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Vejo um pinguim ou uma janela voadora?
Contribuído por AsHeS em 13-02-02 23:43
do departamento empregos
perguntas techn0id escreve "A propósito de uma discussão que tenho vindo a ter nos últimos tempos, lembrei-me de propor ao debate este tema que seja como for parece ir suscitando algumas dúvidas: como está, afinal de contas o mercado de trabalho Linux em Portugal? Para alguém que se forme nos próximos tempos (ie, a médio prazo) e pretenda trabalhar em Linux no nosso país, quais são as suas reais perspectivas ? Será que, tal como querem fazer parecer, vivemos numa politica de "ou-trabalhas-com-microsoft-ou-então-não-tens-para-comer ?" ou será um pouco (muito) diferente a verdadeira realidade ? Apelando ao vosso conhecimento de causa, penso que seria proveitoso que fossem apontadas soluções tão concretas quanto possivel, já que no meu entender (e penso que no da maioria dos leitores do Gildot) este é um aspecto crucial do nosso futuro. "

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    Quality, not quantity (Pontos:3, Esclarecedor)
    por Dehumanizer em 14-02-02 0:16 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Pelo pouco que sei, é assim...

    Se trabalhas com Linux, tens menos empresas por onde escolher (muitas delas realmente não conhecem mundo fora da MS), mas por outro lado, as que tens são normalmente empresas "maiores" e "melhores", e que te darão mais valor (afinal, os teus "skills" são mais raros).


    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:Quality, not quantity (Pontos:3, Engraçado)
    por Gamito em 14-02-02 0:35 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://gamito.freezope.org/
    "Se trabalhas com Linux, tens menos empresas por onde escolher"

    Pegas em 5000 euros e faz a tua própria.
    Não custa nada. Ficas a fazer o que gostas, no fundo continuas a trabalhar para os outros, mas com mais liberdade. Só vantagens.

    Oops... esqueci-me que não te podes encostar à sombra da bananeira que senão o guito não vem no final do mês.

    Mário Gamito
    Re:Quality, not quantity (Pontos:3, Engraçado)
    por Branc0 em 14-02-02 0:39 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Se calhar nem mesmo a trabalhar no duro consegues que venha o dinheiro no fim do mês... pelo menos se tiveres uns encargos consideraveis.

    Arrancar com uma empresa nesta altura do campeonato não me parece muito boa ideia, principalmente uma empresa "esquesita"... com pinguins e essas coisas... *g*


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Quality, not quantity (Pontos:3, Engraçado)
    por Gamito em 14-02-02 0:50 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://gamito.freezope.org/
    É verdade que os tempos não estão fáceis. Estou completamente de acordo contigo.
    O mais difícil é gerares massa crítica e um bom portfólio (mais vale um com meia dúzia de bons clientes do quem com uma centena de mercearias da esquina).

    De qualquer modo, se fores bom, honesto, acreditares e gostares daquilo que fazes e conseguires aguentar os 1º/2ºs anos, estás lançado.
    Senão tens bom remédio, fechas a tasca, choras os 5000 euros e começas a folhear o Expresso ao Sábado :)

    Mário Gamito
    Re:Quality, not quantity - nem sempre funcemina... (Pontos:5, Interessante)
    por pls em 14-02-02 3:33 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://pls.mrnet.pt
    A realidade é simples: quem explora soluções menos "convencionais" tem menos latitude para fazer asneiras...

    Eu tenho uma empresa (salvo seja, tenho 25% de uma empresa) que aposta em tecnologias unix (i.e. linux e *bsd). Quando estou a competir com o "establishment" (i.e. microsoft, oracle e afins) tenho de vender "resultados", por oposição ao software "da maior empresa do planeta". Garantir "resultados" não é simples. Vender software, funcione ou não, da Microsoft é mais simples.

    É possível ganhar? É... mas perdem-se muitas "batalhas" pelo caminho. Muitas dessa batalhas são perdidas para nomes sonantes sem qualquer "sumo". É uma questão de credibilidade, e esta custa a ganhar e manter. Arrastar a credibilidade da Microsoft e afins para um processo negocial... ajuda.

    Estou convencido que o fundamental é as pessoas gostarem do que fazem, trabalharem no sentido de terem uma actividade profissional que seja gratificante, e se o caminho para o conseguir passar por vender este tipo de dificuldades vale a pena.

    Não sou rico, e as pessoas que trabalham comigo também não, mas gostamos do que fazemos na vida... e os meus clientes sustentam a empresa.

    PLS
    Re:Quality, not quantity - nem sempre funcemina... (Pontos:0, Interessante)
    por Anonimo Cobarde em 14-02-02 13:07 GMT (#24)
    Eu acho curioso estar-se sempre a falar da Microsoft em contraposição ao resto, mas o curioso é que eu tenho tb uma empresa mais ou menos idêntica à tua, e conheço mais umas 2 deste género, e no dia a dia debatemo-nos muito mais com propostas mirambulantes e carissimas em Oracle por exemplo do que em MS.
    Re:Quality, not quantity (Pontos:2)
    por Branc0 em 14-02-02 9:09 GMT (#12)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Been there, done that :)


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Quality, not quantity (Pontos:3, Interessante)
    por mvalente em 14-02-02 17:41 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    Arrancar com uma empresa nesta altura do campeonato não me parece muito boa ideia, principalmente uma empresa "esquesita"... com pinguins e essas coisas... *g*

    É giro como as pessoas, que normalmente preferem fazer as compras das roupas/sapatos/etc de marca durante a epoca de saldos, quando pensam em empresas e accoes invertem completamente o raciocinio...

    Arrancar com empresas *nesta* altura do campeonato é melhor ideia do que arrancar ou ter arrancado com elas quando os equipamentos estavam mais caros, a largura de banda tb, os escritorios idem e as pessoas nem se fala.

