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Licenciados em Portugal para quê?
Contribuído por BladeRunner em 28-03-03 0:59
do departamento canudos
Portugal Cláudio escreve "É do conhecimento geral, que o "boom" do "eu também vou ter um curso superior" tem cerca de uns 15 anos, e quer queiramos quer não ele continua a aumentar, o que tem provocado uns escândalos (pelo menos assim alguns os entendem) de ver por exemplo: um Professor de Inglês nas obras da construção cívil.
O pior mesmo é que não é só em uma área. Se não vejamos, praticamente 50% das pessoas que conheço (a nível escolar ) seguiram o ensino superior, uma vez que tou em informática e tive o contacto de 3 turmas do secundário, foram cerca de 25 alunos para o ensino superior, se desses 25 10 forem para Eng. Informática, e desses 10 5 acabarem o curso serão 5 eng. informáticos de uma Escola Secundária de concelho mínimo no meu caso.
Vamos multiplicar estes 5 Eng. Informáticos por todos os concelhos do país. Como é possível "absorver" estes todos ? (ou talvez não seja). Claro que por ter o curso de Eng. Informática não precisa se exercer essa função exactamente, mas... então qual era o objectivo?

Eu dei como exemplo Informática porque é a minha área, certamente isto repete-se por muitas outras áreas. Acho que era interessante todos vocês darem a vossa opinião ( e talvez para variar sem flames e sem guerras de "bom português")."

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    Licenciados ha muitos, e Engenheiros ? (Pontos:2, Interessante)
    por Shlak em 28-03-03 1:25 GMT (#1)
    (Utilizador Info) http://sweet.ua.pt/~etdgomes
    Acho q passa muito por aqui. O Boom de licenciados é realmente grande, mas perdem-se em areas que vão desdas linguas, passando pela economia até a biologia. E estes profissionais vão engrossando as listas de desempregados nos centros de emprego. No entanto ha uma falta de licenciados em Engenharia que até hoje não foi culmatada, e por favor contem-me de um caso de um Engenheiro que não tenha encontrado emprego.

    É so pegares no Expresso e veres secção de emprego. Pedem Engenheiros aos montes. O que falta é uma politica correcta de numeros clausos que aumente o numero de vagas em cursos com defice de profissionais como saude e engenharia e baixe os mesmos em cursos com excedentes como linguas. Não estou com isto a tentar estabelecer nenhuma politica de direita ou la q lhe valha (ja tou a espera dos flames) mas acredito piamente na gestão de recursos humanos a nivel nacional por parte do governo. Ou daqui a uns anos vamos sentir bem no pelo falta desses quadros em cenarios piores q o actual, onde somos invadidos por medicos e enfermeiras espanholas.
    Re:Licenciados ha muitos, e Engenheiros ? (Pontos:2)
    por grumpy bulgarian em 28-03-03 9:47 GMT (#7)
    (Utilizador Info) http://10.10.11.2
    em cenarios piores q o actual, onde somos invadidos por medicos e enfermeiras espanholas.

    ui que medo! vêm aí os espanhóis!

    pá, com esta história da integração europeia, o mais natural é andarmos todos a trabalhar uns para os outros, em todo o território da UE. não é escândalo nenhum e por esta altura já não devia causar espanto nem esse tipo de reacção ! :(

    por outro lado, e concretamente no caso dos profissionais de saúde, há que dizer que onde eles aparecem mais é fora das cidades principais de Portugal, nos sítios onde os médicos (e afins) portugueses exigem subsídio para compra de casa, carro, e uma série de outros bónus para compensar o incómodo de irem trabalhar para longe de casa. mal ficávamos se não houvesse esta alternativa e só fosse possível ter cuidados de saúde nas cidades principais.

    vou ver se encontro o link para o Expresso, mas não foi há muito tempo que lá escreviam sobre a falta de emigrantes na Finlândia: perguntaram ao sujeito do ICEP lá do sítio e ele disse que não há receio de serem invadidos pelos polacos/checos/letões/... porque tb nos '90 se falou do receio de serem invadidos por emigrantes espanhóis e portugueses e isso não se verificou.

    no mesmo artigo constava que na Finlândia o salário médio ronda os €2000, e as pessoas dão como bem gastos os 40% dele que são retidos como impostos, dado que os serviços públicos são excelentes. 'Bora para a Finlândia!


    Grumpy B)

    Re:Licenciados ha muitos, e Engenheiros ? (Pontos:2)
    por cgd em 28-03-03 11:17 GMT (#16)
    (Utilizador Info)

    Pedem engenheiros aos montes? Qual é o Expresso que andas a ler?!

    As áreas de engenharia quimica andam na amargura há uma série de anos (eu sei, porque a minha mulher é enga quimica :-). E isto inclui todas as vertentes, nomeadamente biotecnologia, que é suposto ser o grande hype do momento (e futuro)!

    Mesmo em cursos de eng tradicionalmente com mais saída como enga electroténica e informática, existem muitas dificuldades: conheço uma série de pessoal no desemprego com esses cursos, alguns mesmo em desemprego de longa duração (== mais de 1 ano sem emprego). Um caso em particular (electro) leva quase dois anos no desemprego. De engenharia, o único curso que me vem à cabeça onde as coisas possam não ser tão más, talvez seja o de enga civil, mas não conheço ninguem com esse curso. De resto, mecânica, electro, informática estão ela por ela e química bastante pior.

