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Eu quero um manifesto TI só para mim
Contribuído por Tintim em 20-02-02 23:47
do departamento
News A moda dos manifestos está a pegar por todo o nosso cantinho plantado à beira mar. Eles são manifestos das famílias, educação, economia, etc... E o das novas tecnologias? Aqui vão umas ideias, embora duvide que os nossos candidatos a "primeiro" façam ideia do que se trate.
Sendo um manifesto um documento prático em que são expostas ideias e objectivos, aqui fica a minha contribuição.
Apesar do tom ligeiro, acredito que algumas ideias em torno de tecnologia, desenvolvimento e investigação faziam bem aos programas de governo.

Ponto 1 - Mais "Grids", menos "elefantes brancos"!
Enquanto a tendência é desenvolver redes de computação distribuída entre instituições que necessitam de capacidade de processamento para investigação, em Portugal continuamos a insistir em grandes centros de cálculo fechados sobre a sua instituição.
Em vez de um cluster beowulf de 10 nós por cada laboratório, não seria mais proveitoso desenvolver uma rede nacional de HPC com as ferramentas tipo Globus, Condor,etc.. partilhando-os?
A "call" do MCT para re-equipamento de laboratórios que fecha no principio de Março era uma oportunidade, mas falta visão estratégica de quem está no Governo e à frente dos laboratórios.
Não nos enganemos. Uma "Grid @ PT" irá acontecer mais cedo ou mais tarde, como já existe em Espanha ou na Irlanda, nos EUA ou em Inglaterra. Infelizmente para nós, suspeito que seja mais tarde do que mais cedo.

Ponto 2 - Mais software-livre, menos despesa na função pública!
A utilização bem ponderada de software livre pode trazer vantagens ao país.
Não se quer dizer com isto que devemos desatar a deitar fora os sistemas proprietários dos hospitais e tribunais.
Devemos sim, criar condições a que as empresas portuguesas possam oferecer soluções open-source para os concursos e necessidades da função pública.
Para isso, é necessário: a) legislar (mais do que o decreto-lei de 10 de Janeiro), b) formar os indivíduos que decidem os concursos para compreenderem o que significa software livre, c)estimular as empresas a participarem com soluções deste tipo.
As vantagens já nós sabemos: redução da despesa, independência face à Microsoft, segurança, estabilidade.

Ponto 3 - Mais investigação, menos peso-pesados!
Os laboratórios/institutos de diferentes áreas gastam muito dos orçamentos supostamente para investigação na manutenção da "máquina" que sustenta essas organizações.
Isto resulta que os fundos para pagar a investigadores e comprar equipamento é reduzido face ao que é necessário para pagar a pessoal administrativo, à manutenção de enormes estruturas,etc..
Um modelo em que existam laboratórios mais pequenos com equipas sem vinculos laborais muito fortes, evita esse tipo de problemas.
Hoje em dia, os projectos europeus criammais conhecimento dos que os da MCT porque não têm carácter tão regular e para os ganhar é mesmo preciso ter ideias e conhecimento. Não basta existir e precisar do dinheiro.

Ponto 4 - Mais universidade, menos incompetência!
Não ouso discutir o modelo de financiamento das universidades, mas a maneira como elas funcionam. E elas funcionam mal na forma com a docência e a investigação são enquadradas.
Existe um artigo de Michael Athams, um professor do MIT que teve uns anos no Técnico, que é sintomático disto. O artigo chama-se "Portuguese Research Universities: why not the best".
Não vou resumir o artigo, mas destaco uns pontos que concordo: a) professores em início de carreira são sobrecarregados com tarefas administrativas, b) estruturas orgânicas facilitam clientelismo nos concursos, c) faltam sistemas de avaliação de docentes que premeiem a qualidade, d) os docentes tendem a ficar agarrados à universidade onde estudam e não existe grande fluxo de pessoal entre universidades.