    Agora e' que vale a pena começar empresas. Especialmente com coisas esquisitas tipo "pinguins", mas com uma palavra chave: preços mais baixos e "politica de contenção de custos dada a actual recessão" (trau! as belas buzzwords para enganar os Srs Engs, carago!).

    O mesmo pressuposto se aplica à compra de accoes: agora é que elas valem a pena.

    Cumprimentos

    Mario Valente (a comprar accoes em saldos e a inventar maneiras de criar empresas maradas)

    Re:Quality, not quantity (Pontos:2)
    por Branc0 em 15-02-02 12:02 GMT (#46)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Arranja lá 5000 euros então que eu faço-me sócio contigo :)


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Quality, not quantity (Pontos:2)
    por mvalente em 15-02-02 12:45 GMT (#47)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    Os 5000 euros estao garantidos.

    Podes enviar para o meu email o "executive summary" do business plan (ou basta um sumario da tua ideia de negocio), para ver se me interessa investir, e as tuas competencias/CV para a implementar.

    Se assim for, os 5000 euros serao usados para criar e financiar uma Lda. Basicamente servirao para te pagar o salario durante 6 meses (contrato a termo), findos os quais, se o negocio for auto-sustentavel, poderás exercer a tua opcao de compra de uma quota de 9% por um valor simbolico e passar a contrato fulltime.

    Fico à espera.

    Cumprimentos

    Mario Valente

    PS - Atencao ao modelo de negocio: se for "ganhar dinheiro com banners" ou "percentagem nas transaccoes efectuadas" a msg vai directo para /dev/null....

    Me and my big mouth :D (Pontos:2)
    por Branc0 em 15-02-02 14:20 GMT (#48)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Eu estava a pensar numa coisa mais... tu teres o teu plano de negócio, teres o dinheiro e eu aparecer lá tipo colas e ficar com os rendimentos! :)

    Mais a sério, não me sinto com auto-confiança suficiente para fazer uma coisa dessas sozinho (embora já tenha pensado nisso centenas de vezes - nomeadamente na área de redes e servidores).
    Não é aqui uma questão de ter o dinheiro ou não, é uma questão de que sou um técnico e uma empresa precisa de muito mais que isso.


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Me and my big mouth :D (Pontos:2)
    por mvalente em 15-02-02 15:27 GMT (#49)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    Eu estava a pensar numa coisa mais... tu teres o teu plano de negócio, teres o dinheiro e eu aparecer lá tipo colas e ficar com os rendimentos! :)

    Deves!... :-) E eu sou o Pai Natal.... :-)

    não me sinto com auto-confiança suficiente para fazer uma coisa dessas sozinho

    Junta-te a colegas/amigos/conhecidos/gildotters...

    Não é aqui uma questão de ter o dinheiro ou não, é uma questão de que sou um técnico e uma empresa precisa de muito mais que isso.

    Uma empresa precisa acima de tudo de produzir algo: um produto ou um serviço. Portanto uma empresa não precisa de muito mais que o elemento produtivo. Neste caso tu, o tecnico. O resto depois vem por implicacao (marketing e vendas, burocratas e administrativos). Mas a base é quem produz o serviço/produto. Em alguns casos nem sequer é importante ou fundamental o "dinheiro".

    Obviamente que é mais "confortavel" e mais pratico começar com algum dinheiro, com alguem para tratar de papeladas e alguem para vender. Mas se isso nao existir, não é impeditivo para começar um negocio. Se for importante, repito: junta-te com mais 2 ou 3 pessoas.

    Cumprimentos

    Mario Valente

    Re:Me and my big mouth :D (Pontos:2)
    por Branc0 em 15-02-02 16:16 GMT (#51)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Era tudo muito bom, se essas duas ou três pessoas não fossem tão difíceis de encontrar...

    Também tenho sempre um problema com a parte das vendas... nunca sei como é que hei-de vender as coisas :)

    Não tens aí nenhuma Marta que se queira juntar a mim e aos teus 5000 euros? ;)


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Re:Me and my big mouth :D (Pontos:2)
    por pls em 15-02-02 16:18 GMT (#52)
    (Utilizador Info) http://pls.mrnet.pt
    A questão deve ser "mais" o que consegues fazer com 5000 euros (i.e. se calhar pagar uma parte a um dos componentes humanos do negócio e ganhares menos é uma ideia).

    PLS
    Re:Me and my big mouth :D (Pontos:2)
    por Branc0 em 15-02-02 16:23 GMT (#53)
    (Utilizador Info) http://www.branc0.f2s.com
    Uma coisa destas 5000 euros nunca da para muita coisa. No primeiro semestre estaria mais preocupado em não ter prejuizo do que em ganhar alguma coisa com o negócio.

    Mas como já disse, isto foi da boca para fora. Uma coisa destas não pode ser pensada numa discussão do Gildot... tem que ser com calma.

    Se não poder ser com calma, também pode ser ao jantar com um belo de um tinto :)


    "Se vi mais além do que outro, é porque estava nos ombros de gigantes."
    Sir Isaac Newton

    Ah homem como bolas! (Pontos:2)
    por pls em 15-02-02 16:16 GMT (#50)
    (Utilizador Info) http://pls.mrnet.pt
    Cobrir com o corpo os cheques que a boca de um gajo passa é sempre admirável. Gostei de ver esta. Muito, mas muito, cool!

    PLS
    Comer. (Pontos:3, Engraçado)
    por leitao em 14-02-02 0:27 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    Será que, tal como querem fazer parecer, vivemos numa politica de "ou-trabalhas-com-microsoft-ou-então-não-tens-para-comer ?"

    Depende se quiseres comer muito ou pouco.


    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias

    Re:Comer. (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 0:30 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    Se queres "comer" realmente muito, não trabalhas com computadores. Vais para a política, ou coisa parecida.

    Se trabalhas com computadores, quer à partida dizer que 1) tens alguns escrúpulos, e 2) é mais importante para ti fazer o que gostas do que simplesmente ter muitos zeros na conta bancária.

    Just MHO, of course...