    Na verdade, o teu discurso é uma frase feita, bastante recorrente por sinal, mas que, como todas as frases feitas, não correspondem exactamente à realidade. O número de licenciados (ou pessoas formadas e especializadas em geral) é "excessivo" se não se adapatar às necessidades do país, sejam elas quais forem. Ou seja, à realidade economica do país. Um engenheiro por ano pode ser demais se a economia não precisar de engenheiros (Maldivas por exemplo).

    O que se passou em Portugal, é que houve um grande investimento na educação. Aqui houve uma brecha de oportunidade para os privados. Os privados querem ganhar muito e gastar pouco. No ensino superior isso significa cursos de letras (chamados de papel e lápis). Houve um aumento grande de licenciados nestas áreas e começou-se a criar a ideia -- correcta -- que havia desta gente a mais e simultaneamente a ideia -- errada -- que existiam engenheiros a menos. Agora é vê-los no desemprego...

    Uma coisa entretanto tem que ser vista: tendo em conta que a formação é geracional (isto é, não se formam engs ou médicos de hoje para amanhã) é melhor ter gente formada agora, sem economia para os absorver "hoje", do que a economia de "amanhã" precisar e não os ter. Por isso é que em cima escrevi "excessivo" entre aspas: a formação das pessoas não deve depender apenas da economia actual... aliás, não deve depender apenas da economia. Ponto.


    -- carlos

    Re:Licenciados ha muitos, e Engenheiros ? (Pontos:1)
    por Pirlas em 28-03-03 11:36 GMT (#18)
    (Utilizador Info) http://edgar.santarem.org
    Exemplos e o que nao faltam. Dos que acabaram o meu curso, ou seja Licenciatura em Eng. Electrotecnica o ano passado, que eu tenha conhecimento do 1 tinha trabalho. E esse estava a trabalhar como devellooper para a Vodafone atraves de uma empresa de trabalho temporario. Os outros nickles... Epa as coisas nao sao assim tao faceis como nos jornais se diz. Se reparares vem la dito : Experiencia anterior e factor preferencial
    Edgar Durao (Pirlas)
    Escandalo ? (Pontos:2, Lança-chamas)
    por leitao em 28-03-03 9:26 GMT (#5)
    (Utilizador Info) http://scaletrix.com/nuno/
    É do conhecimento geral, que o "boom" do "eu também vou ter um curso superior" tem cerca de uns 15 anos, e quer queiramos quer não ele continua a aumentar, o que tem provocado uns escândalos (pelo menos assim alguns os entendem) de ver por exemplo: um Professor de Inglês nas obras da construção cívil.

    O que e' escandaloso, e' alguem pensar que isto e' um escandalo!


    "Arguing on the Internet is like running in the Special Olympics -- Even if you win you're still retarded."

    Re:Escandalo ? (Pontos:2)
    por MacLeod em 28-03-03 10:12 GMT (#9)
    (Utilizador Info)
    Ainda por cima, escrevendo professor com P grande quando se refere a alguém que provavelmente só tem uma licenciatura.
    Re:Escandalo ? (Pontos:1)
    por BlueRibbon em 28-03-03 19:32 GMT (#40)
    (Utilizador Info)
    Ainda por cima, escrevendo professor com P grande quando se refere a alguém que provavelmente só tem uma licenciatura.
    Sim, isso é que é importante. E viva aos super licenciados, aos super mestres, aos super doutores...

    KISS - Keep It Simple, Stupid!

    Re:Escandalo ? (Pontos:1)
    por bracaman em 29-03-03 1:08 GMT (#45)
    (Utilizador Info)

    Nao entendi o problema... tens alguma coisa contra [Pp]rofessores? :-)


    Re:Escandalo ? (Pontos:0, Interessante)
    por Anonimo Cobarde em 29-03-03 22:50 GMT (#50)
    Olá Não tenho nada contra os professores.Mas existem problemas na Educação Portuguesa que parece que só são visiveis em tempo de crise. Foram os meus professores do secundário que me deram as bases que uso no meu dia à dia, como nas contas do supermercado, com os trocos. É triste ver como se não damos à menina da caixa o dinheiro que ela registou inicialmente que iamos dar, e do qual a máquina já fez o troco, o problema que se gera!Ás vezes opto pelo multibanco só para não gerar mais confusão! Penso que este assunto da Educação e dos professores é muito complicado no nosso país porque queremos. Temos um sistema tão complicado onde entram tantos protagonistas, que para fazer qualquer coisa neste país, só mesmo com "esquemas" em vez de "competências" é que a maior parte das vezes as coisas progridem. Depois temos socialmente o estigma de sermos probrezinhos.Somos os probrezinhos da Europa.Somos os piores em acidentes de viação.Somos os piores em aproveitamento escolar e anos de escolaridade, enfim somos mesmo pobrezinhos. E pior de tudo, somos probrezinhos de espirito. É mais importante para a maior parte das pessoas que conheço, ter um carro grande e vistoso, do que irem aos espectáculos, às exposições e cultivarem o espirito com ideias novas. Será que essas coisas por não serem cultivadas desde a juventude, faz com que as pessoas depois não consigam as compreender em adultos e prefiram ir para os centros comerciais ver montras ? S.
    É o mercado (Pontos:3, Esclarecedor)
    por jazzy em 28-03-03 9:34 GMT (#6)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    Podem-se apontar vários culpados:
  • As Universidades, porque mantêem cursos a funcionar quando sabem de antemão que os alunos que entrarem nesses cursos não têem saída.
  • O Ministério da Educação, porque devia fechar esses cursos, ou deveria limitar o número de vagas.
  • Os alunos, que preferem entrar na Universidade, num curso que sabem de antemão que "não tem saída", a não entrar na Universidade.

