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Os gestores X, os Desktops e as Aplicações
Contribuído por BladeRunner em 06-06-01 20:59
do departamento what-a-mess
X MortH2O escreve "Boas. Não querendo lançar nenhuma flame, pode-se dizer que uma das falhas mais evidentes do Linux..."
... é a quase incompatibilidade que existe entre aplicações, por exemplo, feitas para Gnome e para KDE.

Esta é a falha mais grave, principalmente para newbies ou windowze's users (habituados a trabalhar somente com janelinhas) já que ao instalarem o Linux, escolhem um dos desktop managers (por vezes, escolhem os dois - gnome e kde - não existindo depois o problema) e depois pretendem executar aplicações do outro, tendo como resposta "tem que instalar isto e aquilo" ou "para instalar esta aplicação, tem que instalar outro desktop manager".
Por outras palavras, se tivermos o desktop KDE e quisermos instalar alguma aplicação gnome (um exemplo não muito bom: gnorpm), teremos que instalar pelo menos, as librarias base do gnome.
É certo que estas aplicações foram desenvolvidas utilizando as livrarias de um ou outro desktop manager, logo exigindo a instalação destas, mas será que não poderia existir entre os vários desktop managers um protocolo que seria aplicado nas suas bibliotecas, e consequentemente nas aplicações, definindo uma API entre aplicação e desktop manager/Gestor X? Ao existir este interface entre aplicações e managers/gestores X, qualquer aplicação gnome correria em kde e vice-versa.
Ao contrário do que se verifica para quase todas as áreas funcionais do unix (network, filesystem, etc...), existe portanto, falta de protocolos que definam pelo menos uma API a que todas as linguagens para desenvolvimento de aplicações tenham de obedecer, que iriam permitir uma abstracção entre aplicações e par gestor X/desktop manager.
Ou seja, enquanto não houver uma uniformização e definição de funcionalidades comuns entre aplicações e managers/gestores, o Linux falando somente na vertente do Linux com interface gráfica, não conseguirá alcançar os outros denominados SO's (apesar desses não terem problemas de concorrência entre gestores X e entre desktop managers) se continuar a existir esta confusão e incompatibilidade entre os vários ambientes e respectivas bibliotecas.
Ou estou enganado?

Pedro Marques

AutoBiografia do Linus Torvalds | Os jardins murados do Admirável Mundo Novo  >

 

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  • Linux
  • MortH2O
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  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:2, Esclarecedor)
    por raxx7 em 06-06-01 22:17 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    Embora estejas um pouco enganado nos pormenores, tens razão quanto à falta de standards para a criação de aplicações para X.
    O caso mais grave, na minha opinião, são mesmo os desktop environments (Gnome, KDE, etc). Estes são suposto criar uma framework comum para os programas trabalharem, mas o facto de existirem N vai completamente contra o conceito de comum.
    Nisto o inimigo e a Apple levam decididamente a melhor.
    Não só a framework é única, como me parece ser bem melhor... mas até tentar copiar um boneco do Corel Draw para o Star Office em Linux não me pronuncio.
    Porque que é que existe esta variedade toda? Pessoalmente creio que se deve a uma falta de compreensão do conceito, que levou a que ninguém fizesse logo um destop environment suficientemente bom aliado ao melhor espirito *nix de fazer cada um por si. Nisto, o X Protocol foi uma feliz excepção.

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:1)
    por Strange em 06-06-01 22:35 GMT (#5)
    (Utilizador Info) http://strange.nsk.yi.org/

    Porque que é que existe esta variedade toda? Pessoalmente creio que se deve a uma falta de compreensão do conceito, que levou a que ninguém fizesse logo um destop environment suficientemente bom aliado ao melhor espirito *nix de fazer cada um por si.

