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Et tu Marinha Grande ?
Contribuído por chbm em 04-05-01 18:01
do departamento tuperwares...
Tecnologia mvalente escreve "A historia de como a Corning , fabricante dos famosos Pyrex e outros utensilios de cozinha, se transformou no fabricante no. 1 de fibra optica e no processo revolucionou e enriqueceu a região.
É caso para perguntar, e Portugal com a Marinha Grande ? Era capaz de fazer o mesmo ? Seria possivel ? E em caso afirmativo, teriamos politicos e empresários capazes de compreender o desafio e correr o risco ?
Cumprimentos, Mario Valente "

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    O verdadeiro link para a história (Pontos:3, Informativo)
    por joaobranco em 04-05-01 18:19 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    É este.

    De qualquer forma, a ideia de destruir um negócio "slow-growth" para investir num negócio "high-potencial, high-growth" não é própriamente uma ideia portuguesa, da Marinha Grande ou de Lisboa...

    JB

    JB

    Cá e Lá (Pontos:3, Interessante)
    por js em 05-05-01 1:38 GMT (#3)
    (Utilizador Info)
    Disclaimer:
    É fim de semana, malta, não liguem muito, nem tentem encontrar semelhanças entre os números que inventei e a realidade. Isto sou só eu a divagar...

    Lá: Dez malucos têm uma ideia para um produto/empresa.
    Cá: Dez malucos têm uma ideia para um produto/empresa.

    Lá: Os dez malucos procuram particulares, amigos e conhecidos que queiram trabalhar na ideia e/ou financiá-la.
    Cá: Os dez malucos vão procurar programas de incentivo público que os possam financiar.

    Lá: Dos dez malucos, um desiste porque não sobreviveu ao primeiro embate entre a ideia e a realidade. Os outros ultrapassaram essa fase e prosseguem, tendo já conseguido gente para começar a mexer (nem que seja só o maluco e o canário lá na garagem).
    Cá: Dos dez malucos, um desiste porque não teve ânimo para escavar os regulamentos à procura do caminho para o balcão certo. Os outros prosseguem, tendo descoberto os nomes de todos os institutos e reunindo todos os papéis e carimbos necessários.

    Lá: Dos nove malucos restantes, seis desistem porque não encontram quem queira comprar o que sai da garagem deles. Três prosseguem, tendo um sucesso ao nível da venda de bolinhos lá aos vizinhos.
    Cá: Dos nove malucos restantes, seis desistem porque depois de apresentarem os papéis e carimbos todos viram os projectos recusados; alguns ficam a resmungar que "aquilo é só cunhas". Três prosseguem, não porque os projectos tenham tido alguma espécie de sucesso no contacto com a Realidade, mas porque duma forma ou doutra arranjaram financiamento dum qualquer programa chamado "de apoio ao desenvolvimento" ou afim.

    Lá: Dos três malucos restantes, um fica contente por vender bolinhos aos vizinhos. Os outros dois tentam expandir o negócio, quer resolvendo problemas de distribuição (levar bolinhos a vizinhos mais longe), quer resolvendo problemas de produção (descobrindo como fazer bolinhos mais saborosos, ou mais vistosos, ou mais baratos, ou mais rapidamente, ou mais fáceis de embalar, ou ...).
    Cá: Dos três malucos restantes, um fica satisfeito com o financiamento, limitando-se a arranjar maneira de estoirar a massa toda construindo criativamente justificações plausíveis para o financiador. Os outros dois alugam instalações, colocam anúncios para contratar gente, compram equipamento e preparam-se para começar a sua produção.

