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://click.here.for.something.useful.yi.org/

    a produtividade (...) vai aumentar nas empresas

    Desde que não me tirem o Gildot, Slashdot... e os [outros] sites

    ... a maior perda de produtividade vem destes mesmos sites, nã é? Aposto que o ^S^ é capaz de dizer exactamente isto acerca de mim! (^_^;>)

    Eu vou procurar (...) apenas os jornais online gratuitos (...) e, por hábito, passo a comprar apenas os jornais em papel que me forem gratuitos via web.

    Acho fascinante folhear folhas de papel no café, durante o almoco. Nada me tira este prazer.

    Durante o meu "fix" diário de Internet gosto de ver os cabeçalhos das noticias; mas ler notícias online dá-me dor de cabeça. Por isso, reservo a pouca paciência que tenho para os sites que realmente interessam, tais como o Gildot

    Concordo contigo, e é pena ter gasto ontem os modpoints que me restavam (^_^)


    Cheers,
    Luis Bruno

    Re:Por mim... (Pontos:1, Despropositado)
    por leitao em 31-12-02 13:24 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    Mas a realidade é que passava bem sem os jornais online, e a produtividade, depois destas medidas,vai aumentar nas empresas com acesso Internet.

    Estas a sugerir que as pessoas com acesso Internet no trabalho passam o dia a ler jornais online ? Era bom era!


    "Monogamy is for guys that can't get pussy." --Steve-O.

    Re:Por mim... (Pontos:1)
    por lbruno em 31-12-02 15:36 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://click.here.for.something.useful.yi.org/
    passam [todo] o dia a ler jornais online

    Nao concordo com o "todo" implicito no que dizes. Mas muitas vezes, quando me chateava com algum bug no meu codigo, vinha desanuviar aqui para o gildot. E anteriormente, numa outra empresa, as meninas do escritorio passavam muito tempo nos varios webmails por esse .pt fora.

    Subscrevo a conclusao do sincronia.


    Cheers,
    Luis Bruno

    Re:Por mim... (Pontos:3, Interessante)
    por leitao em 31-12-02 16:12 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    Nao concordo com o "todo" implicito no que dizes. Mas muitas vezes, quando me chateava com algum bug no meu codigo, vinha desanuviar aqui para o gildot. E anteriormente, numa outra empresa, as meninas do escritorio passavam muito tempo nos varios webmails por esse .pt fora. Subscrevo a conclusao do sincronia.

    Se a conclusao e' que por as pessoas nao poderem ler jornais online isso vai aumentar a produtividade, entao parece-me ser uma visao um bocado ingenua.

    Como tu disseste, se estas farto de olhar para a mesma coisa, e decides fazer uma pausa -- se nao tiveres a opcao de ler jornais online simplesmente fazes outra coisa (tomar cafe', falar com o tipo do lado, contar umas piadas, etc.).

    O que esta' provado aumentar a produtividade e' ter empregados motivados, e com um interesse implicito na empresa.


    "Monogamy is for guys that can't get pussy." --Steve-O.

    Re:Por mim... (Pontos:1)
    por gggm em 02-01-03 0:04 GMT (#30)
    (Utilizador Info)
    Nao concordo com o "todo" implicito no que dizes. Mas muitas vezes, quando me chateava com algum bug no meu codigo, vinha desanuviar aqui para o gildot E achas isso contraprodutivo? se calhar era melhor continuar a dar cabeçadas na parede...
    Mais uma opinião personalizada! (Pontos:0, Interessante)
    por Anonimo Cobarde em 31-12-02 13:54 GMT (#4)
    Pois, pois. Concluirem que tem de facturar e à falta de outras ideias "sui generis", retomam o conteúdo a pagar. Possivelmente, arriscam-se a ter sómente uns peregrinos que nem cobrirão o custo das linhas. Felicidade e votos de um próspero ano novo pagante.
    Re:Mais uma opinião personalizada! (Pontos:2, Interessante)
    por Myke em 31-12-02 15:04 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Mais vale 2 utilizadores a pagar que 2000 à borla, sempre ganham mais do que agora :)
    Re:Mais uma opinião personalizada! (Pontos:0, Esclarecedor)
    por Anonimo Cobarde em 02-01-03 10:18 GMT (#35)
    "que nem cobrirão o custo das linhas"

    Penso que estás a ver as coisas do ponto de vista errado. Os jornais online grátis não ganham nada com os milhões de page views que eventualmente tenham! O custo das linhas é suportado pelos jornais em papel que os suportam! Os tais peregrinos de que falas serão muito provavelmente a única hipótese para que essas linhas possam continuar a ser pagas.

