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CTT entram no futuro (pelo menos assim pensam)
Contribuído por js em 02-05-00 4:17
do departamento quero-lá-saber-o-dinheiro-não-é-meu
Portugal vaf escreve "Parece, segundo notícia no honorável site directo.co.pt, que os senhores decisores dos CTT decidiram dar um passo em frente naquilo que eles poderão chamar a informatização dos seus serviços (eu chamaria um passo atrás...). As escolhas da discórdia no desenvolvimento... "

Para se decidirem sobre que tecnologias a implantar, decidiram contratar os honoráveis serviços dos Professional Services (seja lá o que isso for) da ainda mais honorável Compaq, para criarem a workstation-padrão para os CTT. Será uma máquina-tipo que será instalada em mais de 3000 computadores!

Os senhores da Compaq optaram por uma solução MS Windows 2000 + MS ActiveDirectory + MS Exchange. Eles dizem que será uma opção que privilegiará a segurança de todos. Mais pormenores na dita página.

Pergunto eu:

Os senhores da Compaq terão optado por esta solução simplesmente porque pensavam que era a melhor? Ou terão tido pena de uma empresa amiga de longa data, com a qual têm uma relação algo promíscua?
Terá sido esta solução a mais rentável, ou simplesmente não conhecem (quem quer que seja que tenha tido o poder de decisão) nenhuma outra?
Quanto custa isto tudo?

Por último,

Já ouviram falar em software livre?

(bem me parecia que não)

Cumprimentos,
Vasco Figueira

Oracle supera Microsoft | Tutorial para o GPG  >

 

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Referências
  • página
  • vaf
  • notícia no honorável site directo.co.pt
  • Mais acerca Portugal
  • Também por js
  • Esta discussão foi arquivada. Não se pode acrescentar nenhum comentário.
    Nem sempre... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 02-05-00 10:05 GMT (#1)
    Fundamentalismos à parte...
    Primeiro, o win2000 não é o 'Win98' nem o 'Workstation'... está muito melhor(seja lá o que isso for). Move-se bem e não se desfaz como o win98.

    Segundo, falas de custos ?
    Sabes o que é que eles usavam antes ? Aposto que era Windows... sabes o que se perde em termos de tempo e dinheiro a formar um "iletrado informático". ? Ao menos se vem de windows e vai para windows não se nota tanto.

    Ok, as licenças são caras, mas que sugeres ? Linux como workstation destas pessoas ? Quê... vamos mudar o software todos dos correios só pq somos a favor do software livre ?
    Há quem pense 2 vezes e faça as contas por ti...

    É o mal das soluções proprietárias... uma vez elas sempre elas ? Talvez... mas tb ainda não chegou a altura do Linux como "desktop", talvez para nós, não para os "outros".
    Lá chegaremos...

    Re:Nem sempre... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 02-05-00 11:34 GMT (#2)
    Não era Windows, era um sistema baseado num servidor central utilizando como interface um terminal VT. Aposto que o novo sistema será muito + fácil de utilizar pelos empregados. Cumprimentos.
    Re:Nem sempre... (Pontos:1)
    por mazevedo em 02-05-00 17:25 GMT (#5)
    (Utilizador Info) http://mazevedo.welcome.to
    Mais fácil? Dúvido. A tendência actual é a utilização do rato para resolver as tarefas. E está mais que provado (veja-se os caixas da CGD) que o rato só atrasa, comparado com as combinações de teclas que os empregados têm que aprender.

    Ou então é uma solução glueware em que as máquinas vão aceder ao velho servidor central com um programa terminal VT, o que ao fim ao cabo vai dar ao mesmo!

    Veja-se o exemplo do Atlântico e da PT (são os que me estou a lembrar agora). Utilizam agora o Windows NT, mas acedem via Terminal ao servidor central. Dantes eram terminais VT, mas a única diferença, é que agora podem ter uma máquina Windows para jogar nas horas vagas!

    Nestes dois últimos casos, vê-se que a M$ ficou a ganhar com a instalação do NT nas máquinas, mas o seu software só serve de suporte a programas de terminal, facilmente instaláveis noutros sistemas operativos, o que a meu ver é um desperdício de dinheiro. Pronto, tá bem, permitem fazer impressões em rede... mas que eu saiba, os sistemas UNIX também!

