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Programadores, open source e melões
Contribuído por BladeRunner em 10-06-02 21:58
do departamento money-talks
Notícias Eis um artigo muito interessante sobre a velha história de como é que num mundo open source os programadores ganham a vida.
Poderia ser só mais um sobre o mesmo assunto, mas está na realidade muito bem escrito e apresenta as ideias com fundamento, quer se concorde com elas, quer não.
Alguns excertos: "(...) Specifically, open source has a critical flaw which has little to do with its suitability as an alternative to proprietary products. That flaw consists of a lack of concrete incentive to motivate developers to contribute to open source projects."
"I would guess that maybe 5 percent to 10 percent have contributed to such a project [open source]. The reason is not hard to fathom. Lots of things are fun. When given a choice between a "fun" activity that keeps you living with your parents and one that buys you a Lexus, most would choose the latter."
"Open source software benefits society. However, a world without proprietary software is a world that throws away the productive potential of those who produce for financial compensation, a group that comprises the majority of programmers. Both groups of programmers produce good ideas. Consumers (including national governments) should have the right to decide whether the fee-based ones are worth the price."

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    não é bem assim (Pontos:3, Interessante)
    por joao em 10-06-02 23:52 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Eu li o artigo já há uns dias e penso que ele tem uma falha importante. O argumento do autor é mais ou menos este:

    - os programadores preferem escrever software proprietário porque precisam de ganhar dinheiro, logo o software proprietário desenvolve-se muito mais do que o livre.

    O problema é que as coisas não são bem assim. Por três motivos:

    - Porque nem sempre é possível ganhar dinheiro escrevendo software proprietário; havendo alternativas livres, ninguém está muito disposto a pagar pelas proprietárias.

    - Porque há quem ganhe dinheiro com software livre;

    - Porque uma nova empresa de sotware proprietário tem que começar do zero. Os programadores de software livre não precisam de reinventar a roda. Podem reutilizar a enorme quantidade de código já escrito. Este é o motivo que, em última instancia, acabará por ditar o sucesso do software livre. À medida que cada vez mais código livre está disponível, mais fácil se torna escrever novos programas.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Re:não é bem assim (Pontos:2)
    por joao em 10-06-02 23:59 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Só mais uma coisa: o que determina o domínio de uma empresa sobre o mercado é a sua capacidade de acumular capital. Uma empresa de software proprietário tem a capacidade de crescer através da acumulação de capital. Essa é a vantagem do software proprietário porque mais capital significa mais meios, mais lucros, mais acumulação de capital.

    A vantagem do software livre é a acumulação de código. Enquanto cada empresa de software proprietário beneficia apenas do código acumulado por si, cada empresa de software livre beneficia de todo o código acumulado por todas as empresas.



    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Re:não é bem assim (Pontos:4, Esclarecedor)
    por leitao em 11-06-02 9:24 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    - Porque nem sempre é possível ganhar dinheiro escrevendo software proprietário; havendo alternativas livres, ninguém está muito disposto a pagar pelas proprietárias.

    Isso e' wishfull thinking. Em muitos casos existe software aberto para resolver um dado problema, e mesmo assim escolhe-se sw proprietario.

    Isso pode acontecer por varias razoes:

    • Bons vendedores e comerciais (e.g., Vignete),
    • Qualidade do software aberto em alguns casos deixa a desejar,
    • Falta de suporte,
    • Inexistencia de um agente que entre num acordo comercial.

    A razao mais comum e' no entanto a simples falta de software aberto para resolver problemas complexos -- uma coisa e' um servidor web, outra coisa e' uma plataforma de billing completa.


    echo '[dO%O+38%O+PO/d00]Fi22os0CC4BA64E418CE7l0xAP'|dc

    Quando o assunto é o estado, os melões são o menos (Pontos:2, Interessante)
    por js em 11-06-02 1:27 GMT (#3)
    (Utilizador Info)

    Li o artigo. Ele contém um apanhado de ideias soltas interessante (embora não original), mas perde-se nessas ideias soltas e falha completamente o alvo que se propõe atingir.

    O artigo coloca-se num contexto concreto, que é o das pressões exercidas sobre alguns governos para que adoptem software livre. Depois tece diversas considerações sobre software livre, software proprietário e trabalho gratuito que são ou muito incompletas ou mesmo gravemente deslocadas do contexto.

    No que respeita à adopção de ferramentas de software, não são referidas as preocupações mais importantes do ponto de vista dos governos (ou melhor, dos estados). As preocupações mais importantes dos governos não são económicas (custo) nem técnicas (fiabilidade); são políticas. Por exemplo, importa muito garantir, a longo prazo, a independência perante terceiros.

