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Desvanecimento das comunidades
Contribuído por scorpio em 18-06-06 14:02
do departamento food-for-thought
Notícias gits escreve "As comunidades em torno do Linux em particular e do Open Source e Free Software em geral estão a desvanecer-se. Como devem reparar, cada vez há menos artigos no Gildot e menos comentários. No Slashdot os artigos são cada vez mais sobre questões legais e jogos, e menos sobre novo software e desenvolvimentos interessantes. Da minha experiência, o GLUA tem cada vez menos gente interessada em juntar-se ao grupo. Não sei do estado de outros fóruns como o Startux, mas será que ainda há razão para a existência destes grupos? Será que o Linux e Open Source foram uma moda que já passou? Será que vão comentar este artigo? Há interesse? "

AJAX e cia. | problemas com conectividade internacional  >

 

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    É engraçado ler este artigo. (Pontos:1)
    por SkyNet em 18-06-06 14:50 GMT (#1)
    (Utilizador Info)
    É engraçado ler este artigo. Eu ja não vinha ao Gildot a cerca de uma ano. Para mim o open source nunca foi uma moda, foi uma alternativa, discutivel como qualquer outra boa alternativa. Talvez o problema do Open Source tenha sido esse a MODA. Ou talvez seja um bocadinho de hipocresia por parte dos supostos seguidores. Sera que eles tambem desenvolvem software livre?.Para falar por mim e dizer a verdade nunca assumi nenhuma das vertantes. Ate porque o software não Open Source tambem tem as sua vantagens...
    Kata Ton Daimona Eaytoy
    Re:É engraçado ler este artigo. (Pontos:1)
    por pinheiro em 18-06-06 15:18 GMT (#2)
    (Utilizador Info) http://oxygen-icons.org
    O problema na minha opinião é mais português que internacional. Por parte da minha comunidade o KDE devo dizer que cada vez mais temos mais participantes e mais gente a trabalhar para o produto final. Talvez parte do problema é que a medida que as comunidades foram crescendo a abordagem destas foi continuamente institucionalizando-se porque o tinha de o fazer, é fácil gerir 30 é muito mais complicado gerir 3000. Assim as comunidades aparecem agora muito mais diluidas da sua vocação inicial, isto não quer dizer que menos activas. O que acontece é que a forma como as notícias são postas cá fora é completamente diferente muito mais polida e politicamente correcta de forma a evitar o mais que possível as guerras comuns que em nada ajudam as comunidades. Outro problema é que grandes comunidades foram tomadas de assalto por grandes empresas que têm a sua própria agenda mediática e que por sua vez impões esta as comunidades que indirectamente controlam, isso não é própriamente mau é como alguém dizia "é a vida". Ora mas está nas nossas mão mudar o estado das coisas esta na hora de de os senhores de linux deixarem de se armarem em deuses porque sabem meia dúzia de comandos de consola e promoverem, o linux por aquilo que ele é hoje uma alternativa mais que viável a a outros sistemas operativos. O OSS tem de dar salto para o mundo e deixar o seu nixo de mercado "nerd". É a vida!!!
    http://oxygen-icons.org
    Re:É engraçado ler este artigo. (Pontos:1)
    por pinheiro em 18-06-06 15:30 GMT (#3)
    (Utilizador Info) http://oxygen-icons.org
    Só para completar visualmente o que disse aqui vai um histórico do commits svn do KDE http://people.fruitsalad.org/adridg/pics/june2006/graph_t.png Para mim notícia seria: Quando é que este crescimento deixa de ser do tipo exponencial?
    http://oxygen-icons.org
    Re:É engraçado ler este artigo. (Pontos:0)
    por tonidosimpostos em 18-06-06 16:24 GMT (#5)
    (Utilizador Info)
    Resposta: O crescimento é exponencial quando a base é de um ponto baixo...

    Essa pergunta de retórica, não é lá muito boa ;)

    ----------
    the local "free software and the four essential liberties"-zealot

    Guess who ???

    http://pfig.livejournal.com/98617.html

    Re:É engraçado ler este artigo. (Pontos:1)
    por pinheiro em 18-06-06 16:28 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://oxygen-icons.org
    heeeee bem "Atualizado para revisão 552639" ponto baixo?
    http://oxygen-icons.org
    Nao percebes.... (Pontos:0)
    por tonidosimpostos em 18-06-06 16:22 GMT (#4)
    (Utilizador Info)
    O open source é um movimento pautado pelo elevado ritmo de inovação e propagação de ideias, portanto o pessoal perdeu a capacidade de acompanhar tudo. É um puro caso económico de escolhas, em que a maioria opta por acompanhar as tendências, em detrimento de contribuir com os seus fantásticos discursos e raciocínios para a comunidade. A utilidade retirada do facto de acompanharem a inovação, é superior à retirada do convívio com os outros nerds. Portanto estavas à espera do quê ? :]

    É como os hackers, há uns anos era pior que uma colmeia, agora a malta ta toda a ganhar o seu, quer lá saber da comunidade... Estavas à espera do quê ? Que a malta a ganhar dinheiro e ocupada no emprego, não tem mais nada que fazer do que perder tempo com as "contribuições" para a comunidade ? Pftttt

    ----------
    the local "free software and the four essential liberties"-zealot

    Guess who ???

    http://pfig.livejournal.com/98617.html

    Re:Nao percebes.... (Pontos:1)
    por francisg em 20-06-06 20:38 GMT (#32)
    (Utilizador Info) http://fnop.net/~francisg/
    não querendo insultar ninguém, mas olhando para a 'comunidade' do 'open-source' portuguesa, alem de estudantes (universitarios ou nao), de professores ou unipessoais e uma duzia de empresas (que salvo rara excepção têm os acima sobrescritos com recursos técnicos), quem é que contribui mais?

    dos que acima referi, há que notar que os que podem de facto contribuir e pontualmente (ou um pouco mais que isso) contribuem, são pessoas com 'tempo livre'... estudantes têm BASTANTE tempo livre (não me venham com mrdas), professores mais ainda :D

    pra não falar que grande percentagem de zealots que por ai temos encaixa neste perfil.