    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:Comer. (Pontos:2)
    por leitao em 14-02-02 10:57 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    Se queres "comer" realmente muito, não trabalhas com computadores. Vais para a política, ou coisa parecida.

    Vai contar essa historia ao Steve Jobs, Scott McNealy, Carli Fiorina, Terry Semel, Larry Ellison e Matt Szully.

    De facto se calhar e' por isto (e por outras) que o mercado das IT em Portugal e' pequeno -- "o futebol da' mais dinheiro".

    Regards,


    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias

    Re:Comer. (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 11:03 GMT (#20)
    (Utilizador Info)
    Esses não trabalham com computadores. São donos de empresas que por acaso estão nesse ramo. É diferente.

    Mantenho o que disse: quem está em informática por razões puramente monetárias (como técnico, não estou a falar de ser dono de uma multinacional...), não é lá muito sábio.


    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:Comer. (Pontos:3, Interessante)
    por Cyclops em 14-02-02 10:52 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://greymalkin.yi.org
    Uma vez disseram-me que recusando-me a trabalhar com windows estava a neglegenciar 90% do mercado.

    1. Nao concordo. O mercado de servidores em GNU/Linux e cada vez maior
    2. Mesmo que fosse verdade, so me interessam os restantes 10% do mercado.

    Food for thought.
    A minha experiência... (Pontos:5, Esclarecedor)
    por Gamito em 14-02-02 0:30 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://gamito.freezope.org/
    "Será que, tal como querem fazer parecer, vivemos numa politica de "ou-trabalhas-com-microsoft-ou-então-não-tens-para-comer ?" "

    Em termos de servidores, linguagens de programação, RDBMS, sitezinhos web, intranets, LANs... acho que o Linux tem muita saída, salvo raras excepções. Normalmente o cliente quer é que o serviço funcione e quer saber em caso de problemas se tem assistência rápida e eficaz. Ele sabe lá o que é o PHP, o ASP, o postgre, o Apache, o IIS, o raio que o parta (atenção que há excepções, que são as poucas empresas com quadros informáticos inteligentes e que estão a fazer outsorcing de um trabalho qualquer xpto).
    Se fôr uma empresa credível a propor-lhe a solução Linux está tudo bem, desde que funcione.
    Aliás, IMHO em termos de servidores, a guerra já nem se põe tanto em termos de Linux vs. Microsoft, mas sim em termos de Linux vs. *BSD vs. *nixes comerciais.

    Agora quanto a desktop, confesso que é mais difícil. Embora nunca tenha tentado "impingir" desktops Linux uma vez que o restante já me ocupa o tempo, vejo o pessoal tão agarrado ao Office (ou melhor dizendo, aos seus formatos proprietários, mas disto as pessoas não se apercebem) que não vejo como pôr alguém a utilizar koffice, por exemplo.

    Isto leva-nos a um facto curioso: quando se trata de servidores, muitas vezes os clientes não percebem patavina da coisa, o que os leva a aceitar aquilo que lhes propuserem desde que funcione, se confiarem em quem lhes apresenta a proposta. E como o Linux até é à borliú...

    No desktop, no fundo também podem não perceber patavina, mas habituaram-se ao Word e ao Excel, que se acham entendidos (estão no seu direito) e... pum.

    Aqui há dias o leitao disse uma triste verdade: neste momento os formatos MSOffice são o "padrão" nas empresas. É absolutamente impensável chegar a um cliente e dizer-lhe que tem um desktop de borla, com um óptimo processador de texto, folha de cálculo, que nem vai precisar de perder quase tempo nenhum a (re)aprender a trabalhar com eles, porque a interface é parecida, se lhe dissermos ao mesmo tempo que com esse desktop ele não vai poder ler os ficheiros .doc e .xls que lhe mandam e não vai poder escrevê-los para os enviar.

    Eu não estou a dizer que isto é bom (longe de mim), mas por muito triste que isto possa ser (e é), é a realidade.

    Em resumo... trabalho em Linux há muito na área de servidores.
    Em desktop... zero.

    É a minha experiência.

    Mário Gamito
    Re:A minha experiência... (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 0:33 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Já participei neste thread, por isso não posso moderar. Mas se alguém concordar, por favor moderem o post do Gamito para cima. Muito bem dito.

    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:A minha experiência... (Pontos:2)
    por nmarques em 14-02-02 9:30 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://nmarques.xpto.org
    Yeaps, tens razao mas acrescenta o seguinte, se a empresa for de grandes dimensoes raramente tomam por opcao o linux, tendem mais para um unix comercial tipo hp/ux ou solaris, porque teem suporte e para grandes empresas preferem pagar uns milhoezitos a mais e ter suporte, se houver bronca, e so telefonar... A questao das cenas web, bem... Existem programadores ASP e VB a pontape, por isso normalmente tambem as escolhas caem sobre esse ponto. Para mim um programador web que nao saiba PHP, CGI seja em perl ou C, e bases dados PostgreSQL é um mau profissional que eu jamais contrataria... Porque, porque um bom profissional trabalha com as ferramentas que lhe dao, e neste caso, se o tipo percebesse de ASP/PHP/perl teria muito mais opturnidades de ser contratado que um badameco de ASP/VB... Depois existe a questao de que muitas empresas preferem microsoft porque qualquer tosco em 20 minutos mete um IIS a funcionar e configurar um apache com algumas coisas mais fora do comum ja nao é assim tarefa tao facil... Tens a questao da manutencao etc etc... Por vezes é mais economico pagar a licenca de um Windows 2K Advanced Server, MS SQL Server e programadores ASP arranjam-se a pontape, do que propriamente arranjar um bom programador e ter um jovem a administrar alguns linuxes espalhados pela rede, e os riscos de levarem com um code red ou variante ou qualquer estirpe de virus ou worm, sao um risco que eles nao se importam de correr!.