Como qualquer manifesto, estes quatro pontos são tendenciosos e políticos, apesar de apartidários.
Mas como o outro dizia: "Manifestos há muitos!" :-)

Segunda e última vez em toda a história. | O futuro DVD  >

 

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  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Transparência (Pontos:3, Interessante)
    por joao em 21-02-02 0:56 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Transparência da administração pública:
    • acesso grátis ao Diário da República;
    • publicitação de todos os concursos públicos na internet, à semelhança do que o Ministério da Ciência pretende fazer;
    • publicitação da avaliação das escolas, dos resultados dos exames do 12º ano e das provas de aferição;
    • cumprimento da lei 65/93 que regula o acesso dos cidadãos aos documentos da admistração pública.

    A propriedade intelectual subsidiada deve ser preferencialmente livre ou do domínio público. Estou a falar de projectos tipo:



    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Lei do mercado. (Pontos:2)
    por leitao em 21-02-02 1:38 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    Ponto 2 - Mais software-livre, menos despesa na função pública! A utilização bem ponderada de software livre pode trazer vantagens ao país. Não se quer dizer com isto que devemos desatar a deitar fora os sistemas proprietários dos hospitais e tribunais. Devemos sim, criar condições a que as empresas portuguesas possam oferecer soluções open-source para os concursos e necessidades da função pública. Para isso, é necessário: a) legislar (mais do que o decreto-lei de 10 de Janeiro), b) formar os indivíduos que decidem os concursos para compreenderem o que significa software livre, c)estimular as empresas a participarem com soluções deste tipo. As vantagens já nós sabemos: redução da despesa, independência face à Microsoft, segurança, estabilidade.

    Acho dificil de acreditar que se propuseres uma solucao num concurso publico que seja baseada em software livre imediatamente fiques de fora por tal facto. E' mais provavel que seja por cunha do que pelo tipo de software.

    Como tal, parece-me tudo uma questao da lei do mercado funcionar -- se existir massa critica para solucoes "open-source" na funcao publica estas irao mais cedo ou mais tarde surgir. Se nao surgem, talvez isso queira dizer que na realidade solucoes proprietarias sao mais vantagosas.

    Outro ponto em que na minha opiniao estas errado: solucoes "Microsoft" na funcao publica provavelmente representam uma percentagem relativamente pequena do total gasto em IT -- e por si so' o gasto em IT e' comparativamente pequeno. Por exemplo, se um ministerio (digamos,financas) gastar 1% (duvido) do seu orcamento em custos informaticos, mesmo que 10% (duvido mesmo muito) sejam para comprar licencas Microsoft isto apenas representa 0.1% dos gastos totais.

    Mesmo que facas a compra de software 100% eficiente do ponto de vista economico (i.e., custo e manutencao 0$00 -- e se conseguires diz que invisto ja' numa empresa tua) estarias apenas a poupar 0.1% -- repito 0.1%.

    Parece-me assim que seria mais importante neste manifesto protestares por mudancas como:

    • Simplificacao do sistema fiscal,
    • Incentivos fiscais 'a criacao de empresas,
    • Combate 'a fuga ao fisco,
    • Liberalizacao de mercados chaves (energia, telecomunicacoes, transportes).
    Provavelmente conseguirias assim criar um bocado mais de riqueza do que alguns milhoes de euros num pais com um GDP de alguns billioes.

    Experimenta ler o ultimo relatorio da OCDE sobre a economia portuguesa.

    Regards,


    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias

    Re:Lei do mercado. (Pontos:2)
    por Tintim em 21-02-02 10:30 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://paulo.trezentos.gul.pt
    Acho dificil de acreditar que se propuseres uma solucao num concurso publico que seja baseada em software livre imediatamente fiques de fora por tal facto. E' mais provavel que seja por cunha do que pelo tipo de software. Podes ficar de fora por inúmeras razões.
    Primeiro existe um fraco goodwill em relação a software livre. A notoriedade que o produto já tem é um facto decisivo.
    Depois, se a tua proposta for 30% mais barata que a média das concorrentes ficas automaticamente excluído (parece um pouco estúpido, não é?).
    Por fim, todos duvidamos do que não conhecemos. Daí eu defender que se devia (in)formar quem toma as decisões nessas áreas.

    solucoes "Microsoft" na funcao publica provavelmente representam uma percentagem relativamente pequena do total gasto em IT --
    Não estou a par dos números exactos, mas não é a percepção que tenho. Parece-me que se gasta muito em licenças Windows+Office+NT/IIS/SQL server. De qualquer forma, falava de software livre em todo a sua vertente. Não só Desktop, nem só Linux. Apache, Postgresql,... Desde que hajam integradores e suporte.