    quanto aos hackers, bom... quanto mais 'calo', menos paciencia pra fazer coisas inuteis na area... como quem diz, ou raramente se mexem e quando o fazem ficam calados ou então pura e simplesmente cagam nisso e dispendem o tempo com os filhos e afins...
    É a vida!!! (Pontos:1)
    por pinheiro em 18-06-06 16:31 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://oxygen-icons.org
    O problema na minha opinião é mais português que internacional. Por parte da minha comunidade o KDE devo dizer que cada vez mais temos mais participantes e mais gente a trabalhar para o produto final. Talvez parte do problema é que a medida que as comunidades foram crescendo a abordagem destas foi continuamente institucionalizando-se porque o tinha de o fazer, é fácil gerir 30 é muito mais complicado gerir 3000. Assim as comunidades aparecem agora muito mais diluidas da sua vocação inicial, isto não quer dizer que menos activas. O que acontece é que a forma como as notícias são postas cá fora é completamente diferente muito mais polida e politicamente correcta de forma a evitar o mais que possível as guerras comuns que em nada ajudam as comunidades. Outro problema é que grandes comunidades foram tomadas de assalto por grandes empresas que têm a sua própria agenda mediática e que por sua vez impões esta as comunidades que indirectamente controlam, isso não é própriamente mau é como alguém dizia "é a vida". Ora mas está nas nossas mão mudar o estado das coisas esta na hora de de os senhores de linux deixarem de se armarem em deuses porque sabem meia dúzia de comandos de consola e promoverem, o linux por aquilo que ele é hoje uma alternativa mais que viável a a outros sistemas operativos. O OSS tem de dar salto para o mundo e deixar o seu nixo de mercado "nerd". É a vida!!!
    http://oxygen-icons.org
    Só se passa com o F/OSS? (Pontos:2)
    por Manuel em 18-06-06 16:34 GMT (#8)
    (Utilizador Info) http://sindominio.net/~manuel/
    Na minha opinião há muito em comum sobre como é que evoluem este tipo de processos, que não é exclusivo de comunidades arredor de software livre (aí é que o título é mais geral, e acertado do meu ponto de vista).

    Qualquer tipo de processo de mudanças, em diversos âmbitos (social, político, económico, etc), sofrem alterações de rumo e objectivos a medida que progridem. "Como o Zé Dirceu eu poderia citar outros nomes que chegaram ao poder, mas chegaram despidos daquele sonho em nome do qual eles lutaram a vida toda. Quem sabe para chegar ao poder tiveram justamente que se adequar à realidade, se render ao pragmatismo. A pessoa que chega ao poder é um pouco um fantasma daquela que deu a vida por algo que não se realizou" (Chico Buarque de Holanda, entrevista a falar sobre o presidente Lula). Tenho visto acontecer este tipo de cousas com partidos políticos (que, paradoxalmente?, perdem "momento" na medida em que crescem e atingem mais apoio social), associações culturais, associações vizinhais, projectos de software livre, projectos tecno-políticos, ... parece que não se restringe a nenhum âmbito, pelo contrário, pode passar em qualquer um.

    No caso de F/OSS podemos analisar algum dos motivos que levam para isto em algumas comunidades (outras continuam a crescer a bom ritmo):

    • Realmente acontece? Provavelmente a adopção de software livre é agora mais importante do que em nenhum momento da história, e continuará a crescer ainda por algum tempo no pior dos casos, assim que talvez essa "crise" da que fala o artigo não tem relação com este facto (o artigo refere-se provavelmente à perda de "momento", entusiasmo nalgumas comunidades, etc; não a que se utilize agora menos software livre do que outras vezes).
    • Estar na moda, como fala o primeiro artigo, também é um factor importante. Isto passa, por exemplo, no caso das distribuições: todas utilizam basicamente o mesmo software, similares métodos para empacotar, etc; contudo por momentos algumas distribuições estão na moda por detalhes singulares (como é o caso de Gentoo e Ubuntu).
    • Há um problema de fundo que quase sempre se quer ignorar, chamando-lhe "cousas de política", mas que está no cerne das diferenças: Software Livre vs Open Source. Para o primeiro, o assunto de mais destaque é a filosofia, no segundo são méritos técnicos. Isto cria divisões internas, projectos nos que as opiniões sobre como deve avançar o projecto estão implicitamente referidas a estes assuntos (caso dos drivers proprietários no kernel, etc), que saem à tona recorrentemente. Por exemplo, a crença de que o software livre é quase infalível (promovida por muitas pessoas do lado da conveniência técnica do "Open Source") leva a uma confusão quando se descobrem falhas de segurança importantes no Firefox (este tem sido motivo de ataque contra o F/OSS muitas vezes). Mas também, por muito livre que seja o software, se está muito por trás do que se pode fazer com software proprietário, a maioria da malta acaba por utilizar o proprietário, por simples necessidades da vida.
    • Há conflitos de objectivos com frequência. Muita gente começa as suas frases com "Para conseguir acabar com M$, o F/OSS tem de...", ou "Para que todo mundo escolha usar o nosso programa, tem de ...", cousa que não é o objectivo de muitos desenvolvedores (eu cansei de explicar que, como desenvolvedor, eu não estou exactamente nesse barco). Mas isto é uma indicação de sucesso (se o entendermos como adopção do software): há mais conflitos de interesses porque mais gente o está a usar, cada pessoa com ideias parcialmente diferentes, e assim os objectivos das comunidades inteiras diluem-se, e com isso perde-se muito da sua identidade e pulo inicial.
    Com relação ao próprio processo de desenvolvimento, há várias cousas importantes que não casam com o optimismo excessivo de que o monopólio M$ & Co. tinha os dias contados (o qual é percebido como fracasso por muita gente):
    • É relativamente fácil desenvolver as utilidades de coreutils (ls, cp, ...), e não é trivial passar disso a um escritório integrado com multimédia, utilidades de internet que se criam e desaparecem em pouco tempo, novos periféricos, etc. O esforço para manter isso funcionando, com interoperatividade entre aplicações e tals, não se pode resolver com pipes como com a shell...
    • Se o que se procura é uma qualidade muito alta (o da superioridade técnica é apregoado muitas vezes), isto falha por muitos motivos: como em muitos projectos não há autoridades centrais e/ou intenção de manter a integridade estrutural dos projectos, é fácil cair em que todo o mundo acrescente o seu grãozinho a uma aplicação, e que funciona em 14 arquitecturas com hacks por todo o lado:
      [17:56] /usr/src/linux-2.6.16.20 # rgrep FIXME sound/pci/ | wc -l
      154