    Independentemente de quem seja(m) o(s) culpado(s), é indiscutível que quando uma pessoa acaba o curso tem direito a trabalhar, independentemente de ser na área da sua formação escolar ou não.


    Jazzy
  • Re:É o mercado (Pontos:3, Informativo)
    por MacLeod em 28-03-03 10:23 GMT (#11)
    (Utilizador Info)
    Exactamente. A questão das universidades e dos cursos é facil de explicar: as universidades precisam de dinheiro (um pouco para pagar à boa quantidade de parasitas que por lá se instalou), e para isso precisam de alunos. Falando do caso do IST, que é o que conheço melhor, é por isso que vemos numeros clausus a aumentar, novos cursos a aparecerem, mais e mais. Porquê? Porque tem de se pagar a luz, as comunicações, e os salários das pessoas que não fazem nenhum (nem me estou a referir a professores, mas sim a funcionários a mais).

    O ministério da ciência e do ensino superior (provavelmente o que querias dizer) devia ter um papel mais activo e nem sequer aprovar esses cursos, mas estamos em Portugal. É uma questão de interesses. E enquanto o país vai apertando o cinto, o MCES vai apertando nas zonas mais fáceis de apertar: deixa de não renovar os contratos a prazo, corta na FCT e corta os fundos à ciência e tecnologia (o Japão gasta cerca de 3% do PIB na ciencia e tecnologia, os USA 2.8%, a UE em média cerca de 2%, e Portugal uns miseros 0.57%!).

    Re:É o mercado (Pontos:2)
    por MacLeod em 28-03-03 14:41 GMT (#29)
    (Utilizador Info)
    Oops. Obviamente era "(...) deixa de renovar (...)".
    Re:É o mercado (Pontos:1)
    por Init em 28-03-03 12:24 GMT (#22)
    (Utilizador Info)

    As universidades, não trabalham nem devem já mais trabalhar para mercados ou quais quer interesses comerciais. A função das universidades é ser uma fonte de conhecimento para Portugal.
    É do interesse de Portugal manter em funcionamento parte desses cursos, que não têm saida, desde que sejam uma fonte de conhecimento que não seja obtido em outros cursos. É muito importante manter a capacidade de ter e criar conhecimento, nas mais divérsas àreas possiveis, nem que seja para mais tarde não termos problemas com falta desse conhecimento, dessa experiência.
    A existência de cursos não deve ter em conta a existência ou não de saidas, mas o numero de vagas já deve ter em conta 3 coisas: a procura, as saidas profissionais dos alunos e as necessidades em quantidade do país.

    Mais um culpado, são os empregadores, que exigem anos de experiência em diversas àreas, para qualquer empregozeco.


    Re:É o mercado (Pontos:2)
    por jazzy em 28-03-03 13:08 GMT (#23)
    (Utilizador Info) http://www.gildot.org
    A existência de cursos não deve ter em conta a existência ou não de saidas, mas o numero de vagas já deve ter em conta 3 coisas: a procura, as saidas profissionais dos alunos e as necessidades em quantidade do país.
    Se há licenciados em (muito) excesso, a procura é muito inferior à oferta, as saidas profissionais também não podem ser muitas e as necessidades em quantidade do país são inferiores aos licenciados, senão os licenciados desse curto no desemprego seriam uma quantidade marginal.
    Logo, o número de vagas deve tender para zero (ou seja, fechar o curso).


    Jazzy
    Re:É o mercado (Pontos:1)
    por Init em 28-03-03 14:16 GMT (#28)
    (Utilizador Info)

    Mas n se deve fechar o curso, porque não a função das universidades regular o mercado de emprego. A função é providenciar conhecimento e deve ser éssa a logica dominante. É que pode não haver actualmente a necessidade de determinado conhecimento, mas pode haver no futuro, por isso tem de ser mantida uma capacidade minima.


    Um curso superior dá direito a ... (Pontos:0)
    por Anonimo Cobarde em 28-03-03 9:56 GMT (#8)
    Na realidade um curso superior dá direito a ... ter um curso superior.
    Não acho que seja passaporte directo qualquer que seja o trabalho ou estatuto.
    Os alunos do ensino superior deveriam ver a universidade como um meio de ter uma melhor preparação para determinado serviço/trabalho e não como uma garantia do que quer que seja.
    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por Dr.CornFlakes em 28-03-03 10:34 GMT (#12)
    (Utilizador Info)
    Exacto.

    Não envias o cupão para ganhar automaticamente o prémio.

    A segurança no trabalho, se algum dia a houve, nunca mais será a mesma.
    Esqueçam as garantias, os confortos ou qualquer outra sensação semelhante de que estão feitos para a vida.

    Num futuro não muito longínquo, o trabalho será pago à tarefa e não numa base mensal. Sim, mas em quase todos os sectores. A precariedade, na boca de alguns, e a concorrência/competitividade na boca de outros, veio para ficar, conveçam-se disso. E aí, o mérito vingará.