    Abraços.
    Re:Lei do mercado. (Pontos:3, Esclarecedor)
    por Branc0 em 21-02-02 11:52 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Simplificacao do sistema fiscal,
    Incentivos fiscais 'a criacao de empresas,
    Combate 'a fuga ao fisco,
    Liberalizacao de mercados chaves (energia, telecomunicacoes, transportes).

    Isto não é o manifesto da Economia rapaz...


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Lei do mercado. (Pontos:2, Informativo)
    por falco em 21-02-02 21:06 GMT (#31)
    (Utilizador Info)
    Parece-me é ke n conheces a realidade da administração publica. A verdade é ke as escolhas nos concursos raramente têm alguma coisa a ver com a qualidade do produto ou do serviço, mas sim com os factores c e s (cunha e suborno). Outra coisa ke eu gostava de dizer é ke conheço 1 "pekeno" projecto do governo e EU (ke já acabou), ke gastou 40 000 000$00 em software proprietário. Duvido ke em outros projectos, bem como no resto da administração publica seja minimamente diferente. Mais 1 ponto: A administração publica compra à m$ cd's com software ke n vai usár, como por exemplo: software para mac, bem como distribuições de tdos os produtos da m$, nas seguintes linguas e passo a citar os CD's: « Australian English, Basque, Brazilian, Catalan, French, French Canadian, International English, Japanese, Portuguese, Spanish, US English. Eu n vou mencionár as minhas fontes para evitár represálias, aos funcionários.
    Estabilidade. (Pontos:2)
    por leitao em 21-02-02 1:42 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    As vantagens já nós sabemos: redução da despesa, independência face à Microsoft, segurança, estabilidade.

    Esqueci-me... se ja' tiveste que ir a uma camera municipal, departamento das financas ou qualquer outra instuicao publica deves ter reparado que e' provavel passares um bom tempo 'a espera para concluires o que tiveres que fazer.

    Diz-me honestamente -- achas que substituindo todos os desktop's Microsoft com Linux vais reduzir as bichas e o tempo de espera ?

    PS: se achares que sim, tens o meu voto das proximas eleicoes!


    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias

    Visão curta (Pontos:2)
    por Lamego em 21-02-02 8:33 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Não reduzes as filas de espera directamente uma vez que o problema das filas de espera é normalmente causada por burocracia, processos mal estruturados ou pelo factor humano e muito raramente por factores de processamento/estabilidade do sistema informático. De qualquer forma o dinheiro dos nossos impostos que é estragado com a Micro$oft podia ser utilizado para pagar o salário a mais um empregado o que se iria traduzir num atendimento mais rápido.
    Quando se olha para um sistema informático convêm ter a noção do sistema humano a que está agregado.
    Re:Visão curta (Pontos:0, Esclarecedor)
    por Anonimo Cobarde em 21-02-02 14:23 GMT (#19)
    Mais gordorinhas, o estado não necessita de mais pessoas mas se calhar de requalificar alguns, melhorar processos, ferramentas, etc.
    Re:Estabilidade. (Pontos:3, Informativo)
    por Branc0 em 21-02-02 11:55 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://www.syners.org
    Isso só consegues quando os funcionários públicos forem:
    a) Premiados pelo competência
    b) Punidos pela incompetência


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Estabilidade. (Pontos:2)
    por leitao em 21-02-02 13:51 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    Boa! Concordo plenamente!