    Cumprimentos
    ----
    //\anuel /|zevedo

    Re:Nem sempre... (Pontos:2)
    por jmce em 02-05-00 23:02 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://artenumerica.com/
    Pois, frequentemente noto grande lentidao na insercao de dados depois da passagem de terminais antigos para sistemas de janelas "general-purpose" como o do MS-Windows. Como o rato e os ambientes graficos resolvem alguns problemas, alguns iluminados acham que resolvem TODOS os problemas e proporcionam as interfaces mais eficazes em todos os contextos. Combinar isso com a tendencia, que muita gente tem, de achar que nascemos ensinados a usar a produtos MS e' uma receita comum para a desgraca. Lembro-me de ver gente a operar de forma rapidissima com pequenos terminais IBM e outros, por exemplo na CGD e no hospital Curry Cabral... Agora vejo gente em imensos sitios, com superfices de trabalho mal planeadas, a ter de arrastar ratos para seleccionar janelas numa mesa atafulhada, e a andar d_e_v_a_g_a_r.
    Re:Nem sempre... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 02-05-00 15:04 GMT (#3)
    Dizes que o Win2000 está muito mais estável... Isso é grande letra... A primeira coisa que ele fez quando o instalei foi dar erro no explorer.exe
    Re:Nem sempre... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 02-05-00 16:23 GMT (#4)
    O Xfree nunca te foi abaixo ? O Gnome nunca te foi abaixo ?
    As vezes acontece... no win98 é de hora a hora... no win2k nunca me aconteceu.
    Re:Nem sempre... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 02-05-00 18:46 GMT (#7)
    Bem, o Xfree, com o window maker, NUNCA se foi abaixo na minha modesta máquina (P133 + 32M Ram).

    O gnome, em virtude de incorporar muitos programas em estado BETA (eu chamo-lhe pré-alpha, mas enfim...), faz o X ir abaixo muitas vezes, mas ainda está para vir a vez que me faça fazer um reboot.

    Acho que me fiz entender, não é por acaso que a alcunha do Winblows é essa mesmo :P.
    OS CTT... (Pontos:2, Interessante)
    por mazevedo em 02-05-00 17:35 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://mazevedo.welcome.to
    Sinceramente, acho que esta solução é mais uma das do governo para dar mais que fazer a um serviço que está a ficar agonizante.

    Antes nos CTT compravam-se selos, certificados de aforro, envelopes, enviavam-se encomendas e vales. Telefonava-se também e enviavam-se faxes.

    Agora, já se compram passes, deposita-se dinheiro, levanta-se dinheiro, paga-se a água, luz, telefone, telemóvel, gás, tv-cabo, eu sei lá, e, a partir de ontem, também se podem fazer coisas que se fazem no notário (como autenticar documentos).

    Ainda hoje tive que me dirigir aos correios para comprar o passe, visto que o STCP já quase não têm quiosques próprios e os correios estavam à pinha. Fui a 3 dependências diferentes e estavam impossíveis.

    Se necessitam de um sistema informático, melhor para a M$, Compaq e companhia. Mas parece-me que tudo isto é fumo sem fogo. É o fim dos sítios agonizantes que são os Correios, Telephone e Telagrapho Portugueses.
    ----
    //\anuel /|zevedo

    Os cowboys da Marlboro (Pontos:4, Interessante)
    por jmce em 03-05-00 0:13 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://artenumerica.com/

    Quando o anti-tabagismo aperta, aposta-se nos mercados de países subdesenvolvidos. Quando os controles ambientais dão chatices, exporta-se o lixo industrial para o terceiro mundo. Quando a nível nacional há quem tome decisões inteligentes na instalação de software, promovem-se mercados entre os pobres de espírito e/ou de cultura.

    Como que com aqueles placards com fotos de cowboys da Marlboro e a ajuda de uns trocos para comprar uma sela nova, arranjam-se facilmente uns jovens indígenas que vão para o terreno mostrar como o Produto é Maravilhoso (convencidos de que se trata de um rito iniciático de virilidade), convence-se o Xerife (leia-se "Ministro") local a proteger os interesses do Saloon e convida-se os gestores da terreola para grandes bebedeiras e "apostas estratégicas" de dinheiro numa roleta viciada.

