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Acordo Microsoft/DoJ
Contribuído por ajc em 02-11-01 19:27
do departamento meio-cheio-ou-meio-vazio
Microsoft O processo anti-trust da M$ pode estar prestes a acabar, pois o Departamento de Justiça e BillG chegaram a um acordo. As partes mais significativas são que a M$ é obrigada a divulgar as APIs do middleware, definido como incluindo browser, e-mail clients, media players, instant messaging software,..., a garantir que o seu middleware possa ser substituido por produtos concorrentes, tanto pelos fabricantes como pelos consumidores e, na minha opinião ainda mais importante, Disclosure of Server Protocols [...] it ensures that Microsoft cannot use its PC operating system monopoly to restrict competition among servers.
Vâo passar a viver em Redmond três peritos nomeados pelo tribunal, com acesso a tudo, para obrigar a M$ a cumprir.
O estados não aceitam, por isso isto ainda pode complicar-se mais para a M$.

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Referências
  • chegaram a um acordo
  • não aceitam
  • Mais acerca Microsoft
  • Também por ajc
  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Good! (Pontos:3, Interessante)
    por CrLf em 03-11-01 14:05 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Eu sou daqueles que sempre acharam que partir a Microsoft a meio seria um erro crasso, e que não resolveria nada. Agora este acordo parece-me estar no bom caminho, a opção certa é acabar com o embrace-extend-break que a Microsoft faz com tudo o que é standard, talvez se este acordo for para a frente eles sejam obrigados a fazer embrace-extend-publish. Com todos os protocolos publicados permite-se que software de diferentes origens comuniquem entre si (minando o monopólio) acabando por não só gerar mais concorrência dentro das plataformas MS como também pôe tudo o que é free software na frente da corrida (a grande pedra no sapato do free software ainda são os protocolos proprietários).

    Mas não esquecer a outra grande arma da Microsoft, não darem liberdade aos fabricantes de PCs para instalarem os SOs que bem entendam juntamente com o Windows.

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think we can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Re:Good! - NOT! (Pontos:1)
    por daniel em 03-11-01 15:21 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    Não discordando com o texto na íntegra, não concordo que seja uma good thing (tm) :)

    Vamos lá ver: isto foi uma grande vitória para a Microsoft (reports anónimos dizem terem-se ouvido muitos estoiros de garrafas de champanhe e festa all-night-long para os lados de Redmond) - as acções subiram em flecha e tudo parece bem no país das maravilhas.

    Além disso, o facto dos 17 or so estados (e em certa medida, muito bem) não concordarem com a "coisa" só vai fazer o tempo correr a favor de quem tem o vento de feição, ou seja, protelar, protelar... procrastinating como se diria em inglês.

    Fazendo aqui um trocadilho - a medida não parece mesmo um "settlement" (acordo), parece um "settle for less" (contentar-se com pouco), uma vez que, depois do caso "ganho" na barra dos tribunais, fica-se apenas por uma medida preventiva, quando se impunha com toda a força uma medida punitiva!

    Posto isto, não se esperem boas coisas vindas dessa frente, uma vez que é todo um jogo político e económico e inclusive agora, em tempos de águas agitadas, não convém "rock the boat" aos americanos. Como alguém disse, as garrafas de champanhe começaram logo a ser ouvidas no dia da vitória deste Bush - o presidente americano com o menor QI de sempre; em segundo lugar vem o seu pai, já agora.

    Abraços,
    Daniel Fonseca
    Re:Good! - NOT! (Pontos:2)
    por CrLf em 03-11-01 19:24 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Uma Good Thing(tm) incluiria tudo aquilo que disse, mas umas medidas punitivas também seriam bem vindas. Partir a MS a meio isso sim seria uma estupidez de todo o tamanho, porque a médio prazo (senão mesmo a curto prazo) ambas as partes se tornariam gigantes nas respectivas áreas, nada impediria que não colaborassem uma com a outra e também nada impediria que começassem a fazer incursões por outras plataformas, usando as mesmas tácticas de hoje (só não o fazem porque actualmente é tudo MS-centric) e ficariamos com a soma das partes maior do que o todo, o que não seria uma novidade basta lembrar a divisão do império petrolífero do Rockfeller cujas empresas descendentes são hoje por si só tão poderosas quanto o todo original.

    Por isso a minha preferência vai para forçar a MS a ser simpática e não cortar as pernas aos fabricantes e publicar tudo o que são especificações e impedir que esta se baseie em protocolos proprietários, porque é com estas armas que a Microsoft baseia o seu monopólio e nos impinge todo o tipo de porcarias, porque a concorrência (que tem muitas vezes produtos melhores) não pode usar esses protocolos (e depois temos ISPs MS-only). Tudo o resto quer se goste quer não são regras de mercado e por muito que se deteste a MS não a podemos deitar abaixo sem razão. Mas podemos pô-la a jogar dentro das regras.

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think we can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"

     

     

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