    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias
    Re:Estabilidade. (Pontos:2)
    por MacLeod em 21-02-02 14:03 GMT (#18)
    (Utilizador Info)
    Acho que mais simples é mandar embora os que não estão lá a fazer nada. Assim, os que restarem ficam com medo de perderem o emprego e trabalham mais eficazmente, e o país deixa de uma vez por todas de ter uma despesa enorme (e despropositada) com a função pública.
    Re:Estabilidade. (Pontos:1)
    por Dante em 21-02-02 18:16 GMT (#29)
    (Utilizador Info)
    "...ficam com medo de perderem o emprego..." á valente! é assim mesmo... e depois podiamos espancar os que fossem mais resistentes!!! o medo não leva a lado nenhum... apenas vais colocar as pessoas numa possição constrangedora, provavelmente a cometerem mais erros humanos. Interessante sim é como referido antes, premiar as pessoas pela competencia e trabalho como no sector privado... claro que isto vai trazer novos vicios, mas se forem "controlados" serão certamente menos prejudicias que o conformismo existente.
    Re:Estabilidade. (Pontos:2)
    por MacLeod em 22-02-02 14:57 GMT (#33)
    (Utilizador Info)
    Ok, não ficam com medo. Mas sabem que se não fizerem bem o seu trabalho, não têm utilidade para a empresa (neste caso a função pública) logo podem ser dispensados. O problema da função pública é que não é gerida como uma empresa, e depois caímos nestes excessos de mão de obra com uma rentabilidade reduzida.

    O medo foi só uma expressão, não quero bater em ninguém, só acho que as pessoas devem tornar-se úteis e não andarem a desperdiçar o dinheiro de todos nós. :-)

    Re:Estabilidade. (Pontos:1)
    por Dante em 23-02-02 12:11 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    mas podemos espancar alguns se nos apetecer??? é que às vezes apetece ;-)
    URL (Pontos:0, Informativo)
    por Anonimo Cobarde em 21-02-02 2:38 GMT (#4)
    Portuguese Research-Universities: Why Not The Best?
    Re:URL (Pontos:2)
    por Tintim em 21-02-02 11:10 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://paulo.trezentos.gul.pt
    Obrigado pelo link.
    Só o tinha em papel.

    Re:URL (Pontos:1)
    por Ricardo Dias Marques em 21-02-02 12:34 GMT (#14)
    (Utilizador Info)
    Existe também a versão completa (18 páginas) do mesmo paper, em formato PDF, em:

    http://mega.ist.utl.pt/~pocm/mit_vs_ist .pdf

    Um abraço a todos, Ricardo

    Alguns candidatos sabem alguma coisa... (Pontos:3, Informativo)
    por mvalente em 21-02-02 9:40 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    Posso-te garantir pessoalmente que pelo menos um dos candidatos, o Dr Durao Barroso, está a par das questoes que referiste. Foram-lhe apresentadas por variadas instituicoes em variados eventos, de entre os quais destacaria o documento do movimento Missao Portugal e a recente conferencia sobre a sociedade da informacao promovido pelo Instituto Francisco Sa Carneiro.

    Para alem dos pontos que referiste, alguns outros tambem foram referidos e agendados:

    • transparencia da admin. publica por via das TI e da Internet
    • incentivos fiscais a empresas de base tecnologica e de R&D
    • importancia dos direitos de autor no meio digital
    • limitacao do poder de mercado da PT e das suas praticas de concorrencia desleal.

    Cumprimentos

    Mario Valente

    Re:Alguns candidatos sabem alguma coisa... (Pontos:2)
    por BlueNote em 21-02-02 10:00 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    Não te preocupes. A esta hora já está tudo em arquivo vertical.
    Re:Alguns candidatos sabem alguma coisa... (Pontos:2)
    por mvalente em 21-02-02 17:49 GMT (#28)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    Enganas-te. Este ano voto PSD. Mas nao sou PSD. Quando votei PS, tb nao era PS. E quando votei PCP, para a junta de freguesia de Carnide (quando la' morava), tb nao era do PCP.

    Cumprimentos

    Mario Valente

    2 em 1 (Pontos:2)
    por Gamito em 21-02-02 12:09 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://gamito.freezope.org/
    Viva!

    Há ainda manifestos que conseguem acumular funções com as de elefante branco.