    Mentira. No máximo os destkops ja' existentes eram perfeitos ou suficientemente bons para os users. Ainda hoje configuro e trabalho no gnome nao mto diferente de quando usava o twm nas maquinas do CI da UM. Nessa altura o meu desktop tinha 6 botoes, incluindo o do logout e o relogio e o aviso de email, e nao precisava de mais nada. Pois nao tinha as 3 consolas? Editar um texto: vi; fazer umas contas: bc ou moosaico; chat: telnet moosaico ou as outras dezenas deles; browsing: alt+f2 ou deslocar o rato ate' a outra janela virtual e usar o netscape. Que mais precisava eu? Tudo o que necessitava era executado no arranque. Pelo contrario, o framework do windows e'-me completamente disfuncional. As janelas umas em cima das outras, sempre que tenho q comprar texto ou ter texto disponivel para referencia la' tenho eu que redimensionar todas as janelas. Para trabalhar decentemente numa unica janela toca logo a maximiza-la. E' impressionante como apenas em windows sinto necessidade de que um programa me ocupe todo o ecra e esconda tudo o resto para poder trabalhar decentemente. Sera' talvez nojo do desktop do windows? talvez... O X apenas com um xterm e' mais produtivo para mim que o windows. E ja' trabalhei em X apenas com um xterm (ate' sem wm). Ate' prefiro um vt100 a um windows. E nao digo isto por mero fanatismo ou sem justa causa. Largos anos trabalhei com o windows e apenas conhecia esse OS (com a chegada do w95 ainda havia coisas que prefiria fazer com a linha de comandos do DOS. Ainda hoje e' mais facil e rapido formatar uma diskette na linha de comandos que no explorer). Passado dois meses de entrar na universidade e um mes de conhecer os vt100, fui iluminado(!) e compreendi a futilidade do windows... E' claro que isto e' apenas a minha opiniao, e apenas espero que conte como tal.

    hugs
    Strange

    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:1)
    por Ludos em 06-06-01 22:44 GMT (#6)
    (Utilizador Info)
    Opiniões, mas eu penso que uma coisa ninguem pode negar, os desktop do windowze para multimedia é melhor que um X para um *nix, i.e. Os copy/paste's de textos formatados a outras coisas do genero ... Enfim Opiniões :-)
    -------- Some man see things as they are and say, Why ? E dream things that never were and say, Why not ??
    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:2)
    por CrLf em 06-06-01 23:02 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Depende do que queres fazer. O X sempre foi forte ao nível da criação de efeitos para cinema, por exemplo, mas num desktop multimédia o seu principal problema é a falta de suporte por parte dos fabricantes de hardware... enfim um problema recorrente e que parece não andar a melhorar muito.
    Quanto a textos formatados... tens razão, end of story.

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:2)
    por Cyclops em 07-06-01 10:07 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    > Os copy/paste's de textos formatados a outras coisas do genero .

    O Windows nao faz copy paste nenhuns. Apenas providencia um espaco de memoria para meter la bytes. O que as aplicacoes fazem com esses bytes e completamente diferente. Copiar texto formatado no Word nao implica que ele seja colado formatado no photoshop, por isso nao digas asneiras, va.
    Sempre a atirar pedras... (Pontos:1)
    por monge em 07-06-01 12:35 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://go.to/monk
    Nao concordo que o que ele tenha dito seja uma asneira!
    Ja' e' um problema ha' bastante tempo o que ele relatou...
    A diferenca e' que no windos tem um unico sitio para meteres la' lixo (a clipboard), enquanto no Linux, tb tens uma clipboard (ou varias), mas funciona mal e porcamente (normalmente so' funciona entre programas do mm desktop--whick sucks!).
    Embora este problema nao me chateie mt... mas da sempre jeito.

    Cumps,
    Luis Monge.

    It doesn't matter who made it... It matters who got the idea (monk)
    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:1)
    por mlopes em 07-06-01 10:17 GMT (#14)
    (Utilizador Info)

    "Pelo contrario, o framework do windows e'-me completamente disfuncional. As janelas umas em cima das outras, sempre que tenho q comprar texto ou ter texto disponivel para referencia la' tenho eu que redimensionar todas as janelas. Para trabalhar decentemente numa unica janela toca logo a maximiza-la. E' impressionante como apenas em windows sinto necessidade de que um programa me ocupe todo o ecra e esconda tudo o resto para poder trabalhar decentemente."

    É exactamente isso que sinto quando uso o Windows, é esse o motivo que me leva a achar estranho pq que tanta gente diz que o windows é melhor que o Linux no desktop, aquilo está péssimo.