      [17:57] /usr/src/linux-2.6.16.20 # cat sound/sound_core.c
      [...]
      * Thirdly to make it more fun and for 2.3.x and above we do all
      * of this using fine grained locking.
      *
      * FIXME: we have to resolve modules and fine grained load/unload
      * locking at some point in 2.3.x.
      [...]
      (Linux 2.4 foi liberado em Janeiro de 2001, e essa frase escrita aparentemente por Mr. Alan Cox, embora não sei se está corrigido e esqueceu eliminar o comentário).
    • Ao que há que acrescentar falta de tempo para trabalhar em projectos devido a dificuldades da vida (passar de estudar a trabalhar), a quantidade enorme de recursos e burocracia necessária para gerir projectos grandes, ...
    Os meus dous grãozinhos para a bagunça opinatória ;)

    --
    Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente..
    Ou então.. (Pontos:2)
    por 4Gr em 18-06-06 18:56 GMT (#9)
    (Utilizador Info) http://www.fe.up.pt/~ei02069
    Ou então os meios são outros: blogs, digg, planets, entre outros meios de difundir o que surge de novo na comunidade FOSS.

    O que morreu foi o modelo do *dot, em que são submetidas as notícias e 3 ou 4 pessoas decidem, com base no seu único critério, se são aceites ou não.

    Ou seja, estamos perante um aumento da democratização da internet. É bom, a mim agrada-me. O Gildot teve o seu tempo e esse tempo terminou. Mas foi muito importante não obstante!

    Dominus vobiscum
    Re:Ou então.. (Pontos:2)
    por Mind Booster Noori em 21-06-06 12:59 GMT (#41)
    (Utilizador Info) http://talkerspt.no-ip.org/~mbooster
    Exactamente. Ao contrário do grupo da UA, o da UC (DEInix) continua bom de saúde, mas cada vez menos pessoas contribuem com notícias... e o DEInix, segundo sei, está a ponderar mudar o seu site para continuar com forums e o resto, mas substituir a parte de notícias por um planet. De resto, cada vez mais vejo pessoas a ler notícias e a escrever sobre OSS, mas lêm blogs, planets, RSS feeds, e escrevem nos seus blogs em vez de escreverem num site aonde submetem as suas notícias, principalmente se o site for tipo Gildot em que as notícias têm de passar por uma moderação/submissão antes de aparecerem no site.

    Planets como este Português ou este internacional substituem a leitura de sites como o Gildot, e facilitam a submissão e partilha de conteúdos...

    Re:Ou então.. (Pontos:2)
    por Mind Booster Noori em 21-06-06 13:06 GMT (#42)
    (Utilizador Info) http://talkerspt.no-ip.org/~mbooster
    Já agora... O problema pode ser resolvido, com adaptação. O DEInix está a pensar fazê-lo com a troca do sistema de notícias por um Planet, mas cada caso é um caso, e há maneiras de evoluir...

    No meu caso em particular, deixei de ler o Gildot quando passei a ter o meu Planet, que tem como um dos muitos feeds o do Gildot. O problema é que o feed do Gildot em RDF é tudo menos válido e fiel. Por acaso vi agora que também existe um gildot.xml, e vou mudar o feed para ver se a questão fica resolvida, mas com feeds assim não se podem queixar que não têm actividade...

    Re:Ou então.. (Pontos:2)
    por Mind Booster Noori em 21-06-06 13:09 GMT (#43)
    (Utilizador Info) http://talkerspt.no-ip.org/~mbooster
    Error reading source feed http://gildot.org/gildot.xml: Object reference not set to an instance of an object.

    Bem, acho que vale mais a versão RDF...
    Outras coisas... (Pontos:2)
    por André Simões em 18-06-06 22:18 GMT (#10)
    (Utilizador Info) http://andre.catus.net
    No caso concreto do Gildot parece-me mais que aconteceu o habitual em comunidades (de todo o tipo) em que os participantes se conhecem, nem que seja virtualmente, há muito tempo: discussões, ataques pessoas, etc. Eu deixei praticamente de comentar, pessoas que conheço deixaram mesmo de vir. Não porque tivessem deixado o "open source", mas porque perderam a pachorra para os ataques pessoais.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Outras coisas... (Pontos:2)
    por mvalente em 21-06-06 12:12 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://www.asterisco.pt/
    Não porque tivessem deixado o "open source", mas porque perderam a pachorra para os ataques pessoais.

    Ah pois é...

    Cumprimentos

    -- Mario Valente

    Re:Outras coisas... (Pontos:2)
    por vd em 21-06-06 16:07 GMT (#44)
    (Utilizador Info) http://paradigma.pt/~vd/wlog
    Hear! Hear!

    A isto se junta o facto de no Gildot nunca ter havido margem para manobra na inovação, nem o 'grupo' de editores foi/é realmente um grupo.

    //vd
    Concordo (Pontos:2)
    por cao_negro em 18-06-06 22:54 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    Concordo com o André Simões em relação ao Gildot e com o 4Gr mas acrescento que o Software Livre já é uma relalidade,
    já faz parte cultura informática de quem lida com estas coisas, não é algo que uns maluquinhos fazem de borla (sacrilégio).
    E temos claro a facilidade em instalar o Linux que não havia há uns anos mas que agora qualquer pessoa pode faze-lo.

    cãoprimentos
    Numa só palavra. (Pontos:2)
    por Specimen em 18-06-06 23:43 GMT (#12)
    (Utilizador Info)

    Entropia.


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    A imobilidade. (Pontos:2)
    por gass em 19-06-06 0:11 GMT (#13)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    A minha opinião sincera é que os foruns e etc não souberam em parte dinamizar-se e muitos, por outro lado, não tiveram apoio na liderança.