    No ponto de vista político (e havendo alternativas), é absurdo um estado adoptar soluções que o deixam inteiramente dependente de entidades externas. O software livre fornece soluções que garantem ao estado máxima independência perante os fornecedores, pois permite-lhe mudar de fornecedor com sobressaltos mínimos. Isto é crucial para um estado, pois diminui a sua vulnerabilidade a incidentes políticos como, por exemplo, embargos e guerras. Convém não descurar estes problemas: Si vis pacem para bellum.

    A dependência gerada pela adopção de ferramentas de software proprietário é mais séria no caso dos estados do que no caso doutras entidades. Os estados têm tendência a durar mais tempo do que qualquer outra organização, e têm tendência a ter mais necessidade de sistemas de arquivo complexos e duráveis. É inimaginável colocar os arquivos dum estado em formatos que dependem de ferramentas proprietárias para serem lidos. Os arquivos electrónicos do estado terão tendência a ser muito mais duradouros se se basearem em ferramentas de software livre e em formatos livres. Se os arquivos forem fiáveis e duradouros, serão uma peça preciosa para o bom funcionamento da maquinaria do estado; se forem pouco duradouros (por exemplo, por terem que ser periodicamente sujeitos a mudanças de formatos em virtude de mudanças nas ferramentas que os lêem), serão antes uma grande causa de dores de cabeça.

    Quanto à questão económica, devemos, mais uma vez, recordar que o contexto é o de serviços para o estado. O estado tem dimensão e capacidade para resolver todos os problemas económicos que possam existir. Salvaguardadas as devidas distâncias, o exemplo que ocorre é o dos contratos efectuados pelo estado americano com fábricas de aviões para projecto e fornecimento de material de guerra. O estado, tendo uma necessidade, encomenda a quem lhe apetecer o projecto e depois o desenvolvimento duma solução. A dimensão económica dos problemas de software não tem nada a ver com a das encomendas de armas, mas a natureza do problema é similar. Uma coisa inteligente que o estado pode fazer é exigir, como parte crucial das especificações dos serviços encomendados, que eles sejam fornecidos na forma de software livre. Competirá aos fornecedores, quaisquer que eles sejam, propôr e orçamentar o que considerarem melhor: Ferramentas já feitas, caso existam, ou desenvolvimento à medida (e evidentemente pago) de ferramentas novas, caso seja necessário. É completamente desnecessário estar a contar com trabalho gratuito; o estado paga sem dificuldade o que for preciso para resolver os seus problemas, tal como paga o projecto dum novo avião de caça supersónico que nunca existiria se o estado não o encomendasse.

    Finalmente, porque as coisas nunca são simples, convém ter em consideração que a prática generalizada, por parte dos estados, de encomendar software a ser desenvolvido como software livre, geraria um volume de programas de tal monta que provavelmente arrasaria a base de negócio de diversas empresas de software. Seria como uma operação de dumping em larga escala atingindo os mercados dessas empresas. Importa então ponderar se a defesa dessas empresas e mercados é suficientemente importante para a sociedade para que o estado se preocupe em não as agredir tão ostensivamente. Provavelmente é, quanto mais não seja por uma questão básica de relações públicas: Não é boa prática social afrontar desnecessariamente membros da sociedade. Talvez este seja um problema de monta. No entanto, permanecem as necessidades do estado resolver os seus problemas. Pode ser então que uma solução socialmente mais pacífica passe por o estado encomendar o software de que precisa com inclusão de todo o código fonte e especificações técnicas, reservando para si o direito de as utilizar como entender mas sem se submeter forçosamente às condições das licenças de software livre. De resto, este tipo de atitude, de não submissão do estado a condições desnecessárias, é coerente com o desejo intrínseco de independência do próprio estado.

    No entanto, como os estados são muitos, o mais certo é que pelo menos alguns optem por encomendas com licenças de software livre[1]. Isso enventualmente conduzirá ao aumento da base de software livre disponível e acabará com o mercado actual das tais empresas. Seja como fôr, isso não será assim tão dramático (pode mesmo ser visto como uma consequência do progresso), pois nada impede essas mesmas empresas (que, recordemos, são empresas de software) de participar nos concursos e fornecer, elas próprias, soluções de software livre.

    [1] Esta pode até ser uma opção política tomada por um estado hostil. Assim poderíamos ver, por exemplo, o Iraque a encomendar o desenvolvimento dum Office livre para destruir mercado à Microsoft, reduzir a receita fiscal americana e diminuir o seu poder.