    Eu também utilizei o windows com alguma regularidade até meio de 1999, e também me custou mudar da rápida e eficiente linha de comandos do PC-DOS (com o 4DOS) para o mostrengo pesado e lento do windows, e não foi por má vontade, pois eu lembro-me de esperar pelo lançamento do windows 95 convencido que aquilo ia ser algo de bom, já que se falava do fim do PROTECTED mode e de coisas como o DOS4GW, dizia-se que se iria poder reaproveitar computadores que na altura já eram considerados lentos( 80386 ), o pior foi quando o experimentei, lentissimo em pc's topo de gama, e assim que lhe toquei crashou.

    Talvez seja a situação acima descrita, que se veio a repetir várias vezes (com exepção da parte de esperar pelos lançamentos) e o facto de não ter controlo sobre o meu computador em Windows, que me levam a desgostar tanto da Microsoft, e depois ainda tenho que ouvir os MS-fanáticos a chamarem-me de fanático por utilizar Linux, e expressões como "linuxers" e "mundo linux", que para mim não querem dizer nada, pois só podem ser expressões vindas de quem só vê um SO à frente, eu também utilizo (pouco) FreeBSD, serei então um FreeBSDer ou um BSD/Linuxer? e se utilizasse windows era um Microsofter? Provavelmente se fizesse dual booting era um MicroLinuxer.

    A questão aqui é: eu tenho o direito de gostar ou não de um SO, e utiliza-lo ou não sem ter que apanhar com uma série de atrasados sempre a mandar bocas só porque não uso windows ou qq outro SO.

    E chega que já me desviei um bocado do tópico, fico-me por aqui.........


    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:1)
    por raxx7 em 07-06-01 13:37 GMT (#24)
    (Utilizador Info)
    Aqui esta um belo exemplo de falta de compreensao do conceito de framework que os desktop environments sao suposto trazer. Mas tambem, que esperar de alguem que usa o ambiente grafico para correr o vi? Prefiro o modo de texto para isso, e' bem mais confortavel!
    Primeiro estas a confundir um window manager (tmw) com os desktop environments(Gnome, KDE, CDE, etc). Eu nao estou a falar da disposicao de elementos graficos (janelas, menus, botoezinhos) no ecra, embora o habito que muitas aplicacoes de X tem para criar janelas na root window para tudo e mais alguma coisa me irrite.
    Eu estou a falar de um conjunto de funcionalidades comuns para aplicacoes graficas. Sejam coisas simples como determinar que aplicacao deve ser usada para abir um ficheiro ou um URL, seja para coisas mais sofisticadas como inseir objectos criados por uma aplicacao noutra.
    Ja' agora, este comentario foi escrito no lynx, num QVT 61 :)

    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:2)
    por Strange em 07-06-01 16:07 GMT (#27)
    (Utilizador Info) http://strange.nsk.yi.org/

    Mas tambem, que esperar de alguem que usa o ambiente grafico para correr o vi?

    O que querias que corresse? O gedit? O StarOffice? O Abiword? Para que esses se faço tudo o que se pode fazer nos outros no vi, e mais rapidamente?

    Prefiro o modo de texto para isso, e' bem mais confortavel!

    Ter que andar sempre a mudar entre consolas de texto e X nao' e' assim tao confortavel.

    Eu estou a falar de um conjunto de funcionalidades comuns para aplicacoes graficas. Sejam coisas simples como determinar que aplicacao deve ser usada para abir um ficheiro ou um URL, seja para coisas mais sofisticadas como inseir objectos criados por uma aplicacao noutra.

    Para isso tens o mime e magic numbers. Isso tudo funciona mto bem ate' em modo de texto. Ale'm disso, quem nao sabe que aplicacao se deve usar para abrir determinado ficheiro talvez nao tenha essa mesma aplicacao e de nada lhe serve poder definir graficamente que aplicacao usar.

    A minha framework prefirida e' a CLI, talvez por isso mesmo nao seja eu o tipo apropriado para discutir estas coisas.