    Estou farto de ser "atendido" por quem julga que me está a fazer um favor.

    Não sei, no entanto, se isto não será contraproducente, porque a história ensina-nos que os resultados nunca são os esperados.
    A não ser a morte (cliché obrigatório).

    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por tripas em 28-03-03 10:35 GMT (#13)
    (Utilizador Info)
    E muitas vezes ter um curso superior não passa de uma maneira usada por muitos para se promoverem socialmente. É que é muito mais chique ser chamado de "Sôtor" ou "Sr.Engenheiro" do que Sr. Manuel ou Sr. Joaquim.

    Este tipo de mentalidade ainda está muito enraízado no nosso país em que se alguém é licenciado é tido como um "ser superior".

    No meu caso estou prestes a terminar a minha licenciatura em engenharia informática e considero que a mesma foi importante para a minha profissão actual já que me permitiu adquirir conhecimentos e experiências que me valorizaram como profissional e como pessoa. No entanto tenho a noção que o que é preciso é dar no duro no emprego e tentar resolver das melhores maneiras os problemas que nos vão surgindo. Não é a licenciatura nem o "estatuto" que me vão resolver as coisas.

    Bem hajam!

    Hugo Gonçalves
    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por Pirlas em 28-03-03 11:41 GMT (#19)
    (Utilizador Info) http://edgar.santarem.org
    Toda a razao. Infelizmente para muitos o grau academico adquirido e um estatuto social. Esquecem-se do que deviam aprender, e sobretudo no caso da engenharia em que a mesma lhes da ferramentas para trabalhar e ultrapassarem problemas. O mundo la fora e a selva e para quem nunca trabalhou e dificil nalguns aspectos. Ter um grau academico nao e sinal de inteligencia, mas sim sinal que se esforcaram para o ter (ou ainda uma sorte dos diabos)... conheco colegas meus que coitados.... La que estudem muito ta bem. MAs quando postos uma nova situacao, nao a sabem resolver, so sabem as que conhecem. E sao estes alguns dos Engenheiros de amanha. Enfim... mas quem marra e que acaba o curso depressa.
    Edgar Durao (Pirlas)
    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:2)
    por cgd em 28-03-03 11:33 GMT (#17)
    (Utilizador Info)

    Os alunos do ensino superior deveriam ver a universidade como um meio de ter uma melhor preparação para determinado serviço/trabalho e não como uma garantia do que quer que seja

    Bom, isso é um pouco discutível. Nos cursos superiores aprendem-se uma série de coisas que não são precisas para nada na vida prática. Talvez sejam mesmo a grande maioria. E estamos a falar de cursos superiores que formam pessoas para as realidades (tecnológicas, por exemplo) actuais. Passados 10 ou 20 anos, praticamente nenhum desses conhecimentos servirá seja para o que for.

    Será que se está a preparar melhor então as pessoas para realizar o tal serviço/trabalho? Não directamente! Para isso ensinava-se-lhes a realizarem esses serviços/trabalhos (podiam ser mais que um) propriamente ditos. Ou seja, cursos práticos.

    Aqui entra a ideia do curso superior ser uma medida de capacidade. Eu tive um professor que uma vez disse isso explicitamente. Nunca mais me esqueci disso. E acaba por estar mais próximo do curso superior ser uma garantia -- porque o fulano passou na "prova de esforço/capacidade" e à partida dá garantias de ser bom -- do que ser uma melhor preparação.

    Contudo, se todos derem a mesma garantia, ela deixa de fazer sentido enquanto garantia. É esta a falha dos cursos superior enquanto garantia de emprego -- existem demasiadas pessoas a tê-los.


    -- carlos

    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por Init em 28-03-03 14:07 GMT (#27)
    (Utilizador Info)

    Nos cursos superiores aprendem-se uma série de coisas que não são precisas para nada na vida prática. Talvez sejam mesmo a grande maioria. E estamos a falar de cursos superiores que formam pessoas para as realidades (tecnológicas, por exemplo) actuais.
    Penso que é suposto que um curso superior ter uma componente teorica, que prepare para o maior numero de casos possivel, é evidente que nem todos vão utilizar as mesmas coisas, e que nem todos vão usar tudo o que aprenderam. Tendo também uma importante componente prática que não deve preparar para uma tecnologia especifica, mas sim para a tecnologia.
    Um curso superior não é um curso profissional, nem uma acção de formação

    Passados 10 ou 20 anos, praticamente nenhum desses conhecimentos servirá seja para o que for.
    Isso acontece por as pessoas estarem a aprender uma implementação especifica de tecnologias, e não a compreender como funcionam as tecnologias.

    Será que se está a preparar melhor então as pessoas para realizar o tal serviço/trabalho? Não directamente! Para isso ensinava-se-lhes a realizarem esses serviços/trabalhos (podiam ser mais que um) propriamente ditos. Ou seja, cursos práticos.
    Cuidado, pois corre-se o perigo de transformar um curso superior num curso profissional. O objectivo de um curso superior é transmitir conhecimento sobre uma determinada àrea não é um curso profissional.