    --------------------------------------------
    If there is such a thing as too much power...
    I've not discovered it...
    Re:A minha experiência... (Pontos:2)
    por higuita em 14-02-02 9:42 GMT (#15)
    (Utilizador Info) http://raff.fe.up.pt/~eq92025/
    se lhe dissermos ao mesmo tempo que com esse desktop ele não vai poder ler os ficheiros .doc e .xls que lhe mandam e não vai poder escrevê-los para os enviar.


    mas sera' que ninguem conhece o openoffice?!?!

    posso dizer que o meu pai, trabalha neste momento unicamente com linux, trabalha com o open office, recebe e envia os .doc, .xls sem problemas

    ele funcionou muito tempo com windows, depois eu mudei-lhe para linux, depois do choque inicial de pequenas coisas serem diferentes, agora ja' mexe no linux e no open office como mexia no windows e no M$office

    e' tudo uma questao de vontade e de habito...
    se alguem ja' parte a contrariado para a mudanca, e' mais dificil, mas se tambem esta' interessado, acaba por aprender rapido as diferencas e a esquecer o windows

    esse interesse ajuda principalmente no combate o sentimento de ser um inculto informatico com o linux, quando em windows ate' se percebia das coisas... muitos nao mudam por causa deste sentimento, nao querem perder o "status" (nem que seja para eles proprios) e que teem medo de voltar a aprender e nao conseguir atingir o mesmo "status" que tinham

    quantas pessoas voces conhecem que sabem muitos truques no windows e no linux apenas sabem clicar no rato? essas pessoas se nao estao interessadas acabam por voltar sempre a fugir para o window$ onde se sentem mais a vontade e ao fazer isto apenas adiam ainda mais a aprendizagem do linux


    Higuita
    Re:A minha experiência... (Pontos:3, Informativo)
    por cgd em 14-02-02 11:50 GMT (#21)
    (Utilizador Info)

    sobre o openoffice...

    como 100% linux user, obviamente que procurei a ajuda do openoffice para me safar com os XLSs, PPTs, DOCs ect que recebo.

    o openoffice nao é totalmente compativel, segundo a minha experiencia.

    saquei a ultima versao que havia ha 2 meses (641) que tinha muito melhor compatibilidade, mas mesmo assim nao consegues substituir o office, porque, especialmente em documentos com mais detalhes (headers encaixilhados por exemplo, e/ou com track changes activados) nao ficam totalmente compativeis com as versoes word.

    outros ficheiros XLS mais complexos, tb nao funcionam como nas versoes M$.

    eu sei isso, porque recebi ficheiros desses para editar (DOCs), e tive que recorrer ao word (num PC que so serve para isso :/ ) para o fazer...

    o openoffice é porreiro para visualizar essa tralha, mantendo a maior parte da formatacao (figuras, tabelas, etc), para se ver apenas o texto, uso o antiword para DOCs, xlhtml para excell. as vezes tb uso o wvHtml para DOCs mas nao acho grande coisa.

    nota: atencao que considero o openoffice um excelente software, apesar de consumir bastantes recursos. considero ainda um trabalho incrivel o que eles conseguiram ao fazer reverse engineering a formatos binarios que acomodam uma serie de funcionalidades, e, nao so nao estao documentadas, como mudam constantemente... mas no sentido de compatibilidade total, falha, até porque é quase impossivel se-lo nestas condicoes.


    -- carlos

    Artesanato puro (Pontos:3, Informativo)
    por Anonimo Cobarde em 14-02-02 1:36 GMT (#9)
    Trabalho em linux/perl/php/mysql/whatever_open-source_thing. Ganho bem, dou-me bem. Nao tenho queixas.
    Se volta-se a trás escolhia o mesmo caminho ?
    Nao! Optava por Microsoft/Exchange/MS-SQL/ certified things... tem muita mais saida. A percentagem de empresas que os usam é muito maior... isso das skills linux/open-source serem mais "raras" e serem mais bem pagas é pura bullshit, pelo menos cá em .pt.
    Neste momento um "Microsofter" abre o jornal e tem 10 anuncios a que pode concorrer... um "Linuxer" se tiver um é muito bom.
    E as empresas ? "Linuxers" viram-se para ISPs e empresas "rebeldes"... as grandes empresas, que baseam toda a sua cultura informatica em consultoras, é tudo Microsoft... as consultoras so percebem disso.
    Só agora, muito lentamente estão a olhar para o bicho de sete cabeças que é o open-source.
    Re:Artesanato puro (Pontos:3, Interessante)
    por pls em 14-02-02 3:58 GMT (#11)
    (Utilizador Info) http://pls.mrnet.pt
    Trabalho em linux/perl/php/mysql/whatever_open-source_thing. Ganho bem, dou-me bem. Nao tenho queixas.

    E se são as tecnologias com que gostas de trabalhar és um tipo com sorte.


    Se volta-se a trás escolhia o mesmo caminho ? Nao! Optava por Microsoft/Exchange/MS-SQL/ certified things... tem muita mais saida. A percentagem de empresas que os usam é muito maior... isso das skills linux/open-source serem mais "raras" e serem mais bem pagas é pura bullshit, pelo menos cá em .pt. Neste momento um "Microsofter" abre o jornal e tem 10 anuncios a que pode concorrer... um "Linuxer" se tiver um é muito bom.

    Há mais emprego para andar a fazer reboots a windows e vender coisas associadas à Microsoft. Concordo. A maior parte do mundo utiliza essas tecnologias e gosta delas. É natural que assim seja.

    Se queres ganhar mais mercado é de considerares essa via (i.e. "gravatas" e "microsoft" e afins). Em termos práticos será a via mais simples.

    Mas também é importante que lides com tecnologias que te agradem, com as quais tenhas prazer em trabalhar. Ganhar dinheiro é importante e fundamental, não me interpretes mal, mas é igualmente importante gostar do que se faz. Quando se ganha um volume de dinheiro que permita viver com algum conforto (qb), o que faz a diferença é o esforço necessário para se ganhar, e no meu caso o esforço seria substancialmente maior se fosse trabalhar com o windows.