    Ja' agora, este comentario foi escrito no lynx, num QVT 61 :)

    Interessante. E notaste a falta de alguma das coisas que entedendes pertencerem a um framework grafico?

    hugs
    Strange

    Re:Razões Históricas, pela enésima vez (Pontos:1)
    por raxx7 em 07-06-01 22:18 GMT (#29)
    (Utilizador Info)

    Para isso tens o mime e magic numbers. Isso tudo funciona mto bem ate' em modo de texto. Ale'm disso, quem nao sabe que aplicacao se deve usar para abrir determinado ficheiro talvez nao tenha essa mesma aplicacao e de nada lhe serve poder definir graficamente que aplicacao usar.

    Sim, a lista de mime types funciona lindamente em qualquer modo. Contudo, talvez queiras uma lista separada para ser utilizada pelos programas com interface gráfico, para que quando estás a trabalhar em modo texto seja invocada uma aplicação e quando estás em ambiente gráfico seja invocada outra, talvez uma aplicação gráfica. O problema, é que não existe uma mas várias: os programas para Gnome consultam uma, os de KDE outra & so on... isso é que é o problema.
    Quanto a um sistema capaz de concorrer com o OLE do windows... em linux apenas tentar copiar dois pedaços de texto entre aplicações pode revelar-se problemático. Copiar um objecto mais complexo deve de ser interessante... :)
    E, não, não notei a falta de nenhuma das funcionalidades que entendo pertencer a um framework gráfico, mas também não precisei de fazer copy paste entre duas apliações diferentes. E o problema em Linux não é tanto a falta de um framework ou as suas capacidades limitadas, porque isso cria-se, melhora-se, mas sim o facto de haver mais de uma. Pensa como seria se houvesse dois sistemas de ficheiros, com API's e name spaces diferentes...


    Remember to be the Killer, not the Victim! (Nuklear Girl)
    Exemplo infeliz (Pontos:2)
    por CrLf em 06-06-01 22:54 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    O exemplo do Corel Draw e StarOffice não é lá muito feliz, um é uma porcaria que usa o Wine (Corel), o outro é o exemplo de como se consegue reinventar a roda quadrada pela n-ésima vez e mesmo assim falhar, um sistema operativo dentro de si mesmo, lento e pesadão!

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Offtopic (Pontos:1)
    por Castanheiro em 07-06-01 12:29 GMT (#20)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/users/fdc10056
    quando li a descrição que fizeste do staroffice lembrei-me logo do mozilla... No fundo os dois não são tão diferentes como isso...
    livrarias sao la' fora (Pontos:1)
    por Strange em 06-06-01 22:20 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://strange.nsk.yi.org/

    Nao sao livrarias, mas sim bibliotecas.

    E existe sim uma API, a API xlib, mas muito lowlevel. Depois apareceram toolkits, tipo Motif, comercial, e copias livres. Para resolver esses problemas e' que cada um usa outras bibliotecas mais highlevel (gtk+ e qt), desenvolvidas independentemente. De resto, como milhares de outros programas usam uma ou outra biblioteca, e como instala-las nao e' um bixo de 7 cabecas, nao vejo onde esta' o problema.

    Alem disso, existem sim protocolos bem definidos para gestores de janelas que ambos seguem. E tambem usam outros protocolos padrao, tipo CORBA.

    E nao vejo qualquer incompatibilidade entre cada wm. Pode-se usar qualquer um e usar dentro desse wm outro programa p/ outro wm. Podem nao ter a funcionalidade completa, ou serem um pouco mais lentos a carregar, mas as razoes para tal sao obvias.

    A gtk+ e a qt are a good thing (tm). Se cada aplicacao tivesse que ser feita pela unica API universalmente aceite, a xlib (no universo POSIX, claro (ou OSF, nao sei ao certo)), programar nos Un*x seria um pesadelo. Se se decidissem a definir uma API mais highlevel, ainda estariamos 'a espera que ela seja completada, ou iriamos na vigesima terceira revisao, ou cada vendor decide implementar apenas umas partes ou adicionar extensoes proprietarias, etc. O pesadelo normal.

    Alem disso, esperas mesmo que pessoas atirem anos de trabalho ao ar (gtk e qt) para seguir uma nova e por provar api qualquer definida por ppl que mto provavelmente decidiria tudo sem tomar em conta o ppl da gtk e qt (talvez considerassem o da qt, ja' que foi criada com fins comerciais).