    Jornalismo a melões? (Pontos:4, Interessante)
    por jmce em 11-06-02 1:38 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    É frequente no Gildot um artigo ser descrito como "muito interessante" ou um comentário ser moderado positivamente só porque estão "muito bem escritos", o que no entanto se reduz frequentemente a estarem livres de erros ortográficos, terem pontuação porreira e as frases dizerem alguma coisa. É natural que seja agradável ver alguns textos assim, tendo em conta quantos nem assim são.

    Só que nem a maior parte dos assuntos discutidos no Gildot nem os assuntos tocados neste artigo em particular estão no âmbito tipicamente reservado à crítica puramente literária e aos ensaios sobre estilo. Nos domínios que normalmente aqui são discutidos, o conteúdo do que se diz é suposto ter alguma importância, em particular quanto à relação com a realidade ou, quando possível determiná-lo (claro que nem sempre é), quanto à veracidade das afirmações.

    Se o Gildot fosse um fórum de matemática e alguém, de forma bem elaborada e mostrando o domínio de técnicas sofisticadas, demonstrasse (como em alguns cartoons que já vi) a igualdade 1 = 0, poderia receber uma menção honrosa de estilo mas nunca ser moderado positivamente por estar certo (talvez apenas como "engraçado" ou "interessante").

    Claro que o Gildot não é um fórum de matemática e por isso a verdade ou mentira de certas proposições é mais difícil de avaliar. Mesmo para algumas que poderiam em princípio ser verificadas "experimentalmente" (nem que seja observando a sociedade daqui a uns anos) podemos ter de esperar muito tempo até saber quem tem razão.

    Nestes casos, como de médico e de físico todos temos um pouco, é de esperar que cada um tenha formado alguns modelos pessoais sobre o universo em geral e sobre a aquisição de melões em particular. O melhor que cada um pode fazer, perante um texto que concorda ou discorda da nossa concepção preferida sobre o universo ou os melões, é avaliar o que é dito em concreto em cada artigo, tentando evitar que essa avaliação seja afectada pelo grau de coincidência entre as alegadas conclusões do texto e os nossos modelos.

    Vejamos este.

    Open source interest groups have been putting pressure on national governments to make the move to open source products. Debate over the issue is active in New Zealand, Germany, Mexico, and Taiwan, to name just a few. The basic argument is that open source products are free, flexible, and unencumbered by hidden, proprietary (and foreign) technology which opponents claim can cause consumers to be "locked-in" to a particular vendor.

    Enthusiasm for the benefits of open source, however, should not be allowed to paper over the drawbacks.

    Com o texto a começar assim, poderia esperar-se que o artigo fosse sobre o uso de "open source" por governos, ou motivado pelas tentativas de fomentar o seu uso a esse nível. Concordando aparentemente com algumas vantagens, ou autor parece propor-se a lembrar-nos algumas desvantagens...

    Specifically, open source has a critical flaw which has little to do with its suitability as an alternative to proprietary products. That flaw consists of a lack of concrete incentive to motivate developers to contribute to open source projects.

    ... e a desvantagem é a alegada falta de "incentivos concretos" para os programadores nos projectos "open source". Com ou sem incentivos concretos, é verdade (e o autor não nega) que existe já hoje em dia software livre de boa qualidade em variados campos, e grupos bastante activos a manter o seu desenvolvimento. Nem todos os problemas têm ainda solução com software livre, mas o autor não explica quais as desvantagens de os governos usarem pelo menos o software livre que existe e está de boa saúde. Aliás, nunca mais no artigo se fala no uso estatal de software; o autor poderia explicar qual seria o impacto negativo sobre os tais governos ao adoptar software livre (seja directo seja indirecto), mas nunca chega a fazê-lo.

    Assim, parece que o artigo não é sobre desvantagens para os governos, mas sobre as desvantagens para o desenvolvimento de software (quem sabe, a propagar-se aos utilizadores, em particular aos governos, mas isso nem é mencionado), e motivado pela possível adopção estatal de open source.

    Quais são então os incentivos concretos que faltam?

    The problem, however, is that open source must rely on the willingness of programmers to contribute code without financial compensation. The Free Software Foundation claims that in a world of free software, people will program because "programming is fun." In their opinion, the promise of high returns has corrupted the programming discipline, as people have been "trained" to expect that they will be paid well to program. The solution to this problem is to remove, or at least reduce, the compensation incentive through widespread adoption of open source software, as stated on the FSF's Web site: "If we take away the possibility of great wealth, then after a while, when the people have readjusted their attitudes, they will once again be eager to work in the field for the joy of accomplishment."