    O acesso à informação usando a Internet como meio tem de ser pago. É justo que quem quer ter acesso pague, tal como se paga o papel. A informação é a mesma, os custos são reais, os jornalistas não pagam as suas contas com page views.
    Re:Por mim... (Pontos:3, Interessante)
    por Montanelas em 31-12-02 23:25 GMT (#15)
    (Utilizador Info) http://www.war-zone.net
    Quando apanhava uma edição em papel devorava muitas mais notícias que o faço na Internet. Porquê? Porque a concentração e disponibilidade para ler um jornal em papel, é bem maior que num jornal online, porque muitas vezes estamos a navegar em mais que um sítio ao mesmo tempo para compensar a lentidão do serviço de acesso.

    Eu podia imprimir os jornais, mas os gastos em toner, e principalmente em papel, para irem para o lixo, não me convencem, mesmo não sendo Eu a pagar.

    Até para imprimir, apenas o faço para documentos que posso precisar a qualquer momento e não ter rede no local ou na hora, ou que sejam mesmo indispensáveis.

    Podem não acreditar, mas Eu cresci com poucas árvores à minha volta, e de cada vez que cortam uma é como se cortassem um pouco de mim.

    Voltando ao tópico:

    "Este encerramento é tanto mais lamentável quanto não se deve a qualquer razão de falta de qualidade editorial nem sequer de escassa audiência. Pelo contrário, o DESPORTO.PUBLICO.PT desenvolveu ao longo dos últimos anos um trabalho de valor reconhecido por todos e conquistou uma audiência de uma dimensão notável."

    Então porque fecham esta secção?

    "A razão do encerramento consiste apenas no facto de que o actual modelo de negócio existente na Internet (serviços de acesso gratuito com receitas derivadas principalmente da publicidade) não permite a manutenção de um site profissional com o elevado nível de custos associados que isso pressupõe."

    Tretas... O André Simões é que tem razão. Não querem pagar - a edição em PDF está a render bem menos que o esperado - então tomem lá com o boicote. Chantagem nunca resultou com gente de verticalidade inabalável. :D

    "Impõe-se por isso a adopção de novos modelos, que permitam que as empresas possam obter contrapartidas financeiras pelos serviços que agora oferecem ao público. "

    Habitualmente direitos adquiridos dificilmente são abandonados. Veja-se o caso do novo projecto-lei do código do trabalho que o governo quer aprovar.

    "É para modelos desse tipo que o PUBLICO.PT se está a dirigir (nomeadamente com o lançamento dos serviços PUBLICO PLUS), sem prejuízo da manutenção de alguns serviços gratuitos. É porém claro que, sem receitas, todos os serviços de qualidade irão desaparecendo da Internet, deixando o panorama mediático e os leitores mais pobres."

    É capaz, mas há sempre muitas alternativas novas a despontar quando menos se espera... E no caso do desporto, temos o ROL. :D
    O Chico-Esperto pensa sempre em cima do joelho, incapaz de levantar a cabeça para ver ao longe, pois tem a espinha partida e os olhos cravados no umbigo.
    Re:Por mim... (Pontos:1)
    por will em 01-01-03 21:14 GMT (#28)
    (Utilizador Info)
    "O meu comentário aos jornais: há que definir a questão estratégica da presença web. Se não é de facto crítica, então que se virem para a perspectiva mercantilista." e eu a pensar que a critica se pagava caro
    I won't pay! (Pontos:3, Interessante)
    por CrLf em 31-12-02 15:42 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    Eu pelo menos não vejo vantagem nenhuma em pagar para ler um jornal online. Há imensos outros sites onde se podem ler as últimas notícias de borla. Realmente não vejo o que eles podem oferecer de tão especial que convença as pessoas a pagar.

    -- Carlos Rodrigues
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por Cyclops em 31-12-02 20:20 GMT (#12)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    Na realidade até oferecem a menos!

    Nem o Expresso nem o Público apresentam uma representação integral dos artigos que se encontram nas edições em papel. Faltam frequentemente artigos.

    N'O Público Online, é frequente desaparecerem artigos, surgirem secções ou artigos com problemas técnicos que impossibilitam a sua leitura, etc...

