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Despesas em Portugal com software aumentam
Contribuído por BladeRunner em 10-09-01 15:03
do departamento aleluia-somos-um-país-rico
Verdinhas Segundo este artigo da ZDNet Portugal, o nosso país deverá este ano aumentar a sua despesa em software e serviços.
Prevê-se para este ano portanto, que represente 49% do total gasto em Tecnologias de Informação (!).
No artigo pasme-se..., lê-se que o ano passado "esta despesa ocupou apenas 42% do total das despesas em tecnologias da informação".
É fartar vilanagem, somos um país rico-todo-UE-self-made-man.
Se esta despesa diminuísse com a utilização de software Open Source, quanta investigação e produção não ganharíamos em vez de se andar a encher os bolsos do Império ?

LVM | Windows XP um SO para os adeptos do Linux ???  >

 

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  • ZDNet
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  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Reacções (Pontos:2)
    por buckley em 10-09-01 15:29 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://www.buckley.f2s.com
    Faço minhas as palavras do (Excelente) "manifesto" de Paulo Trezentos, aqui, que indica um caminho que até já foi apoiado e jah com alguns resultados, como podemos ver aqui ou .

    Um abraço,

    "Track number one; Mississipi number one, number two, number three and number four", Flaming Lips
    dinheiro não é pecado! (Pontos:3, Informativo)
    por BlueNote em 10-09-01 16:57 GMT (#2)
    (Utilizador Info)
    Acho que às vezes se pensa no Open Source como software "à borla" e o conceito não é exact. O Open Source é uma filosofia de desenvolvimento em que o fornecedor do software disponibiliza o código fonte do seu produto ao seu cliente. Se paralelamente resolve libertar parte ou todo desse código à comunidade para uso particular ou até ilimitado essa é apenas uma opção entre muitas.
    Uma empresa tem de sobreviver, para isso precisa de um modelo de negócio que gere lucros. Geralmente, tal significa que tem que vender o seu software, os proveitos de manutenção/desnvolvimento específico de "tunnings" para determinados clientes não têm resultado a não ser em nichos muito particulares. Não deixa de ser Open Source por isso... apenas tem que partilhar a source com os clientes pagantes!
    Re:dinheiro não é pecado! (Pontos:2)
    por Eraser em 11-09-01 10:23 GMT (#8)
    (Utilizador Info)
    Do ponto de vista do Open Source acho que o futuro está nos serviços e no apoio aos clientes e soluções.
    Sejamos realistas, se há quem faça pirataria de software closed source (isto é só uma suposição ;) ) não pensem que o software open source e "pago" não sofre do mesmo problema. Quanto a mim, acho que faz mais sentido o software ser livre, continuando a respeitar e reconhecer a autoria do mesmo, mas também de graça. Sendo assim de onde vêm os lucros necessários à sobrevivência de qualquer empresa? Nos serviços prestados pela mesma. Aí é que a empresa ,para além de poder desenvolver laços mais fortes com os seus clientes baseados na qualidade do serviço, pode diferenciar-se e mostar a sua mais valia.
    É nesta filosofia que encaixa a liberalização do software e a valorização dos recursos humanos (Quem sabe, sabe. Quem não sabe... ;) ) Assim o marketing em termos de negócios B2B passa a ser orientado a qualidade de serviço e ao know-how da empresa. Obviamente que isso não assim tão importante para o home user pelo que a força de marketing das grandes empresas de software em B2C continuará a ser o maior trunfo das mesmas.

    Fiquem bem!

    JP
    Software não é só MS e os Serviços são um Mundo (Pontos:2, Informativo)
    por Ricardo Dias Marques em 11-09-01 0:02 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    Boas!

    Parece-me que se está a esquecer que o peso dos 49% é para software e para serviços

    Ora, serviços é um MUNDO. Presumo que os 49% incluam, por exemplo - mesmo não conhecendo os dados do estudo a fundo - também um desenvolvimento de um website, mesmo que seja feita exclusivamente feito com tecnologias Open Source (o pessoal de empresas que desenvolvem sites normalmente NÃO trabalha de graça! ;-)

    E quem diz desenvolvimento de websites, diz programação de aplicações (que podem ser programadas em Java, C++, Delphi, Python, etc). E há bastantes ferramentas de desenvolvimento para algumas destas linguagens que nem sequer são do "Império" - suponho que "Império" fosse uma referência à Microsoft.