    E as empresas ? "Linuxers" viram-se para ISPs e empresas "rebeldes"... as grandes empresas, que baseam toda a sua cultura informatica em consultoras, é tudo Microsoft... as consultoras so percebem disso.

    As consultoras tendem a não perceber nada de nada. Apostam sempre no que for mais seguro, mais convencional, e quase sempre fazem disparates tremendos. Olha para os "mega-portais", para as "iols" e "sapos" e vez o lindo trabalho das maiores consultoras do planeta.

    Quanto às "empresas rebeldes" e "ISP's"... hum... nunca trabalhei em nada que não fosse uma dessas duas. Agora tenho uma "empresa rebelde". Desde que consigam pagar as suas contas, proporcionem um bom ambiente de trabalho, não as preferes a empresas "convencionais"?

    Eu prefiro. Já tive vários convites para estar à frente de empresas grandes (i.e. cargos de chefia muito bem pagos) e... francamente... não há dinheiro que me faça sair da Mr Net. Que me faça largar os meus unixes, a minha paixão por "brincar" com tecnologia, ser pago para fazer coisas que faria de borla (se não fosse preciso pagar "meloões" e "rendas de casa"). A Mr Net é a minha desculpa para poder ser um puto de 32 anos que se diverte à brava com aquilo a que os clientes chamam trabalho... :-)

    PLS

    ps: Ah! Não sou nenhum fundamentalista do "open-source", nem estou disposto a sacrificar "porra nenhuma" por "causa nenhuma" relacionada com linuxes e unixes. Gosto dos ditos cujos, consigo ganhar a vida a lidar com eles, consigo ter uma empresa em moldes que me agradam (i.e. os meus)... that´s it.
    Re:Artesanato puro (Pontos:2)
    por Devils_Advocate em 14-02-02 22:46 GMT (#44)
    (Utilizador Info)
    >Olha para os "mega-portais", para as "iols"
    >e "sapos" e vez o lindo trabalho das maiores consultoras do planeta.

    LOL !! Engraçado, não conheço nenhum mega-Portal assente em tecnologia Microsoft em PT e curiosamente tenho ideia de que tu proprio foste consultor de pelo menos o IOL e do Sic Online .... pelo menos foi o que ouvi dizer nos ultimos meses/ano ...
    Re:Artesanato puro (Pontos:2)
    por pls em 15-02-02 16:23 GMT (#54)
    (Utilizador Info) http://pls.mrnet.pt
    LOL !! Engraçado, não conheço nenhum mega-Portal assente em tecnologia Microsoft em PT e curiosamente tenho ideia de que tu proprio foste consultor de pelo menos o IOL e do Sic Online .... pelo menos foi o que ouvi dizer nos ultimos meses/ano ...

    Em ambos os casos tive oportunidade de "mandar umas bocas" a quem de direito. Em ambos os casos foram "ignoradas". No caso da IOL agora sou fornecedor de tecnologia (siteseed - ver www.de.iol.pt) e no caso da SIC estou a migrar tudo de vignete+windows para siteseed+unix (estará no ar a meio/final do mês que vem).

    Em nenhum dos casos sou consultor deles.

    PLS
    Re:Artesanato puro (Pontos:1)
    por Devils_Advocate em 15-02-02 17:01 GMT (#55)
    (Utilizador Info)
    OK, sorry. Foi uma boca maldosa (infeliz) da minha parte, e no caso da Sic online sei que de facto estás a dizer a ser sincero.
    Re:Artesanato puro (Pontos:2)
    por nmarques em 14-02-02 9:40 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://nmarques.xpto.org
    As empresas que se basem em consultoras normalmente teem datacenters cheios de frigorificos Sun, ciscos e cabecas de vento por la a andar!...
    Quanto ao microsofter ter trabalho a potes, sim em grandes empresas porque nas pequenas a solucao reside em MS porque qualquer tosco sabe mexer naquilo, e normalmente fica mais barato que certificar outro tosco para operar uns NT's de caca!. Quanto ao Linuxer e as tais empresas "renegadas" bem, nao é tao bom que elas existam ? Pelo menos o linuxer pode trabalhar em algum lado, ganhar algum, nao morre de fome, e faz algo que adora...! Maravilha, venham elas a potes!

    --------------------------------------------
    If there is such a thing as too much power...
    I've not discovered it...
    Re:Artesanato puro (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 9:54 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    As I said above... se o meu ÚNICO objectivo é ganhar $, não vou para tecnologias Microsoft, vou para o PS ou PSD.

    Trabalhar com informática já assume que, sendo o $ importante, não é a ÚNICA coisa importante.

    E posso garantir-te que se o meu patrão chegasse ao pé de mim e dissesse "Ok, agora ganhas o dobro, mas tens de desinstalar essa coisa estranha que aí usas, instalar Windows 2000 como toda a gente, passar a usar gravata, e administrar os nossos servidores Windows (nem é muito difícil, é carregar em 200 "nexts" por instalação, e um ou dois reboots diários)"...

    Advinha lá a minha resposta. :)

    Eu GOSTO do que faço. ACREDITO no que faço. O $ também é importante, mas não é a única prioridade aqui, nem sequer é a maior. Se só quisesse enriquecer, e mais nada, nem sequer estaria neste ramo.