    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por Shlak em 28-03-03 16:56 GMT (#33)
    (Utilizador Info) http://sweet.ua.pt/~etdgomes
    Mas aqui é que existe distinção entre Curso Superior e outro curso qq. O curso superior prepara o individuo com as bases (no caso das engenharias: matematicas e fisicas) que lhe permitem compreender todos aspectos relativos à sua area e desta forma torna-lo mais apto a aprender novas tecnologias. Como um professor uma vez me disse, "Nunca vão aplicar o q vos ensino directamente, mas qd estiverem a X e Y vão se lembrar do que vos ensinei e perceber pq eh q X e Y são diferentes e pq é que um hade ser melhor q outro.
    Um tipo q tenha um curso pratico sabe q X é um martelo e até praticou a martelar. mas se um dia lhe derem um berbequim ele nao vai perceber pq razao nao hade martelar a broca na parede!. E vai necessitar de Yet Another Curso de Formação de como fazer furos na parede. Já um individuo com formação Superior sabe q existem varias maneiras de pendurar quadros, q existem metodos de empurrar directamente objectos na parede (até pode aprender a usar martelo) e outros metodos mais evoluidos baseado em abrir primeiro buraco. E quando lhe derem um berbequim por certo ele rapidamente entende que não para martelar a broca e q pode servir para fazer buracos.
    Em conclusão, a formação superior de caracter teorico dá uma bagagem ao individuo para melhor entender varios aspectos da sua area, correntes e futuros
    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:2)
    por DomusOnline em 28-03-03 17:34 GMT (#37)
    (Utilizador Info) http://bandalarga.domus.online.pt/
    O problema surge quando muitos estudantes de licenciatura só querem aprender a martelar, porque tudo o resto é uma seca ;)

    Cumprimentos.
    Re:Um curso superior dá direito a ... (Pontos:1)
    por Arrepiadd em 29-03-03 9:32 GMT (#47)
    (Utilizador Info)
    Mas por isso é que cada universidade tem um mecanismo regulador aos alunos que saiem de cada curso. Se um aluno só quer aprender a martelar, talvez até tire um 19 ou 20 na cadeira de martelanço. Mas na cadeira de técnicas de suspensão de objectos tira um 10 porque decorou umas cenas e até havia uma pergunta de martelos... E depois sai do curso com média de 10 ou 11.

    Porque não nos podemos esquecer que existem mais que uma licenciatura. Cada licenciado sai da universidade com uma nota e essa nota permite a alguns prosseguir estudos (mestrados e doutoramentos), porque não são só os licenciados que fazem falta, e a outros permite... se calhar não permite nada porque não quiseram aprender nada.

    Democratização? (Pontos:1)
    por toze em 28-03-03 12:19 GMT (#21)
    (Utilizador Info) http://mega.ist.utl.pt/~tozevv
    Acho é escandaloso que considerem a democratização do ensino superior um mal per si!

    Em 1º lugar é sempre bom ter uma sociedade culta e informada. Quanto mais pessoas souberem mais é melhor para todos. Por isso é que na Finlándia ou a Noruega eles vivem melhor que nós - não têm 10 %
    de analfabetos.

    Naturalmente que há pessoas muito espertas e muito competentes sem curso superior - mas o curso superior também não é só um indicador de "o-gajo-passou-por-isto". Algures no meio termo
    está a utilidade de possuir o curso.

    O que correu mal em Portugal no que toca ao Ensino Superior foi a gestão das expectativas. O estado deu a entender que o mundo iria ser perfeito e fácil para quem tivesse um curso superior.

    E Portugal formou claramente pessoas a mais numas áreas e a menos noutras. Por exemplo, Portugal tem praticamente o mesmo número de advogados que a França que é 5 vezes maior! E temos, em média,
    50% do número necessário de licenciados em engenharia.

    Há outra falácia na gestão do ensino superior que é fazer medidas de necessidade na base da procura no curto prazo. (cgd, esta é para ti :-)) A Europa tem 2000000 (dois milhões) de engenheiros informáticos a menos! Para os próximos 10 anos! O facto de não existir procura em situações de recessão é perfeitamente natural e não reflecte as necessidades reais no médio-longo prazo! Se não tiveres engenheiros em portugal porque raio uma empresa de engenharia viria para cá?


    Tó-Zé 'Senador'
    Re:Democratização? (Pontos:2)
    por cgd em 28-03-03 13:54 GMT (#24)
    (Utilizador Info)

    Há outra falácia na gestão do ensino superior que é fazer medidas de necessidade na base da procura no curto prazo. (cgd, esta é para ti :-))

    Hey, I resent that! :-)
    No #16 eu terminei assim: «é melhor ter gente formada agora, sem economia para os absorver "hoje", do que a economia de "amanhã" precisar e não os ter. Por isso é que em cima escrevi "excessivo" entre aspas: a formação das pessoas não deve depender apenas da economia actual... aliás, não deve depender apenas da economia. Ponto.»

    Não me parece que seja justo dizeres que eu caio na falácia de dizer que a capacidade de formação deve ser ajustada ao nível da economia. Eu até salvaguardei o contrário e tudo!

    Mas facto são factos, e se a capacidade formativa for desajustada das necessidades económicas, então existem muitos formandos que não vão desempenhar as activadades para as quais foram preparados. Isso é um facto da vida.

    Deve é haver claramente um equilibrio deste desiquilibrio :-) I.e. quantas pessoas é que nos podemos dar ao luxo de formar sem que haja retorno no curto prazo? Isso tem custos que poderiam ser afectados a algo mais produtivo... Mas no geral concordo que a formação não deve ser apenas dependente da economia (mas também!).