    Parece pressupor-se aqui que todo o software livre é grátis para o utilizador ou (especialmente) não-pago ao programador. Mas o mundo do software livre não se reduz ao que aparenta esta visão simplista. Há quem programe software livre efectivamente de graça mas também quem o faça como parte de projectos pagos, seja directamente ao nível do código que faz (por exemplo, para um cliente para quem a existência do software é crítica) quer por outras vias quando a variante genérica distribuída como livre não é o aspecto mais directamente pago (apoio ao cliente, adaptação de código a necessidades especiais, ...).

    Seria difícil refutar que pelo menos ao nível mais directo os lucros são maiores com software não-livre (ninguém alega que os lucros com softare livre seriam em geral maiores...), mas a distinção do John Carroll entre os modelos livre e proprietário é do genéro "tudo/nada" no que toca ao incentivo monetário. Lembro que o título inclui a expressão "very real". Realismo e superficialidade nem sempre são os melhores parceiros.

    E a propósito de superficialidade, o autor ignora por completo no artigo o peso das outras motivações, apesar de referir de passagem a "joy of accomplishment". O incentivo monetário poderá ser o chamariz mais universal para atrair mão de obra, mas está longe de ser o único (caso contrário não existiria talvez boa parte do que hoje se usa em computadores, nem mesmo parte do que hoje está "empacotado" em produtos proprietários), e seria interessante analisar o efeito das diferentes "motivações" em aspectos variados da qualidade e diversidade do produto final. Grupos de pessoas com motivações diferentes não chegam necessariamente às mesmas soluções nem valorizam necessariamente as mesmas características das soluções (note-se a ineficácia do incentivo monetário na segurança dos produtos Microsoft, por exemplo). A distinção entre os modelos "proprietário" e "livre" no software é talvez ainda demasiado recente para se fazer um bom julgamento das relações de qualidade; no máximo parecem detectar-se alguns padrões, e nem sempre favoráveis ao software proprietário. Em termos de produtos já "maduros", parece tender a favor de software livre, quando ele existe.

    Voltando à abertura do artigo, um estado bem poderia pagar por algum software livre, introduzindo então o tal "incentivo monetário". E faz especialmente sentido que software pago com dinheiros públicos seja depois livremente libertado para o bem público. Se a administração pública faz uso de software livre, pode promover competências internas para resolver problemas, dar apoio e fazer alterações, mas também poderá em muitos casos precisar de apoio externo de empresas que trabalham com software livre ou o desenvolvem. Estas nem são mencionadas, e sendo empresas funcionam com... incentivo monetário, mas merecem estranhamente pouca atenção num artigo cujo assunto principal parece afinal ser o receio sobre o futuro da "indústria de software":

    That's a big "if." Would you bet the future of the software industry on it?

    Apostar o futuro da indústria? "Qual" indústria então? E apostar como? O autor espera que o software proprietário seja proibido? Ou traduz o desconforto de alguma "indústria" com as tais movimentações a nível estatal? E faz sentido indentificar a promoção de software livre em instituições públicas com o fim das encomendas de software proprietário? Este existe apenas à custa do dinheiro dos contribuintes? O artigo parece insinuar que podemos estar a pôr em causa o futuro da indústria de software como um todo. Se sim, talvez os contribuintes devessem pensar melhor antes de optar por gastar o seu dinheiro de outra forma.

    Mas países como a Nova Zelândia, a Alemanha, o México e Taiwan estão mesmo a pôr em causa a indústria? Ou apenas a pisar alguns calos de quem está habituado a receber pesados "incentivos" do erário?

    Simply throwing an open source party doesn't guarantee that anyone will come.

    E talvez poucos sejam ingénuos a ponto de o esperar. Por vezes nem sequer atirando com dinheiro as competências aparecem, apesar de o dinheiro ser o tal chamariz mais universal. Por outro lado, o incentivo monetário também não garante sempre a qualidade e a diversidade dos produtos. Em muitos casos em que o incentivo é monetário, a relação entre o produtor e o consumidor não é directa, e nem sequer são os que têm competência técnica os que decidem o curso do desenvolvimento. E, já agora, interessa referir os casos em que há problemas para resolver mas o incentivo monetário não existe por questões de escala. Veja-se o que acontece, noutro domínio, com doenças raras e o desinteresse dos laboratórios farmacêuticos por elas.

    O resto do artigo continua a presumir haver apenas dinheiro quando há software proprietário, excepto talvez em...

    Prices (and profits) act as market signals. When profits are high, it often implies that supply is low and demand is high, attracting investment. The same thing occurs in the labor market, though the signal is the wage and what is attracted are programmers. Proprietary software will always generate more revenue than free, open source software. That means that programmers can earn more, making proprietary software better able to create the market signals that attract more developers into the industry.