    Além disso, analisando alguns trechos do artigo da ZDnet, vê-se referência a alguns sectores de grande crescimento: sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) - o que me lembra logo SAP, que não é da Microsoft; e sistemas CRM (Customer Relationship Management), o que me lembra Siebel. E "em cima" das licenças de software de ERP e CRM, o que temos? Claro: temos a consultoria (serviço) para a sua implementação, logo $$$ para pagar a analistas, programadores, etc...

    Moral da história: Talvez a expressão "fartar vilanagem" seja um pouco excessiva :)
    Um abraço a todos, Ricardo

    Re:Software não é só MS e os Serviços são um Mundo (Pontos:2)
    por Gamito em 11-09-01 8:10 GMT (#4)
    (Utilizador Info)
    "Parece-me que se está a esquecer que o peso dos 49% é para software e serviços"

    Não, não esqueci. Está lá escrito que a despesa vai aumentar para software e serviços.

    Quanto ao resto, empreguei a expressão "se esta despesa diminuísse" e não "se esta despesa acabasse" (com a utilização de software livre).

    Mário Gamito
    educação, ensino
    Open Source é usada e abusada (Pontos:2, Interessante)
    por Vx em 11-09-01 9:33 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Caros amigos, os ambientes ditos open source (leia-se linux/apache/mysql ou postgres/perl) são muito usados. Mas o facto de eles não custarem dinheiro não significa que o developer que torra as pestanas até às 4 da manha para cumprir prazos não ganhe dinheiro.
    Apesar de uma licença para um CPU de SQL200 custar à volta de 800 contos e um MySQL ser de borla, o gajo (no bom sentido claro) que o vai manter ganha mais e é mais raro que o gajo (de novo no bom sentido) que mantem um SQL2000.

    À pouco tempo tive uma discussão com um dos meus superiores onde defendi uma plataforma desse genero para um backoffice editorial de um jornal cujo nome não posso revelar mas que começa por P e termina em O e tens as letras UBLIC no meio (sim.. eu ouço a Radio Comercial um abraço para o Homem que mordeu o cão) e a razão apresenta foi simples. Da-se um pontapé numa pedra e encontram-se 10 gajos a programar VB (por exemplo) enquanto achar pessoas para desenvolver plataformas em C, C++, JAVA(isto já vai sendo mais facil) ou é PERL muito mais dificil.

    Por isso meus senhores, não se iludam, o dinheiro não vai para licenciamento.. vai para o developer (e é merecido).


    Vx
    ----------------------------------------
    Accept that some days you are the pigeon and some days the statue.

    Re:Open Source é usada e abusada (Pontos:2)
    por Gamito em 11-09-01 10:08 GMT (#6)
    (Utilizador Info)
    O dinheiro não vai para licenciamento ?
    Quanto custou a plataforma (hardware/software) onde corre esse jornal ?
    E quanto custaria se fosse open source ?

    Tu até me dás razão quando dizes "À pouco tempo tive uma discussão com um dos meus superiores onde defendi uma plataforma desse genero para um backoffice", certo ?

    Mário Gamito
    educação, ensino
    Re:Open Source é usada e abusada (Pontos:1)
    por McB em 19-09-01 14:55 GMT (#9)
    (Utilizador Info)
    Quanto custou a plataforma (hardware/software) onde corre esse jornal ?
    Posso garantir-te EU que nesse jornal possui alguns servidores Open Source
    Mais não te posso dizer...


    Yours,
    McB!
    They told me it need Windows 95 or better, so I chose Linux
    Re:Open Source é usada e abusada (Pontos:1)
    por Vx em 11-09-01 10:21 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    Posso dizer que comparando com o dinheiro gasto em desenvolvimento.. o preço da plataforma pode nem sequer ser considerado.
    Vx
    ----------------------------------------
    Accept that some days you are the pigeon and some days the statue.

     

     

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