    O startux, é com pena que o vejo a desfalecer. Não acredito que n existam artigos por aprovação, mas acredito mais nos administradores que por falta de tempo, esquecimento, ou porque os artigo n são grande coisa, não os aprovam. Ou do design do startux que poderia ser melhor, etc ...

    Ou do gildot, em que utilizadores mais activos abominam a MS e defendem a todo o custo (em vários posts) o espirito opensource e stallman e gnu e esquecem que estão a fazer de troll. tornou-se um sitio onde não há conversa, mas sim mesquinhice. Assim, muitos utilizadores já não leem, não escrevem, nem opinam.

    o glua ... eu sou aluno da ua e simplesmente vejo um projecto que nunca foi ambicioso, nunca se soube impor e cujos lideres nunca tiveram ideias, ou as puseram em pratica.
    Como tal, nunca cativaram novos apoiantes, nem tão pouco aproveitaram o estar à frente de um grupo com o potencial do glua, no universo da UA e da região.

    Portanto, resumindo, estes projectos foram tendo cada vez menos utilizadores, como a loja da esquina que é a mesma de à 20 anos deixou de ter clientes - não acompanhou a inovação dos seus utilizadores.

    Em relação ao glua, como é possivel que tendo o linux tido uma expansão nestes ultimos anos, tenha menos movimento? Quando existem cadeiras de certos departamentos que dão materia sobre linux (prog 1 e 2, certo?). Onde não colocam ferramentas inovadoras como um servidor svn (sim, o pessoal não sabe o que é controlo de versões e trabalho em grupo utilizando esta ferramenta). Preocupam-se a fazer mirrors, que quem os faz, faz como deve ser ( ftp.ua.pt, darkstar.ist.utl.pt ).

    não, não sou candidato a nada, mas apenas mostro algumas coisas que abundam de mal por aqui. e não, não são os posts do tonidosimpostos os piores, como se faz parecer ...


    Cumps-
    Gass
    Re:A imobilidade. (Pontos:2)
    por gass em 19-06-06 0:16 GMT (#14)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    Aqui uma apitadela ao glua ... dada a má qualidade das instalações linux no campus universitário, qual tem sido o vosso modus operandi para persuadir os dirigentes (eu sei, eu sei que isto é um ninho de cunhas e costas quentes) de que algo tem que ser feito? Nem apertaram para o pessoal substituir o mandrake com gnome 2.6, ou alguns redhat 9 por algo mais recente? que tenha um cliente de IM, ou um browser com suporte a flash, ou quiçá, um openoffice ... e já nem falo em matlab.

    É que, como sabem, as opiniões enviadas ao cic em relação a linux vão directamente para /dev/null ... Para quando um projecto iniciado pelo glua de uma distribuição de linux para a universidade? Que tal mais algum dinamismo e menos queixume?
    Cumps-
    Gass
    Re:A imobilidade. (Pontos:2)
    por Specimen em 19-06-06 0:28 GMT (#15)
    (Utilizador Info)

    Não basta amargo, senão azedo.


    'In the future, the oppression will come in increasingly subtle forms'.

    Nao sei.... (Pontos:1)
    por werewolf em 19-06-06 2:29 GMT (#16)
    (Utilizador Info) http://gul.dei.isep.ipp.pt/
    Viva,
    De facto é notório... e de facto é estranho....
    Existe de facto algo que nos ultrapassa (ultrapssará??) que está a fazer com tudo isto esteja muito parado... demasiado parado...

    No GULDEI-ISEP, acontece o mesmo... falta de pessoal interessado, o que leva a falta de iniciativas, de projectos, de ideias...
    Os membros deste GUL, por causa do trabalho, da faculdade, de ter acabo o curso,... pelas mais variadas razões, foram se afastando... e isso não é problematico... o grave é não aparecer malta nova a dedicar-se... (e esperem até chegar a geração Morangos com Açucar)....

      Concordo com quem diz que o software livre não é uma moda... desde comecei a experimentar Software Livre, Linux, desde que comecei a perceber o que envolvia o Software pirata, que me tenho tentado manter o mais fiel à causa... uso Linux, e muito software livre (mesmo muito).. quando uso software-nao-livre, seja porque razoes forem (profissionais, academicas, pessoais) tento cumprir leis... software licenciado, software pago, trial versions nao crackadas....
    Não é uma moda... é mesmo uma forma de vida....

    voltando ao tema...
    Acho que as "campanhas" dos ultimos anos em torno do Linux e do Software Livre... tiveram bons resultados... plo menos é essa a minha sensibilidade... cativou muita gente que ficou... mesmo que nao a 100% mas que passou a usar e a encarar as coisas de outra forma...
    Estes que ficaram, estão agora a solidificar-se... solidificar bases... solidificar conhecimentos.. solidificar experiencias...
    Quem sabe nao teremos daqui a uns anos (poucos espera-se) uma nova campanha em força... com mais convictos, com mais evangelizadores....

    O que é preciso pra que isso aconteça???? nao sei... gostava de saber....
    gostava de ajudar... mas acho que estamos todos sem saber....

    sugestoes?? dicas?? opinioes??
    tudo pode ajudar, mas apenas o futuro pode comprovar o que irá acontecer...

    Mas uma coisa tenho como certa... o software Livre, chegou pra ficar...

    Cumps,
    NCarvalho
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - GULDEI-ISEP (http://gul.dei.isep.ipp.pt) SondagensPT (http://www.sondagenspt.net)
    Re:Nao sei.... (Pontos:2)
    por gass em 19-06-06 12:15 GMT (#17)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    dos meus posts anteriores, penso que os grupos de linux não se devem ficar pelo apoio e pelas install partys.
    Os grupos de linux, principalmente os universitários, têm capacidade e massa cinzenta, tal como capacidade de reunir financiamento, para se lançarem em algo maior e que valha a pena.
    Seria engraçado, já o propus a um membro da direcção do glua, por exemplo, ter um pc com linux bem instalado a circular pelos departamentos, tipo montra de exposição.