    Como, relembrando, o autor não indica qualquer ameaça de proibir globalmente o software proprietário em nenhum país, depreendo apenas que os estados citados não deveriam preferir software livre, caso contrário poderão não "atrair mais programadores" para a indústria. E se fosse verdade? Os estados deviam esquecer todas as outras vantagens do software livre em favor do que seria então "corporate welfare"? Mas é mesmo verdade? Quantos programadores emprega a Microsoft em Portugal, por exemplo? Será que se em Portugal o Estado tentasse usar sempre que possível o software livre diminuiria mais o número de programadores ou de... vendedores da MS e algumas outras empresas de software proprietário?

    A society that wants to maximize the creation of good ideas in software will embrace a market where open source and proprietary software coexist.

    E em algum mercado isso essa coexistência está em risco, a não ser talvez pelos perigos para o software livre? Quando muito pode haver alguns dos tais calos pisados a algumas grandes empresas de software habituadas a um fluxo constante e por vezes acrítico (porque correspondente a decisões sobre dinheiro de outros) de dinheiros públicos. No caso da monopolista Microsoft, por exemplo, dificilmente se vê como esse fluxo tem conduzido à "maximização da criação de boas idéias".

    Consumers (including national governments) should have the right to decide whether the fee-based ones are worth the price.

    Óptimo. Alguns governos acharam que, em alguns alguns domínios, os "fee-based ones" não valiam o preço. Visto tudo isto, o artigo parece mesmo a transmissão do lamento de uma certa "indústria" pelo exercício desse direito.

            * * *

    O "departamento" dado a este artigo (money-talks) é interessante, mas talvez não por uma razão esperada pelo editor. Money talks indeed. Frequentemente fala atraves dos media, e os jornalistas são os "profetas escolhidos". Afinal o dinheiro sempre foi um excelente "incentivo concreto"... :-)

    Re:Jornalismo a melões? (Pontos:2, Interessante)
    por joao em 11-06-02 2:09 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Só dois comentários:

    O artigo ignora o principal incentivo para escrever software livre: a enorme base de software livre que já existe e que não pode ser usada para construir software proprietário;

    Tu escreves:

    Como, relembrando, o autor não indica qualquer ameaça de proibir globalmente o software proprietário em nenhum país, depreendo apenas que os estados citados não deveriam preferir software livre, caso contrário poderão não "atrair mais programadores" para a indústria.

    O autor comete uma falácia. Se o estado satisfaz as suas necessidades com software livre, qual é o interesse em atrair mais programadores para a industria? Parece óbvio que eles não são necessário.

    O estado não deve promover a produção de bens não necessários já que o objectivo de qualquer indústria é resolver um problema. Se não existir procura de software proprietário não há necessidade e se não há necessidade ele não deve ser produzido. As indústrias não necessárias não devem ser mantidas artificilamente.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura

    Re:Jornalismo a melões? (Pontos:3, Esclarecedor)
    por jmce em 11-06-02 3:14 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    Ele poderia talvez alegar que o Estado, tentando restringir-se ao uso de software livre, prejudicaria a existência de uma indústria de software proprietário, a que não poderia assim recorrer mais tarde para resolver problemas (teoricamente) sem solução fácil de encontrar com software livre. Ou seja, o Estado a "matar" ou enfraquecer a (supostamente) melhor fonte de Soluções. Talvez isto resuma a ideia geral do artigo, embora pouco explícita e fracamente justificada... sempre com a associação entre software livre e gratuitidade. Essencialmente é como se ele estivesse dar ao estado o recado de que não poderia satisfazer as suas necessidades (só) com software livre, embora mais pareça que o que está em jogo é mesmo a tal manutenção da "indústria" custe o que custar.

    Quanto ao software livre que já existe, ele parece ser ignorado não só como incentivo para o novo desenvolvimento mas também como produto final passível de ser imediatamente usado pelo estado. Quanto ao aspecto do incentivo, talvez ele respondesse que com software proprietário também é possível, mesmo sem acesso à source alheia, um produto invocar componentes de produtos de outros empresas ou usar bibliotecas alheias, nem que seja com pagamentos de licenças entre empresas de software... Mas ao entrar por esta via haveria muito a dizer de obstáculos a juntar aos incentivos (licenças caras, patentes, litígio, barreiras à entrada de novas empresas...)

    Re:Jornalismo a melões? (Pontos:2)
    por joao em 11-06-02 23:52 GMT (#23)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Ele poderia talvez alegar que o Estado, tentando restringir-se ao uso de software livre, prejudicaria a existência de uma indústria de software proprietário, a que não poderia assim recorrer mais tarde para resolver problemas (teoricamente) sem solução fácil de encontrar com software livre.