    Alem disso, o Unix nao e' reconhecido por padroes universais. Os filesystems variam de SO para SO e de release para release, a API sockets foi definida pelo BSD, ao contrario da API do SysV, sem contar com outras nuances como bcopy/memcpy, virtual terminals, etc.

    hugs
    Strange

    Re:livrarias sao la' fora (Pontos:1)
    por Czar em 07-06-01 11:29 GMT (#17)
    (Utilizador Info)

    Boas,

    "e como instala-las nao e' um bixo de 7 cabecas"

    So nao o e para quem perceber minimamente de Linux, pois pores um windows user a instalar librarias, ainda por cima se derem problemas de dependencias e sem janelinhas aonde pudesses passar a vida a carregar no Yes ... nao sei nao ... mas acho que se iam aos arames ... e entao se calhar achavam que era melhor fazer mais um reboot e espera que ja estivesse a funcoinar :) ...

    Czar

    Re:livrarias sao la' fora (Pontos:1)
    por Strange em 07-06-01 12:10 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://strange.nsk.yi.org/

    Falando de bibliotecas e windows, quem nao teve tambem a experiencia de programas para windows, feitos marioritariamente em VB, que nao trazem todas as bibliotecas necessarias para correrem? O que fazem os lusers nessa altura? E' que a mensagem de erro que lhes da' sempre e' mais incompreensivel que a que lhes da' o rpm (this package requires package x)... lusers ha' tanto em windows como em linux. Precisam e' de usar um pouco a cabeça de vez em quando para nao lhes morrerem os neuronios todos de solidao...

    hugs
    Strange

    Re:livrarias sao la' fora (Pontos:1)
    por Czar em 07-06-01 13:42 GMT (#25)
    (Utilizador Info)

    "feitos marioritariamente em VB, que nao trazem todas as bibliotecas necessarias para correrem? O que fazem os lusers nessa altura?"

    Pois, nesta altura fazem um reboot :) , e se mesmo assim ainda nao funcionar chamam o suporte tecnico, ou simplesmente deixam de usar a aplicacao ... ora, nao "gostava" de ver isso a acontecer em linux, nao a parte dos reboots, mas sim a nao utilizacao das aplicacoes so pq nao conseguiram instala-las/corre-las, tal como em windows ...

    Czar

    Re:livrarias sao la' fora (Pontos:1)
    por MortH2O em 07-06-01 11:42 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://go.to/mortagua2000
    Ok, peço desculpa pelos erros, mas o que eu quis dizer foi:

    E que tal as aplicações serem independentes dos Desktop managers?

    E já agora:
    Alem disso, o Unix nao e' reconhecido por padroes universais. Os filesystems variam de SO para SO e de release para release, a API sockets foi definida pelo BSD, ao contrario da API do SysV, sem contar com outras nuances como bcopy/memcpy, virtual terminals, etc.

    Não é reconhecido por padrões universais, mas tem protocolos bem definidos para tudo isto, de forma a que qq aplicação que os use não se tenha que preocupar(quase), por exemplo, com o FS que está disponível.

    A gtk+ e a qt are a good thing (tm). Se cada aplicacao tivesse que ser feita pela unica API universalmente aceite, a xlib (no universo POSIX, claro (ou OSF, nao sei ao certo)), programar nos Un*x seria um pesadelo. Se se decidissem a definir uma API mais highlevel, ainda estariamos 'a espera que ela seja completada, ou iriamos na vigesima terceira revisao, ou cada vendor decide implementar apenas umas partes ou adicionar extensoes proprietarias, etc. O pesadelo normal.

    Acho que estás a ser muito pessimista e estás a confundir um bocado a maneira de trabalhar no universo Linux com a maneira de trabalhar(?) naquela empresa, onde mal sai um protocolo livre, tratam logo de lhes adicionar extensões que depois não libertam.

    MortH2O

    Re:livrarias sao la' fora (Pontos:2)
    por Strange em 07-06-01 15:58 GMT (#26)
    (Utilizador Info) http://strange.nsk.yi.org/

    Acho que estás a ser muito pessimista e estás a confundir um bocado a maneira de trabalhar no universo Linux com a maneira de trabalhar(?) naquela empresa, onde mal sai um protocolo livre, tratam logo de lhes adicionar extensões que depois não libertam.