    -- carlos

    Re:Democratização? (Pontos:1)
    por toze em 28-03-03 14:07 GMT (#26)
    (Utilizador Info) http://mega.ist.utl.pt/~tozevv
    Pá, o comentário do cgd foi só para te chatear!

    Acho que estamos de acordo. As necessidades económicas no curto ou médio prazo são importantes, mas não são o único factor a ter em conta!

    Eu acabei o curso há 2 anos e só em impostos sobre o Rendimento (IRS) já o paguei. Portanto acho que até fui um bom investimento para o estado ;-).
    Não é útil gastar 4000cts na formação superior de alguém cujo diferencial de produtividade entre
    ter ou não ter o curso é de 5 contos por mês!

    Para equilibrarmos a balança têm de ser tomadas medidas pouco simpáticas:

    1. Informar claramente os jovens sobre o estado de saídas e remunerações de cada área profissional.
    2. Limitar a profileração de cursos.
    3. Responsabilizar as instituições de ensino superior perante a sociedade (boards de gestão com elementos da sociedade civil, como se faz nos EUA)
    4. Discriminar as contribuições fora do OE (vulgo propinas) por necessidade e por excelência das instituições.


    Tó-Zé 'Senador'
    Não vou acrescentar nada de novo .... (Pontos:1)
    por Lello Minsk em 28-03-03 14:03 GMT (#25)
    (Utilizador Info)
    De facto , nunca ninguém disse que ter uma licenciatura = ter um bom emprego , alias , esse é o principal erro da maior parte da população estudantil ( universitária ) ; um curso (licenciatura ou bacharelato ) , seja ele de que área for deveria ser uma mais valia , quem ingressa na Faculdade deveria fazê-lo pela vontade de aprender mais e de se especializar numa área que goste ( ou que pensa gostar ) .

    Se alguém frequenta uma licenciatura e no fim não arranja um emprego na area devido ao excesso de licenciados , só existe um culpado , a própria pessoa que deveria ter pensado nisso antes de iniciar a sua carreira universitária , ou que talvez não se tenha esforçado o suficiente . Se o professor de inglês não arranjou trabalho como professor tem que pensar que talvez seja melhor arranjar uma outra area em que trabalhar ou talvez esforçar-se mais na procura do emprego( o Mundo não é perfeito , quantos de nós trabalham naquilo que queremos ?) , talvez ele deva esforçar-se e tentar um Mestrado para que seja mais fácil arranjar emprego.

    Espero que o "boom" do "eu também vou ter um curso superior” aumente cada vez mais , é sinal que estamos a formar bons profissionais ( na teoria ) e de que estamos a afastar a imagem de Portugal como um pais de analfabetos e medíocres . A falta de vagas é um outro problema a ser combatido , mas não me parece que a solução passe por baixar a percentagem de licenciados ( ou acham melhor começar a criar uma futura geração de analfabetos para que existam mais vagas nos bons empregos ?)


    Atenção (Pontos:2)
    por André Simões em 28-03-03 15:00 GMT (#30)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Atenção, que me parece manter-se aqui uma "ideia feita", que no entanto é regularmente desmentida por estudos e pela própria verificação dos factos: Portugal tem licenciados a menos, e não a mais, como ainda há muito pouco tempo se verificou em mais um estudo, divulgado em vários jornais. O que se passa é que se calhar se anda a investir em cursos que não têm procura, enquanto outros ou não existem ou estão às moscas, o que dá a ilusão de haver licenciados a mais. Lembro-me, por exemplo, do que aconteceu em meados dos anos 90, com os cursos de gestão, e do que poderá acontecer dentro de pouco tempo (se já não está a acontecer) com os de engenharia informática.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Atenção (Pontos:2)
    por Cyclops em 28-03-03 17:25 GMT (#35)
    (Utilizador Info) http://www.1407.org
    Aqui devo discordar... o que aconteceu com o boom é que havia um tipo que dizia já ter mandado um tcpdump contra outro tipo e era logo considerado um guru de redes...

    Outra coisa que morreu com a explosão da bolha foram as tretas (tipo a doença das portalides que algumas mentes brilhantes ainda acham que é o que está a dar).

    A necessidade de solções informáticas não diminuiu... se calhar até tem aumentado. Não aumentou foi na direcção que alguns pretendiam...
    Re:Atenção (Pontos:2)
    por André Simões em 28-03-03 18:18 GMT (#39)
    (Utilizador Info) http://hesperion.catus.net
    Eu não disse que a necessidade de soluções informáticas diminuiu. Disse sim que receio que venha a acontecer com os engenheiros informáticos o que aconteceu com os gestores: um autêntico "boom" que depois tem dificuldade em ser assimilado pelo mercado. Também acho que a necessidade tem aumentado. Mas vamos a ver até quando.

    ---
    Omnia aliena sunt: tempus tantum nostrum est. (Séneca)
    "Tudo nos é alheio: apenas o Tempo é nosso."

    Re:Atenção (Pontos:2)
    por TarHai em 28-03-03 17:28 GMT (#36)
    (Utilizador Info) http://www.dilbert.com
    Estou mais inclinado a pensar que apesar de Portugal ter poucos licenciados, os empregos para esses licenciados ainda sao em menor numero. Portugal nao tem capacidade de empregar muita gente com formacao especializada, basta olhar para as empresas portuguesas para perceber isso.

    Seja como for, sempre achei a ideia que quem tem curso superior tem direito a emprego facil e salarios altos e uma ideia com os dias contados.