    A didáctica também não está fora do ambito. Poucos são os alunos universitários que sabem da existência de servidores de versão, principalmente, porque ninguém disponibiliza servidores viaveis para o efeito e ninguém dá nas aulas servidores de versões, até porque, os proprios professores nunca utilizaram.
    Uma boa ideia é por o pessoal a usar e abusar disto, pois um dia, numa empresa, terão a necessidade de criar projectos (não só de software, mas de desenho, documentos, etc) que tenham um historico, mais não seja porque apaguei isto que pensava n fazer falta, ou esqueci-me de copiar o ficheiro e agora não tenho as alterações, ou etc, etc.

    Os projectos extra, em apoio a alunos de projecto, em apoio a projectos de investigação, desenvolvimento de software, etc, são ideias que podem e devem partir destes grupos, de maneira a dinamizar o mercado baseado, principalmente, em linux.

    Se continuam a ler isto, é porque realmente vêm uma luz ao fundo do tunel e concerteza algumas empresas não hesitariam em patrocinar um qq projecto de desenvolvimento de software para linux. Ainda para mais numa universidade, onde se tem a pluridisciplinariedade, é facil desenvolver um programa de factoração, ou até um programa qq de gestão, pois existem pessoas com esses vários conhecimentos que podem, por exemplo, ajudar facilmente no desenvolvimento de um software. Quem diz gstão, diz a área quimica, fisica, mecânica.

    Compete, na minha opinião, a esses grupos de utilizadores captar de certa forma a atenção da população estudantil. Ir a install partys, fui a 1, e apenas por curiosidade. Instalar linux, já muita gente instala. Usufruir daquilo que se pode obter dele é que muito pouca gente sabe, por isso também o alvo destes grupos deve mudar.
    Cumps-
    Gass
    Re:Nao sei.... (Pontos:1)
    por joli em 20-06-06 12:16 GMT (#28)
    (Utilizador Info) http://mosel.estg.ipleiria.pt

    Excelente ideia a de ter um PC bem configurado a circular pelos diversos departamentos e a demonstrar o que se pode realmente fazer com linux, nós por Leiria tinhamos pensado em seminários, palestras, uns workshops... mas realmente o contacto com uma máquina que esteja lá durante algum tempo será sempre mais eficaz, pelo menos iria despertar curiosidade e levar as pessoas até aos workshops e seminários que se realizassem depois.

    De resto ideias não faltam, o que falta é pessoas com disponibilidade e know-how.

    cumps
    Re:Nao sei.... (Pontos:2)
    por gass em 20-06-06 12:41 GMT (#30)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    "De resto ideias não faltam, o que falta é pessoas com disponibilidade e know-how."

    Será?

    Procura o meu email por aí algures e envia-me um email, que ajudo-vos a fazer o projecto disso. E posso-vos por em contacto com o glua, para o caso de precisarem de mais ajuda.
    Cumps-
    Gass
    That's the spirit! (Pontos:1)
    por joli em 22-06-06 12:49 GMT (#46)
    (Utilizador Info) http://mosel.estg.ipleiria.pt
    You’ve Got Mail Cumps
    Re:Nao sei.... (Pontos:1)
    por woozy em 20-06-06 18:48 GMT (#31)
    (Utilizador Info)
    Embora não venha acrescentar nada de novo à discussão, não resisto a comentar o facto de eu ser aluno do ISEP e pensar que o GULDEI já nem sequer estaria no activo e só sei da sua existencia porque vi uma folha a dizer "GULDEI" numa sala aparentemente "abandonada". Portanto o problema poderá não ser a falta de interessados, mas sim, da aparente falta de dinamismo dos grupos e comunidades.
    ... (Pontos:2)
    por nmarques em 19-06-06 20:01 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://www,frente-nacional.org
    Talvez pelos factores mais comuns... uns começam a ter familia, outros trabalho, demasiados interesses. Muitos ainda nao chegaram ao ponto em que se apercebem que o seu tempo livre cada vez começa a ter um preço que sobe com o aumento das responsabilidades... Por outro lado, a velha cena da questão 'hype'... Já passou de moda, em tempos este ou aquele entendido na matéria era o supra sumo guru da coisa, com o tempo deu-se uma grande abertura ao publico em geral (uma grande vitoria aos meus olhos) e o proprio OpenSource deixou de ser um tabu. Desde já os meus agradecimentos a todos aqueles que se destacaram no '... a luta continua', nomeadamente algumas pessoas como o Spyder, _Mordor_, Ruben Mendes, Dr Chaos, Fatzu entre outros, que esses sim, foram os veteranos...

    A unica coisa que condeno, como Portugues e como Nacionalista é o aproveitamento da matéria open-source pelos vermelhos, e não temo os 'punhos do proletariado', porque cada vez mais nós crescemos em força, e eles fogem para debaixo da pedra de onde nunca deveriam ter saido. SMASH THE REDS!

    Mas o grande problema continua sempre a ser os lobbies, e mais nao digo.
    --
    Smash the Reds!
    Re:... (Pontos:0)
    por tonidosimpostos em 19-06-06 23:23 GMT (#24)
    (Utilizador Info)
    Fazes parte dum pseudo-lobby e ainda te queixas dos lobbies ? Oh Oh Oh oH !

    ----------
    the local "free software and the four essential liberties"-zealot

    Guess who ???

    http://pfig.livejournal.com/98617.html

    Re:... (Pontos:1)
    por Zarluk em 19-06-06 23:31 GMT (#25)
    (Utilizador Info) http://o-caos-avassalador.blogspot.com/
    ROTFL

    Big mouth strikes again!

    BTW: até o Adolfo (Hitler) tinha sangue judeu...

    Re:... (Pontos:1)
    por joli em 20-06-06 11:42 GMT (#27)
    (Utilizador Info) http://mosel.estg.ipleiria.pt

    "A unica coisa que condeno, como Portugues e como Nacionalista é o aproveitamento da matéria open-source pelos vermelhos, e não temo os 'punhos do proletariado', porque cada vez mais nós crescemos em força, e eles fogem para debaixo da pedra de onde nunca deveriam ter saido. SMASH THE REDS!"