    Infelizmente nao estou. A unica razao para o relativo sucesso do windows em workstations e servers e' mesmo o facto da grande miscellania de unixes existentes e nao muito compativeis entre si. Isso ate' ha' uns anos, quando se juntaram todos e tentaram definir o que seria um Unix.

    Se todos seguissem os mesmos padroes, nao seria necessario aplicacoes tipo autoconf, automake, imake, etc...

    E' preciso nao esquecer que os Unixes tambem eram comerciais, e cada um queria vender o seu...

    hugs
    Strange

    Raios partam... (Pontos:1, Despropositado)
    por Cyclops em 06-06-01 22:29 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    ... sera que nao veem que a competicao e boa? Ou acham que so e ma quando se trata do monopolio da MS?
    Re:Raios partam... (Pontos:2)
    por MavicX em 07-06-01 9:13 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    Niguem está a falar da competição.

    Mas sim da falta de compatibilidade entre os diferentes Windows managers .
    In other words... (Pontos:2)
    por Dehumanizer em 06-06-01 22:34 GMT (#4)
    (Utilizador Info)
    ... choice is bad because users are too stupid to choose anything?

    Ná, não vou nessa. Desculpa lá...

    Qualquer distro de linux instala por default tanto as kdelibs como as gnome-libs. Para não o ter feito, já foi preciso o utilizador tê-las des-seleccionado na instalação... e um "mortal comum" não faria tal coisa (é só next, next, next, next, ok, next, reboot, já está).

    Logo, tudo funciona. End of story. :)


    "Ford, you're turning into a penguin. Stop it." - Arthur Dent
    Diversidade e Interoperabilidade (Pontos:2, Informativo)
    por CrLf em 06-06-01 22:50 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    (...)é a quase incompatibilidade que existe entre aplicações, por exemplo, feitas para Gnome e para KDE.(...)

    Isto já começa a ser menos verdade, as aplicações que seguem os standards definidos para ambos os ambientes são na maior parte das vezes compatíveis umas com as outras, por exemplo, é possível fazer drag 'n' drop de um mp3 do konqueror (KDE/QT) para o xmms (GTK).
    Se se falar em diferenças de aparência, bem, tanto o GTK como o QT suportam themes (o QT suporta até themes de GTK) podendo ser configurados para aparentarem ser o mesmo toolkit.

    (...)e depois pretendem executar aplicações do outro, tendo como resposta "tem que instalar isto e aquilo" ou "para instalar esta aplicação, tem que instalar outro desktop manager".(...)

    São raríssimos os programas que necessítam mesmo do ambiente a correr. Com a excepção de applets para as respectivas barras, 99% dos programas podem ser corridos de dentro do desktop "rival" ou mesmo de qualquer window manager.

    (...)Por outras palavras, se tivermos o desktop KDE e quisermos instalar alguma aplicação gnome (um exemplo não muito bom: gnorpm), teremos que instalar pelo menos, as librarias base do gnome.(...)

    Quanto a isto não há escapatória, as bibliotecas são mesmo necessárias, e, sinceramente não vejo problema, instalam-se as bibliotecas do gnome e do KDE e pronto... usa-se o WindowMaker.
    Esta parece ser uma critica constante e sem fundamento absolutamente nenhum, qualquer dia querem correr programas de X sem as Xlibs, além disso ninguém se parece queixar quando um qualquer programa de windows para dizer "Hello, World!" ocupa dezenas e dezenas de Mb em disco, mas toda a gente se queixa de ter de instalar uma dúzia de Mb das gnome-libs (todas, porque as próprias gnome-libs só ocupam 3Mb).

    (...)mas será que não poderia existir entre os vários desktop managers um protocolo que seria aplicado nas suas bibliotecas, e consequentemente nas aplicações, definindo uma API entre aplicação e desktop manager/Gestor X? Ao existir este interface entre aplicações e managers/gestores X,(...)

