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Milhares Fecham em Protesto Contra as Patentes de
Contribuído por jmce em 14-04-04 12:08
do departamento
News Cyclops escreve "Eurodeputados Chocados com Comportamento de Comissão e Conselho

Cerca de dois mil e quinhentos sítios da web fecharam as suas "portas" enquanto a manifestação on-line culmina na manifestação ao vivo em Bruxelas, e se espera ver repitido o impacto de acções similares às de Setembro de 2003, que ajudaram a convencer o Parlamento Europeu a votar claramente contra patentes de software. Apoiantes da posição do Parlamento Europeu organizaram conferências para explicar os perigos das patentes de software, e têm mobilizado uma "greve online" e um desfile em Bruxelas a 14 de Abril sob o slogan "Patentes de Software Não -- Poder ao Parlamento".

Após meses de negociações nos bastidores, a Presidência Irlandesa da União Europeia trouxe novamente ao nível "político" a proposta de directiva Europeia sobre patentes de software. Os Irlandeses querem que os membros do Conselho de Ministros dos estados-membros concordem em desistir de quaisquer objecções até Maio. O rascunho do texto proposto pela Directiva rejeita todas as emendas clarificativas feitas pelo Parlamento Europeu em Setembro de 2003 e em vez delas força a patenteabilidade directa de programas de computador, estruturas de dados e descrições de processos. Uma tentiva de último recurso da delegação Luxemburguesa para assegurar a interoperabilidade com standards patenteados foi rejeitada.

Em "estado de choque", Eurodeputados exprimem a sua opinião sobre o comportamento do Conselho de Ministros da UE:

Piia-Noora Kauppi, Eurodeputada Finlandesa do Partido Popular Europeu, expressa o seu estado de choque perante o desprezo do Grupo de Trabalho do Conselho perante a democracia parlamentar:
Ao tentar procurar por um compromisso com o Parlamento Europeu sobre a proposta para patentear inovações implementadas em computador (patentes de software), o Conselho deveria basear o seu trabalho na decisão final do Parlamento tomada em plenário, não na da Comissão ou do Comité dos Assuntos Jurídicos. Avaliando os documentos produzidos até agora pelo grupo de trabalho do Conselho, parece que o Conselho não está a tomar em conta a vontade dos legisladores eleitos da Europa.


Daniel Cohn-Bendit, Eurodeputado, líder parlamentar do grupo dos Verdes/EFA acrescenta:

O grupo de trabalho do Conselho tem até agora falhado completamente em lidar com os problemas que os comités da Cultura e da Indústria tentaram resolver. Estão a actuar da mesma forma que o comité dos Assuntos Jurídicos actuou no ano passado, e podemos esperar que eles falhem da mesma forma.

É evidente que os oficiais de patentes nacionais no Conselho não querem "harmonização" ou "clarificação". Eles simplesmente querem assegurar os interesses estabelecidos das patentes. Se não conseguirem o que querem, eles simplesmente enterram o projecto de directiva e tentam encontrar outras formas de dar a volta à lei existente, que claramente lhes é tão dolorosa.


Bent Hindrup Andersen, Eurodeputado do Movimento de Junho Dinamarquês e membro do Grupo EDD, chama a atenção sobre a falta de democracia na UE que é exemplificada pelo comportamento da Comissão e do Conselho:

É chocante a aproximação da Comissão e do Conselho a esta directiva. Eles estão a utilizar completamente todas as possibilidades que têm para se evadirem à democracia que a Lei Comunitária actual permite. Primeiro ignoram 94% dos participantes da sua própria consulta, sem qualquer justificação para além de alegar que os restantes 6% representam a "maioria económica". Agora descartam por completo o voto do Parlamento Europeu e, já agora, do Conselho Económico e Social e do Conselho das Regiões.

Estão a fazer isto porque estão habituados a terem sucesso ao fazê-lo. A UE está construída assim. Transforma em mestre legislativos burocratas que não são responsabilizáveis. O problema é suportado pela completa falta de limites e equilíbrios no sistema de patentes Europeu. A UE e Patentes combinam-se numa mistura particularmente tóxica. os cidadãos Europeus necessitam urgementemente de acompanhar este assunto e aprender as lições antes que seja tarde demais. Em particular não deveriam permitir que este tipo de estrutura seja perpetuado numa Constituição Europeia este ano.


Os protestantes manifestarão-se contra as tentativas dissimuladas de contornar o voto democrático de Setembro de 2003 do Parlamento Europeu onde se clarifica que o software não é matéria patenteável. Enquanto que se permitem invenções que o utilizam, o software não é reivindicável, tal como diz a Lei da Convenção Europeia de Patentes.

A acção começa com uma conferência de imprensa no Edifício Antonio Spinelli do Parlamento Europeu, primeiro andar, Área G, Sala N. 2 "Petra Kelly" às 10 da manhã, o desfile nas ruas de Bruxelas começa (às 11:30) e termina na Praça do Luxemburgo, e é seguido de uma conferência interdisciplinar sobre patentes de software com empresários, economistas, investigadores e académicos legislativos de relevo que têm participado no debate, mais uma vez juntando-os a políticos, que irão liderar os painéis.

Para detalhes sobre o programa, por favor visitar página "

Patentes de software na Europa: 14 de Abril | Mandrake 10.0 Official is out  >

 

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