    Mário Gamito
    Grid (Pontos:2)
    por MavicX em 21-02-02 14:51 GMT (#21)
    (Utilizador Info)
    Fartei-me de rir com essa historia do grid@PT .

    "em Portugal continuamos a insistir em grandes centros de cálculo "

    Onde é que temos esses grandes centros de cálculo ?

    Ficamos todos contentes por termos uma cluster de 30 e tal workstations em PT , que hoje em dia não é nada. As outras universidades estranjeiras já tem clusters dessas desde os anos 80, ou seja só levamos 20 anos de atraso em HPC. Talvez daqui a 20 anos possas ter grid clusters em PT.

    É mais facil aderir a uma grid Espanhola por exemplo ou melhor ainda fazer algum protocolo para poderes usares grandes HPC clusters de alguma universidade estranjeira.

    P.S. Tambem certas universidades estranjeiras tem mais investigação e alunos do que todas as universidades portuguesas juntas nas areas tecnologicas.
       

    Pedro Esteves

    Re:Grid (Pontos:2)
    por joao em 21-02-02 15:05 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    Eu, que estou completamente por fora do assunto, pergunto-me se é a falta de grandes centros de calculo que está a limitar os investigadores portugueses.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Re:Grid (Pontos:2)
    por MavicX em 21-02-02 15:45 GMT (#23)
    (Utilizador Info)
    Acho que é mais o contrário, mas tambem não sou investigador.

      Não conheço muitos projectos em PT que precisem de grandes HPC (high performance clusters), tirando alguns do IST, principalmente do Centro de fisica de plasmas, que até tem a maior cluster de Macs do mundo (pelo menos tinham) com 16 nodes :-).


    Pedro Esteves

    Re:Grid (Pontos:2)
    por Xmal em 21-02-02 16:58 GMT (#25)
    (Utilizador Info) http://gsd.di.uminho.pt/cbm
    As Grids são muitas vezes optimas candidatas à criação de elefantes brancos com estruturas pesadas a nível administrativo e hardware potencialmente obsoleto a curto prazo.

    É natural que os governantes se possam deixar fascinar por estas mega-estruturas inauguráveis, mas antes dos mergulhos de cabeça é conveniente verificar qual a investigação que precisa crucialmente delas.

    Da última vez que houve o fascínio da super-computação para PT o que subsistiu foi o efeito colateral de arrancar a Internet por cá.

    Re:Grid (correção) (Pontos:2)
    por Xmal em 21-02-02 17:11 GMT (#27)
    (Utilizador Info) http://gsd.di.uminho.pt/cbm
    Correção: Por "Grid" quis significar "clusters de maquinas agregadas num mesmo local" por pareceu-me erradamente que estava a ser esse o significado usado no thread.

    Correctamente um "Grid" não é nada disso mas uma agregação de poder computacional em máquinas distribuídas geograficamente e administrativamente.

    As críticas feitas atrás não se aplicam a esta definição, antes pelo contrário.

    Call (Pontos:3, Interessante)
    por Xmal em 21-02-02 17:04 GMT (#26)
    (Utilizador Info) http://gsd.di.uminho.pt/cbm
    A "call" do MCT para re-equipamento de laboratórios que fecha no principio de Março era uma oportunidade, mas falta visão estratégica de quem está no Governo e à frente dos laboratórios.

    Neste caso ainda é prematuro dizer-se que falta visão estratégica a quem esta à frente do governo. A call está aberta e qualquer grupo de investigadores é livre de propôr e submeter os seus projectos a concurso.

    you are very white, you must be an eng. student (Pontos:0, Engraçado)
    por Anonimo Cobarde em 21-02-02 22:01 GMT (#32)
    You are very white, Why don't you go to the beach?
      By freeing the three summer months, students will be able to work in industry during the summer months, apply and sharpen their technical knowledge and also earn some money. Others may want to continue with their UROP during the summer, perhaps with a small salary stipend. Others may simply choose to go to the beach and that is OK as well. It will be very worthwhile if the Portuguese universities take the initiative in bringing students and industry together for possible summer employment.

     

     

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