    Quanto a APIs binárias ao nível das bibliotecas... nada feito, isso seria o mesmo que fazer um merge ao Gnome e KDE, coisa que ninguém quer (diversidade é o que a malta quer) além de que um é maioritáriamente C e o outro C++. Quanto a outros protocolos, já existe quase tudo o que é necessário para que programas feitos para um ou para outro cooperem em run-time, para drag 'n' drop existe o XDND que é usado tanto pelo QT como pelo GTK (bem como por outros toolkits). Para protocolos do window manager, os já antigos continuam a funcionar bem (aqueles que permitem por exemplo um programa dizer que não quer botão de maximize), mas mesmo os específicos de cada ambiente não são exclusivos, por exemplo o WindowMaker suporta tanto os protocolos do Gnome, sendo um Gnome compliant window manager, como os do KDE (1.x porque do 2.x não faço a menor ideia) podendo substituir o kwm.

    (...)Ou seja, enquanto não houver uma uniformização e definição de funcionalidades comuns entre aplicações e managers/gestores, o Linux falando somente na vertente do Linux com interface gráfica, não conseguirá alcançar os outros denominados SO's (apesar desses não terem problemas de concorrência entre gestores X e entre desktop managers) se continuar a existir esta confusão e incompatibilidade entre os vários ambientes e respectivas bibliotecas. Ou estou enganado?

    IMHO estás mais ou menos enganado. Sim, é preciso mais interoperabilidade entre as aplicações feitas para ambos os desktops (é preciso que os programadores sigam os standards que já existem à montes de tempo). Não, não é preciso uniformização dos ambientes porque liberdade de escolha e diversidade é o que o comum dos utilizadores de Linux (e outros *nix porque nem o KDE nem o Gnome são Linux only) quer, e se houver a interoperabilidade mencionada acima (já existe mas ainda é preciso melhorar) qualquer outro utilizador pode escolher o ambiente que mais lhe convém e depois caso seja necessário executar programas do outro ambiente, sem que isso lhe cause perda de funcionalidades (e convenhamos que normalmente os programas de QT e GTK, actualmente os dois toolkits mais utilizados de longe, seguem práticamente as mesmas convenções a nível de interface).

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Protocolo para clipboard? (Pontos:2)
    por CrLf em 06-06-01 23:05 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Alguém me sabe dizer se existe algum protocolo de transferência de dados para um clipboard ao estilo do que o XDND faz para o drag 'n' drop (independente de desktop manager)? As selecções de texto simples não contam ;)

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Re:Protocolo para clipboard? (Pontos:1)
    por mlopes em 07-06-01 10:26 GMT (#15)
    (Utilizador Info)
    Mesmo as selecções de texto simples por vezes dão problemas, já tive problemas desses a fazer copy/paste de e para o Netscape.
    Re:Protocolo para clipboard? (Pontos:2)
    por CrLf em 07-06-01 13:25 GMT (#23)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Disseste a palavra chave, netscape. O netscape é uma porcaria com as selecções de texto mas a culpa não é do X, é do netscape mesmo.

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Tentar esclarecer um pouco mais... (Pontos:1)
    por Eraser em 07-06-01 11:22 GMT (#16)
    (Utilizador Info)
    Viva MortH20 ;)!

    Acho que posso ajudar a esclarecer um pouco mais. Pelo que percebi a ideia é a seguinte:

    ------------       |---|       |---|
    |          |       | A |       | W |
    |   Gnome  |  -->  | P |       |   |
    |   (Ap)   |       | I |       | M |
    ------------       |   |       | A |
         .             | H | ---\  | N |
         .             | L | ---/  | A |
    ------------       | E |       | G |
    |          |       | v |       | E |
    |   KDE    |  -->  | E |       | R |
    |   (Ap)   |       | L |       |   |
    ------------       |---|       |---|

    (Uma imagem vale mill palavras mas também vale mil trabalhos. Ufa!)

    A ideia era haver uma API de alto nível que fosse utilizada por quaquer aplicação X e que não utilizasse nada proprietário. A implementação seria feita por cada W.Manager repesctivo. Assim poderia correr qq aplicação sobre qq WM sem problema. Não existiria dependências especificas de bibliotecas do ponto de vista gráfico já que a API seria implementada pelos vários WM. Os aspecto e comportamentos finais poderiam variar conforme a implementação. A liberdade e diferenciação continuam lá mas as aplicações nunca mais se preocupariam com o WM. As ferramentas de desenvolvimento só precisariam de gerar código que utiliza-se a API. Quando fizesses download de uma aplicação só precisavas de puxar as bibliotecas desenvolvidas para a aplicação. Acho que isso ajudava a meter um pouco de ordem nos desktop em termos de aplicações e de ferramentas de desenvolvimento. Não se perde diversidade nem direito de escolha que são alguns dos grandes trunfos do desktop do Linux. :)

    Penso que era esta ideia do MortH2O ;)
    Venham daí esses comentários. Se acham isto mal digam porquê.