    Isso pode ser respondido de duas formas: primeiro, o autor estaria a enfraquecer o argumento, porque estaria a reconhecer que as opções do cliente estado afetam a viabilidade do modelo proprietário. Mas o argumento dele parece ser o de que o modelo proprietário é tão bom que não está sujeito a esse tipo de contingências. Segundo, o máximo que ele pode defender é que o estado defenda os seus interesses, e não que o estado defenda os interesses dos produtores de software. E para isso ele tem que provar que os interesses do estado são melhor defendidos se o estado viabilizar o modelo proprietário. Mas se o modelo proprietário só é viável com o apoio do estado e modelo livre não o é menos. Eu concluo precisamente o mesmo que tu: o que se pretende são lucros privados à custa de investimentos públicos.

    Quanto ao software livre que já existe, ele parece ser ignorado não só como incentivo para o novo desenvolvimento mas também como produto final passível de ser imediatamente usado pelo estado. Quanto ao aspecto do incentivo, talvez ele respondesse que com software proprietário também é possível, mesmo sem acesso à source alheia, um produto invocar componentes de produtos de outros empresas ou usar bibliotecas alheias, nem que seja com pagamentos de licenças entre empresas de software... Mas ao entrar por esta via haveria muito a dizer de obstáculos a juntar aos incentivos (licenças caras, patentes, litígio, barreiras à entrada de novas empresas...)

    Precisamente. O comércio de licenças tem custos burocráticos e de investimento que o software livre não tem. Para alem de tornar as empresas demasiado dependentes de terceiros.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura

    para resumir os post anteriores ;) (Pontos:2)
    por racme em 11-06-02 1:50 GMT (#5)
    (Utilizador Info)

    onde esta escrito q qem desenvolve software livre/opensource nao pode pedir um retribuicao pelo seu esforco!?



    .:}The Power to Serve{:.
    Re:para resumir os post anteriores ;) (Pontos:1)
    por ParadoXo em 11-06-02 9:29 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    Como alguém já disse, o software é livre não tem de ser gratis.
    Re:para resumir os post anteriores ;) (Pontos:2)
    por spyder em 11-06-02 18:43 GMT (#21)
    (Utilizador Info)
    Nem o software livre (nenhuma licença que eu me lembre agora, embora ache que há algumas) e de forma nenhuma o opensource (que é uma questão completamente independente da licença) te impedem de cobrar por ele.
    lirismos (Pontos:2)
    por BlueNote em 11-06-02 9:12 GMT (#8)
    (Utilizador Info)
    Em todos os vossos comentários ao artigo citado no post inicial, uma das críticas fundamentais é de que nem todo o software livre é desenvolvido por voluntários não pagos.

    Com a excepção das empresas de distribuição de linux, não me ocorrem mais casos. É preciso não confundir software livre com open-source. No open-source entrega-se a source ao cliente mas a source não é do domínio público, e aí já podemos englobar alguns projectos comerciais.

    Sinceramente, gostava que conseguissem dar exemplos concretos de software livre em que os programadores e projectistas não trabalhem em regime de voluntariado não-pago.

    Re:lirismos (Pontos:2)
    por CrLf em 11-06-02 10:36 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Existem alguns projectos de software livre em que os programadores são pagos sem serem só as distribuições de Linux. Como exemplo o QT é desenvolvido pela trolltech e alguns dos seus empregados também desenvolvem partes do KDE nas horas de expediente por isso também parte do KDE é financiado. Existem também alguns drivers livres financiados pelos fabricantes (Intel, IBM, HP) e não esquecer que muitos dos gigantes têm pessoal a trabalhar full-time simplesmente para contribuir para diversos projectos, como é o caso da IBM. Também podemos ir buscar o exemplo do SAP-DB que também tem gente da SAP a trabalhar nele.

    E isto são só exemplos de alguma dimensão.

    -- Carlos Rodrigues
    Re:lirismos (Pontos:1)
    por blacksheep em 11-06-02 15:00 GMT (#14)
    (Utilizador Info)
    A Qt é uma vergonha no suporte ao KDE, sendo este projecto a principal razão pela qual ela ganhou reputação e se expandiu até no mercado de Windows e do MacX.

    A Trolltech não testa correctas as suas versões de Qt no KDE, antes das lançar. Ex: numa versão da Qt, que foi incluída no Mandrake 8.1 ou 8.2 e talvez noutras distros, quando se clicava no K do painel e depois num dos directórios do painel, não era possível clicar no desktop, de forma a que o painel desaparesse, quando activadas as animações dos menus de popup.