    Em 1997 o Tux não aparecia nos pasquins como agora, mas o US Postal Service instalou 900 sistemas baseados em Linux: cada sistema destes incluía de facto 5 computadores bi-Pentium Pro 200 e um mono-Pentium Pro.

    Tendo em conta a ignorância perene e aparentemente intrínseca dos nossos governantes, será que a única maneira de os fazer perceber que podem "fumar" outras substâncias é fazer cartazes igualmente apelativos aos dos cowboys? Estou a lembrar-me das revistas promocionais da antiga Digital e agora da Compaq, com os relatos de casos de sucesso (com ou sem aspas, claro) espalhados por aquelas páginas fora. Fotos de fachadas imponentes de bancos e câmaras municipais e companhias de seguros satisfeitas por ter escolhido um qualquer produto XYZ, mais um sorriso de um gestor "satisfeito", junto a um artigo pejado de buzzwords. Embora a Digital tivesse colaborado desde cedo com o Linux, confessar isso ao exterior em papelada de marketing parecia em tempos uma heresia. Isso foi mudando, na Digital e depois na Compaq: o Linux parece agora muito importante para a venda de sistemas Alpha, e nem tudo corre bem entre a Compaq e a Microsoft. Uma última Inform (salvo erro no nome) falava bem mais e melhor de Linux do que de Windows.

    No entanto, voltando à realidadezinha dos nossos vendedores, seria interessante saber até que ponto estará a Compaq (e outras empresas da mesma dimensão) ainda envergonhada ou mal preparada em Portugal para lidar com Linux. E, diria mesmo, com a própria Internet: Estou a receber todos os meses um livro com uma lista de preços DGP (Direccão Geral do Património, Contrato Público de Aprovisionamento 911855) da Compaq... e o último tinha 224 páginas; isto vindo de uma empresa que na sua página de entrada portuguesa diz que "o futuro da Internet está cada vez mais perto"... mas aparentemente não suficientemente perto para se poupar algumas árvores e espaço colocando a lista de preços em actualização permanente online. Mas de marketing sei nada, e talvez o cliente-tipo (leia-se: o tipo que toma as decisões de compra) não use a Internet e seja portanto uma medida acertadíssima do ponto de vista comercial.

    Entretanto a Microsoft continua a ser normal e ninguém leva a mal: ou seja, é a via do "menor esforço" (para o marketing), apesar de ser a de maior custo. O que não abona a favor de quem devia pesar os custos e os esforços (para as empresas e o país). Ficam todos contentes, menos os utilizadores que eventualmente vêm a vida complicada (lembro-me de uma senhora no IAPMEI dizer como estava habituada aos antigos terminais e se atrapalhava com complicações desnecessárias (para a tarefa dela) do Windows), os clientes que têm de aguentar mais um falha-de-computador-estamos-à-espera-do-técnico e a lentidão de interfaces mal concebidas, e os contribuintes que depositam o dinheiro nas mãos de alguém que o deita assim para o lixo. Para o lixo (leia-se algumas belas e gordas multinacionais, nomeadamente a Microsoft) vai apenas não o dinheiro dos contribuintes como também o dinheiro de subsídios europeus. Dar com uma mão e tirar com a outra já se fazia em fábricas no começo da revolucão industrial (senão muito antes): tem de gastar tudo ou quase tudo o que se ganha na loja simpaticamente disponibilizada pela própria fábrica. A diferença é que hoje em dia, na "N-ésima vaga" (já perdi a conta das vagas a la Tofler), somos (o marketing e as vítimas) mais evoluídos e aceitamos isso com um sorriso nos lábios.

    Mas não faz mal, podemos puxar sempre de mais um maço, olhar para o cartaz, fechar os olhos e imaginarmo-nos na pradaria, tratando dos cavalos e exibindo as nossas hormonas por inalação de fumaça. Com um Nokia no bolso, claro (coisas de finlandeses...).

     

     

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