    Fiquem bem!
    JP

    Ps: O desenho deu uma trabalheira dos diabos mas acho que explica a ideia de uma maneira genérica, dividindo só em 3 camadas: aplicação, API, WManager. Espero ter ajudado. :)

    flames... ou talvez n... (Pontos:1)
    por __soup_dragon__ em 07-06-01 13:06 GMT (#22)
    (Utilizador Info)
    oh meu, inda nem acabamos de agitar o landrade e tu jah keres comecar outra sessao? :-))

    agora a serio, eu jah tive a pensar 1 pouco nisto e acho q a culpa n eh do kde ou do gnome. se fores a ver, ateh recentemente nem sker tinhamos uma livraria standard em todos os compiladores de c++ e cada um inventava as suas classes. o que eh que mudou? standartizaram-se as coisas.

    o que a malta precisa eh dum standard de interoperabilidade - um dakeles a serio, bem pensado. um tipo o corba, que n tenta forcar as pessoas a utilizarem 1 unica linguagem. um standard q permita haver 1 grupo de funcionalidades desponiveis em qq toolkit, como por exemplo look & feel configuravel. um standard q permita abstraires-te das implementacoes em particular (signals & slots?) e concentre-se nas tarefas (quando carregas no botao A a funcao OBJ.B eh chamada). e, como o corba, vai ser lento mas bem feito - nada de fascismos a la windows. eh preciso programar proh amanha :-D

    se tu fores a ver, a maior parte dos toolkits estah de acordo em muita coisa a nivel do interface. a confusao comeca qd tentas forcar todos a implementarem o mesmo interface da mesma maneira com a mesma linguagem. um destes dias, a malta (Qt/GTK/[insere o teu toolkit favorito aki]) tem de se sentar e pensar: o q eh q todos temos em comum?

    os meus dois kwanzas :-))

    libs... sim, e as dll? (Pontos:1)
    por BlueNote em 07-06-01 17:18 GMT (#28)
    (Utilizador Info)
    Epah, essa história de se ter de instalar as libs do gnome e do kde não é um mal assim tão grande... no windows instalam-se montes de libs para suportar cada programa... as famosas dll! Não é tudo assim tão padronizado como se pensa... apenas é silencioso (quando corre bem, e muitas vezes não corre...) e o user nem se apercebe... afinal o installshield não diz a ninguém o que faz enquanto que os rpm e dbm vêm "às postas" e são muito "verbose".
    Debaixo do capôt e Win32 (ligeiramente offtopic) (Pontos:2)
    por CrLf em 07-06-01 22:18 GMT (#30)
    (Utilizador Info) http://students.fct.unl.pt/~cer09566
    Chateia-me que o pessoal esteja sempre a enaltecer a standardização e uniformização do Windows, como tu dizes, quem sabe o que se passa debaixo de toda aquela closed-sourciness? Ao menos no Linux (e não só) sabemos o que criticar e do que estamos a falar ao contrário do Windows.

    Se as APIs do Windows são alguma indicação do que se passa lá por baixo, então estamos ainda pior do que parece à primeira vista. A API Win32 e familia são o maior aborto que eu já vi, diz-se tanto que o Windows é user-friendly mas ninguém diz que é absolutamente developer-unfriendly!

    -- Carlos Rodrigues

    - "I think my men can handle one little penguin!"
    - "No, Mr. Gates, your men are already dead!"
    Re:libs... sim, e as dll? (Pontos:1)
    por mlopes em 08-06-01 16:57 GMT (#32)
    (Utilizador Info)
    Quem nunca teve a falta do VBRUNXXX.DLL, era um erro frequentissimo no windows, que obrigava a ir buscar o ficheiro e colocá-lo à mãozinha na directoria certa.

     

     

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