    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Linux no mercardo de trabalho (Pontos:1)
    por ribeiro em 14-02-02 10:36 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://slam.sourceforge.net
    Ora viva, Quanto a Linux no mercado de trabalho, em Lisboa ainda existem umas firmas. Se alargares os horizontes para outras versões de UNIX (a que facilmente te adaptas), terás mais possibilidades. O mercado tem vindo a desenvolver apetências por UNIX, mas até que ponto ainda é algo que não vislumbro de uma forma clara. Trabalho para uma consultora, e tenho empregue Linux frequentemente, quer para ferramenta de analise de rede, quer para servidores. Estive inclusive um ano e meio num cliente em que 50% dos desktops do departamento de informatica era Linux. Infelizmente, o Linux ainda é visto com muito ceptismo no meio empresarial. Necessitamos de mais musculo de marketing e de arranjar uma forma de combater e integrar com os pseudo-standards da Microsoft. Aviso-te desde já é que se não tiverem uma boa dose de paciencia, não tentem trabalhar para consultoras. Pode estar dispostos a pagar mais, mas possuem outros pontos negativos. Outra alternativa pode ser encontrar um ISP que esteja disposto a pagar bem... Abraços, Ribeiro
    --
    Re:Linux no mercardo de trabalho (Pontos:2)
    por cgd em 14-02-02 12:00 GMT (#22)
    (Utilizador Info)

    sinceramente nao gosto muito deste tipo de posts (do meu saliente-se), mas.... muito bem dito! [o anterior :) ]


    -- carlos

    UNIX! (Pontos:4, Interessante)
    por cgd em 14-02-02 12:38 GMT (#23)
    (Utilizador Info)

    francamente, sempre me fez uma certa confusao a tara de linux per se.

    o linux é um Unix clone, portanto a keyword aqui é UNIX.

    quem mexe com linux devia ter sempre uma visao alargada a outros unixes, comerciais ou nao (mas em questoes de emprego, especialmente os comerciais).

    algumas coisas a que as pessoas que so mexeram em linux estao habituadas, nao vao funcionar noutros sistemas: os gnu utils implementam uma serie de add-ons em relacao aos utilitarios standard de unix (que entre unixes diferentes, tb nao sao totalmente compativeis) e tem-se estado a desenvolver uma serie de software que se tornou muito popular em linux, mas nem por isso noutros unixes (ver do artigo da carta aberta ao mario valente, quantos daqueles pacotes sao tipicos noutros unixes).

    por outro lado, existem uma serie de solucoes enterprise-like que se têm desenvolvido bastante nos unixes comerciais (nao necessariamente desenvolvidas pelo proprietario desses unixes) e que sao desconhecidas (nao so as aplicacoes, mas os proprios conceitos!) para muita gente que apenas se baseia em linux (nao toda!). exemplos disso sao: volume management, solucoes de backups a grande escala, clustering tools.

    portanto, a questao nao deve ser "qual o mercado de trabalho linux em portugal", mas "qual o mercado de trabalho Unix em portugal". em principio nao devera haver grandes problemas na transicao entre diferentes unixes, embora existam de facto coisas diferentes, a filosofia é muito semelhante, e com boas bases de conhecimento unix em geral, é sempre possivel fazer um trace do que se necessita. por exemplo: qual é o primeiro processo a correr em (qualquer) unix? o init. onde é que o init vai buscar a configuracao? ao /etc/inittab. a partir daqui sabe-se logo o que é que acontece durante o boot. quem nao sabe se os scripts de boot existem em /etc/rc ou /etc/init.d/* ou /etc/rc.d/*** pode sempre consultar o inittab. a partir dos scritps rc sabe como é que configura a rede, montam os discos ,etc... outro exemplo: qual é o /etc/*tab* onde estao os filesystems a ser montados? como é que se monta? com o mount. entao: strings /bin/mount | grep 'etc.*tab' ...

    em relacao à questao propriamente dita (sobre o mercado de emprego), eu diria que existem tres grandes areas: administracao, suporte e "consultadoria". o ultimo termo é mais vago, mas ja la vamos. em relacao a administracao, existe um numero de oportunidades razoavel e nao sao mal pagas. o trabalho consiste tipicamente em manter uma serie de servidores unix, que albergam uma serie de servicos (dos quais o ADM nao tem nada a ver com) e manter os servers sempre de boa saude (disco, mem, etc). tipicamente essas pessoas tb podem tratar de networking e firewalling. o suporte é suporte(!): substituir discos que se estragaram, verificar o estado de servicos de forma permanente... quanto a consultadoria, estava para escrever desenvolvimento (que seria a outra área óbvia), mas de facto nao vejo grande desenvolvimento unix based por ai. o que existe de facto sao muitas solucoes 3rd party, grandes e costumizaveis, a funcionar em unixes. essas normalmente precisam daquilo a que se chama "colagem", quer entre varias aplicacoes distintas, mas no mesmo sistema, quer na implementacao de modulos para essas aplicacoes, usando APIs das mesmas. isto nao sendo um desenvolvimento puro e duro (como fazer coisas de raiz, por exemplo) abrange desenvolvimento e tb sistemas... esta area deve andar ao nivel da adm a nivel de numero de oportunidades e a nivel de $$. em geral, eu diria que quem for bom em unix (quer em adm quer em desenvolvimento) nao deve ter grandes problemas de conseguir condicoes razoaveis (a nivel de $$) e trabalhar com algo que nao deteste particularmente.

    cya


    -- carlos

    Re:UNIX! (Pontos:0, Interessante)
    por Anonimo Cobarde em 14-02-02 15:43 GMT (#27)
    francamente, sempre me fez uma certa confusao a tara de linux per se.

    o linux é um Unix clone, portanto a keyword aqui é UNIX.


    Tens razão, se não tiveres em conta a liberdade do software. O GNU/Linux é um sistema livre, a maior parte dos chamados UNIX (Solaris, HPUX, AIX,...) não o são. Para mim que prezo muito a liberdade (do software e não só), é tão repugnante trabalhar com o MS-Windows como com o Solaris. E é igualmente repugnante trabalhar com software proprietário sobre GNU/Linux.

    Como será de esperar, estas convicções trazem-me ainda mais problemas para arranjar emprego do que dizer que não trabalho com produtos Microsoft. Acabei por seguir a opção do Gamito e criar a minha própria empresa. Hoje trabalho apenas e só com software livre. O primeiro ano foi difícil, a situação ainda não está famosa, mas as espectativas são boas. E isto para uma empresa que não fez publicidade, e que nem a sua página web colocou "no ar" (como diz o povo - em casa de ferreiro, espeto de pau :). Acho que isto prova que é possível, embora trabalhoso, fazer funcionar uma empresa sem recorrer a software proprietário.