    Com essa qualidade, quem é que paga? Eu não. Se eles colocarem os conteúdos exclusivamente pagos, simplesmente sou menos uns tantos page hits. Azar o deles.
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por vd em 01-01-03 13:34 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Mas repara que o objectivo fulcral deles é informar em papel e não "online".

    Se o online é gratuito, então a responsabilidade de o manter é bem diferente do que manter algo que os leitores pagam.

    Agora, se o online pago for diferente do papel pago, então a coisa muda de sentido e ai estão a fazer um mau trabalho.

    vd
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por Cyclops em 01-01-03 21:55 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    O que é que isso tem a ver? Se eu vejo que o producto é mau, por motivos evidentemente tecnológicos, porque raios vou passar a pagá-lo? Hello?

    Se eles tivessem algo realmente interessante, como o backporting de todas as edições completamente pesquisável sem surgirem artigos que são encontrados mas que ou não existem ou mudaram misteriosamente de conteúdo...
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por vd em 02-01-03 10:51 GMT (#36)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Certamente que compreendes que algo gratuito não poderá ter a qualidade (técnica, funcional ou editorial) que algo pago.

    Neste caso considero que a responsabilidade de manter algo público é menor que mantar algo pago, dado que quem paga tem prioridade sobre tudo o resto. É nesse sentido que o público, concerteza investe mais, ou seja, na versão em papel.

    Considero a versão online, carolice. E por carolice que é não possui grandes meios.

    vd
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por vd em 01-01-03 13:31 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Isso é a pior coisa que se pode dizer a quem trabalha no sector.

    Para haver alguns sites que possam fornecer essas noticias gratuitamente, alguém as terá de fazer.
    Ou seja, tem de haver uma fonte.

    Se a fonte se chatear com estas "cópias" gratuitas, deixa de haver noticias.
    Esse é de facto o pior caminho a seguir.

    vd
    Re:I won't pay! (Pontos:3, Esclarecedor)
    por CrLf em 01-01-03 15:30 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    As fontes podem ser diversas. Eu posso fazer um site noticioso em que as notícias são baseadas nas lidas nos jornais em papel, nas agências noticiosas, noutros sites, etc. A "notícia" é sempre gratuita, o texto é que pode não ser.

    Além disso my point was se os jornais online começarem a ser pagos deixo de os ler, e se por algum cataclismo deixassem de haver outros sites onde consultar notícias ou compraria as versões em papel (como o faço agora algumas vezes) ou simplesmente passaria a tomar mais atenção aos telejornais que são de borla.

    A moral da história é que os jornais online têm nenhum "added value" em relação a outras formas de saber as últimas notícias, logo não vejo motivo para pagar.

    -- Carlos Rodrigues
    Re:I won't pay! (Pontos:3, Interessante)
    por vd em 01-01-03 17:52 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    "Eu posso fazer um site noticioso em que as notícias são baseadas nas lidas nos jornais em papel,"

    Jornais esses com jornalistas a trabalharem e jornais esses que pagas para poderes ler. Para além de que, para manteres um site noticioso terás de pagar a alguém para se dedicar a isso.

    "A "notícia" é sempre gratuita, o texto é que pode não ser."

    O texto é parte integrante da noticia, é impossivel separar os dois. Alguém tem de pensar em como "fazer a noticia".

    "Além disso my point was se os jornais online começarem a ser pagos deixo de os ler, e se por algum cataclismo deixassem de haver outros sites onde consultar notícias ou compraria as versões em papel (como o faço agora algumas vezes) ou simplesmente passaria a tomar mais atenção aos telejornais que são de borla."

    And my point here is: Todos estes métodos ou sistemas alternativos são pagos. Senão vejamos; Telejornal - baseado em noticias de jornais, pago pelos contribuintes; jornais online - baseado no seu irmão mais velho em papel, pago pelo assinante / leitor; outros sites - baseado em telejornais, jornais, revistas ou passa a palavra, com custos para quem coloca online.

    Nenhuma das formas é gratuita. Tem sempre custos para alguém. Senão for para o consumidor final é para quem, por carolice, distribui.

    "A moral da história é que os jornais online têm nenhum "added value" em relação a outras formas de saber as últimas notícias, logo não vejo motivo para pagar."

    Engano! A moral da história é que acaba-se sempre por pagar o acesso à informação. Pouco ou muito, mas paga-se. Na minha opinião, os jornais online servem efectivamente aqueles que não possuem tempo para ir às bancas comprar o jornal, não gostam de sujar dedos, não gostam de ser apelidados de "tree killer", ou simplesmente gostam de ler antes que venha em papel.

