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Processamento distribuído em Portugal
Contribuído por scorpio em 26-01-02 23:54
do departamento
Portugal ReporterX escreve "Ao ler o artigo sobre o novo super-computador da Universidade de Coimbra surgiu-me a seguinte questão:
Como é sabido há muitos de nós que ocupam o tempo morto dos CPU's (e às vezes grandes CPU's) com processamento distribuído tipo SETI@Home, distribuited.net, etc.Não seria muito mais produtivo para o país se alguma universidade/instituição utilizasse esta filosofia de processamento distribuído para criar um projecto idêntico onde a comunidade científica entrava com os projectos para cálculo e os portugueses com o CPU ? "
Em vez de andarmos a gastar ciclos de CPU em projectos com objectivos pouco claros acerca da sua utilidade (caso do distributed.net ou mersenne.org), poderiamos estar a contribuir para a investigação portuguesa.

Se 20% dos CPU's portugueses que correm aplicações deste tipo, contribuissem para o projecto deste género as nosssas universidades teriam um poder computacional maior que o novo sistema inaugurado na Universidade de Coimbra.

Imaginem se a maioria dos PC's que existem em todas as universiades portuguesas tivessem a correr um programa destes...

32 bits e meio. | Quanto tempo é suposto uma impressora ser suportad  >

 

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  • Mais acerca Portugal
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  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Concordo (Pontos:2, Interessante)
    por {C00L|Z3R0} em 27-01-02 12:37 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.coolzero.org
    Concordo com a tua opinião, e eu aderia, pois o meu CPU anda mais tempo parado do que a processar... :)
    {C00L|Z3R0}@PTnet
    Re:Concordo (Pontos:1)
    por Lameiro em 27-01-02 22:31 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    O meu passa a maior parte do tempo que se encontra a trabalhar a processar WU's do SETI@Home...
    Achas mesmo ? (Pontos:1)
    por jorgelaranjo em 27-01-02 12:38 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://pensamentos.de/fueg0
    E achas mesmo que Portugal tem:

    * Utilizadores de internet suficientes ?
    * Utilizadores dispostos a instalar um software para isso sem contrapartidas ?
    * A largura de banda existente chegava ?

    e por fim...
    * Existe essa real possibilidade ?

    Agradecia respostas para ficar mais esclarecido.
    Não penses que este 'post' é para gozar... antes pelo contrário. É para esclarecer as minhas dúvidas.


    regards,
    Jorge Laranjo
    Webprof
    Re:Achas mesmo ? (Pontos:3, Informativo)
    por monge em 27-01-02 13:39 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://go.to/monk
    Como podes ver (por exemplo) aqui, ate' nao estamos nada mal classificados.

    It doesn't matter who made it... It matters who got the idea (monk)
    Re:Achas mesmo ? (Pontos:1)
    por corhel em 27-01-02 16:50 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Bom, estamos à frente do Brasil e da China. Isso é qualquer coisa...
    DI (Pontos:4, Informativo)
    por CrLf em 27-01-02 15:56 GMT (#4)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Nem sequer era necessário usar as máquinas do utilizador comum, bastava aproveitar o tempo morto dos PCs que estão espalhados pelas Universidades e respectivos departamentos de informática.
    Porque por exemplo na FCT/UNL muitas máquinas ficam ligadas nos laboratórios durante a noite a fazer nenhum. Quase todas elas têm o PVM instalado (a funcionar já é outra história) porque não usá-las como um cluster? É apenas uma questão de aproveitar recursos e gastar os 80.000 contos da outra notícia onde realmente são necessários.

    -- Carlos Rodrigues
    Re:DI (Pontos:1)
    por jorgelaranjo em 27-01-02 17:51 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://pensamentos.de/fueg0
    OK!
    Concordo.
    Os PCS no DI / CI / CP1 / CP2 da Universidade do Minho podiam estar ligados e trabalhar a noite toda e o dia todo.
    O dia já eles trabalham.
    E já agora, porque não aproveitar que todos os PCS estao ligados e utilizar os dos Profs e funcionarios ?

    Um Problema: Nao poderia este tipo de comunicacao 'blokear' a rede interna ?

    ;)
    regards,
    Jorge Laranjo
    Webprof
    Re:DI (Pontos:2)
    por joao em 27-01-02 20:41 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://www.nonio.com
    O problema óbvio desta ideia é que as pessoas não estão tão dispostas quanto isso para colaborar em projectos dos quais não podem tirar ganho pessoal.