    Que grande contributo para a discussão! É esse mesmo o espirito da comunidade, tu estás lá, sim senhor!
    Esqueceste que a comunidade F/OSS é pluricultural, multipartidária, atravessa continentes, extravasa nacionalismos, multi pluri tudo e mais alguma coisa. Pronto, está bem, vão dizer que não tem a mesma ideologia em relação a como se deve fazer isto ou aquilo...Ok faz-se um fork num projecto, ou cria-se um de raiz! Mas há espaço para todos!

    Para ti também há espaço e se queres divulgar o site da Frente Nacional coloca pelo menos o link como deve ser! :P

    Tenho achado esta discussão particularmente interessante, e gostava de colocar uma questão. É costume os LUGS e afins encontrarem-se entre eles, para partilharem ideias e modos de funcionamento? Eu pessoalmente gostava de por isso em prática, talvez com um de perto de Leiria, onde estudo e temos um projecto do genero a arrancar.

    Cumps!
    Re:... (Pontos:1)
    por francisg em 20-06-06 20:49 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://fnop.net/~francisg/
    posts como este é um bom exemplo de porque a credibilidade da dita 'comunidade' open-source manifestada aqui no gildot está em baixo...

    perdoem-me o francês mas...

    Sr. nmarques, VAI PRÓ CARALHO!

    sejas o que fores, hája respeito! (coisa que não te dou)
    smash the reds? andas muito violento para um nacionalista...se fosse a ti metia-me a pau 8)

    e a sorte dos nacionalistas portugueses como tu é de facto a parte do "portugueses", ou seja, ficam-se pela garganta larga... se se mexessem talvez conhecessem o "punho do proletariado" e não se metiam com conversas destas :)


    Meios de Comunicar (Pontos:2)
    por pv em 19-06-06 21:19 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://abretesw.blogspot.com/
    Como já foi aqui dito, nunca houve tanta gente a usar software livre em Portugal. Mas a maioria dos que conheço são práticos e vão direitos aos sites internacionais do Firefox, do Ubuntu, da Red Hat, etc. Há de facto um défice da organização de uma comunidade em Portugal. Isso é generalizado, o associativismo é incipiente no nosso país, e os projectos têm tendência em se fechar em grupos muitos pequenos de pessoas. A ANSOL deveria lançar uma campanha de recrutamento de sócios...
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:2)
    por gass em 19-06-06 21:56 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    "e vão direitos aos sites internacionais do Firefox, do Ubuntu, da Red Hat, etc." - talvez pela ajuda ser melhor, mais directa, rápida e eficiente.

    "A ANSOL deveria lançar uma campanha de recrutamento de sócios... "
    Não acho ... penso que deveria rependar o seu roadmap e depois sim, fazer uma campanha de socios. Como disse acima, é preciso mudar. O gritar contra a MS (como vi no linux 2006 - que lastima) já não é o mote. O mote é, isso sim, apresentar opções reais, soluções reais, mostrar o que existe e comparar, sim, comparar soluções e mostrar que afinal o software livre é melhor (ou pior) que a MS ( entre outros) e não andar de forum em forum, palestra em palestra a bater o coiro à malta com baboseiras, como muitos membros da ansol o fazem. Uma coisa é ser util e mostrar um caminho... outra coisa é fazer má figura, principalmente do ponto de vista empresarial.

    Cumps-
    Gass
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:0)
    por tonidosimpostos em 19-06-06 23:21 GMT (#23)
    (Utilizador Info)
    Clap clap clap clap :)

    ----------
    the local "free software and the four essential liberties"-zealot

    Guess who ???

    http://pfig.livejournal.com/98617.html

    Re:Meios de Comunicar (Pontos:1)
    por woozy em 20-06-06 10:01 GMT (#26)
    (Utilizador Info)
    Não poderia estar mais de acordo. O problema é que toda a gente grita contra a microsoft mas não são apresentadas opções reais, principalmente do ponto de vista empresarial.
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:2)
    por gass em 20-06-06 12:38 GMT (#29)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    Finalmente alguém com a mesma opinião que eu.
    Cumps-
    Gass
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:1)
    por francisg em 20-06-06 21:02 GMT (#34)
    (Utilizador Info) http://fnop.net/~francisg/
    subscrevo.

    soluções reais têm sido apresentadas mas nos 'back-stages'. recentemente a Novell fez mais pelo software livre em portugal do que se calhar a ANSOL alguma vez fez :)

    ah e tal, credebilidade e tal... case study!

    porque é que a ANSOL não fala de coisas como a Radio Popular? ou mais simples ainda... porque é que não faz sondagens sérias no tecido empresarial português? existem bastantes instituições e empresas que estão dependentes de software open-source (e muitas nem o sabem), e até algumas são bons exemplos de produção 'sadia'...

    falam que a comunidade está fraca, tudo bem. só tenho uma pergunta: quando é que esteve forte?
    só vejo eventos académicos e 'lan parties'.
    contam-se pelos dedos os eventos e a divulgação com demografias-alvo de outra ordem... e mesmo esses muitas vezes são altamente questionaveis.


    Re:Meios de Comunicar (Pontos:2)
    por gass em 20-06-06 23:50 GMT (#36)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    A ansol até diz ... existe uma página algures no wiki sobre isso.

    O problema é que quando fala, não fala dos casos de sucesso, mas lavam sempre a roupa suja com a MS, em vez de mostrarem roupa nova, ideias novas.

    A ansol está para o software livre, como estão os grupos de utilizadores para as universidades: caducos, sem iniciativa.

    A ansol não deve nem tem que fazer nenhum frente a frente nem provar que a MS é o demo. Talvez por seguirem essa politica é que muita gente se ri, eu inclusivé, do rumo que tomam.

    há muitas maneiras de estimular o pessoal a aderir ao software livre e a desenvolver e utilizar linux, mas nenhumas delas é:

    1 - fazer desenvolvimento aberto, mas fechado
    2 - procurar tachos na administração publica
    3 - obrigar por imposição legal a utilização de software livre na administração publica
    4 - dizer mal da MS
    5 - dizer mal de quem tem posições de praticamente monopólio de mercado por não existirem soluções similares à altura.

    Deve fazer, sim, é tentar criar condições para que existam um conjunto de empresas que se unam para dinamizar a adopção de software livre para elas, entre elas e depois publicitar a sua propagação.