    Outro bug acontecia nalgumas páginas "Optimizadas para IE", em que os gifs animados, andavam TÃO rápido, que consumiam todo o processador. A trolltech, depois de avisada, demorou horreres até incluir o patch.
    Re:lirismos (Pontos:2)
    por CrLf em 12-06-02 1:57 GMT (#24)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    A questão é se o problema estaria no Qt ou no KDE. É da responsabilidade da Trolltech zelar pela qualidade do Qt por isso acho esquisito.
    Não esquecer que muitas funcionalidades que antes eram extensões do KDE são agora standard no próprio Qt e também não esquecer que muito do desenvolvimento do Qt também acontece na linha de "o KDE precisa disto". Também não esquecer que a Trolltech quer manter o Qt limpo e certos patches podem ser excluídos por serem demasiado feios (o Linus faz isto a toda a hora mesmo para patches críticos), esta busca de limpeza pode ser vistar reflectida na API, onde um dos cavalos de batalha do Qt 3 foi excluído à última da hora por ser demasiado feio (o QCom).

    Mas como nem tudo é perfeito, lembro-me de há algum tempo ter trocado uma série de mails com alguém na trolltech acerca de um bug que fazia com que as linhas pontilhadas dos elementos seleccionados em listas, widgets, etc, aparecessem com falta de alguns segmentos e eles insistissem duramente que o problema era dos drivers da minha placa gráfica (uma TNT2) quando eu já o havia visto numa série delas. Enfim, após ter conseguido resolver o problema com algum chafurdanço no código do Qt lá cederam e aceitaram um patch.

    PS: por alguma razão existe sempre uma versão do Qt aconselhada para o KDE (se isto é bom ou não...).

    -- Carlos Rodrigues
    ignorâncias (Pontos:3, Esclarecedor)
    por jmce em 11-06-02 15:15 GMT (#15)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    É preciso é não confundir é a "tua" noção open-source (outra vez) com Open Source, e não confundir domínio público com licenças livres.

    A Open Source que eu conheço é no essencial software livre, para não correr riscos de deixar de o ser não está no domínio público, e vem de bem mais sítios do que empresas de distribuição de Linux. Pode vir, e parte dela vem, de empresas variadas de software e hardware como produto da própria empresa para o público, vem de outras empresas ou indivíduos como projecto inicialmente destinado a resolver um problema interno (frequentemente no âmbito de trabalho pago) mas que depois foi libertado para o público, e vem também de universidades, centros de investigação, bolsas (até o Knuth não vivia do ar enquanto trabalhou no TeX...).

    Suponho que por esse comentário não conheces muito software livre ou pelo menos a história de algumas peças que tenhas usado nalgum Linux. Ouviste falar de MySQL? Do Data Explorer da IBM? Do TeX? Do Python? Tenta seguir a história de pedaços do software num sistema Linux, começando por exemplo pelos drivers de interfaces Ethernet. Algumas das ferramentas livres começaram a vida como proprietárias, mas nem todas. Por outro lado, mesmo a FSF mantinha um grupo de pessoas pago para desenvolver e documentar software livre (não sei qual a situação actual).

    Re:lirismos (Pontos:2, Informativo)
    por joaorf em 11-06-02 15:57 GMT (#17)
    (Utilizador Info)
    Sinceramente, gostava que conseguissem dar exemplos concretos de software livre em que os programadores e projectistas não trabalhem em regime de voluntariado não-pago.

    Uma parte significativa do Mozilla é feita por programadores da Netscape, trabalhadores pagos para trabalharem a tempo inteiro neste projecto. A esmagadora maioria do Open Office é feito por programadores da Sun. Portanto, pagos.

    Há muitos ingénuos que dizem preferir Mozilla a Netscape, e OpenOffice a StarOffice, só porque os primeiros são open-source e os segundos não. O que eles ignoram é que o Mozilla e o OpenOffice existem tão somente porque, respectivamente, a Netscape (AOL) e a Sun investem muito dinheiro nesses projectos e que a maioria do código é feito por trabalhadores dessas empresas.

    Re:lirismos (Pontos:2)
    por mlopes em 11-06-02 18:03 GMT (#19)
    (Utilizador Info)

    Há muitos ingénuos que dizem preferir Mozilla a Netscape

    Tens a certeza que já experimentaste os dois? É que se experimentares vais ver que a ingenuidade é de quem prefere o Netscape ao Mozilla por ser software comercial(sim, comercial, apesar de não ser vendido!), é que o Mozilla é melhor de longe que o Netscape!


    "They that can give up essential liberty to obtain a little temporary safety deserve neither liberty nor safety."