    ----
    joao
    nonio.com - ciência, tecnologia e cultura
    Re:DI (Pontos:2)
    por raxx7 em 27-01-02 21:23 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://raxx7.no.sapo.pt/
    "Nao poderia este tipo de comunicacao 'blokear' a rede interna ?"

    A necessidade de interligação depende do que se vai fazes. Casos como SETI@Home e distributed.net funcionam bem sobre simples ligações dialup.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)

    Re:DI (Pontos:2)
    por CrLf em 27-01-02 22:02 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Um Problema: Nao poderia este tipo de comunicacao 'blokear' a rede interna ?

    Nem por isso, não estava a dizer que se matasse as máquinas ou a rede com trabalho, simplesmente podiam usar-se os ciclos que o PC passa sem fazer nada a executar tarefas relativamente leves durante o dia. Durante a noite estão mesmo sem fazer nada por isso fazer peso sobre a rede interna não é lá grande problema.

    Uma dificuldade são os reboots por parte dos utilizadores, mas para isso é que existe tolerância a falhas. Mais uma vez durante a noite as máquinas ficam ligadas trancadas nas salas por isso reboots só por falha de electricidade.

    -- Carlos Rodrigues
    Preço (Pontos:4, Informativo)
    por jig em 28-01-02 1:59 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    E por acaso vocês sabem que há Universidades que pagam 40.000c por ano só pelo aluguer de linha até à RCCN?
    Acham mesmo que a largura de banda que iria ser necessária / proveito daí tirado seria uma relação proveitosa?
    Eu acho que não.
    Actualmente essas Universidades pagam DO SEU BOLSO as infraestruturas e fazem-no para proveito próprio com fins bem definidos e recursos geralmente bem aproveitados (como é o caso da Internet cuja utilização deverá rondar geralmente os 100%).

    E se me vão falar na Universidade de Coimbra e nos 80.000c fiquem já a saber que esta Universidade não só filtra pirataria,pornografia e mp3 bem como divide criteriosamente a largura de banda por serviço (mail,http,etc).

    Num futuro não muito distante (espero) talvez isso seja uma alternativa viável.
    Aplicações/Aplicabilidade (Pontos:3, Interessante)
    por joaobranco em 28-01-02 21:38 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    O tipo de problemas a resolver teria necessáriamente de ser considerado nesta situação:

    Os supercomputadores paralelos habituais teem uma altissima largura de banda entre cada processador, e frequentemente capacidades de memória partilhada a "custo" (de cpu) baixo. Para estas máquinas, qualquer problema que tenha um minimo grau de paralelismo serve, pois não há grandes atrasos na computação devido à comunicação entre CPUs.

    Os clusters que estamos agora a usar (como o Beowulf que é a centopeia da UCoimbra) trocam um bocado de largura de banda entre CPUs por preços mais baixos por CPU/maior número de CPUs. É possível correr neles coisas que correm sobre ambientes como o PVM, mas se a necessidade de comunicação entre CPUs for grande, a performance pode ser até pior que a de um CPU único.

    Finalmente, coisas como o seti@home, distributed.net e afins especializam-se em tarefas que quase não teem necessidade de comunicação entre CPUs (são tarefas CPU-intensive, calculo numérico, mas ISOLADO). A comunicação faz-se normalmente em pequeno volume (recebe os dados - um pacote - no inicio e envia os resultados - outro pacote - no fim). As questões de largura de banda usada pela rede nem se põe muito, uma vez que normalmente a comunicação de dados é relativamente reduzida. Correr coisas como PVM simples em cima de uma rede destas era loucura, uma vez que os atrasos entre CPUs (nem é preciso falar de fiabilidade) tornariam qualquer computação leeeeenttttttttaaaaa.

    Porém o número de tarefas que tém estas as caracteristicas do seti@home é reduzida. No tipo de tarefas que faço, provavelmente nem um cluster Beowulf facilitaria muito (a menos que alterasse completamente a estrutura dos algoritmos a usar e desenvolvesse algoritmos paralelos para algumas coisas...).


    JB

    Agents móveis (Pontos:1)
    por Xizu em 30-01-02 9:16 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    Bem... Podia-se sempre usar a tecnologia de agents móveis para o processamento distribuído...

     

     

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