    Não vale a pena responderem a dizer que sou um fundamentalista pois já ouvi esse argumento muitas vezes, inclusivé de amigos próximos (que continuam a ser meus amigos na mesma). :)

    Algumas destas considerações não se aplicam à mensagem a que estou a responder mas não me apeteceu criar uma thread nova e ficou tudo aqui. :)

    --
    Rúben

    Re:UNIX! (Pontos:2)
    por leitao em 14-02-02 16:33 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://linuxfreesite.com/~nunoleitao/
    Tens razão, se não tiveres em conta a liberdade do software. O GNU/Linux é um sistema livre, a maior parte dos chamados UNIX (Solaris, HPUX, AIX,...) não o são. Para mim que prezo muito a liberdade (do software e não só), é tão repugnante trabalhar com o MS-Windows como com o Solaris. E é igualmente repugnante trabalhar com software proprietário sobre GNU/Linux.

    Isto e' assim: nao gostas de software proprietario, nao uses. Mas uma coisa e' codigo livre e outra sao standards abertos -- eu dou-me feliz com empresas que promovem o ultimo (como a Sun e outras) -- agora, vires falar de "codigo aberto" como se fosse a solucao para todos os males e' um bocado uma atitude radical nao achas ?

    Regards,


    -- "Why waste negative entropy on comments, when you could use the same entropy to create bugs instead?" -- Steve Elias

    Re:UNIX! (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 14-02-02 17:01 GMT (#30)
    Codigo livre? Sinceramente, screw that!
    Uso unixes (ou unices, chamem-lhe o que quiserem) ha uns 10 anos, e sao o meu ganha-pao exclusivo ha cerca de 5. Ja tive os meus anos de fanatismo (embora sempre tenha abominado o uso de GNU antes de "Linux"); estranhamente, acabaram ha' 5 anos atras. O que se quer e'
    1) cumprimento de standards
    2) um minimo de portabilidade das aplicacoes

    Se o codigo e' livre ou nao, e'-me perfeitamente indiferente. Uso qmail como MTA, por exemplo, e o codigo e' tudo menos livre. So what? Posso edita-lo na mesma. Uso muito software comercial onde trabalho... E dai'? Corre nos meus SO de escolha (nenhum dos quais e' NT ou coisa parecida), tenho um bom suporte para ele, e qualquer RFE coerente que eu faca e' geralmente respondido. Software livre? E' muito bonito... Mas tambem ja' me queimei com ele muitas vezes.
    Poder ler, editar, dar e vender nao me garante absolutamente nada em termos de usabilidade, fiabilidade ou seguranca.
    Por outro lado, a adopcao de standards e um bom suporte garantem-me
    1) Portabilidade da informacao em caso de adopcao de outra solucao para o mesmo cenario.
    2) Satisfacao das minhas exigencias para o meu negocio.

    Codigo livre nao me adianta de nada se eu tiver que reescreve-lo todo para cumprir o RFC xpto. Nem me adianta de nada se eu nao tiver tempo ou paciencia para corrigi-lo. Codigo aberto, por outro lado, e' manuseavel e flexivel q.b. para adaptar quando necessario. Chega-me perfeitamente.
    Re:UNIX! (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 17:07 GMT (#31)
    (Utilizador Info)
    Estás à vontade para ser assim. Eu prefiro ter um pouco de idealismo na minha vida.

    Opções...

    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:UNIX! (Pontos:1)
    por anonymous.serious em 14-02-02 19:57 GMT (#40)
    (Utilizador Info)
    Espera até precisares deles... Achas que estes monstros se alimentam com quê? Idealismos?
    Re:UNIX! (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 17:08 GMT (#32)
    (Utilizador Info)
    Eu não iria tão longe a ponto de usar a expressão "repugnante" em relação a usar software proprietário... mas sem dúvida que prefiro que este seja livre.

    E sim, é por razões ideológicas. O facto de funcionar normalmente melhor é um bónus. :)


    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:UNIX! (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 17:52 GMT (#34)
    (Utilizador Info)
    Mas até lá, sente-se bem com o que faz.

    Isso ainda é importante para certas pessoas. Felizmente.


    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:UNIX! (Pontos:1)
    por jmce em 14-02-02 22:00 GMT (#42)
    (Utilizador Info) http://jmce.artenumerica.org/

    Pois, do ponto de vista de "conforto" técnico (não falando neste caso da questão, que também considero fundamental, das licenças), a seguir a trabalhar em Linux a segunda opção seria trabalhar sobre outras variantes de Unix. Certamente MUITO mais simpático para mim do que trabalhar noutras plataformas com os seus méritos mas outras "filosofias de vida" [do p.v. técnico] muito diferentes (como o VMS) ou simplesmente sadicamente difíceis de usar (como as (AGH) MS-coisas) (e não se admirem por haver quem as ache *difíceis* de usar, sim, pelo menos para alguns significados da palavra "usar").

    Mas também é verdade que a minha primeira acção em alguns casos em que trabalhei sobre Irix, Digital Unix, NeXTstep, AIX, ... era frequentemente instalar um conjunto de ferramentas GNU (já antes de usar Linux, quando até no DOS corria gcc) e outras sem as quais não me sentia confortável, começando pelo Emacs e às vezes até passando pelo gcc, mesmo sem este fazer as melhores optimizações, já que tive por algumas vezes problemas com os compiladores nativos, que naturalmente não seriam resolvidos de um dia para o outro. Assim de repente lembro-me também da "rotina" de instalar GNU make, bash, gnuplot, GNU m4, ghostscr1pt, autoconf, python, TeX, dvips, xmgr, xv, ...

    E a maior parte das vezes aconteceu no papel de utilizador, não no de administrador de sistemas (que nem sempre tinha pachorra ou capacidade para tratar da instalação mas pelo menos deixava fazê-la). Haja um compilador de C minimamente competente e acesso à Internet e lá se faz um ninho razoavelmente simpático. Suponho que esta atitude de acomodação não é muito rara, mesmo entre quem mais prefere as variantes "proprietárias" de Unix e sabe no mínimo correr um configure; make; make install.