    Lá: Dos dois malucos que quiseram ir mais longe, um conseguiu e expandiu o negócio por várias cidades, e o outro acabou por falir, depois de ter dado vários passos que acabaram por ser maiores que as pernas.
    Cá: Dos dois malucos que conseguiram chegar à fase de começar a descobrir Problemas Reais, um não conseguiu ultrapassar as várias dificuldades provocadas pelo Duro Embate da Realidade (o mesmo género de dificuldades que derrotou os sete primeiros malucos de Lá) e desiste. O outro também não conseguiu produzir grande coisa, pois afinal ele esteve este tempo todo a desenvolver a sua aptidão para se movimentar no meio da Burocracia (e das cunhas?), e não a esgatanhar-se para resolver os problemas concretos do dia-a-dia da empresa. Mas encontrou outro caminho para o Sucesso: começou por ser entrevistado por um programa de TV onde contou a história da sua Corajosa Iniciativa, depois por outro, e acabou por ser pago para aconselhar os candidatos a Jovens Empresários a fazer as coisas "como deve ser".

    Lá: Toda a gente fica mais rica.
    Cá: O pessoal constata que o país está cada vez mais atrasado e reclama contra a falta de Incentivos Oficiais ao Desenvolvimento. O Governo lança solicitamente mais sete programas de apoio e cria três organismos de fiscalização mais dois obresvatórios e uma comissão para acompanhar o problema. Diz que para fazer isso precisa cobrar mais impostos, mas toda a gente compreende e acha bem, pois é por uma Boa Razão.

    A facilidade de acesso ao mercado é diferente... (Pontos:4, Interessante)
    por js em 05-05-01 4:10 GMT (#4)
    (Utilizador Info)

    A facilidade de acesso duma empresa americana ao mercado é brutalmente diferente da de uma empresa portuguesa. Nos EUA, uma empresa (não importa de que dimensão) pode lançar um produto numa cidade e, se pegar, lança-o a seguir num monte de cidades. Em Portugal apenas existe Lisboa e (já muito menor) o Porto. Como resultado, os americanos têm um ambiente de experimentação muito mais rico e variado.

    Há não muitos anos, e teorizando com os meus botões, dei comigo a pensar que da maneira que o mundo está a evoluir, isto poderia transformar-se numa vantagem para Portugal. Porquê? Porque com a crescente facilidade de acesso a mercados de outros países, qualquer empresa decente que comece em Portugal tem que começar logo a pensar no Mundo todo, enquanto que as empresas que comecem nos EUA podem começar a pensar "apenas" (uff...!) no mercado americano. Seria uma manifestação do princípio "a necessidade aguça o engenho". Foi giro pensar isto, pois porventura terá sido o mesmo género de "necessidade" que originou a expansão há quinhentos anos: Portugal, um reino periférico e muito mais atrasado que os reinos europeus de então, não tinha mais nenhum lado para onde se virar e virou-se para fora, para o mar. Se as empresas nacionais se virem obrigadas desde o início a virar-se para fora, pode ser que isso se traduza numa vantagem "cultural" e, eventualmente, numa atitude mais competitiva e eficaz do que a das empresas que nascem em grandes países e que por isso não precisam senão do mercado interno para crescer à farta.

    Mas, realmente, não me parece... Acho que precisávamos duma coisa parecida com o antigo MITI (o Ministry of International Trade and Industry japonês) a coordenar e apoiar a sério as empresas nacionais na conquista de mercados estrangeiros. Nada desta palhaçada que por cá grassa, que nem sequer consegue fazer coordenadamente uma mísera campanha de marketing que apoie o nosso turismo...

    Re:A facilidade de acesso ao mercado é diferente.. (Pontos:1)
    por mlopes em 05-05-01 11:49 GMT (#6)
    (Utilizador Info)

    "Porque com a crescente facilidade de acesso a mercados de outros países, qualquer empresa decente que comece em Portugal tem que começar logo a pensar no Mundo todo(...)"

    Isto poderia ser uma vantagem, mas o teu comentário anterior explica porquê que as coisas não são bem assim.

    Re:Hummmm ! (Pontos:2, Esclarecedor)
    por mlopes em 05-05-01 11:51 GMT (#7)
    (Utilizador Info)
    Não percebo porquê que estes comentários estupidos são sempre feitos por AC's. Será falta de coragem para falar em seu próprio nome....?

     

     

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