    Mas tens razao quanto a gestao e informatica. so tenho pena e q nao aparecam booms desses em ciencias da vida ;)


    ## I live the way I type; fast, with a lot of mistakes.
    Politica de Recursos Humanos em Portugal! (Pontos:1)
    por DeadKill em 28-03-03 15:59 GMT (#31)
    (Utilizador Info)
    Viva!

    Antes de mais nada quero dizer que sou licenciado em Economia (acabei em 2002), estou desempregado e à procura activamente de emprego.

    Agora vamos ao mais importante:

    O problema essencial do desemprego em Portugal ao nível das pessoas qualificadas, é o que eu posso chamar de um erro de "casting". Quero com isto dizer que se proporcionou-se às pessoas formação superior em áreas para as quais não existiam reais necessidades.

    Neste aspecto o erro é triplo:
            * Dos governos/Estado a nível central, porque nao estudou as reais necessidades do país em termos futuros. Não teve uma ideia de evolução para Portugal. Permitindo canalizar os recursos humanos para as àreas que realmente seriam necessárias. Mas como sabemos este planeamento dá trabalho e não se compadece com "agendas" privadas quer dos politicos eleitos, quer dos próprios partidos.
              * Os Professores/Universidades porque sabendo que estão a formar pessoas em àreas para as quais sabem que não terão um futuro fácil, continuam a pressionar o ministério da Educação para aumentar numeros clausus e criar novos cursos. Esta situação acontece porque muitos professores só vêem o seu estatuto e a sua evolução em termos académicos. As universidades deviam reconhecer os seus cursos que têm frequência superior ao necessário e reduzi-la. Deviam também reconhecer os cursos que não interessam nem ao menino Jesus e acabar com eles. Por fim deviam deixar-se de preocupar só com a área financeira e o crescimento da universidade/instituto assumindo a sua real importância como parceiros sociais para a evolução do país.
            * Por últimos os culpados, somos todos nós alunos, ex-alunos e pais. Por não analisarmos correctamente qual o verdadeiro futuro da nossa formação. Muitas pessoas ainda vêem o "canudo" como algo importante, que lhes dá um certo estatuto. Opinião que deve vir do trauma do Estado Novo, pois nessa altura existiam poucos licenciados. Mas virando-me agora para os pais que são responsáveis muitas vezes pela canalização dos filhos para o ensino superior, preferem muitas vezes que os filhos ingressem num curso qualquer superior mesmo que seja do estilo "como construir pirâmides através da mente". Mesmo que seja numa privada com os custos que isso terá para a bolsa familiar, o que interessa no final é o filho(a) ser licenciado, aliás "doutor". Esta coisa do doutor é algo que me irrita profundamente como é que qualquer badameco que é licenciado ou tem um bacharelato quer logo ser tratado de doutor? Se quer ser doutor estude mais uns anos. Agora quanto muito é um licenciado.

    Passando para outra área que ultimamente com o desemprego a aumentar em Portugal tem vindo a assumir maior preponderância, a FORMAÇÃO PROFISSIONAL.
    Nesta caso a situação ainda se torna mais agudizante do ponto de vista de recursos desperdiçados. Senão vejamos uma pessoa inscreve-se num centro de emprego e é logo proposto a frequência de uma formação qualquer na área das novas tecnologias, não paga nada, porque o curso é financiado pela União Europeia.
    E é aqui que começa novamente o problema das "agendas" pessoais. As empresas de formação que surgem actualmente como cogumelos à procura deste novo filão de ouro. Dá-se um curso qualquer às pessoas, o Estado paga com o apoio da UE, recebemos o dinheiro, as pessoas estão entretidas recebem por vezes um subsidio, e pronto cá estamos.
    Mas o problema da formação não é só nas novas tecnologias é em todo o lado. Na minha curta passagem pela vida profissonal (estágio) tive a oportunidade de contactar com pessoas numa área do interior onde existem fortes problemas de desemprego. O que me apercebi é que temos uma nova categoria profissional em Portugal, o "frequentador de formações com direito a subsidio". São pessoas que são formadas em calceteiros, depois em agricultura, depois em computadores, etc.. vão saltando de formação em formação desde que tenha subsidio. O objectivo principal destas formações devia ser formar pessoas para depois as colocar a realizar essa actividade quer apoiando uma empresa formadas por essas pessoas quer integrando-as em empresas já existentes, mas não desvirtuou-se o objectivo. Passou a ser: ocupar as pessoas, dando-lhes dinheiro de forma a estar semi-empregadas. No fundo criou-se uma espécie de emprego/trabalho que não é minimamente produtivo para economia nacional. Esta situação é ao nível das pessoas que digamos têm um nível de escolaridade mais baixo.

    Mas a formação errada também existe para quem já tem alguma qualificação. Basta ver um relato à tempos publicado no Expresso, onde um desempregado de uma antiga empresa de telecomunicações, que antes tinha funções de programador, viu-se obrigado a frequentar uma formação sobre os programas da microsoft na área de escritório (Word, Excel, ...) para poder continuar a receber o subsidio de desemprego. Isto é ridiculo, o "desgraçado" de certeza que sabia mais daquilo do que se calhar o formador que lá estava. Aliás este formador deve ser mais um das centenas de jovens que acaba o curso, não tem emprego e pronto lá vai para um curso de formação de formadores, algo que também está na moda.