    Diversidade (Pontos:2)
    por mvalente em 14-02-02 17:55 GMT (#35)
    (Utilizador Info) http://www.ruido-visual.pt/
    como está, afinal de contas o mercado de trabalho Linux em Portugal? Para alguém que se forme nos próximos tempos (ie, a médio prazo) e pretenda trabalhar em Linux no nosso país, quais são as suas reais perspectivas ? Será que, tal como querem fazer parecer, vivemos numa politica de "ou-trabalhas-com-microsoft-ou-então-não-tens-para-comer ?" ou será um pouco (muito) diferente a verdadeira realidade ? Apelando ao vosso conhecimento de causa, penso que seria proveitoso que fossem apontadas soluções tão concretas quanto possivel,

    O mercado de Linux, como o de Web design, como o de sysadms, como o de programadores, etc, etc estão todos de fraca saude. No entanto, o mercado das TI está de boa saude. A Europa precisa este ano de 700 mil tecnicos de TI.

    Isto para dizer que as perspectivas de alguem que se forme neste momento (ou que já trabalhe na area) não devem ser perspectivas de "vou/exijo trabalhar em Linux". Devem ser perspectivas de "vou aprender/saber/especializar-me no maximo de tecnologias possiveis e vou estar disponivel para trabalhar no que for necessario".

    A solucao concreta é ser multidisciplinar e ter horizontes abertos. Por oposicão a ser fanatico da tecnologia XPTO e usar palas nos olhos....

    Cumprimentos

    Mario Valente

    Re:Diversidade (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 14-02-02 18:49 GMT (#38)
    (Utilizador Info)
    Concordo... tecnologias são ferramentas. Não é suposto serem o objectivo final.

    Claro que há tecnologias que eu considero "agradáveis", "interessantes", até "fascinantes". Há outras que são para mim o oposto.

    Se trabalhar com uma tecnologia da qual gosto me dá X e trabalhar com uma que detesto me dá 3X, a pergunta que me tenho de fazer é: preciso realmente de 3X?

    Felizmente, não. Claro que ajudaria, mas neste momento ainda acho a satisfação pessoal e profissional mais importante do que os milhões que ganharia a fazer algo que detestasse.


    "We have no choice! Our Communist overlords will slay us if we fail in our mission!"
    - A chinese military officer, "Tales of Suspense" #50, 1964
    Re:Diversidade (Pontos:1)
    por Vampiro em 14-02-02 21:12 GMT (#41)
    (Utilizador Info)
    Concordo e reforço a afirmação... O ideal nesta área é abranger tudo e mais alguma coisa...como em tudo! No entanto o tempo e a desponibilidade nem sempre estão do nosso lado, por isso meus amigos procurem uma batalha onde possam "guerrear", aprender e a seguir conquistar! Estou a 1,5 ano nestas coisas... e digo-vos entrei com o cérebro "lavado" com tudo o que é "janelinhas"... de repente foi convidado a entrar no mundo Unix... terminais command line, etc... Muito bem entrei, fiz pela vida e cá estou, gosto do que faço e permaneço aberto ás duas vertentes... tento quanto possível abranger as 2... (para nós que ninguém no ouve... adoro trabalhar com o vi)... uma vez por outra uso um belo Dreamweaver e faço uma "flashadas"! Filipe Eusébio
    Filipe Eusébio
    yep, yep.. (Pontos:1)
    por techn0id em 14-02-02 22:38 GMT (#43)
    (Utilizador Info)
    Bom, muito obrigado pela vossa forte e objectiva participacao, pelo que me esclareceram e sobretudo pela forma correcta e civilizada como o fizeram.

    Pouco mais tenho a acrescentar, apenas dizer que a ideia generalizada que aqui ficou vai de um modo geral ao encontro do que eu entendia ser a realidade no nosso país.

    Ja' agora e ainda um pouco nesta linha do mundo do trabalho, saidas profissionais e condicoes queria lancar apenas mais um topico de discussao, no que toca ao chamado 'telecommute' (sp?) mas penso ser melhor escrever um artigo 'a parte e esperar que um dos nossos editores o publique caso ache de interesse.

    Mais uma vez, obrigado!
    Às vezes é sorte :-) (Pontos:2)
    por Gimp em 14-02-02 22:58 GMT (#45)
    (Utilizador Info)
    Como disse, às vezes é sorte, dependendo para onde vais trabalhar. Onde estou a trabalhar queriam alguém para desenvolvimento, tipo bd's, aplicações, alguns serviços em servidores...nunca foi referido o assunto *nix. O engraçado é que o meu primeiro projecto foi motivado pelo uso de software proprietário!!! Tinham um servidor de fax da Lotus que o abandonou e a licença foi-se...Garanti um servidor superior e que podia ser usado a partir dos wincrap num mês, o AS/400 ficava para depois. Hoje, com um envio médio de mais de 300 faxes dia(WIn+AS/400,e só os departamentos com mais volume), a recepção na calha, bds a funcionar nesse pc(PII 450 Mhz, podia ser pentium, com disco ide), http e mail para as notificações, o linux é visto com outros olhos. O grupo optou por uma intranet em Lotus Notes e quem conhece sabe que o Notes é muito guloso em recursos. Com meia dúzia de scr1pts em PHP fiz uma intranet pra nós e que não necessita do client para Notes e respectiva licença, usa-se o browser. Tive sorte, mas há uma coisa que me ajuda, a estabilidade do software, seja do SO seja dos outros programas. Em jeito de resposta ao que se falou acima sobre a validade ou não do código aberto, se o programa da Lotus fosse open-source, a licença não tinha caducado, a empresa não tinha ficado amarrada a uma solução proprietária e eu talvez estivesse a mexer com wincrap.


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