    Acabei de dar 4 exemplos "added value" do que poderá ser para o cliente dos jornais online.

    vd
    Re:I won't pay! (Pontos:3, Interessante)
    por joao em 01-01-03 18:09 GMT (#23)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Outras vantagens dos jornais online: - pesquisáveis; - podem conter mais comentários dos leitores; - podem conter mais informação que a que cabe na edição em papel; - podem conter links externos de acesso imediato; - podem ser personalizados (daily me); - são mais fáceis de arquivar; - é possível criar resumos automaticamente; - o leitor pode também funcionar como editor classificando o conteúdo;

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por CrLf em 01-01-03 18:12 GMT (#24)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    Pelos exemplos que apontaste, já pago por algumas das formas sob as quais posso ter acesso à informação, portanto, prefiro usar essas formas do que ter de pagar por conteúdos que não me trazem nada de novo (e não, nenhum dos exemplos de "added value" que apontaste compensa o pagamento).

    Mas posso dar um exemplo de onde compensa pagar para ter acesso às notícias. Esse exemplo é o serviço da reuters para os mercados financeiros. Mas os serviços da reuters para o mercado financeiro não são serviços de âmbito geral nem apontados para o consumidor particular...

    -- Carlos Rodrigues
    Re:I won't pay! (Pontos:2)
    por joao em 01-01-03 18:26 GMT (#25)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Tenho a impressão que não tens o perfil dos clientes que eles estão à espera que paguem.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Os custos são altos (Pontos:2)
    por Andrade em 31-12-02 16:44 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://www.war-zone.net
    Um dia tinha de acontecer. Os custos elevados e a forma como a maioria das empresas foram formados, sem possibilidade de rendimentos próprios a partir da web leva a que os conteúdos sejam a única forma de rendimento actual. Convém dizer que os jornais online têm a sua própria estrutura, por vezes independente e os seus directores têm naturalmente de pagar a factura mensal recorrendo sómente à própria boa vontade do jornal escrito. É a nova norma do Utilizador / Pagador e pode melhorar substancialmente a Internet de hoje.
    Re:Os custos são altos (Pontos:2)
    por CrLf em 31-12-02 20:16 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://crodrigues.webhop.net
    (...)É a nova norma do Utilizador / Pagador(...)

    Que neste caso e à semelhança de outros casos é uma norma perfeitamente estúpida.

    (...)e pode melhorar substancialmente a Internet de hoje.

    Não estou a ver como. A internet é um meio de informação livre e as tentativas de dar conteúdos exclusivos ou os mesmos conteúdos que há por todo o lado forçando os utilizadores a pagar por eles só podem dar em fracasso. Por outro lado mesmo que as pessoas pagassem nada melhoraria, ficaria na mesma só que pago.

    O erro aqui é que só se vê a net como um custo... custa muito dinheiro, não dá lucro... Isso é uma visão atrasada. Muitas vezes a presença na net pode ser encarada como autopromoção. No caso dos jornais online que também têm edição em papel se muitos utilizadores forem como eu se calhar não têm paciência para ler as notícias online e limitam-se a ler os cabeçalhos e quando compram jornais se calhar compram aqueles cujos cabeçalhos costumam ler online...

    Como extra seria curioso saber quantas pessoas usam IOL por poderem aceder aos seus maravilhásticos conteúdos exclusivos, ou quantos leitores do slashdot desistem quando seguem um link para uma notícia no New York Times online e são obrigados a registar-se (e é de borla...).

    -- Carlos Rodrigues
    Re:Os custos são altos (Pontos:2)
    por vd em 01-01-03 18:01 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    "A internet é um meio de informação livre "

    A internet é de facto um meio!
    Contudo eu apelidava-a de uma "ferramenta", como outra qualquer ferramenta, usamo-na para determinado trabalho ou função, como é neste caso especifico o acesso à informação.

    A informação por sua vez, não é toda gratuita. Tem pessoas a trabalhar por trás, pessoas que tiram fotografias para acompanhar com as noticias, pessoas que elaboram textos, que corrigem erros ortográficos, editores, etc.