    Um exemplo é a sybase. Não diz mal da MS, desenvolve as suas coisinhas para linux e opensource, oferece uns cdzitos e depois publicita o pessoal todo a utilizar.

    e que tal uma nova estratégia de marketing? Que é isso que muitos projectos estrangeiros têm que os portugueses não têm... isso e uma analise concreta de mercado e apoiar o desenvolvimento de aplicações que motive a utilização de software livre.

    Por exemplo, o evaristo é uma aplicação de praticamente "one man only", imagino eu, mas deveria ser de 5000 men only porque é uma aplicação que pode levar o software livre para junto das PME's que é aquilo que mais abunda em portugal.

    Cumps-
    Gass
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:1)
    por Zarluk em 21-06-06 8:56 GMT (#37)
    (Utilizador Info) http://o-caos-avassalador.blogspot.com/
    porque é que a ANSOL não fala de coisas como a Radio Popular?

    Talvez para não repetir o que já foi dito ;-)

    Que me lembre, em todas os eventos a que tenho assistido (bem, pelo menos na maioria) e em que tem participado alguém da ANSOL, há sempre um outro orador que menciona esse caso.

    E a verdade é que já começa a chatear. Até parece que não há mais empresas em Portugal a usar software livre com sucesso...

    Re:Meios de Comunicar (Pontos:2)
    por gass em 21-06-06 11:38 GMT (#38)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    haver, há, mas não com tanta visibilidade e tanta integração. Ter um servidor a correr linux é ter um caso de utilização de software livre, mas não uma solução integrada, como é o caso da radio popular.
    Cumps-
    Gass
    Re:Meios de Comunicar (Pontos:1)
    por Zarluk em 21-06-06 12:26 GMT (#40)
    (Utilizador Info) http://o-caos-avassalador.blogspot.com/
    A visibilidade desse caso é-lhe dada pela repetição até à exaustão da sua história.

    E estava mesmo a referir-me a casos em que a solução é 100% software livre e não apenas os servidores (que a esses já eu perdi a conta).

    Das duas, três: ou o pessoal não tem tempo para escrever os casos de estudo, ou não está interessado, ou as empresas não querem que se saiba (e neste último grupo, conheço algumas).

    Falta de tempo (Pontos:1)
    por Moondevil em 19-06-06 21:37 GMT (#20)
    (Utilizador Info)
    Eu acho que muitos dos que cresceram com Linux agora andam ocupados com outras coisas. Por exemplo, eu era um acérrimo defensor de Linux e por várias vezes tive o meu PC só com Linux. No entanto hoje em dia, embora trabalhe com Linux, acabo por usar Windows em casa. Porquê? Porque a minha vida pessoal não me permite perder horas a configurar distribuições. Hoje em dia, quando experimento uma destribuição, se há algo que não funciona, nem me dou ao trabalho de a configurar. E isso penso que é geral a muitos programadores que cresceram com as versões iniciais do Linux.
    O camelo e a agulha (Pontos:1)
    por Zarluk em 19-06-06 23:16 GMT (#22)
    (Utilizador Info) http://o-caos-avassalador.blogspot.com/
    Parafraseando o JC: "é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha que um não-amigo dos editores ver um artigo aprovado no Gildot".

    Outras razões já foram apontadas, e grande parte provavelmente verdadeiras, mas a dificuldade de ver um artigo aprovado para discussão afasta muita gente, sobretudo os mais novos (ou deveria dizer antes: os menos velhos?). Além de que, às vezes, as discussões assemelham-se demasiadamente aos comentários dos 2 velhos dos Marretas :-(

    Ando mesmo armado em nerd, se não nem me tinha dado ao trabalho de escrever estas linhas ;-)

    Re:O camelo e a agulha (Pontos:1)
    por ParceiroPensador em 21-06-06 23:46 GMT (#45)
    (Utilizador Info) http://parceiropensador.net
    A metáfora é engraçada, mas pouco adequada. Da primeira vez que submeti um comentário, foi publicado relativamente rápido. Tinha todos os factores anti: sou mulher, advogada (the devil, the devil...), e não conhecia, à época, nenhum dos editores. Mas, se a ideia é criar um fórum com um mínimo de mais-valia, há mesmo que ter um critério que ultrapasse o mero bitaite. Pessoalmente gostava muito de ver o Gildot readquirir a vitalidade que me dizem que tinha antes de eu o começar a ler, quer a ele, quer ao seu Big Brother. Se for decaindo, não é com certeza por não fazer falta.
    - So this is how liberty dies, with thunderous applause . . . (Padmé, The Revenge of the Sith)
    Nem por isso, e estás a misturar as coisas. (Pontos:1)
    por BugMeNot.com em 20-06-06 23:23 GMT (#35)
    (Utilizador Info)
    gits, não é verdade que as comunidades em torno do OSS ou FS estejam a decrescer. Isso é demonstrado pelos factos: a Sun cada vez mais se embrenha no OSS ou FS (java, solaris, sun studio creator), a IBM tem vindo a manter uma forte presença onde a prata da casa é o projecto eclipse, o google começou tb a contribuir de forma importante (ainda há pouco lançou o fenomenal GWT), tb a Oracle, etc.

    Isto a nível empresarial. A nível de projectos, as grandes bandeiras continuam vivas e com bastante saúde: linux, jboss, apache (web server e resto da suite apache), gcc, gimp, eclipse (poderosissimo com a brutalidade que vai ser a major 3.2 + calisto quase a sair), etc etc

    A nível dos indivíduos, a comunidade que produz o pequeno/médio utilitário, que são importantissimos pelos projectos em si e pelo que representam em formação, inovação e berço de maiores projectos, basta dar uma olhadela no freshmeat para ver que o número de projectos, bem como a sua qualidade, não diminuiu.

    Portanto, neste tópico, francamente tens uma opinião contrária ao que realmente se está a passar.