    -- Benjamin Franklin, 1759
    Re:lirismos (Pontos:2, Interessante)
    por js em 11-06-02 18:29 GMT (#20)
    (Utilizador Info)

    Exemplo quase concreto: Tu encomendas-me um programa e dizes que é para ficar com licença de software livre. Eu faço um orçamento, tu aceitas, eu faço o programa, tu pagas e vamos os dois embora satisfeitos.

    Perguntarás: Porque é que tu hás-de pagar um programa para o deixar como software livre? Essa é uma pergunta inteligente. Provavelmente tens pouco interesse em proceder assim, pois podes pensar que ao libertar o software apenas estás a 1) destruir possibilidades de negócio tuas, e 2) auxiliar os teus concorrentes. No entanto, se a entidade que encomenda o software não for uma pessoa ou empresa mas o Estado, a coisa muda completamente de figura. O Estado tem objectivos muito diferentes dos da empresa, e esses objectivos podem facilmente levá-lo a considerar que o que lhe interessa é que o software fique mesmo livre.

    Re:lirismos (Pontos:2)
    por BlueNote em 11-06-02 22:06 GMT (#22)
    (Utilizador Info)
    Concordo contigo no caso do Estado. Plenamente, alíás. O problema aqui não sou eu... e começo a ficar sinceramente cansado das pessoas que participam no gildot serem perfeitamente incapazes de debater ideias sem fulanizar. Eu concordo com o software livre e uso o mais que posso. Não têm de me convencer.

    Mas há mais do que isto na discussão. A maior parte do software livre que eu conheço foi desenvolvido em condições muito particulares, o que vocês concordam -- trabalho prorietário que é mais tarde libertado, ou drivers que o fabricante do equipamento "drived" liberta para a comunidade (o negócio dele é hardware, quer é que seja usado) ou produtos intermédios de investigação universitária, paga de outros modos que não a venda de software (e é uma excelente forma de publicitar resultados científicos) ou sistemas de typesetting desenvolvidos um pouco como o referido anteriormente, ou actualização de um bom servidor http entretanto abandonado pelos seus desenvolvedores originais e que se transforma no state-of-the-art, ou um toolkit gráfico que quer popularizar-se para depois poder gerar receitas ao licenciar-se a projectos comerciais, ou ... a bottom of line é que os projectos actuais de software livre não se enquadram na relação tradicional de pessoas-que-teem-de-ganhar-dinheiro-a-trabalhar-para-empresas-de-software.

    Deu para entenderem? É que eu acho que vocês entenderam mas andam a disparar para todos os lados para disfarçar ou para ver se a pergunta fica submersa em information overload.

    Eu por mim não sei que resposta dar quando me confronto com isto. Pensei que esta discussão pudesse gerar ideias, mas pelos vistos não gera. Gera atitudes do estilo "olha mais um comerciante, é dar-lhe na cabeça antes que fuja".

    Boa noite.

    Re:lirismos (Pontos:1)
    por RS em 12-06-02 12:21 GMT (#26)
    (Utilizador Info) http://planeta.clix.pt/rui-p-sousa
    Netscape (mozilla), IBM (linux kernel S390,...), Ximian (Gnome), HP/Compaq (linux kernel IA64) sao algumas das impressas que tem engenheiros a trabalhar em projectos Open Source.


    So beautiful, it hurts...
    As respostas dadas pela newsforge e pela oreilly.. (Pontos:0, Interessante)
    por Anonimo Cobarde em 11-06-02 11:13 GMT (#12)
    Quando vi este artigo aqui no gildot, lembrei-me que já tinha visto uma discussão via artigos, no newsforge e na oreilly, aqui vão os links...

    Dear John: Regarding "The very real limitations of Open Source"

    e tb aqui:

    here on O'Reilly.net

    e ainda na newsforge:

    The very real limitations of Open Source
     


    Não sei se repararam já na coisa, mas a zdnet anda a fazer uma campanha de FUD à já algum tempo.

    será que são pagos pelo bill??

    quantic_oscillation
    Re:As respostas dadas pela newsforge e pela oreill (Pontos:2)
    por jmce em 11-06-02 15:18 GMT (#16)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/
    será que são pagos pelo bill??

    Nah, é tudo "free journalism", com "free" a la MS "freedom to innovate". :-)

    nem acredito (Pontos:2)
    por zaroastra em 11-06-02 16:12 GMT (#18)
    (Utilizador Info)
    nem quis acreditar que os gajos tiveram corajem para libertar o paper la na adti.
    Os gajos mereciam um premio:
    Best sponsored paper!
    Tasse mesmo a ver quem financia aquela instituicao!
    Z

     

     

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