    Por isso a internet é de facto uma ferramenta, ou um meio, para chegares a algo (gratuito ou não) e não um fim. Não confundamos as coisas.

    vd
    Re:Os custos são altos (Pontos:1)
    por will em 01-01-03 20:29 GMT (#26)
    (Utilizador Info)
    quando se mete o dinheirinho no meio fica tudo pela venda - raios partam os que pensaram fazer dinheirinho com a net
    Re:Os custos são altos (Pontos:2)
    por vd em 02-01-03 11:14 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Eu diria ao contrário..

    "rasparta aqueles que pensaram que se está na internet é porque é gratuito"

    vd
    eu cá por mim... (Pontos:2)
    por André Simões em 31-12-02 19:18 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Eu continuo a achar que não é justo que eu, que paguei a edição em papel do dia de hoje, 31 de Dezembro, tivesse que voltar a pagar os mesmos 80 cêntimos (era o que o próprio Público anunciava há uns tempos, possivelmente a "deitar barro à parede") para consultar a edição electrónica. Sei que a questão não é pacífica, mas é a minha opinião. Se arranjarem um sistema em que quem comprou o jornal em papel possa consultá-lo gratuitamente na net, encantados da vida. Há uns semanários regionais que adoptaram o sistema de possibilitar acesso gratuito a quem tem assinatura da edição em papel. Assim faz sentido.
    No caso particular do público continuo a não entender o que raio dá tanto prejuízo, visto que a página não tem conteúdos adicionais em relação à edição em papel. Pelo contrário, tem menos coisas, e o que é comum é "copy paste". Mas eles estão no seu direito de quererem fazer dinheiro. E eu estou no meu de deixar de frequentar o dito URL assim que levarem para a frente o que pretendem. Até porque não gostei do tom quase de chantagem do comunicado, que parafraseado podia ser algo como "não querem pagar? OK, então começamos a fechar secções". É que "custos incomportáveis" numa secção paupérrima como era a do público.desporto, que mais não era senão a edição em papel com mais uns "banners" ...
    No dia em que me apresentem uma edição realmente com extras em relação à edição em papel, aí talvez ainda pense 3 ou 4 vezes. Enquanto for uma cópia da edição em papel que eu já paguei, não obrigado.
    --- Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    Re:eu cá por mim... (Pontos:2)
    por Montanelas em 31-12-02 23:07 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://www.war-zone.net
    Está tudo aflito para cortar nas despesas e espevitar as receitas. A estratégia do Público e a forma como o está a fazer, assim como o Expresso, vai fracassar.

    Como já foi apontado aqui, se investissem em conteúdos extras para quem fosse assinante do jornal, eram capazes de ter sucesso.

    Assim, mostram o desespero a que chegaram.
    Veja-se o caso do ROL - Record OnLine, que bateu recordes de páginas vistas durante o mundial. Um bom exemplo no meio do mau panorama nacional.

    Em Portugal, o Chico-Esperto pensa sempre em cima do joelho e não é capaz de levantar a cabeça e olhar ao longe, pois tem a espinha partida e olhos fixos no seu umbigo.
    O Chico-Esperto pensa sempre em cima do joelho, incapaz de levantar a cabeça para ver ao longe, pois tem a espinha partida e os olhos cravados no umbigo.
    Re:eu cá por mim... (Pontos:1)
    por will em 01-01-03 20:32 GMT (#27)
    (Utilizador Info)
    mas tu não tens umbigo?
    Edições Online (Pontos:2)
    por vd em 01-01-03 13:28 GMT (#16)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Li alguns dos comentários deixados até aqui e não percebo realmente o problema.

    Vejamos;

    Eu possuo um negócio que vive do trabalho dos jornalistas, editores, gráficas, distribuidores, publicidade e tudo mais.
    Esse negócio tem como objectivo final ser vendido ao público por um determinado preço. Só assim se justifica conseguir pagar a todos.

    No entanto e por alguma boa gente pensar que tudo o que está na internet é ou tem de ser gratuito, lá lancei uma versão reduzida na internet deste meu negócio para "cativar" leitores para a versão em papel do mesmo.

    Contudo, um leitor que compre a versão em papel está a ficar prejudicado relativamente ao outro que só lê resumos, headlines, noticias completas de forma gratuita, online.

    Agora das duas, três;
    Ou colocaria a versão em papel gratuita - inviável
    Ou colocava a versão online no mesmo molde da de papel - viável com alguns problemas.