    Em termos das comunidades portuguesas, especialmente as que eram baseadas em forums, aí sim, houve um declinio. Focando-me no gildot, esse declinio começou há uns dois ou trÊs anos, altura em que a maior parte dos antigos utilizadores deixaram progressivamente de participar (o meu user id era o cento e poucos). O gildot tinha um capital humano de utilizadores muito grande, concentrava os oldtimers e ia abraçando os newscomers. Isto começou a deixar de funcionar quando:

  • começou a ser giro defender algumas coisas só por defender, e atacar outras só por atacar
  • começou a ser ainda mais giro ir contra a corrente -- surge sempre um ou outro palhaço que é do contra, só por ser do contra.
  • modelo de submissão/aprovação deixou de funcionar por indefinição, vício e falta de coerência dos editores
  • a maior parte dos editores cagou-se no gildot (mas nunca quiserem deixar de ser editores, o que não deixa de ser curioso) e não foram aceites novos editores
  • modelo de moderação completamente idiota -- users a classificar para cima ou para baixo os comentários. Incontáveis as discussões que houve por causa disto, e acabou por nunca funcionar como filtro de qualidade dos bons comentários, como era suposto funcionar, porque os "votos" eram dados por clubite ou entre grupos de amigos (no shit, houve uma fase dos putos do politécnico da covilhã que até metia nojo)
  • fim dos anónimos
  • o próprio modelo de forum começou-se a revelar insuficiente (tenho que submeter uma história para aprovação? Não posso apagar os meus posts? Corrigi-los? Porque tenho uma janela ridiculamente minuscula de edição?)
  • e finalmente, porque surgiram outras alternativas, embora nenhuma consiga reunir tanto "quorum" por razões óbvias

    É triste porque o gildot funcionava como o espaço agregador da nossa pequena massa crítica das TI. Com o afundar do gildot, pelas razões acima expostas, a comunidade dispersou-se. Existem alguns sites técnicos maioritariamente usados por putos que querem ver os trabalhos de casa resolvidos (techzone, portugal-a-programar), alguns blogs que dissertam trivialidades, mas o espaço onde a "nata" (esta expressão não é minha) do IT se reunia perdeu-se. Quem gere o gildot não era obrigado a fazer nada contra isto, tal como não fez de resto, mas tendo feito o mais dificil -- criar o espaço e juntar a comunidade -- parecia lógico continuar o trabalho.

  • Do particular para o mainstream... (Pontos:2)
    por Tintim em 23-06-06 0:33 GMT (#47)
    (Utilizador Info) http://paulo.trezentos.gul.pt
    Será que a comunidade open source está a desvanecer-se (a diminuir), está menos activa ou, pelo contrário, está melhor do que há 8 anos?
    Primeiro, de que comunidade falamos?

    - Comunidade que preenche a necessidade de filiação -
    Se falamos da comunidade tipo GULs e Gildots (G&G) que nos preenchia a necessidade de filiação, talvez nenhuma das hipóteses anteriores esteja totalmente certa.
    Simplesmente, talvez essa comunidade esteja apenas diferente.
    Ao GilDot falta-lhe o fulgor de outras épocas, mas existem 1001 blogs e novos sites. E GULs (como não existiam em 96). E Lan Parties com Linux. E conferências universitárias.
    Mas, sim, não existe Simplinux. GilDot effect. Workshops do ISCTE. bla bla... Falta um core de pessoas que "vão a todas" e serviam de massa para colar o resto.
    Para além de todas as razões anteriormente referidas, acho que a principal razão foi a massificação da utilização de open source.
    Se gostamos de uma coisa específica, é mais fácil mobilizar as pessoas que gostam dessa coisa a reunir e trocar experiências.
    Quem quer reunir e falar de OpenOffice? Ou de firefox? Há tanta gente a utilizá-lo que lá por o fazermos não nos torna diferente.
    Isto para as comunidades dos G&G.

    - Comunidade que preenche a necessidade de conhecimento / informação -
    Com os sites de apoio / dúvidas (Startux, Comunidade.caixamagica.pt, pt.comp.so.linux,..) já acho que seja diferente. Nunca esteve tão forte.
    Existem catrafadas de Wikis e foruns a apoiar os utilizadores de software open source. São mais pequenos e estão muito dividos porque o acesso à tecnologia é hoje mais fácil.

    Questões colaterais:
    Não acho que o modelo GilDot esteja acabado como já foi dito em detrimento de um modelo mais democrático.
    Os blogs e podcasts têm todo o sentido mas não são a mesma coisa. Não permitem concentrar informação e a nossa capacidade de ir a todas é limitada.
    Os sites têm ciclos. O GilDot está a passar a crise, o "inverno". Por vezes até talvez fosse melhor um inverno mais radical e extremo, para poder começar a subir novamente, a mergir. Ou ser substituído por outro site com os mesmos objectivos...

    é a vida! (Pontos:1)
    por Viriatus em 24-06-06 17:48 GMT (#48)
    (Utilizador Info)
    o ppl que anda na net está mais preocupado em sacar filmes, música ou pr0n. Interessaram-se pelo Linux inicialmente, instalaram-no, viram o quão limitado é, fartaram-se e continuaram a sua vida normal usando Windows. Por outro lado o ppl todo em Portugal usa tudo programas em versão inglesa e vai procurar informação em inglês ao invés de outros países que são mais fechados como e França. por causa disso os forums portugueses andam às moscas. A vida continua, o fortes sobrevivem e os fracos continuam a morrer às dúzias.
    Re:é a vida! (Pontos:2)
    por gass em 24-06-06 20:11 GMT (#49)
    (Utilizador Info) http://www.otiliamatos.ath.cx/~gass
    concordo, mas também, nascem foruns todos os dias e o seu movimento depende em muito de actividades paralelas, que por vezes não existem. Por exemplo, o caso do Debianpt.org em que o seu movimento é maior derivado às traduções que são incorporadas em debian.

    O numero de utilizadores activos raramente deixa de ser sempre o mesmo, porém, debian em portugal é mais utilizado como servidor, logo não necessita sequer de grandes traduções e também, quem usa em servidor, normalmente procura no google ou reenode.net ou otfc.net . Nós sabemos isso, temos consciência que se dinamizássemos um pouco conseguiriamos melhores resultados, no entanto, ninguém está para apostar nisso e vamos andando assim, sem queixas, mantendo o nucleo duro do sitio.

    Lá está a linha ... mais dinamização, melhores resultados.
    Cumps-
    Gass

     

     

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