    Para terminar, que já vai longo. E se leram até aqui desde já o meu obrigado! Acho que enquanto os portugueses não pensarem no futuro, não pensarem num projecto de país para o futuro, não teremos solução para esta diferença entre o que o país necessita e o que as Universidades/Institutos fornecem, criando desemprego. No fundo é preciso uma politica de Recursos Humanos com visão a longo prazo e não soluções pontuais para ocupar pessoas.

    Cumprimentos:
            Pedro Coelho

    P.S. Basta ver o caso das faculdades de medicina, metade dos alunos não termina o curso, ao que parece o número de médicos actualmente a sairem das universidades não chegam para cobrir os que estão a ir para a reforma, com uma desvantagem estamos a mandar para a reforma médicos especializados e a meter médicos ainda por especializar. Tudo isto fruto de mau planeamento no passado. Vamos mas é para a frente, há que correr com os actuais politicos e partidos que só querem é o ver o deles e poucos pensam no país, e mais importante tem tão pouco BOM SENSO.
    Re:Politica de Recursos Humanos em Portugal! (Pontos:1)
    por elcastigador em 28-03-03 17:41 GMT (#38)
    (Utilizador Info)
    "Aliás este formador deve ser mais um das centenas de jovens que acaba o curso, não tem emprego e pronto lá vai para um curso de formação de formadores, algo que também está na moda."

      Meu caro, à falta de melhor sempre dá para ganhar
      uns cobres. Poderias pensar em tirar um curso de
      formação de formadores, e provavelmente agora nao
      estarias desempregado.
       

    Re:Politica de Recursos Humanos em Portugal! (Pontos:1)
    por Init em 28-03-03 21:58 GMT (#41)
    (Utilizador Info)

    As universidades deviam reconhecer os seus cursos que têm frequência superior ao necessário e reduzi-la.
    Não cabe às universidades fazer gestão de recursos humanos. Isso talvês fosse uma obrigação do governo.

    Deviam também reconhecer os cursos que não interessam nem ao menino Jesus e acabar com eles.
    Se dizes isso por os cursos serem pouco frequentados, então discordo. Isso não deve ser motivo para acabar com cursos, é um motivo para fazer uma gestão diferente desses cursos, mas não para acabar com eles. Mas se tiveres a referir-te a cursos que eventualmente existam, mas cujo conhecimento possa ser adequirido em outros cursos, não representando por isso uma perda de conhecimento e de capacidade de transmissão de conhecimento, então concordo.


    Re:Politica de Recursos Humanos em Portugal! (Pontos:1)
    por DeadKill em 28-03-03 17:14 GMT (#34)
    (Utilizador Info)
    Viva!

    Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra.
    Eu penso e estou a ver a coisa como uma transição, algo de temporário, so estou desempregado desde este ano, ou seja 3 meses.

    Cumprimentos:
        Pedro Coelho
    Re:Politica de Recursos Humanos em Portugal! (Pontos:1)
    por Init em 30-03-03 12:10 GMT (#53)
    (Utilizador Info)

    «Os jovens são obrigados a "dar passos maiores do que as suas pernas podem" ao 9º ano escolherem uma área específica sem saber se possuem aptidões para tal.»
    Pior ainda é que na verdade não têm noção do que essas àreas realmente são.

    «Uns tempos atrás li na Visão Alemã que "somos um dos países da europa com o nível de cultura geral mais baixo" e isso não me admira nada....Infelizmente.»
    Isso deve-se a um sistema de ensino que obriga os alunos a empinarem conhecimento, contra vontade, envês de estimular a vontade de aprender mais sobre mais coisas.


    O Bom Português (Pontos:2)
    por jorgelaranjo em 29-03-03 23:41 GMT (#52)
    (Utilizador Info) http://lesi.host.sk/fueg0/
    «Acho que era interessante todos vocês darem a vossa opinião ( e talvez para variar sem flames e sem guerras de "bom português").» Posso estar parvo, mas vamos discutir «Licenciados em Portugal para quê?» e fazemos de conta: «Bah! Que se lixe o português. O que interessa é se eu percebo disto ou daquilo?» Não! Não, muito obrigado. Qual é o problema de 50% estarem a frequentar uma licenciatura? Qual é o problema? Não o vejo. O sistema, muito naturalmente, filtra aqueles que são bons e deita fora os que são maus. É bom que haja muita gente na universidade. Quantos mais, melhor. Assim podemos formar mais e melhor. Não é? O Sr. Claúdio tem medo que os Eng. Informáticos lhe tirem o cargo? Não tenha medo. Os bons são sempre bons. Mas os maus são sempre piores!:) Basicamente, este post é para lhe dizer: Discuta o que lhe apetecer, mas escreva em Português. Assim sempre o podemos entender.

    Cumprimentos,
    Jorge Laranjo
    01100110 01110101 01100101 01100111 00110000
    http://fueg0.tk
    Re:O gato comeu-te a lingua? Qual gato? (Pontos:2)
    por MacLeod em 28-03-03 10:14 GMT (#10)
    (Utilizador Info)
    sim a culpa tambem dessa pessoa estar a trabalhar nas obras tambem nao e' do estado?

    Mas que culpa é que o estado tem que a pessoa não tenha feito boas escolhas quanto à sua vida profissional? Ou que estejamos em recessão? O papel do estado não é suposto ser de babysitter...

     

     

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