    Recapitulando;

    Os jornais online não ganham nada em manter este sistema (ou moldes) dado que o objectivo fulcral deles é vender o que os jornalistas fazem.
    Desta forma, uma publicação online gratuita nunca terá frutos, porque está a diferenciar leitores. (uns pagam outros não).

    No meio disto tudo existe a discussão do leitor que compra em papel e quer ter acesso ao online (concordo que quem tem assinatura tem de ter acesso aos dois sistemas), ou daquele que é apenas assinante da versão online e quer uma versão em papel - porque pagou pela outra.

    Portanto vejo com bons olhos esta medida de colocar o sistema online de forma paga. Caso contrário estariamos a distinguir dois leitores e a ficarmos lesados financeiramente.

    Para terminar, estamos sobretudo a falar do trabalho de pessoas, jornalistas e editores, que não o fazem por carolice ou gratuitidade.

    Este sistema online gratuito é apenas um cancro que vai ser eliminado ao longo do tempo.

    Como nota pessoal, eu até não me importo em assinar online, desde que a versão online contenha tudo o que a versão em papel contenha (excepto publicidade ;-) ).

    vd
    Re:Edições Online (Pontos:2)
    por xeon em 02-01-03 2:02 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://pthelp.org
    Deixa-me dar-te um exemplo do que (eu) acho logico:

    Jornal Ocasiao

    Estes sao inteligentes: deixam-te procurar os anuncios de compra/aluguer/whatever ... mas se quiseres comprar/alugar/whatever, tens que comprar o jornal em papel.
    La' ta' uma boa estrategia :)


    Em relacao ao POL (que e' uma 'empresa' distinta do Publico Jornal) devia (IMHO) avancar para uma solucao de 'Assinante tem acesso, os outros leem os headlines'...

    Mas isto e' so' a minha opiniao ...


    --
    "One World, one web, one program" - Microsoft Promo ad.
    "Ein Volk, Ein Reich, Ein Fuhrer" - Adolf Hitler
    Re:Edições Online (Pontos:2)
    por vd em 02-01-03 10:58 GMT (#37)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    Ou talvez colocar 1/3 do artigo online...

    vd
    Percepção (equivocada) dos conteúdos gratuitos (Pontos:3, Interessante)
    por mlemos em 02-01-03 1:58 GMT (#32)
    (Utilizador Info) http://www.ManuelLemos.net/
    [Agora sim a resposta no tópico certo, espero! :-) ]

    Cobrar por serviços ou acesso a conteúdos na Internet que custam dinheiro a produzir não só é o certo, como é a única forma de viabilizar as empresas que se dedicam à produção desses conteúdos. Isto tornou-se particulamente verdade depois que o mercado publicitário praticamente sumiu depois que a "bolha da Internet" explodiu.

    Porém já é do conhecimento mais ou menos geral que passar a cobrar bruscamente por algo que antes era gratuito dificilmente resulta, ainda mais num país pequeno como Portugal.

    A verdade é que muitas pessoas apenas acediam a esses conteúdos precisamente porque eram gratuitos e não tanto porque não prescindiam deles.

    Não sei se aconteceu no caso, mas penso que as empresas envolvidas deviam ter consultados os utilizadores.

    Penso também que o passo inicial devia ter sido condicionar o acesso aos conteúdos a um registo que asseguraria inicialmente o acesso por enquanto gratuito. Esse registo deveria ser validado através de e-mail pois assim a empresa manteria uma base de dados de utilizadores criada de forma legítima que permitiria manter um contacto assíduo com os seus utilizadores por e-mail. A partir daí poderiam ser feitas as tais sondagens que permitiriam tomar decisões mais acertadas em relação ao futuro da manutenção do serviço.

    Estas foram apenas algumas das conclusões a que cheguei no ano passado (2002) quando pensei em tomar a iniciativa de viabilizar um site meu através de assinaturas pagas.

    A conclusão mais importante que tirei é de que não deveria cobrar pelo conteúdo que já era gratuito, mas sim por novos serviços que em tempo tive oportunidade de também sondar os utilizadores para saber quais seria esses serviços que os motivaria a pagar por uma assinatura.

    Assim mantenho os assinantes actuais que apenas têem acesso ao conteúdo que já era gratuito, e agregarei assinantes pagantes que se motivarão a pagar por serviços adicionais exclusivos.

    Mas não hajam ilusões, a sondagem que fiz também revelou uma expectativa de adesão de 3% do total dos assinantes convocados para responder à sondagem. Isto significa que os restantes não querem pagar. No meu caso 3% é óptimo e viabiliza a continuação do site. Agora apenas falta todo o trabalho terminar de desenvolver e por no ar os serviços propostos.
    Re:Percepção (equivocada) dos conteúdos gratuitos (Pontos:3, Esclarecedor)
    por vd em 02-01-03 11:09 GMT (#38)
    (Utilizador Info) http://paradigma.co.pt
    "Há sempre alguém disposto a produzir conteúdos de forma gratuita."

    Não, não há!
    Existe sim é plagiadores, coisa bem diferente de "produzir conteúdos".

    Basta ver aqui no Gildot. O "conteúdo" é metade referência a outros sites e outra metade, resumos e opiniões parciais (ou imparciais). A grande e mais dificil parte já foi feita, a produção da noticia de que fazemos referência.

    Basta ver nos telejornais as inumeras referências a matutinos nas noticias.

    "É preciso que o conteúdo ofereça algo que não pode ser encontrado em mais lado nenhum."

    Uma grande verdade, é certo. Mas também um trabalho dificil que só se consegue com grandes fontes, "informadores", artigos de opinião e jornalistas competentes.

    vd
    Plagiar ou não plagiar... (Pontos:2)
    por joaobranco em 02-01-03 13:05 GMT (#40)
    (Utilizador Info)
    Desde há algum tempo que o Publico Online aparentemente tem seguido uma estratégia (não explicitada em lado nenhum) de que as informações que são "exclusivas" do seu jornal em papel (nomeadamente, noticias resultado de investigação propria) não estão disponíveis durante algum tempo (pelo menos até que estejam disponíveis noutros sitios).

    Isto faz algum sentido. Mas mostra que de facto aquilo que tu consideras ser um jornal hoje em dia é principalmente uma colecção de artigos, provenientes de muitas fontes, e apenas uma parte minuscula é "exclusiva" desse jornal. O resto é aquilo a que tu chamas "plágio".

    O problema é que de facto para a informação que não é "proprietária", existirão sempre um número impressionante de fontes alternativas gratuitas (de qualidade incerta, de facto...) pelo que é muito dificil convencer os leitores a pagar por ela. Se leres um bocado as noticias do estrangeiro, percebes que o principal problema para o futuro dos jornais na internet com poucos conteúdos exclusivos é algo como o google news. Não é possivel competir com este a menos que se tenha muito conteúdo exclusivo (o que custa muito dinheiro).

    Compreendo a posição do Público e do Expresso, mas parece-me que provavelmente vão ter muito menos sucesso com as politicas que tentam implementar do que pensam...

    Cumps, JB

    Re:Percepção (equivocada) dos conteúdos gratuitos (Pontos:2)
    por mlemos em 02-01-03 14:28 GMT (#41)
    (Utilizador Info) http://www.ManuelLemos.net/
    Penso que uma das maiores perdas de oportunidade das empresas que produzem conteúdos para a Internet é que elas não sabem fazer mais nada porque não têem conhecimentos ou visão para tomar partido do potencial da tecnologia.

    Por isso continuam (quase) todos a bater na mesma tecla de vender conteúdos que são quase a mesma coisa que as versões publicados em outros meios que não a Internet, em vez de venderem serviços que tiram proveito do potencial de interactividade que a Internet proporciona ao contrário dos outros meios.

    O importante a reter é que apenas sobreviverão as empresas que dominam a tecnologia para inovar com serviços que criam diferencial e motiva os utilizadores a pagarem.

    Quanto ao meu site, não mencionei de propósito porque não é relevante para a argumentação e assim evito a acidez habitual de quem presume que as pessoas para promover causas pessoais. Por outro lado, também não é segredo e quem me conhece sabe que só posso estar me referir a este site.
    Re:Typos e mais typos (Pontos:2)
    por André Simões em 03-01-03 3:42 GMT (#42)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    As buscas também funcionam de forma muito ineficiente. Experimente-se fazer uma "pesquisa rápida" por uma palavra comum, seja qual for, e o resultado é invariavelmente nada de nada:

    Não foram encontradas páginas com as palavras "muito" Verifique se a(s) palavra(s) que procura está bem escrita e tem os acentos correctos.

    http://pesquisas.publico.pt/cgi-bin/htsearch?restrict=http%3A%2F%2Fjornal.publico.pt%2Fpub lico%2F2003%2F01%2F02&words=muito&Ver.x=0&Ver.y=0
    --- Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)

     

     

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